Nadal, Federer, ou algum azarão?
Postado em Top Spin
Desde Roland Garros em 2005, apenas 2 jogadores, além de Roger Federer e espanhol Rafael Nadal, venceram Grand Slams: o sérvio Novak Djokovic (na Austrália, em 2008) e o argentino Juan Martin Del Potro (no US Open, do ano seguinte). Pois, já estamos em 2011 e, a princípio, é difícil imaginar que o campeão do Aberto da Austrália não seja o suíço ou o espanhol.
Como fã do tênis que sou, penso que seria tão incrível quanto surpreendente algum novo jogador conquistar o título. O britânico Andy Murray, por exemplo. Alguém já o imaginou levantando a tão cobiçada taça em Melbourne, no próximo dia 30? Ou o russo Nikolay Davydenko?
Se fosse para apostar em nomes fora a dupla Federer-Nadal, eu iria nos dois acima. Mesmo eu sendo muito fã do jogo do letão Ernests Gulbis. Mas aí já seria demais imaginar que o ‘Menino Maluquinho’ fosse tão longe na Austrália. Então, vou de Murray e Davydenko como as ‘surpresas’ deste ano, lembrando que o britânico defende o vice-campeonato (e não costuma lidar muito bem com pressões).
Voltando a falar dos dois principais favoritos, que me desculpem os fãs do suíço, mas se fosse para apostar em apenas um dos dois, eu iria de Nadal.
Apesar de não dizer isso nas entrevistas, acredito que a maior motivação do espanhol seja em fechar o ‘Rafa Slam’, vencendo quatro Majors seguidos, façanha que não acontece há décadas. Como muitos sabem, o número 1 do mundo vem dos títulos em Roland Garros, Wimbledon e US Open.
Isso sem falar que o Grand Slam em que o espanhol terá menos pontos a defender (e, consequentemente, menos pressão) é o australiano. Ano passado, ele parou nas quartas, diante de Murray.
E o bicampeonato em Melbourne serviria para Nadal aumentar não só a confiança, como a vantagem sobre Federer no ranking. Até porque, de março em diante, o número 1 do mundo terá uma ‘infinidade’ de pontos a defender.
Mas o suíço não vem do título em Doha, sem perder sets? Claro que sim e jogou muito o Federer naquele torneio, em que pese o nível dos rivais (com exceção de Davydenko, vice, não enfrentou nenhum top 20).
Resta saber como o maior de todos os tempos (para muitos) atuará em Melbourne, torneio que ele já conquistou quatro vezes (2004, 06, 07 e 10). Obviamente, o penta na Austrália é uma motivação enorme para o suíço, que, assim, além de se aproximar do topo do ranking, iria aumentar seu recorde de Slams.
CLIJSTERS: Apesar das surpresas que muitas vezes acontecem na WTA, aposto num título da belga Kim Clijsters em Melbourne (apesar de torcer pelo primeiro Grand Slam da dinamarquesa Caroline Wozniacki). E de torcer, também, pelo segundo da sérvia Ana Ivanovic. Mas aí já é sonhar e muito…rs


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