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Gustavo Loio

Jornalista, 35 anos, 'tenista' e 'beach tenista' nas (poucas) horas vagas. Fã, principalmente, de um catarinense chamado Gustavo Kuerten. Na WTA, seu top 2 é formado por Ivanovic e Dementieva. Autor do Blog Top Spin, no site do Jornal O Globo.

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Nadal, Federer, ou algum azarão?

Postado em Top Spin

Desde Roland Garros em 2005, apenas 2 jogadores, além de Roger Federer e espanhol Rafael Nadal, venceram Grand Slams: o sérvio Novak Djokovic (na Austrália, em 2008) e o argentino Juan Martin Del Potro (no US Open, do ano seguinte). Pois, já estamos em 2011 e, a princípio, é difícil imaginar que o campeão do Aberto da Austrália não seja o suíço ou o espanhol.

Como fã do tênis que sou, penso que seria tão incrível quanto surpreendente algum novo jogador conquistar o título. O britânico Andy Murray, por exemplo. Alguém já o imaginou levantando a tão cobiçada taça em Melbourne, no próximo dia 30? Ou o russo Nikolay Davydenko?
Se fosse para apostar em nomes fora a dupla Federer-Nadal, eu iria nos dois acima. Mesmo eu sendo muito fã do jogo do letão Ernests Gulbis. Mas aí já seria demais imaginar que o ‘Menino Maluquinho’ fosse tão longe na Austrália. Então, vou de Murray e Davydenko como as ‘surpresas’ deste ano, lembrando que o britânico defende o vice-campeonato (e não costuma lidar muito bem com pressões).

Voltando a falar dos dois principais favoritos, que me desculpem os fãs do suíço, mas se fosse para apostar em apenas um dos dois, eu iria de Nadal.

Apesar de não dizer isso nas entrevistas, acredito que a maior motivação do espanhol seja em fechar o ‘Rafa Slam’, vencendo quatro Majors seguidos, façanha que não acontece há décadas.  Como muitos sabem, o número 1 do mundo vem dos títulos em Roland Garros, Wimbledon e US Open.

Isso sem falar que o Grand Slam em que o espanhol terá menos pontos a defender (e, consequentemente, menos pressão) é o australiano. Ano passado, ele parou nas quartas, diante de Murray.

E o bicampeonato em Melbourne serviria para Nadal aumentar não só a confiança, como a vantagem sobre Federer no ranking. Até porque, de março em diante, o número 1 do mundo terá uma ‘infinidade’ de pontos a defender.
Mas o suíço não vem do título em Doha, sem perder sets? Claro que sim e jogou muito o Federer naquele torneio, em que pese o nível dos rivais (com exceção de Davydenko, vice, não enfrentou nenhum top 20).

Resta saber como o maior de todos os tempos (para muitos) atuará em Melbourne, torneio que ele já conquistou quatro vezes (2004, 06, 07 e 10). Obviamente, o penta na Austrália é uma motivação enorme para o suíço, que, assim, além de se aproximar do topo do ranking, iria aumentar seu recorde de Slams.

CLIJSTERS: Apesar das surpresas que muitas vezes acontecem na WTA, aposto num título da belga Kim Clijsters em Melbourne (apesar de torcer pelo primeiro Grand Slam da dinamarquesa Caroline Wozniacki). E de torcer, também, pelo segundo da sérvia Ana Ivanovic. Mas aí já é sonhar e muito…rs

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2011 promete muitas emoções

Postado em Destaques, Top Spin

No início deste ano, muitos achavam improvável que o suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal manteriam acesa a chama de uma das maiores rivalidades (dentro da quadra, diga-se de passagem) da história do tênis.

Mas, terminado o ATP Finals de Londres, com a incontestável vitória do suíço, a melhor notícia, para os fãs desse esporte, é que 2011 promete. E como.

Em 2010, Federer e Nadal pareciam estar numa gangorra: enquanto um estava por cima, o outro não acompanhava o ritmo. Em janeiro, era o suíço o destaque, graças ao título do Aberto da Austrália, torneio em que seu maior rival parou nas quartas de final. Dois meses depois, o espanhol despencava para o quarto lugar no ranking. E muitos acreditavam que começaria ali a decaída de Nadal. Puro engano.

A partir de abril, quem ficou no alto da gangorra foi justamente o espanhol, que ganhou todos os Masters 1000 no saibro (incluindo a final contra Federer em Madri) e, de quebra, Roland Garros. No mês seguinte, o bi em Wimbledon. Em setembro, o inédito título do US Open.

Pois, no apagar das luzes de 2010, eis que reaparece Federer, com cinco jogos impecáveis. E o merecidíssimo título em Londres.

Diante de uma temporada incrível como essa, fica difícil prever quem estará na frente daqui a um ano. Mas uma coisa é certa: o tênis só tem a ganhar com dois jogadores do nível de Federer e Nadal.

Que venha 2011!

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A hora de Soderling? Tomara que não…

Postado em Destaques, Top Spin


Se tem um jogador da atualidade por quem não tenho a menor simpatia é o sueco Robin Soderling. Principalmente, desde que ele imitou o espanhol Rafael Nadal durante uma partida em Wimbledon. E perdeu, como quase sempre. Não me lembro de um deboche tão grande com um adversário como aquele gesto infeliz do sueco.

Pois quis o destino que a maior vitória da carreira do sueco fosse justamente contra o Rei do Saibro, ano passado, nas oitavas de Roland Garros.

A partir daí, verdade seja dita, o tênis do sueco só fez evoluir, provando que confiança é tudo em qualquer esporte. Principalmente no tênis.

E com a confiança nas alturas (acaba de alcançar o melhor ranking da carreira), o ‘simpático’ Soderling disputará, a partir de domingo, o ATP Finals de Londres, torneio que reúne os oito melhores da temporada.

Pelo que o bi-vice-campeão de Roland Garros vem jogando, não é nenhum exagero apontá-lo como um dos favoritos. Afinal, no domingo passado, o agora número 4 do mundo conquistoui seu primeiro Masters 1000, em Paris.

Antipatia por Soderling à parte, foram impressionantes o sangue frio e a precisão do sueco em sua brilhante campanha em Paris. Especialmente nas semifinais, contra o anfitrião Michael Llodra. O número 4 do mundo salvou três match points no peito e na raça.

Agora, manterá o sueco a excelente fase e conquistará, também, o título em Londres?

Sinceramente? Tomara que não…

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Meu nome é Loio, Gustavo Loio

Postado em Top Spin

Desde que optei por essa profissão chamada jornalismo, escrever sobre tênis está longe de ser um trabalho pra mim. É, sim, um enorme prazer.

E agradeço, em primeiro lugar, ao meu amigo Alexandre Cossenza pelo convite para escrever neste espaço. Pra mim, é uma honra dividir o mesmo espaço com tanta gente boa, como aqui no Teniscópio.

Há pouco mais de 2 anos (mais precisamente desde o dia 25 de outubro de 2008), sou o autor do Blog Top Spin, único da modalidade no site do Jornal O Globo. 

Como acontece com meu blog no site do Globo, serão sempre bem-vindos os comentários, as críticas e as sugestões. Só não me peça para escrever menos sobre uma sérvia chamada Ana Ivanovic.

Aliás, como fã que sou dessa ex-número 1 do mundo, não poderia deixar de homenageá-la em meu primeiro post aqui no Teniscópio. Afinal, a musa acaba de conquistar seu segundo título na temporada.

Viva a Ivanovic!