Victoria Azarenka bateu Maria Sharapova em dois sets para conquistar o título de Indian Wells no último domingo, dando sequência a uma incrível série de resultados em 2012: 23 vitórias e nenhuma (sim, eu disse nenhuma) derrota.
Enquanto a bielorrussa segue os passos da incrível campanha que Novak Djokovic protagonizou no ano passado, onde foi perder sua primeira partida do ano apenas em Roland Garros, o mundo se surpreende com a dominação absoluta de uma jogadora no até ontem conturbado ranking da WTA.
Jogadoras rainhas do circuito não são novidade na WTA, vide Justine Henin, Martina Hingis e Steffi Graf, apenas para ficar em exemplos mais recentes. Mas há alguns anos o tênis feminino vinha vivendo um período de entressafra. O que se viu foi uma série de jogadoras que ocuparam o topo do ranking na base da regularidade e sem conseguir resultados expressivos (leia-se: sem título de Grand Slam), que passavam o ano inteiro cavando pontos em torneios intermediários mas acabavam sempre entregando os Majors para alguma jogadora desconhecida ou para a Serena Williams. A americana, aliás, não poupou sarcasmo para Dinara Safina, uma das tenistas que se rodiziaram como número 1 nessa época.
Além da russa, outras célebres ocupantes dessa posição foram Jelena Jankovic e a recém deposta Caroline Wozniacki. Em comum entre as três, um excelente jogo de velocidade no fundo de quadra, uma capacidade defensiva absurda, e muito pouca intimidade com winners.
Quando Petra Kvitova bateu Sharapova na final de Wimbledon no ano passado (estaria Maria se tornando uma espécie de escada para as novas caras da WTA? #trollface), o mundo depositou na tcheca as esperanças de uma nova número 1 legitimada pelo bom tênis e resultados vistosos. Petra quase chegou lá, mas ao fim do ano ficou apenas com o número 2.
E eis que este ano, a bielorrussa cabeluda que já rondava as primeiras posições do ranking da WTA há algum tempo, mas sem nunca demonstrar muitas condições de chegar ao topo, resolveu virar o jogo. Azarenka colocou os nervos no lugar, deixou de lado as fofoquinhas com as coleguinhas do circuito, adicionou consistência à incrível potência de seus golpes e foi à luta. Chegou à posição de número 1 ao mesmo tempo em que conquistou seu primeiro título de Grand Slam, no Aberto da Austrália (lamento dizer, mas foi em cima da Sharapova…). Ainda estamos em março, e Vika já tem 4 títulos. A exemplo do que aconteceu com Djokovic no ano passado, quando o sérvio reformulou sua dieta e prerapação física e deixou um pouco de lado as imitações e palhaçadas, Vika parece ter entrado em 2012 decidida a focar no que interessa: o tênis. Até agora, tem dado certo. Azarenka tem sido irrepreensível este ano dentro de uma quadra de tênis – bom, talvez exceto pelo modelito estrambólico de short branco com calça preta por baixo que a moça desfilou na final…
Será que a nova rainha da WTA resistirá invicta até Roland Garros? Ou poderá ir além? O fato é que Victoria Azarenka se acomodou muito bem ao seu trono. As outras que suem para tirá-la de lá.
Aproveitar as chances é um dos maiores chavões do mundo esportivo, seja qual for a modalidade, deve-se aproveitar as chances que aparecem pelo caminho. E é exatamente isso que vem fazendo nossa número 1 do ranking, Caroline Wozniacki, dentro e fora das quadras. Enquanto o circuito sofre com a ausência temporária das irmãs Williams e com a inconstância da belga Kim Clijsters, que voltou a se contundir, Wozniacki vai vencendo seus jogos, colecionando títulos – venceu, na semana passada, em Charleston, o segundo em três torneios – e, o mais importante, adquirindo muita confiança. O sucesso nas quadras aliado ao invejável carisma da musa teen, vem rendendo à líder do ranking vários contratos de patrocínios e campanhas publicitárias: Adidas Stella McCartney, E-Books.dk, Yonex, Rolex, Turkish Airlines, Sony Ericsson, Oral B, Proactiv, Oriflame, Compeed… No ranking o reflexo é ainda maior, Wozniacki se distancia de Clijsters e Cia a cada semana, e ainda tem, no saibro, a chance de se consolidar definitivamente na liderança do ranking do feminino.
Veja o vídeo da campanha da Compeed, o último, pelo menos por enquanto, merchan assinado pela número 1 do ranking e da publicidade.
Uma das maiores amigas de Wozniacki no circuito, a bielorussa, Victoria Azarenka, está tentando seguir os passos da líder do ranking. Em Marbella, torneio espanhol com a chave relativamente fraca, Azarenka atropelou as adversárias e, ainda, deu sorte de não enfrentar Kuznetsova na final, que seria, em tese, a adversária mais forte da chave. Para levantar o troféu, Vika sequer enfrentou uma top 40 – a melhor ranqueada no caminho da bielorussa foi Sara Errani, à época no nº. 43 da WTA – e venceu sem perder sets. Pelo caminho Azarenka ainda encontrou a russa Dinara Safina, ex-número 1 da WTA e dona (por que não?) de três vices de Grand Slam, que contundida nem completou o primeiro set do duelo. Antes de Marbella, Azarenka havia aproveitado suas chances em Miami, quando não tomou conhecimento de uma, aparentemente, contundida Kim Clijsters e, nas semifinais, de uma Vera Zvonareva que não estava nos seus melhores dias. Na final, o golpe certeiro: Vika aproveitou a eliminação precoce de Wozniacki e atropelou Sharapova, que vinha embalada, mas sem convencer. Aproveitar as chances é fundamental. Azarenka se doou em Miami, deu seu máximo, e o fruto já foi colhido, a bielorussa debutou no top 5 do ranking feminino e pode romper a barreira de passar por uma quartas de final em torneios do Grand Slam.
Derrotada por Caroline Wozniacki na final do torneio da Carolina do Sul, a russa, Elena Vesnina, também aproveitou bem suas chances. Primeiro ao eliminar, nas rodadas prévias, Rebecca Marino e Bethanie Mattek-Sands, tenistas que viviam melhor momento do que a russa na temporada; depois, por se impor diante de Samantha Stosur, que era a segunda cabeça-de-chave em Charleston, mas vive um mau momento no circuito. Com a chave aberta, Vesnina ainda passou por Goerges e Peng para atingir a terceira final da carreira e a primeira do ano. Se em simples Vesnina caiu na final, nas duplas a história foi diferente. Jogando pela terceira vez seguida com Sania Mirza, a russa repetiu a campanha o feito de Wozniacki, e também saiu com os troféus em Miami e Charleston. Falando em duplas, as espanholas Nuria Llagostera Vives e Arantxa Parra Santoja fizeram a festa da torcida em Marbella ao derrotar, numa disputada final, a principal dupla do torneio formada pelas italianas Errani e Vinci.
Ainda na onda de aproveitar as chances, Rússia e República Tcheca tentam essa semana voltar a uma final de Federation Cup. As russas pegarão a atual bicampeã do mundo, a Itália, que vai a Moscou sem suas duas maiores estrelas: Francesca Schiavone e Flavia Pennetta. Sara Errani, Roberta Vinci, Alberta Brianti e Maria Elena Camerin terão a ingrata missão de superar as donas da casa que contarão com Vera Zvonareva (número 3 da WTA e retornando ao time depois de dois anos), Svetlana Kuznetsova, além de Anastasia Pavlyuchenkova e Ekaterina Makarova. A missão das tchecas é um pouco mais difícil. Petra Kvitova, Iveta Benesova, Barbora Zahlavova Strycova e Lucie Hradecka terão que superar o time belga, que sediará o duelo em Charleroi, para levar a República Tcheca pela primeira vez, com esse nome, à uma final de Fed Cup – a última vez que as tchecas estiveram numa decisão foi em 1988, ainda com o nome de Tchecoslováquia. Para motivar ainda mais o time tcheco, a Bélgica não contará com Kim Clijsters, contundida, e será comandada por Yanina Wickmayer e Kirsten Flipkens. Olha a chance ai!
Nos playoffs do Grupo Mundial, a Alemanha recebe o time norte americano em Stuttgart; A França vai até Lleida enfrentar a Espanha no saibro; Jelena Jankovic e Ana Ivanovic tentarão no saibro de Bratislava manter a Sérvia na elite do tênis mundial contra a Eslováquia; e Austrália, sem Sam Stosur, e Ucrânia, sem as irmãs Bondarenko, se enfrentam no saibro de Melbourne. O duelo entre Japão e Argentina, que vale a permanência no grupo Mundial para um dos dois países foi adiado para o mês de Julho, em virtude do terremoto e Tsunami que atingiu o país asiático no último mês. Os demais duelos ocorrerão normalmente. Assim, a Bielorússia da embalada Victoria Azarenka recebe a Estônia (sem Kaia Kanepi) em Minsk, enquanto que Eslovênia e Canadá se enfrentam no saibro de Koper, no país europeu; e a Suécia vai até Lugano enfrentar o time suíço liderado por Patty Schnyder. É a grande chance de Victoria Azarenka inserir seu país no grupo Mundial da Federation Cup.
Depois da boa campanha de Vivian Segnini no saibro argentino, que rendeu à paulista a vice liderança do ranking nacional, na última semana foi a vez da paulistana Roxane Vaisemberg aproveitar suas chances e também chegar a uma semifinal de challenger e retomar ao número 2 do Brasil no ranking que será divulgado na próxima semana. Vaisemberg foi eliminada pela croata Ajla Tomljanovic, gerenciada pela IMG, nas semifinais. O torneio foi vencido pela neozelandesa Marina Erakovic, que havia vencido o torneio de Pelham na semana anterior. As canadenses, Sharon Fichman e Marie-Eve Pelletier ficaram com o troféu nas duplas. No outro torneio challenger da semana, as australianas Casey Dellacqua e Olivia Rogowska fizeram a final local, em Bundaberg, além de terem conquistado juntas a chave de duplas. Na final de simples, vitória de Dellacqua em dois sets, 62 63.
Bate-pronto:
- Depois de duas semanas treinando em Porto Alegre, Vivian Segnini vai para os Estados Unidos para jogar challengers de 50 mil. A paulista de São Carlos estreia sua saga no qualifying do Challenger de Dothan, no Alabama. A chance está ai…
- O tênis nacional vem colhendo bons resultados nessas últimas semanas. Depois das semifinais de Segnini e Vaisemberg, em Buenos Aires e Jackson, respectivamente, essa semana foi a vez da carioca Ana Clara Duarte conseguir, depois de um bom tempo, uma boa vitória. Clarinha venceu Mandy Minella na primeira rodada do Challenger de 100 mil (com hospedagem) em Johanesburgo. Minella foi um dos destaques do último U.S. Open ao furar o qualifying e chegar na terceira rodada.
Fotos: Getty Images, Andalucia Tennis Experience, Family Circle Cup
Se existe um lugar que não é bom ser a líder do ranking da WTA, esse lugar é Miami. Lá ser top seed significa uma coisa, você não irá levantar o troféu de campeã, pelo menos nas últimas edições do torneio é o que tem ocorrido, que o diga Caroline Wozniacki, a última vítima da maldição.
A última vez que a primeira cabeça de chave venceu no Crandon Park foi em 2004, quando Serena Williams, sempre ela, derrotou Dementieva na final, para vencer o terceiro, dos cinco títulos que possui no WTA da Florida.
Parece que o jogo defensivo da dinamarquesa não foi páreo para os potentes golpes da maldição, que, na forma da alemã Andrea Petkovic, derrotou a líder do ranking ainda na terceira rodada. Depois, Petkorazzi ainda passou por Jankovic, antes de esbarrar em Maria Sharapova, que tentava eliminar a maldição que lhe persegue em Miami, torneio que a musa não jogava há alguns anos por conta das lesões, e nunca venceu.
Antes de tentar matar a maldição que lhe persegue na terra dos pântanos, Maria tratou de acabar com a controversa Petkodance, aquela dancinha que a alemã fazia para comemorar suas vitórias. Sharapova inclusive foi uma das vítimas da, agora, aposentada dança. Melhor para Ivanovic que não terá que mostrar ao mundo a sua total falta de molejo.
Falando em Ivanovic, a sérvia novamente deixou a quadra chorando, dessa vez não foi por causa de nenhuma contusão, menos mal. Aninha liderava o jogo contra Clijsters com 5/1 no terceiro set, deu aquela amarelada, perdeu no tie-break e deixou a quadra aos prantos. O baque foi tanto que Aninha desistiu de jogar o WTA de Marbella. na Espanha, essa semana.
Voltando a falar de Sharapova, a bela não conseguiu derrubar sua maldição pessoal em Miami. Até que dessa vez a russa chegou perto, mas a maldição se trajou de um vestido da Nike azul e branco, colocou uma trança, ganhou urros ensurdecedores e ótimos golpes de base, além da carinha da bielorussa Victoria Azarenka, e venceu o torneio. A campanha de Vika em Miami foi incontestável: derrotou Clijsters, Zvonareva e Sharapova em sequência e sem perder sets. Ok, como não existe torneio da Azarenka sem um tropecinho, em Miami ela perdeu três sets, nas três primeiras rodadas contra Hradecka, Cibulkova e Pavlyuchenkova, os jogos teoricamente menos complicados.
Desde que Ai Sugiyama se aposentou, Daniela Hantuchova não sabia o que era vencer um torneio de duplas. Depois de tentar parcerias com Vesnina e Wozniacki, Dani se juntou à Agnieszka Radwanska no fim do ano passado. Em Miami, enfim, elas conseguiram chegar à primeira final juntas. E não foi só isso, venceram Nadia Petrova e Lizel Huber na final e levantaram a taça. A nona da eslovaca nas duplas, e apenas o segundo troféu de Radwanska, que havia vencido apenas em 2007, em Istambul, ao lado da irmã Urszula. Já a última conquista de Hantuchova nas duplas tinha sido ao lado de Sugiyama, em Roma, no longíquo ano de 2006. Depois disso elas até fizeram final de Grand Slam, Melbourne (2009), mas caíram diante das irmãs Williams.
E chegou ao fim a primeira parte da temporada de quadras duras na Oceania/Asisa Petroleira/EUA… essa semana começa a gira de torneios no saibro. Nessa temporada só teremos um torneio do saibro verde, o WTA de Charleston, o resto será no tradicional “barro vermelho”. Vamos ver o que a temporada no saibro nos reserva.
Bate-pronto:
- Tivemos muitos challengers na semana. Os destaques foram as vitórias de Iryna Bremond, na China, conquistando o segundo torneio seguido; e Petra Cetkovska na Espanha. Eis todas as campeãs:
- Entre as brasileiras, o destaque foi, novamente, a ascendente Vivian Segnini que chegou nas semifinais do challenger argentino em simples e duplas. Na chave de simples, Segnini perdeu, em dois sets, para a campeã do torneio, a austríaca Patricia Mayr-Achleitner. No Future de Ribeirão Preto, Gabriela Cé venceu nas duplas, ao lado da russa Irina Khromacheva, campeã também em simples.
Indian Wells está longe de ser Tashkent, que é a sede de torneios da WTA mais afastada da costa marítima, pelo contrário, o complexo encontra-se a poucas dezenas de quilômetros da badalada L.A. e do Oceano Pacífico. Considerado o quinto Grand Slam do ano, ao lado do seu irmão gêmeo, o WTA de Miami, o torneio que possui o mesmo tamanho de chave de um Major, é disputado em meio ao deserto Californiano. Se muitas tenistas reclamam da influencia constante do vento nas partidas e do calor e ar seco, muitas adoram o fato de poderem se concentrar melhor para os jogos, já que não existe muitas distrações em torno do complexo. Deixando um pouco de lado a geografia da Costa Oeste dos EUA, vamos falar do que mais marcou o torneio de Indian Wells.
Número 1 do mundo, Caroline Wozniacki, aquela que estaria fadada a não conquistar os grandes torneios devido ao seu jogo “extremamente defensivo”, foi a rainha do torneio californiano. Primeiro, por brilhar, no sentido literal da palavra, na festa do evento. Ok, não foi um ponto alto da Carol, como destacou Bê Arruda, mas a dinamarquesa marcou presença. Depois, ai sim, um golaço da loirinha, Carol, juntamente com sua amiga e adversária da partida quartas de final, Victoria Azarenka, homenageou as vitimas dos terremotos e Tsunamis do Japão, emocionando a todos que assistiam à partida. Por fim, para fechar a participação com chave de ouro, Carol venceu o torneio ao derrotar Bartoli em três sets, conquistando o segundo troféu na temporada e o 14º na carreira.
Kim Clijsters, Victoria Azarenka e Anna Chakvetadze, não terão boas lembranças dessa edição do premier de Indian Wells. As duas primeiras porque tiveram que largar suas partidas em virtude de contusões. Kim sentiu o ombro direito no duelo de oitavas de final contra Bartoli e, mesmo vencendo a partida por um set a zero, não conseguiu concluir a vitória e abandonou quando a francesa liderava o segundo set com uma quebra de vantagem. Já a bielorussa, que sejamos honestos tem um vasto histórico de contusões e abandonos, jogou apenas três games antes de sentir uma lesão na perna no jogo contra a Best-friend-forever, Caroline Wozniacki. A russa Anna Chakvetadze, ex-top 5 da WTA, voltou a assustar seus fãs ao não se sentir bem durante a partida contra Kirilenko, o que culminou com mais um abandono. Chakvetadze que já desmaiara em Dubai quando sacava para empatar a partida contra Wozniacki, sofreu novo desmaio dessa vez poucos minutos depois do abando na Califórnia. Dias depois, a russa divulgou em seu facebook que sofre de uma síndrome que provoca desmaios e que iria se tratar, o que afastará das quadras até o WTA de Stuttgart, provavelmente.
Se a fase não é boa nas partidas de simples, Elena Vesnina ganhou um motivo para sorrir. A russa, que no ano passado conquistou o vice campeonato de Wimbledon na chave de duplas, ao lado de Zvonareva, se juntou à indiana Sania Mirza e venceu o torneio de duplas em Indian Wells. Na final elas derrotaram as favoritas Bethanie Mattek-Sands e Meghann Shaughnessy, que contavam com o apoio da torcida local. Antes mesmo da partida final, o dueto russo-indiano anunciou que a parceria se manterá, pelo menos, até o torneio de Wimbledon. Vida longa à dupla.
Antes da festa do evento, algumas tenistas disseram quais são as músicas que elas estão ouvindo ultimamente. Confira o que embala Wozniacki, Azarenka, Clijsters, Zvonareva, Cornet, Radwanska, entre outras estrelas do tênis feminino.
Bate-pronto:
- O caribe foi o destino daquelas que foram precocemente eliminadas em Indian Wells e preferiram continuar em atividade. No CH de Nassau, nas Bahamas, evento de maior grandeza da série Challengers, a grande campeã foi uma zebraça. A bielorussa Anastasiya Yakimova venceu o torneio que tinha nomes como Petra Kvitova, Tsvetana Pironkova, Timea Bacsinszky, entre outros. Detalhe, sem perder nenhum set nas partidas contra Flipkens, Rodionova, Rus, Rybarikova e Kerber. Sensação da temporada, a tcheca Petra Kvitova foi ao Caribe mesmo para relxar, tomar um banho de sol, de mar… só isso para explicar a derrota de primeira rodada contra Kristina Barrois, 61 57 36. Nas duplas, vitória das principais favoritas, a sul-africana, Natalie Grandin e a tcheca Vladimira Uhlirova.
- No outro evento CH da semana, em Sanya, na China, o título ficou com Zhang Ling, de Hong Kong. Oitava cabeça de chave da competição de 25 mil, que tinha como principal favorita a bela Mandy Minella de Luxemburgo, Ling não se intimidou diante da ucraniana/francesa Iryna (ex-Kuryanovich) Bremond, e venceu a final em três sets, 36 76(4) 64. Pelo menos nas duplas, Bremond teve sorte diferente, ao lado da croata Ana Mijacika, venceu quatro jogos e se sagrou campeã.
- Três brasileiras se destacaram na semana, duas delas levantaram troféus. A simpatíssima, Vivian Segnini, chegou às quartas de final do Future de Metepac, no México, disputado em quadras rápidas. A pernambucana TelianaPereira, que perdeu grande parte da temporada passada recuperando-se de uma cirurgia, derrotou a americana Amanda Fink, sexta preclassificada, por duplo 6-4, e levantou o troféu de campeã. No Chile, a catarinense Maria Fernanda Alves, se recuperou da precoce eliminação na chave de simples – caiu nas quartas de final diante da argentina Catalina Pella – e venceu a chave de duplas, ao lado da também argentina, Paula Ormaechea.
A dinamarquesa Caroline Wozniacki venceu seis torneios em 2010, chegou às semifinais do U.S. Open e à decisão do “Torneio das Campeãs”em Doha, e terminou o ano no topo do ranking da WTA. Wozniacki já chegou à final de um Grand Slam, o U.S. Open, em 2009, mas foi derrotada em sets diretos por Kim Clijsters.
Vera Zvonareva é atualmente a melhor tenista russa em ranking, performance e resultados. Zvonareva apresentou grande evolução técnica e psicológica e foi vice-campeã dos dois últimos Majors, quando foi derrotada por Serena Williams em Wimbledon, e Clijsters em Nova York. Em 2009, Verinha chegou às semifinais em Melbourne, o que foi, até então, seu melhor resultado em torneios do Grand Slam.
Assim como Zvonareva, Samantha Stosur também bateu na trave no ano passado ao ficar com o vice-campeonato do Aberto Francês. Dona de um estilo de tênis diferenciado e agressivo, Sam terá todo o apoio da torcida australiana para sair de Melbourne com o troféu nas mãos.
A sérvia Jelena Jankovic chegou à final de um torneio Major uma única vez, em 2008 nos Estados Unidos. De lá pra cá, a sempre regular Jankovic perdeu a consistência, pouco evoluiu tecnicamente e sofreu derrotas inesperadas diante de adversárias inexpressivas. Não parece ser esse o momento da sérvia.
Victoria Azarenka e Li Na ainda sequer sentiram a adrenalina de disputar uma final de Grand Slam – a bielorussa, inclusive, tem como melhor resultado apenas a fase de quartas de final, – mas mostraram grande evolução nos últimos anos e conquistaram vitórias importantes. Na última edição do Australian Open, ambas foram eliminadas pela eventual campeã, Serena Williams.
Sem Serena Williams, atual bicampeã em Melbourne e dona dos últimos quatro títulos do Australian Open disputados em anos ímpares, Wozniacki, Zvonareva, Stosur, Jankovic, Azarenka e Li terão a grande chance da carreira de entrar para o seleto grupo das “Campeãs de Grand Slams”. Entretanto, se Serena Williams não está em Melbourne, outras tenistas que já venceram, pelo menos, um Grand Slam na carreira, prometem adiar os sonhos do sexteto acima.
Venus Williams, Justine Henin, Maria Sharapova, Kim Clijsters, Svetlana Kuznetsova, Ana Ivanovic e Francesca Schiavone, juntas, somam 24 troféus de Majors nos torneios de simpes, e conhecem bem os atalhos para vencer um Slam. Com Venus Williams longe de sua melhor forma física e Sharapova afastada das grandes vitórias já há algum tempo, as belgas parecem ser as mais perigosas, pois estão em melhor forma técnica e física, e devem ser as grandes ameaças da turma que busca o primeiro título de um Grand Slam. Azar de Wozniacki e Jankovic que podem ter, nas quartas de final, Henin e Clijsters, respectivamente, para chegar a tão sonhada final do dia 29 de janeiro.
Bate-pronto:
- Depois de enfrentar Wickmayer e Bartoli em Auckland e Hobart, respectivamente, Dinara Safina mais uma vez não levou sorte no sorteio da chave, e terá, logo na primeira rodada, a super favorita Kim Clijsters;
- O sorteio da chave principal feminina preparou possíveis encontros, que se confirmarem serão emocionantes: Venus vs. Sharapova (Oitavas de final); e Wozniacki vs. Henin (Quartas de final);
- Já na primeira rodada teremos alguns jogos interessantes: Wozniacki x Dulko; Wickmayer x Groth; Vesnina x Razzano; K. Bondarenko x Peng; Date Krumm x Radwanska e Makarova x Ivanovic. Desses, o meu favorito é Wicky contra Groth, que vem jogando muito bem e jogará com o apoio da torcida.
- Das minhas tenistas preferidas, quem tem a melhor estreia é Pavlyuchenkova contra a belga Kirsten Flipkens, que não joga desde a temporada passada; Vera Zvonareva joga contra Sybille Bammer e Maria Sharapova encara Tanasugarn, não creio que elas enfrentarão muitas dificuldades contra as experientes tenistas; Chakvetadze tem um jogo complicado com Olga Govortsova; Pervak e Petrova se matarão na primeira rodada; Safina, como disse anteriormente, precisa se benzer urgentemente.
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