Olha agente aê! Chegou – atrasada – sua dose semana de trollagem em forma de áudio!
Neste podcast, comandado pelo popular e polêmico (não mais polêmico que mamilos) apresentador George “Eu sou Maria” Galli, passamos rápido pelos ATP de Tóquio e de Pequim por que né, a quem queremos enganar, ninguém aqui vê ATP direito, nem mesmo Sheiloka Vireira.
Analisamos os resultados do WTA de Pequim (Aga, sua linda), tentamos achar uma explicação para o que aconteceu na China do mal e temos um momento de devoção a ninja mor da WTA, a linda da Agnieszka Radwanska.
A parte de trollagem foi fraca nesta edição porque além de sermos jornalistas sérios agora (Ah vá), estávamos sem dois dos nossos maiores trolladores, Marden “Carioca forgado” Diller e Michel “Bepa, sua linda” Figueiredo. Mesmo assim o arrobaC*rtos brasileiro conseguiu dizer algumas frases de impacto pra sambar na cara dos ouvintes.
Neste podcast:
00:33 – Apresentações
01:44 – ATP Tóquio e Pequim
09:02 – ATP Shanghai
18:10 – WTA Pequim
59:56 – WTA randômicos da semana: Osaka e Linz
1:09:04 – Momento off-court: Vera Zvonareva posa para a ESPN Boddy Issue
1:13:27 – Despedidas
1:14:47 – Bloopers
Trilha sonora:
1. Cake – Never there
2. LCD Soundsystem – All i want
3. The Chemical Brothers – Believe
4. Ping Pong Bitches – Chinese song
5. Teenage Bad Girl – Cocotte (Boys Noize Rework)
6. Primal Scream – Come together
7. LCD Soundsystem – Yeah (Crass version)
8. Prodigy – Speedway
9. Prodigy – Break & enter
10. YATCH – It’s boring/You can live anywhere you want
11. Cansei de ser sexy – Meeting Paris Hilton
12. Bloc Party – Sunday
Você que me conhece – ou que leu a minha descrição no blog – sabe que eu tenho uma certa queda pelas tenistas russas. Mas você que me conhece realmente – ou que leu atentamente os posts anteriores – percebeu que uma russa em especial me fascina um pouco mais que as demais. Essa tenista poderia ser tanto Sharapova quanto Chakvetadze, que por serem tão opostas igualmente me encantam. Mas não é. Ainda não sei porque, ou às vezes até sei, mas não consigo transformar em palavras, mas a minha queda é pela russa de olhos azuis, sorriso discreto, contida nas comemorações mas extremamente emotiva. É por você, Vera Zvonareva. Sua linda!
Há muito tempo eu queria fazer um post tentando entender – não tenho a pretensão de explicar nada – a tenista Vera Zvonareva. Entender o porquê de eu procurar assistir a cada jogo dela, seja num Grand Slam ou numa exibição na Ásia. A mulher, embora muitos não tenham conhecimento da história, é fácil admirar. Vera Igorevna Zvonareva (Вера Игоревна Звонарёва, daí o “Bepa”) é formada em Educação Física, Estuda Relações Econômicas Internacionais na Rússia, apóia várias causas sociais (especialmente a Síndrome de Rett), é embaixadora da UNESCU e sempre cordial com as adversárias no handshakes. Se é conhecida por mostrar suas frustrações durante as partidas chorando ou quebrando raquetes, por outro lado, nas vitórias e nas comemorações Zvonareva é contida. Apenas cerra o punho, mas não procura contato visual com a adversária, ao velho estilo Dementieva de comemorar. Essa é a mulher Zvonareva. Ou melhor, um pouco do que a filha da Dona Nataliya Bykova (essa Senhora ao lado e também a responsável pela introdução no tênis) nos deixa conhecer. Pois a discrição é a palavra quando se trata da vida pessoal da terceira colocada no ranking. Falemos então da tenista Vera Zvonareva. Essa sim, um livro aberto. Escrachado.
Profissional desde o ano de 2000, Vera Zvonareva fez sua estreia na WTA há 11 anos atrás, no WTA de Moscou, quando venceu Elena Bovina na primeira rodada e caiu diante da então nº 11 do mundo, Anna Kournikova, por duros 67(4) 46. Ainda nessa época, a jovem Zvonareva disputava o circuito juvenil e conquistou o bicampeonato do Orange Bowl (2000 e 2001). A estreia em Slams aconteceu em 2002, em Paris, quando furou o qualifying e assustou Serena Williams ao vencer o primeiro set, 64. Serena, que seis jogos depois se tornaria campeã do torneio, atropelou nos sets seguintes, 06 16. O primeiro título veio em 2003, em Bol, na Croácia. Zvonareva entrou na chave como terceira favorita (#28), venceu um jogo duro contra Groenefeld nas oitavas (7/6 no terceiro set), chegou à sua segunda final na WTA (a primeira havia sido em Palermo no ano anterior) e derrotou a espanhola Conchita Martinez Granado (não é aquela Conchita), por fáceis 61 63. De lá para cá, os resultados foram aparecendo. A pequena russa (1,70m), que compensava a falta de potência com muita consistência, foi melhorando seus desempenhos, subindo no ranking (chegou ao top 10 em Agosto), fazendo semifinais e finais de torneios importantes (como a memorável semifinal do WTA de San Diego de 2004, em que foi derrotada num tie-break que terminou 17-15 para a adversária, a compatriota Anastasia Myskina – vídeos abaixo). Mais tarde, as duas dariam a Rússia o primeiro título da Fed Cup, num duelo emocionante contra a França de Bartoli e Loit (vídeo abaixo).
Nos anos seguintes, Vera começou enfrentar problemas físicos com contusões que fizeram com que perdesse pontos importantes e caísse no ranking. No ano de 2008, depois de ter enfrentado mais um período difícil por contusões – sequer disputou a final do WTA de Hobart – Zvonareva renasceu das cinzas, conquistou a medalha de bronze em Pequim e foi vice-campeã no WTA Championships, em Doha. Se por um lado os resultados eram expressivos, por outro deixavam uma dúvida quanto à capacidade psicológica da russa que brilhava nas primeiras rodadas, mas desmoronava nas finais dos torneios e nos momentos decisivos de jogos importantes. O rótulo de vice-campeã foi acompanhando Vera Zvonareva até Indian Wells em 2009, quando venceu, em sequência, Na Li, Wozniacki, Azarenka e Ivanovic para conquistar o maior título da carreira.
Naquele instante parecia que a russa exorcizaria o fantasma do segundo lugar, mas depois disso Vera venceu apenas mais um grande torneio – o Premier de Doha esse ano – e fracassou em todas as outras grandes finais que disputou – Charleston, Wimbledon, Montreal, U.S. Open, Pequim… É bem verdade que Zvonareva está invicta em decisões nesse ano. Chegou a duas finais e levantou os troféus em Doha e Baku, ambas sem perder sets. O título na semana passada no Azerbaijão foi o décimo segundo da tenista de 26 anos, que chegou a outras 16 finais. O aproveitamento é de 42%. Pouco para quem está há tanto tempo no circuito e já chegou a duas finais de Grand Slams e à vice liderança do ranking da WTA. A tabela abaixo mostra todas as finais alcançadas por Vera Zvonareva na WTA.
OK. São muitos vices, muitas bandejas, mas no tênis tem sempre uma adversária do lado da rede querendo vencer. Em muitas dessas finais, a Vera não era a favorita. E pior, em muitas dessas finais, a adversária era uma grande tenista que chegou ao topo do ranking (Jankovic, Wozniacki) e/ou venceu um Slam (Serena, Sharapova, Davemport…). Não acho que o grande problema da Bepa sejam as finais, mas sim a cabeciinha de vento, que em jogos duros entra em colapso, ou então que trava na hora de fechar um jogo importante (estou falando daquele 5/2 no USO contra a Pennetta). Mas graças a Deus (ao Ioga, Power Balance, maturidade, ou sei lá o que) isso está melhorando. Hoje em dia, Zvonareva é uma tenista que perde mais pela superioridade da adversária do que por sua fragilidade emocional. Veja esse ano: foram duas finais e dois títulos. Sem perder um setzinho sequer nas finais. #win
Em 11 anos de carreira profissional, Vera Zvonareva mostrou uma grande evolução, nem tanto técnica, mas principalmente mental. Zvonareva é uma tenista “completa”. Ela pode não ter a potência de uma Sharapova ou a consistência defensiva da Wozniacki ou os saque das Williams, mas sabe construir bem o ponto (formiguinha), tem golpes pesados (principalmente no backhand), um ótimo saque fechado (pena que ele entra pouco, mas quando entra, rapaz…), boa desenvoltura na rede, ótimos dropshots, capacidade para mudar o jogo (leia-se mandar um monte de balão) e um ótimo deslocamento lateral (tadinha corre atrás da bolinha o tempo todo). Apesar disso tudo, a russa é uma das tenistas mais controversas do circuito: uns acham que ela só se defende, outros que é mais uma “marreteira” (WHAT?) e tem aqueles ainda que acham que ela só chora e quebra raquetes (Tá certo que ela faz isso também). Com todas essas críticas e limitações ela ainda conseguiu chegar a duas finais de Slam (o que muitos nunca imaginariam. Eu sim, viu Bepa?!) e à vice-liderança do ranking da WTA. Vale lembrar, que Zvonareva esteve perto do topo do ranking no ano passado, mas as amareladas o insucesso nas finais acabaram eliminando as chances da russa e a Carol aproveitou.
Ah, por que eu falei da Bepa? Uai, primeiro porque ela é legal e eu gosto muito dela. E também ninguém fala dela. E pô, ela é número três do mundo… Decidam: Zvonareva chegou mais longe do que podia ou ainda tem mais lenha pra queimar?
Bate-pronto:
- Muitos não sabem, mas a Verinha já venceu um Grand Slam. Um não, três. A russa é dona de três títulos nas duplas, sendo dois de duplas mistas (U.S. Open 2004 com Bob Bryan e Wimbledon 2006com o Israelense Andy Ram) e um U.S. Open com a francesa Nathalie Dechy, em 2006. Não acredita? Clica nos link e veja, hater!
- Aliás, a duplista francesa possui dois títulos de duplas no U.S. Open, os dois com russas: Zvonareva (2006) e Safina no ano seguinte. O que isso tem a ver? Nada. Mas eu achei curioso;
- A temporada preparatória para o US. Open começou. Essa semana dois torneios agitam o circuito feminino. Em Stanford estão Azarenka, Sharapova, Ivanovic e Serena Williams (que mandou uma bike pra cima da Rodionova). Já no estreante torneio que no início da semana era chamado de Washington e agora mudou para WTA de College Park, as principais favoritas são Peer e Petrova. Mas podemos ter surpresas como Paszek, Jovanovski ou Brianti levantando o troféu.
- O tênis nacional também está movimentado com a disputa da Master-Card Tennis Cup, em Campos do Jordão. O torneio que faz parte do calendário de eventos da ITF é disputado em quadras duras e conta com a elite do tênis nacional ou seria contava? Porque as gringas estão num killermode. Mais detalhes você pode ver nesse meu outro post. Na semana passada, a paulista Vivian Segnini chegou à final do ITF de Ribeirão Preto, que deu à vencedora, a chilena Andrea Koch-Benvenuto, 12 pontos no ranking da WTA.
- Resultados Challengers da Semana:
$100+H Bucareste, Romênia
Simples: (2)Irina-Camelia Begu (ROU) d. (5)Laura Pous-Tio (ESP) 63 75
Confrontos da Fed Cup e Copa Davis são sempre assim: quem vence se torna herói, quem perde acaba carregando o fardo por um bom tempo. Nesse final de semana não foi diferente.
A minha profecia no post anterior se concretizou e Rússia e República Tcheca aproveitaram suas chances e farão o confronto final da Fed Cup, na Rússia, em novembro. A Rússia passeou contra a Itália em Moscou. Vera Zvonareva esteve impecável em seu retorno ao time, depois de uma ausência de três anos, e não deu chances às rivais Sara Errani e Roberta Vinci. A número três do mundo jogou agressivamente, buscando encurtar os pontos e venceu seus jogos sem maiores sustos, classificando a Rússia para uma final de Fed Cup depois de dois anos fora da decisão. Kuznetsova, Pavlyuchenkova, em simples e nas duplas com Makarova fecharam o final de semana perfeito da equipe russa.
Yanina Wickmayer e Petra Kvitova eram as líderes do time belga e tcheco, respectivamente, e duelariam pelo título de heroína no confronto da outra semifinal. Como tal, passaram fácil no sábado o que aumentou ainda mais a importância do terceiro jogo da série. Wickmayer parecia que seria a protagonista do confronto. Empurrada por sua barulhenta torcida abriu um set de vantagem, o que aumentou ainda mais o barulho no estádio. Mas se o objetivo era tirar Kvitova do jogo, o tiro saiu pela culatra, a tcheca passou a vibrar com mais intensidade, gritar (ou latir, como preferire m) e a acertar seus golpes, não necessariamente nessa ordem. Mais confiante, Kvitova venceu o segundo set e dominou completamente o terceiro e pôs as visitantes em vantagem. Naquele que podia ser o último jogo da série, Flipkens derrotou Zahlavova Strycova e levou a decisão para as duplas. Mas dessa vez Zahlavova Strycova levou a melhor, ao lado de Benesova, com quem joga regularmente no circuito e derrotou sua algoz de poucas horas antes, e Wickmayer.
Mas a grande heroína do final de semana saiu de um jogo dos playoffs. No sábado, o capitão da sérvia, Dejan Vranes, chocou ao preterir Jelena Jankovic, melhor sérvia ranqueada, e escalar Bojana Jovanovski para o duelo contra Cibulkova, que acabou derrotando de virada a adolescente sérvia. Ivanovic empatou o duelo com uma vitória sólida sobre Daniela Hantuchova, mas sentiu a velha contusão no abdômen e abandonou quando empatava o segundo set com Cibulkova, após ter perdido a primeira parcial. Com as donas da casa liderando a série por 2-1, Vranes promoveu a entrada de Jankovic para enfrentar Hantuchova, naquele que poderia ser o último ponto do confronto. Depois de começar arrasadora, Jankovic viu Hantuchova voltar para o jogo e ficar bem perto da vitória, mas a ex-número 1 do ranking se impôs no 5-5 do ter ceiro set, e venceu os dois games seguintes para empatar o duelo e levar a decisão para o jogo de duplas. Talvez motivado por uma espécie de superstição, o capitão eslovaco, Matej Liptak, repetindo o time do confronto de 2010, contra a mesma Sérvia, mandou para quadra Daniela Hantuchova e Magdalena Rybarikova, deixando de lado Dominika Cibulkova, a única, até então, que possuía duas vitórias no confronto. Empurradas pela torcida, as eslovacas abriram rapidamente 6-2 5-1 30-0 sobre Jankovic e Aleksandra Krunic, e caminhavam para uma tranquila vitória. Mas como no tênis o jogo só acaba no aperto de mãos, as sérvias continuaram lutando, venceram o game, depois o outro, e mais outro, até salvarem dois match points e virarem o set para 7-5. No terceiro set, quando se esperava uma Eslováquia abatida depois de ver ruir a vitória, o jogo foi ainda mais duro e decidido apenas num pequeno detalhe no décimo sexto game com um golpe de vista equivocado de Rybarikova, que deixou uma devolução de Krunic cair sobre a linha e selando a incrível vitória das visitantes – que retribuíram a derrota de 2010 em Belgrado. Assim, Jankovic e Vranes saíram como heróis, enquanto que Hantuchova (derrotada em todos os seus jogos na série), Rybarikova (responsável pelo vacilo no match point) e Liptak (que escalou Rybarikova ao invés da embalada Cibulkova) foram os grandes vilões do confronto.
E não deu outra. Sem as irmãs Williams, os Estados Unidos foram massacrados por Andrea Petkovic e cia. O único set vencido pelas atuais vice campeãs aconteceu apenas na partida de duplas. De forma deprimente, os EUA deixam o grupo principal da Fed Cup, pela primeira vez na história, e vão para o grupo de acesso.
Tradicionais na copa das Nações, França e Austrália também se juntarão aos Estados Unidos no Grupo Mundial 2, em 2012. Enquanto que as francesas foram dominadas pelas espanholas que jogavam em casa, as “australianas” foram surpreendidas em Melbourne pela Ucrânia, que venceu a série por 3-2. Sem Samantha Stosur, coube a Jarmila Groth liderar o time local, e a eslovaca, de nascimento, não fez feio, venceu seus dois jogos de simples, mas não contava com a pífia atuação da russa, naturalizada australiana, Anastasia Rodionova, que perdeu todos os seus jogos na série, provocando a maior zebra do fim de semana.
Bate-pronto:
- Com as eliminações de Austrália e Estados Unidos, oito países europeus formarão a chave principal da Fed Cup em 2012: Rússia, República Tcheca, Bélgica, Alemanha, Espanha, Sérvia e Ucrânia. Fato inédito.
- A Bielorússia de Victoria Azarenka atropelou a Estônia, e finalmente voltará ao Grupo Mundial, pela segunda vez em sua história. A Eslovênia permanece no Grupo Mundial que ganhou também a presença da Suíça, que rebaixou a Suécia para o zonal europeu. Já as canadenses, derrotadas pela Eslovênia, foram rebaixadas para o zonal americano, que ainda poderá ter a Argentina.
- Roxane Vaisemberg foi novamente o destaque do Brasil na semana. A paulista furou o qualifying do challenger de Osprey (25K), venceu um jogo na chave principal, e foi derrotada nas oitavas de final pela embalada Iryna Bremond. O resultado deve aproximar Vaisemberg do top 300 da WTA. A carioca Ana Clara Duarte caiu na segunda rodada do CH de Johanesburgo (100k+H) diante da holandesa Kiki Bertens. Nas duplas, Ana Clara dividiu a premiação e os pontos com as outras semifinalistas, já que o torneio não foi finalizado devido ao mau tempo.
- Resultados dos CH da semana:
$ 100+H – Johanesburgo, África do Sul
Simples: Valeria Savinykh (RUS) d. (2)Petra Cetkovska (CZE) 61 63
Duplas: (1)Birnerova (CZE)/Cetkovska (CZE), Duarte (BRA)/Mircic (SRB), (4)Bratchikova (RUS)/Savinykh (RUS), Beterns (NED)/Keothavong (GBR) dividiram os pontos e a premiação
$ 25 – Incheon, Coreia do Sul
Simples: (2)So-Jung Kim (KOR) d. (1)Jin A-Lee (KOR) 26 63 61
Duplas: Han (CHN)/Hong (KOR) d. (2)Kao (TPE)/Wongteanchai (THA)
$ 25 – Osprey, Estados Unidos
Simples: Claire de Gubernatis (FRA) d. Caroline Garcia (FRA) 64 64
Duplas: (2)Foretz Gacon (FRA)/Glatch (USA) d. (1)Irigoyen (ARG)/Sema (JPN) 46 75 10-7
Fala galera! Não estou com muito tempo essa semana, mas não vou abandonar nossa sala de troféus. Ainda mais na semana que a minha russa preferida (sim, eu estou decidido), Vera Zvonareva, venceu um torneio depois de mais de um ano. Foi um grande torneio da Verinha que, primeiro, se vingou da derrota das semifinais na Tailândia e derrubou Hantuchova em um jogo de mais de 3 horas (!!!); depois, conseguiu se impor nos momentos importantes (sacou muitooooo) e eliminou Jankovic nas semifinais. Na final, eu esperava mais dificuldade, como é toda final da Verinha, mas dessa vez ela entrou determinada, e não deu chances para a Carolzinha, duplo 6-4, e levou a águia dourada. Terceira final da Verinha em Doha e, enfim, o primeiro título. É bem verdade que a dinamarquesa tentou arriscar mais, mas essa não é dela, errou muito e facilitou para a Verinha. Abaixo os melhores momentos.
Quem também voltou a sentir o gostinho de vencer um torneio (o último tinha sido em Fes, 2008), pelo menos na chave de simples, foi a número 1 no ranking de duplas, a bela argentina, Gisela Dulko. Eu acho que Dulko andou tendo umas aulinhas com a parceira, Flavia Pennetta, sobre como jogar bem em Acapulco, já que a italiana era a rainha de Acapulco até Venus Williams resolver fazer seu nome no saibro mexicano. A final contra a espanhola Arantxa Parra Santoja foi um daqueles jogos típicos da WTA. A argentina liderava o jogo com tranquilidade, 6-3 5-1, mas viu a adversária virar para 3-6 6-5 40-0. Mas a espanhola perdeu todos os set points e o set foi decidido no tié-break. Dulko abriu com 3-0 e administrou a vantagem para vencer a partida com parciais de 6-3 7-6(5).
Nas duplas, vitória de Kveta Peschke e Katarina Srebotnik no Qatar. As principais favoritas derrotaram as segundas cabeças de chave, Liezel Huber e Nadia Petrova, no match tie-break. No México, o título ficou com Mariya Koryttseva, da Ucrânia e a romena Ioana Raluca Olaru, elas derrotaram as espanholas Parra Santoja e Lourdes Dominguez Lino.
Bate-pronto:
- No único Challenger da semana, em Mildura, na Austrália, a grande campeã foi a taiwanesa Hsieh Su-Wei, que em duplas possui 7 títulos. Hsieh derrotou com facilidade a Britânica Katie O’Brien, segunda cabeça de chave, e conquistou o torneio disputado em quadras de grama. As australianas Casey Dellacqua e Olivia Rogowska foram as campeãs na chave de duplas.
- Essa semana, na sexta-feira, começa a primeira leva de jogos da Copa Davis, com Rafa Nadal, Robin Soderling, David Nalbandian, Tomas Berdych, entre outros, em quadra. Minha torcida é pela Espanha. Novidade?
A dinamarquesa Caroline Wozniacki venceu seis torneios em 2010, chegou às semifinais do U.S. Open e à decisão do “Torneio das Campeãs”em Doha, e terminou o ano no topo do ranking da WTA. Wozniacki já chegou à final de um Grand Slam, o U.S. Open, em 2009, mas foi derrotada em sets diretos por Kim Clijsters.
Vera Zvonareva é atualmente a melhor tenista russa em ranking, performance e resultados. Zvonareva apresentou grande evolução técnica e psicológica e foi vice-campeã dos dois últimos Majors, quando foi derrotada por Serena Williams em Wimbledon, e Clijsters em Nova York. Em 2009, Verinha chegou às semifinais em Melbourne, o que foi, até então, seu melhor resultado em torneios do Grand Slam.
Assim como Zvonareva, Samantha Stosur também bateu na trave no ano passado ao ficar com o vice-campeonato do Aberto Francês. Dona de um estilo de tênis diferenciado e agressivo, Sam terá todo o apoio da torcida australiana para sair de Melbourne com o troféu nas mãos.
A sérvia Jelena Jankovic chegou à final de um torneio Major uma única vez, em 2008 nos Estados Unidos. De lá pra cá, a sempre regular Jankovic perdeu a consistência, pouco evoluiu tecnicamente e sofreu derrotas inesperadas diante de adversárias inexpressivas. Não parece ser esse o momento da sérvia.
Victoria Azarenka e Li Na ainda sequer sentiram a adrenalina de disputar uma final de Grand Slam – a bielorussa, inclusive, tem como melhor resultado apenas a fase de quartas de final, – mas mostraram grande evolução nos últimos anos e conquistaram vitórias importantes. Na última edição do Australian Open, ambas foram eliminadas pela eventual campeã, Serena Williams.
Sem Serena Williams, atual bicampeã em Melbourne e dona dos últimos quatro títulos do Australian Open disputados em anos ímpares, Wozniacki, Zvonareva, Stosur, Jankovic, Azarenka e Li terão a grande chance da carreira de entrar para o seleto grupo das “Campeãs de Grand Slams”. Entretanto, se Serena Williams não está em Melbourne, outras tenistas que já venceram, pelo menos, um Grand Slam na carreira, prometem adiar os sonhos do sexteto acima.
Venus Williams, Justine Henin, Maria Sharapova, Kim Clijsters, Svetlana Kuznetsova, Ana Ivanovic e Francesca Schiavone, juntas, somam 24 troféus de Majors nos torneios de simpes, e conhecem bem os atalhos para vencer um Slam. Com Venus Williams longe de sua melhor forma física e Sharapova afastada das grandes vitórias já há algum tempo, as belgas parecem ser as mais perigosas, pois estão em melhor forma técnica e física, e devem ser as grandes ameaças da turma que busca o primeiro título de um Grand Slam. Azar de Wozniacki e Jankovic que podem ter, nas quartas de final, Henin e Clijsters, respectivamente, para chegar a tão sonhada final do dia 29 de janeiro.
Bate-pronto:
- Depois de enfrentar Wickmayer e Bartoli em Auckland e Hobart, respectivamente, Dinara Safina mais uma vez não levou sorte no sorteio da chave, e terá, logo na primeira rodada, a super favorita Kim Clijsters;
- O sorteio da chave principal feminina preparou possíveis encontros, que se confirmarem serão emocionantes: Venus vs. Sharapova (Oitavas de final); e Wozniacki vs. Henin (Quartas de final);
- Já na primeira rodada teremos alguns jogos interessantes: Wozniacki x Dulko; Wickmayer x Groth; Vesnina x Razzano; K. Bondarenko x Peng; Date Krumm x Radwanska e Makarova x Ivanovic. Desses, o meu favorito é Wicky contra Groth, que vem jogando muito bem e jogará com o apoio da torcida.
- Das minhas tenistas preferidas, quem tem a melhor estreia é Pavlyuchenkova contra a belga Kirsten Flipkens, que não joga desde a temporada passada; Vera Zvonareva joga contra Sybille Bammer e Maria Sharapova encara Tanasugarn, não creio que elas enfrentarão muitas dificuldades contra as experientes tenistas; Chakvetadze tem um jogo complicado com Olga Govortsova; Pervak e Petrova se matarão na primeira rodada; Safina, como disse anteriormente, precisa se benzer urgentemente.
É chegada a hora de lançar a primeira coluna do blog, “A Sala de Troféus”. Essa é uma coluna que pretendo escrever toda semana. Mas não serão somente as principais jogadoras do mundo que pintarão por aqui, falarei também das campeãs dos Challengers da Federação Internacional de Tênis, e, eventualmente, dos Futures quando a campeã for brasileira.
A nossa “Bragging Room” estreia já com uma coleção de troféus. A primeira semana de competições do ano é sempre atípica, não só pela falta de ritmo das atletas, mas também porque também são jogados eventos amistosos, que atraem grande parte do público, da mídia e das atletas. A corrida pelos primeiros pontos da temporada começou na australiana Brisbane, e em Auckland, na Nova Zelândia. Mas muitas tenistas importantes no circuito preferiram fazer um aquecimento mais light, e acabaram optando pelas exibições em Hong Kong (Tennis Classic 2011) e Perth (Hopman Cup).
A zebra já pintou logo na primeira semana. Petra Kvitova da República Tcheca e a húngara Greta Arn, derrotaram as favoritas de seus eventos e sagraram-se campeãs do torneio de Brisbane e Auckland, respectivamente. Kvitova e Arn largam na frente na corrida por Istambul e Bali.
O primeiro troféu de simples de 2011 foi levantado em Auckland, quando Greta Arn derrotou a campeã de 2010, Yanina Wickmayer, e conquistou seu segundo troféu da carreira. Foi uma conquista com muitos méritos: A húngara esteve muito perto de ser eliminada logo em seu segundo jogo no torneio, contra a oitava favorita, a sueca Sofia Arvidson, quando teve que salvar cinco match points. Depois Arn derrotou na sequência, sempre em dois sets, mais três cabeças de chave: Maria Sharapova (#1), Julia Goerges (#4) e, por fim, Yanina Wickmayer (#2). Nas duplas, o título ficou com as principais cabeças de chave to torneio, a eslovena Katarina Srebotnik – que abandonou recentemente as competições de simples – e a tcheca Kveta Peschke.
Novamante Petra Kvitova mostrou que os ares australianos lhe fazem muito bem, a tcheca derrotou jogadoras de renome como Petrova, Cibulkova e Pavlyuchenkova para chegar à final do torneio contra a alemã Andrea Petkovic, que também estava jogando um tênis de altíssimo nível. Na grande final, a Kvitova manteve a postura agressiva, acuando a alemã no fundo de quadra, disparou winners de todos os cantos da quadra, venceu o jogo em dois sets, e conquistou o segundo troféu na carreira e o segundo na Austrália – o primeiro foi conquistado há quase dois anos na cidade de Hobart. O torneio de duplas foi decidido com um embate entre russas e polonesas, melhor para Anastasia Pavlyuchenkova e Alisa Kleybanova que levaram a melhor sobre Klaudia Jans e Alicja Rosolska. As Russas conquistaram o primeiro troféu profissional jogando juntas, mas no circuito juvenil elas já haviam conquistado o U.S Open, em 2006.
Bate-pronto:
- Bethanie Mattek-Sands e John Isner mantiveram a supremacia dos Estados Unidos na Hopman Cup ao derrotarem a equipe belga formada pela campeoníssima Justine Henin e pelo inexpressivo Ruben Bemelmans. Escalada para substituir Serena Williams, Beth Mattek-Sands não fez feio, a extravagante amaricana venceu todos os seus jogos de simples na primeira fase. Na grande final, Mattek-Sands vendeu caro a derrota para Henin, mas foi fundamental na decisão de duplas mistas, levando, por várias vezes, a melhor nas trocas de bola com Bemelmans;
- As maiores estrelas da WTA preferiram esquentar as turbinas na fria Hong Kong. Caroline Wozniacki, Vera Zvonareva, Venus Williams e Na Li, entre outras, disputaram por quatro dias o Tennis Classic 2011. A final foi decidida entre a equipe da Europa (Wozniacki, Aravane Rezai e Stefan Edberg) e a Rússia (Vera, Maria Kirilenko e Yevgeny Kafelnikov). A Rússia venceu 3 dos 4 confrontos, inclusive as partidas de simples no feminino – Kirilenko bateu Rezai em três sets, e Zvonareva atropelou Wozniacki em 56 minutos, 61 60 – e conquistou o bicampeonato do torneio chinês;
- O único evento da série Challenger da semana, disputado na cidade chinesa Quanzhou (50 mil), será decidido apenas nessa madrugada, entre a atleta local, Jing-Jing Lu e a francesa Stephanie Foretz Gacon. Nas duplas o título ficou com a parceria formada pelas chinesas Wang-Ting Liu e Sheng-Nan Sun;
Editado às 10:15 do dia 09/01/11: Jing-Jing Lu salvou 5 match points, e depois de sair de 3/6 1/5, derrotou a francesa Stephanie Foretz Gacon por 3/6 7/6(2) 6/3.
Ainda em Doha, durante a festa de abertura do torneio, as principais tenistas da temporada, com exceção das contundidas e de Vika Azarenka, que à época disputava a final do WTA de Moscou, gravaram suas mensages de fim de ano aos fãs de tênis.
Se você é um dos milhares viúvos da Dementieva, essa é a sua chance de matar saudades da moça, nem que por alguns segundos… Aliás, Elena estava linda e simpática como sempre. Já algumas de suas colegas… O que falar das performances de Jelena Jankovic e Francesca Schiavone? JJ deve ter tomado umas a mais, só pode! Ou então a caricata sérvia acreditava realmente que estava num concurso de miss. Fail! Já Schiavone resolveu encarnar o papel da gatinha da WTA? O que foi aquele beijo no final? Ok, a italiana é simpática, carismática e blá, blá… mas deixe que os beijinhos sejam mandados por Dementieva, Wozniacki ou Zvonareva…. Kim Clijsters novamente provou que não lembra uma princesa só pelo belo rostinho da Princesa Fiona, mas também pela postura elegante e doçura na voz. Uma Ladie!
Assim como as tenistas do vídeo, esse blog deseja a todos os fãs de tênis Feliz Natal e um ótimo 2011! Que você possa nesse ano continuar sonhando, pois são os sonhos que nos fazem acreditar, lutar e viver. Como disse a nova “musa da WTA”, Francesca Schiavone: “Enjoy your life”. Boas Festas!
Bate-pronto:
- A moça da foto, caso você não tenha reconhecido, é Urszula Radwanska, a parte bela da família Radwanska;
- Jelena Dokic continua o seu martírio rumo aos velhos tempos de glória. A australiana chegou à final do play-off pela disputa de um convite do Australian Open, mas foi derrotada por Olivia Rogowska depois de ter desperdiçado dois match points. A organização do Grand Slam, reconhecendo o talento e histórico da ex-top 5, lhe concedeu um convite para a chave principal do Major australiano;
- O sonho da carioca Ana Clara Duarte de disputar o qualificatório do Australian Open está cada vez mais longe de acontecer já em 2011. Clarinha é, no momento, a 19ª reserva da lista do quali e tem remotas chances de disputá-lo. Pode começar a fazer suas orações e mandigas para ajudar a moça;
- Além de Serena Williams, contundida, e a recém aposentada, Elena Dementieva, Jie Zheng, Alona Bondarenko e Agnes Szavay também são ausências confirmadas para a parte australiana da temporada;
- Que em 2011 nossas queridas tenistas continuem a nos brindar com lances bizarros, grandes pontos, declarações polêmicas, fotos engraçadas, vídeos hilários… enfim, que tenhamos um ano típico da WTA.
Conecte-se