Sala de Troféus: US Open Series
Postado em Divã do Daszma
Correria danada essa semana, então só poderei fazer a nossa salinha de troféus, que começou em Brisbane e Auckland no início do ano (vocês ainda se lembram das vencedoras?) e chegou na maior gira do circuito, a US Open Series. Semana passada começou a famosa série preparatória para o U.S Open com os torneios de Stanford e College Park-que-no-início-da-semana-era-Washington-mas-no-calendário-divulgado-no-ano-passado-era-Elkridge. Na verdade, desses torneios, somente Stanford faz parte do calendário da Série Americana. O torneio com crise de identidade é jogado nos EUA, é da WTA, mas não faz parte da US Opes Series. Vai entender.
Então vamos ao que interessa: as campeãs e seus respectivos jarros troféus. Em Stanford, Serena Williams, que nunca sequer figurou entre as três melhores do US Open Series, já que geralmente joga um ou dois torneios antes do US Open, dominou completamente suas adversárias e saiu com o título. A campanha da norte-americana, que entrou com o ranking pré-Wimbledon e começou a semana fora do top 100, foi incrível: uma bicicleta na estreia e dois massacres pra cima de Sharapova e Lisicki. Na final, Williams ainda conseguiu a revanche de Wimbledon contra a francesa Marion Bartoli. O único susto da campeã foi na segunda rodada, quando enfrentou Kirilenko, perdeu o segundo set e ainda foi quebrada no primeiro game do terceiro. Mas bastou a russa voltar a jogar como Maria Kirilenko que as coisas ficaram fáceis pela americana.
Nas duplas, vitória da parceria mais loira e louca da WTA, já que Zvonareva e Vesnina não formam mais um time de russas com problemas em finais. Eliminada precocemente na chave de simples – quando caiu, de virada, na estreia para a croata-neozelandesa Marina Erakovic – Victoria Azarenka se aproveitou da companhia da única-tenista-que-conseguiu-fazer-mais-de-seis-games-na-Serena-Williams e faturou mais um troféu na carreira de duplista. Foi o sexto troféu da bielorussa na chave de duplas e o terceiro com Kirilenko. Já a russa Maria Kirilenko, venceu o 10º troféu na carreira.
Em Elkridge/Washinton/College Park, a grande campeã foi a russa Nadia Petrova, que fez valer a condição de segunda favorita para chegar à final do evento. Havia quase três anos que Petrova não saia como campeã de um torneio na chave de simples, o último foi em 2008, em Cincinnati, curiosamente em um evento jogado antes do US Open, mas que não integrava a US. Open Series. A adversária da final foi a israelense Shahar Peer, que não fez bom uso da condição de principal cabeça de chave, mas fez do rótulo de freguesa da Petrova. Seis derrotas em seis confrontos. Embora tenha vencido Peer em dois sets na final, o torneio não foi nada fácil para a russa. Petrova que como toda boa russa é fã de um drama, levou dois grandes sustos no torneio. Nas quartas de final contra contra Jovanovski (76 75) e na semifinal contra Falconi, quando saiu com um set abaixo, mas conseguiu se impor e venceu (16 61 63). O título nos EUA, foi o 10º da carreira da russa, que acumulou boa parte de seus troféus no longínquo ano de 2006, quando venceu quase todo o circuito do saibro.
Nas duplas o troféu ficou com duas jogadoras que estão se destacando na categoria nesse ano, mas correm o circuito com outras parceiras. Yaroslava Shvedova e Sania Mirza, que formam vitoriosos times com Vania King e Elena Vesnina, respectivamente, venceram todos os sets que disputaram na capital norte-americana e saíram com os troféus de campeãs. Foi apenas o quarto troféu da russa naturalizada cazaque na chave de duplas. Ela tem também um individual em Bangalore, no ano de 2008. Já Mirza conquistou em Washington o 12º troféu como duplista. Ela também tem um conquistado sozinha em Hyderabad (2005).
Bate-pronto:
- No Challenger de Campos do Jordão, considerado o maior evento do tênis feminino brasileiro, a campeã não foi uma brasileira. Na verdade, não tivemos brasileira na final disputada entre Cepede Royg e Adriana Perez, vencida por aquela. Mas a paulista Vivian Segnini mostrou que é uma das melhores tenistas nacionais da atualidade e chegou às semifinais, quando foi derrotada pela venezuelana Perez. Antes disso, Vivian lutou muito para vencer, de virada, a número 1 do Brasil, a carioca Ana Clara Duarte. Com o resultado na Serra Paulista, Segnini alcançará na próxima semana o melhor ranking da carreira e estará no top 300 do tênis mundial. Nas duplas, numa final entre brasileiras, vitória de Teliana Pereira e Fernanda Hermenegildo. (foto)
- Resultados dos Challengers da semana:
$100 Astana, Cazaquistão
Simples: Vitalia Diatchenko (RUS) d. (6)Akgul Amanmuradova (UZB) 64 61
Duplas: (1)Diatchenko (RUS)/Voskoboeva (KAZ) d. (2)Amanmuradova (UZB)/Panova (RUS) 63 64
$50 Olomouc, República Tcheca
Simples: (Q)Nastassja Burnett (ITA) d. (3)Eva Birnerova (CZE) 61 63
Duplas: (1)Krajicek (NED)/Voracova (CZE) d. (2)Beygelzimer (UKR)/Bogdan (RUS) 75 64
$25 Vigo, Espanha
Simples: (1)Iryna Bremond (FRA) d. Julie Coin (FRA) 76(3) 16 76(3)
Duplas: (3)Giovine (ITA)/Ozga (GER) d. Furlanetto (ARG)/Salut (ARG) 61 63
$25 Bad Saulgau, Alemanha
Simples: (6)Ioana-Raluca Olaru (ROU) d. (2)Tatjana Malek (GER) 36 63 75
Duplas: (3)Abramovic (CRO)/Clerico (ITA) d. Castano (COL)/Duque Marino (COL) 63 57 10-7
$25 Campos do Jordão:
Simples: (3)Veronica Cepede Royg (PAR) d. Adriana Perez (VEN) 76(4) 75
Duplas: Hermenegildo (BRA)/Pereira (BRA) d. (1)Alves (BRA)/Vaisemberg (BRA) 36 76(5) 11-9
$25 Fergana, Uzbequistão:
Simples: (5)Ayu-Fani Damayanti (INA) d. (6)Su-Wei Hsieh (TPE) 63 64
Duplas: (2)Abduraimova (UZB)/Khabibulina (UZB) d. Nemchinov (USA)/Prenko (TKM) 63 63
Fotos: Getty Images e WTA






















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