Escolha o tema

Posts com a tag ‘Serena Williams’

3

Sala de Troféus: US Open Series

Postado em Divã do Daszma

Correria danada essa semana, então só poderei fazer a nossa salinha de troféus, que começou em Brisbane e Auckland no início do ano (vocês ainda se lembram das vencedoras?) e chegou na maior gira do circuito, a US Open Series. Semana passada começou a famosa série preparatória para o U.S Open com os torneios de Stanford e College Park-que-no-início-da-semana-era-Washington-mas-no-calendário-divulgado-no-ano-passado-era-Elkridge. Na verdade, desses torneios, somente Stanford faz parte do calendário da Série Americana. O torneio com crise de identidade é jogado nos EUA, é da WTA, mas não faz parte da US Opes Series. Vai entender.

Então vamos ao que interessa: as campeãs e seus respectivos jarros troféus. Em Stanford, Serena Williams, que nunca sequer figurou entre as três melhores do US Open Series, já que geralmente joga um ou dois torneios antes do US Open, dominou completamente suas adversárias e saiu com o título. A campanha da norte-americana, que entrou com o ranking pré-Wimbledon e começou a semana fora do top 100, foi incrível: uma bicicleta na estreia e dois massacres pra cima de Sharapova e Lisicki. Na final, Williams ainda conseguiu a revanche de Wimbledon contra a francesa Marion Bartoli. O único susto da campeã foi na segunda rodada, quando enfrentou Kirilenko, perdeu o segundo set e ainda foi quebrada no primeiro game do terceiro. Mas bastou a russa voltar a jogar como Maria Kirilenko que as coisas ficaram fáceis pela americana.

Nas duplas, vitória da parceria mais loira e louca da WTA, já que Zvonareva e Vesnina não formam mais um time de russas com problemas em finais. Eliminada precocemente na chave de simples – quando caiu, de virada, na estreia para a croata-neozelandesa Marina Erakovic – Victoria Azarenka se aproveitou da companhia da única-tenista-que-conseguiu-fazer-mais-de-seis-games-na-Serena-Williams e faturou mais um troféu na carreira de duplista. Foi o sexto troféu da bielorussa na chave de duplas e o terceiro com Kirilenko. Já a russa Maria Kirilenko, venceu o 10º troféu na carreira.

Em Elkridge/Washinton/College Park, a grande campeã foi a russa Nadia Petrova, que fez valer a condição de segunda favorita para chegar à final do evento. Havia quase três anos que Petrova não saia como campeã de um torneio na chave de simples, o último foi em 2008, em Cincinnati, curiosamente em um evento jogado antes do US Open, mas que não integrava a US. Open Series. A adversária da final foi a israelense Shahar Peer, que não fez bom uso da condição de principal cabeça de chave, mas fez do rótulo de freguesa da Petrova. Seis derrotas em seis confrontos. Embora tenha vencido Peer em dois sets na final, o torneio não foi nada fácil para a russa. Petrova que como toda boa russa é fã de um drama, levou dois grandes sustos no torneio. Nas quartas de final contra contra Jovanovski (76 75) e na semifinal contra Falconi, quando saiu com um set abaixo, mas conseguiu se impor e venceu (16 61 63). O título nos EUA, foi o 10º da carreira da russa, que acumulou boa parte de seus troféus no longínquo ano de 2006, quando venceu quase todo o circuito do saibro.

Nas duplas o troféu ficou com duas jogadoras que estão se destacando na categoria nesse ano, mas correm o circuito com outras parceiras. Yaroslava Shvedova e Sania Mirza, que formam vitoriosos times com Vania King e Elena Vesnina, respectivamente, venceram todos os sets que disputaram na capital norte-americana e saíram com os troféus de campeãs. Foi apenas o quarto troféu da russa naturalizada cazaque na chave de duplas. Ela tem também um individual em Bangalore, no ano de 2008. Já Mirza conquistou em Washington o 12º troféu como duplista. Ela também tem um conquistado sozinha em Hyderabad (2005).

Bate-pronto:

- No Challenger de Campos do Jordão, considerado o maior evento do tênis feminino brasileiro, a campeã não foi uma brasileira. Na verdade, não tivemos brasileira na final disputada entre Cepede Royg e Adriana Perez, vencida por aquela. Mas a paulista Vivian Segnini mostrou que é uma das melhores tenistas nacionais da atualidade e chegou às semifinais, quando foi derrotada pela venezuelana Perez. Antes disso, Vivian lutou muito para vencer, de virada, a número 1 do Brasil, a carioca Ana Clara Duarte. Com o resultado na Serra Paulista, Segnini alcançará na próxima semana o melhor ranking da carreira e estará no top 300 do tênis mundial. Nas duplas, numa final entre brasileiras, vitória de Teliana Pereira e Fernanda Hermenegildo. (foto)

- Resultados dos Challengers da semana:

$100 Astana, Cazaquistão

Simples: Vitalia Diatchenko (RUS) d. (6)Akgul Amanmuradova (UZB) 64 61

Duplas: (1)Diatchenko (RUS)/Voskoboeva (KAZ) d. (2)Amanmuradova (UZB)/Panova (RUS) 63 64

$50 Olomouc, República Tcheca

Simples: (Q)Nastassja Burnett (ITA) d. (3)Eva Birnerova (CZE) 61 63

Duplas: (1)Krajicek (NED)/Voracova (CZE) d. (2)Beygelzimer (UKR)/Bogdan (RUS) 75 64

$25 Vigo, Espanha

Simples: (1)Iryna Bremond (FRA) d. Julie Coin (FRA) 76(3) 16 76(3)

Duplas: (3)Giovine (ITA)/Ozga (GER) d. Furlanetto (ARG)/Salut (ARG) 61 63

$25 Bad Saulgau, Alemanha

Simples: (6)Ioana-Raluca Olaru (ROU) d. (2)Tatjana Malek (GER) 36 63 75

Duplas: (3)Abramovic (CRO)/Clerico (ITA) d. Castano (COL)/Duque Marino (COL) 63 57 10-7

$25 Campos do Jordão:

Simples: (3)Veronica Cepede Royg (PAR) d. Adriana Perez (VEN) 76(4) 75

Duplas: Hermenegildo (BRA)/Pereira (BRA) d. (1)Alves (BRA)/Vaisemberg (BRA) 36 76(5) 11-9

$25 Fergana, Uzbequistão:

Simples: (5)Ayu-Fani Damayanti (INA) d. (6)Su-Wei Hsieh (TPE) 63 64

Duplas: (2)Abduraimova (UZB)/Khabibulina (UZB) d. Nemchinov (USA)/Prenko (TKM) 63 63

Fotos: Getty Images e WTA

5

Em cartaz: Serena Williams

Postado em Golden Racket

A Páscoa foi em abril, mas parece que no mundo do tênis o mês da Ressurreição é julho. Há apenas duas semanas, Juan Carlos Ferrero voltava de quase 10 meses se recuperando de cirurgias e lesões para ganhar o título de Stuttgart. Agora foi a vez de Serena Williams.

OK, ninguém discute que a WTA é um terreno bem mais fértil do que a ATP para esses retornos triunfais. Que o diga a mamãe Kim Clijsters, que voltou ao circuito após uma pausa para ter a filha Jada, e venceu o US Open apenas um ano e meio após dar à luz(!).

Acho que também não é surpresa pra ninguém que Serena Williams, quando quer, põe o circuito no bolso. Basta jogar o que sabe nos Grand Slams (o que normalmente é suficiente para trucidar todas as outras) e desfrutar de férias sem fim durante o resto do ano, enquanto as demais tenistas se matam para conquistar os pontos que sobram nos torneios “menos importantes”.

Ela pode: férias na praia, look cisne na festa do Met e style travecón na festa pré-Wimbledon.

O resultado? Um ranking da WTA falsamente competitivo, com várias alternâncias de posições e encabeçado por uma eterna número-um-sem-título-de-grand-slam. E quando Serena resolve entrar em quadra, é um salve-se quem puder.

Número 1 sem Grand Slam? Se vira, Wozniacki!

Para se ter uma ideia, até o início do torneio de Wimbledon, em junho, Serena se segurava entre as 30 melhores do mundo. E isso apenas com os pontos correspondentes ao título do Grand Slam britânico do ano passado! Aliás, Serena bem que tentou defender todos esses pontos, mas acabou esbarrando em Marion Bartoli nas oitavas.

A derrota em Wimbledon fez Serena despencar para a 169ª posição no ranking. Alguns poderiam pensar que era uma coisa impensável para uma Serena Williams. Mas não estava nada mau para quem não jogava havia praticamente um ano, e havia passado por todo aquele drama.

Ah, sim, o drama. Porque, como boa diva que é, Serena haveria de ter seu período off court cercado por contornos dramáticos. O fato é que, à exceção de uma campanha coadjuvante em Eastbourne, Serena ficou praticamente sem jogar profissionalmente desde julho do ano passado – época do obscuro episódio das pisadas em cacos de vidro – até Wimbledon deste ano. No meio do caminho, a americana ainda enfrentou uma embolia pulmonar e declarou sua morte virtual (mas não se preocupem, virtualmente ela também já ressuscitou).

“Morte virtual” por uma boa causa: combater a AIDS na África e na Índia.

Mas para os fãs de Serena que conseguiram sobreviver a essa montanha-russa de emoções, o resto do ano promete. A americana parece ser partidária da ideia de que a 169ª posição do ranking é impensável para uma Serena Williams. Bem ao seu estilo, a diva aproveitou a vantagem de jogar em casa e já chegou na US Open Series dando voadora. Aplicou uma bicicleta em Anastasia Rodionova logo na estreia, bateu Maria Kirilenko, arrasou a musa Maria Sharapova e a sensação alemã Sabine Lisicki, e pra completar ainda se vingou de Marion Bartoli na final. Campeã de Stanford, apenas na terceira tentativa após o comeback.

Agora Serena Williams já é tida por alguns como favorita ao título do US Open. Seria cedo demais pra dizer? O fato é que o circuito feminino fica bem melhor com o carisma, o talento, o estilo e a fanfarronice da diva. Serena Williams está de novo em cartaz, e com a promessa de muita ação. Eu não vou perder.

 

PS: Devido às crises econômicas nos Estados Unidos e na Europa, que vêm continuamente alavancando o preço do ouro, o Golden Racket, em medida de contenção de despesas, vai passar a racionar a distribuição de troféus.

8

Simplesmente Serena Williams

Postado em Divã do Daszma

A idéia era escrever esse post antes de Wimbledon, mas não deu. Durante o jogo de primeira rodada de Serena Williams em Londres, principalmente quando Aravane Rezai venceu o segundo set, muito se falou no twitter da projeção do ranking a americana em caso de derrota na estreia, uma vertiginosa queda para fora do top 500 do ranking feminino. Superada a primeira rodada, Serena está na segunda rodada para enfrentar a romena Simona Halep, tenista que bate reto, mas não tem resultados expressivos na grama. O risco de uma queda drástica no ranking continua. Na verdade, somente se chegar às semifinais a tetracampeã de Wimbledon estará garantida no top 100 da WTA. Veja o quadro abaixo.

Fase Pontos Ranking*
1ª Rodada 65 506
2ª Rodada 160 309
3ª Rodada 220 239
Oitavas 340 173
Quartas 560 116
Semis 960 59
Final 1460 31
Campeã 2060 22

* Projeção desprezando os resultados das demais tenistas em Wimbledon.

Deixando de lado o ranking, Serena só tem o que comemorar nessas duas semanas. Vamos ao histórico de notícias: 3 de julho de 2010, noticiou o Estadão: “Serena vence Zvonareva e conquista Wimbledon pela quarta vez.”. No dia seguinte, a americana foi à festa dos campeões do Grand Slam inglês. O mesmo site, já no dia 17 de julho, anunciava o acidente sofrido com cacos de vidros em um restaurante e a cirurgia a que a tenista se submeteria: “Cirurgia no pé afasta Serena dos próximos três torneios.”. A previsão inicial se mostou otimista demais e Williams, que inicialmente ficaria de fora apenas dos torneios de Istambul, Cincinnati e Montreal, se viu obrigada a desistir também do U.S. Open, como noticiou o Globo Esporte, em 20/08/2010, entristecendo os milhares de fãs da americana no mundo todo.

Em 08 de outubro, o site USA Today anunciou o retorno de Serena Williams no WTA de Linz. Parecia que as notícias boas voltariam ao noticiário, mas a estrela do tênis mundial sequer viajou à Áustria e acabou adiando seu esperado retorno às competições. No dia 11 de outubro, o site oficial da Associação feminina de tênis, anunciou a desistência de Serena Williams, nas próprias palavras da tenista: “After practicing yesterday morning I felt discomfort in my foot and tests by my doctor revealed that I had unfortunately re-strained it, as a result of overtraining. I am likely out for the year now.” Fora do restante da temporada, a expectativa do retorno ficou para o Australian Open, mas ainda no ano de 2010, Serena anunciou que também não teria condições de jogar em Melbourne, em razão da cirurgia no pé. De lá pra cá, a americana passou a ser vista em vários eventos de moda, música e esporte usando uma bota ortopédica.

Em março desse ano, já quase recuperada da cirurgia no pé, a tenista norte-americana passou por mais um susto. Serena Williams foi internada no Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles, por conta de uma embolia pulmonar, como noticiou o portal do Globo Esporte. A doença assustou os fãs da tenista que temiam uma aposentadoria precoce. Recuperada do problema pulmonar, Serena voltou aos treinos, mas teve que desistir do Aberto da França, terceiro Grand Slam seguido perdido pela tenista. Em 07 de junho, o mesmo portal anunciou o retorno de Serena Williams às competições. Depois de quase sem um ano sem jogar, a norte-americana entrou na chave do torneio Premier como convidada, venceu, de virada, uma das semifinalistas da última edição de Wimbledon e foi eliminada por Vera Zvonareva, número 3 do mundo, com 7/5 no terceiro set. Estava sacramentada a volta de Serena Williams à sua casa, o tênis.

Chegamos à primeira rodada de Wimbledon. Atual bicampeã do Grand Slam londrino e sétima cabeça de chave, Serena estreou na quadra central contra a francesa Aravane Rezai, que começou melhor o primeiro set e abriu 2/0 no primeiro set. Mas Serena, rapidamente, virou a parcial e fechou em 6/3. No segundo set, Rezai novamente começou melhor e dessa vez não permitiu a volta da americana e empatou o jogo fazendo os mesmos 6/3. No terceiro set, mais agressiva e precisa, Serena dominou completamente as ações e venceu por 6/1. Emocionada com a vitória, Serena chorou em quadra e saiu do estádio ovacionada pelo público. Fora da quadra, ainda emocionada, a tenista concedeu uma rápida entrevista em que mostrou a dimensão do que significou aquela vitória na primeira rodada do torneio.

Bate-pronto:

- Na última semana de torneios preparatórios para Wimbledon (foram apenas duas), brilharam as estrelas de Marion Bartoli e Roberta Vinci. A italiana Vinci foi campeã do WTA de Den Bosch ao derrotar a australiana Jelena Dokic por 3 sets. Vale lembrar que estavam na chave nomes como Kim Clijsters (eliminada na segunda rodada por Romina Oprandi – WHO?) e Kuznetsova (novamente derrotada por Cibulkova – já está virando freguesa). Já a francesa Marion Bartoli precisou vencer dois jogos no sábado para ser conquistar o primeiro troféu no ano. Primeiro, Bartoli derrotou, em dois sets, a australiana Samantha Stosur. Mais tarde, na final do torneio, passou pela tcheca Petra KIvitova em uma emocionante final.

- A zebra já passeou por Wimbledon. A primeira vítima foi a sérvia Jelena Jankovic que não passou da estreia ao ser derrotada, de virada, pela espanhola Maria Jose Martinez Sanchez e seus infinitos e eficientes slices combinados com também infinitas subidas à rede. Quem também não passou da primeira rodada foi a australiana Samantha Stosur, que foi eliminada pela húngara Melinda Czink (tenista que entrou na chave principal com ranking protegido), em dois sets. ZEBRAÇA.

- O cavalo listrado quase que passou também pela quadra central hoje, no terceiro dia de competições, mas a pentacampeã Venus Williams conseguiu afastá-la e derrotou a japonesa Kimiko Date-Krumm no melhor jogo da chave feminina até o momento, 6/7 6/3 8/6. A japonesa, que variou bastante seus golpes durante todo o jogo, saiu da quadra central ovacionada pelo público.

Fotos: Getty Images e Zimbio Images.

0

Os melhores do ATP Finals

Postado em Golden Racket

Os 8 melhores tenistas do ano se encontraram semana passada em Londres para disputar o torneio de encerramento da temporada, o ATP Finals. Pode-se dizer que a nata da ATP esteve nas quadras londrinas durante os últimos sete dias.

Mas como para desfilar sobre o red carpet do Golden Racket não basta apenas ser a nata, nós selecionamos o melhor do melhor, o créme de la créme. Com vocês, os melhores do ATP Finals:

Troféu Charlie Brown – ANDY MURRAY

O britânico que não entende nada de futebol se sentiu em casa na Inglaterra, apesar de ser escocês, e aprontou. Tietou Maradona (que deu um drible no garoto e preferiu a companhia de outro craque – Roger Federer), estrelou uma das melhores partidas do ano contra Rafael Nadal, mas acabou se destacando mesmo pela roupinha de inspiração brit. Peraí, inspiração brit?

Não sobrou título pra Andy Murray, mas ele podia ter levado pelo menos um Snoopy de pelúcia pra casa. Porque com essa camisa, Murray arrebata o Troféu Charlie Brown. Dispensa maiores explicações, certo?


Troféu Noiva Cadáver – ROBIN SODERLING

Membro do G4 de fato mas não de direito quando chegou a Londres, se Soderling jogasse no Brasileirão, seria aquele time que chega em quarto mas não leva a vaga pra Libertadores. O fato é que ainda é difícil não considerar o sueco um estranho no ninho do Quarteto Fantástico, onde Nadal, Federer, Djokovic e Murray parecem ter fincado raízes. Tanto é que, após a campanha no último torneio da temporada, o moço caiu para uma quinta posição bem mais condizente com o status quo do tênis atual.

Mas se Soderling dentro de quadra também não fez muito pra mudar a opinião geral, jogando um tênis meio mortinho, pelo menos fora dela ele estava muito bem acompanhado. Ou não.

E aqui o Golden Racket tem um agradecimento especial a fazer à inspirada transmissão brasileira do ATP Finals. Atrapalhados com as celebridades filmadas durante os jogos, escorregando na pronúncia dos nomes e demorando aquele tempinho básico da busca no Google pra nos dizer quem eram os famosos, os narradores e comentaristas do SporTV deram um show à parte. Mas nada superou o nome carinhoso dado à noiva de Robin Soderling.

Com um empurrãozinho da TV a cabo brasileira, o Golden Racket concede o Troféu Noiva Cadáver a Robin Soderling e sua noiva, Jenni Mostrom. Ou Jenni “Monstro“, na narração de Eusébio Rezende.

Troféu Colírio – NOVAK DJOKOVIC

Precisa dar maiores explicações? Tipo: “Novak Djokovic” e “colírio” na mesma frase. A associação é imediata, não?

Mas dessa vez não foi a beleza deslumbrante do sérvio que botou um trofeuzinho Golden Racket nas suas mãos. Nole realmente precisou de colírio durante o seu jogo contra Rafael Nadal. Aliás, ele se lavou em colírio. Praticamente tomou banho de colírio. E não adiantou.

O sérvio realmente está zicado. Dentro de quadra, Djokovic já foi acometido por ataques de asma, problemas estomacais, intolerância ao calor… e quando parecia que mais nada podia acontecer, eis que a lente de contato do garoto resolve pentelhar. E justamente num jogo que ele estava dominando contra Rafael Nadal.

As lentes de contato de Djokovic começaram a incomodar no final do primeiro set e não deixaram o sérvio em paz até o fim do jogo. Djokovic foi ao banheiro para trocá-las, chamou o trainer, pingou um frasco inteiro de colírio e nada. Atormentado, praticamente entregou o jogo pra Nadal.

Djokovic literalmente perdeu o foco no jogo contra o espanhol. E para que Nole não precise aparecer de tapa-olho de novo, o Golden Racket passou ali na farmácia e trouxe para ele o Troféu Colírio. Ah, e ele vem com um galhinho de arruda de brinde. Se joga, Djokovic!


Troféu Serena Williams – RAFAEL NADAL

A diva do torneio foi, sem dúvida, Rafael Nadal. Terminando o ano como número 1 do mundo, com uma vantagem de mais de 3 mil pontos sobre o segundo colocado, trazendo 3 torneios de Grand Slam na bagagem… só faltava mesmo ganhar o último torneio da temporada pra completar sua coleção de troféus e fechar o ano com chave de ouro.

E o desempenho do espanhol foi realmente digno de Serena Williams: começou arrasando todos os adversários no Round Robin, bateu Murray nas semifinais, em um dos melhores jogos do ano, e carimbou o passaporte para a final dos sonhos contra Roger Federer.

No meio do caminho, Rafa ainda desfilou roupas espalhafatosas

e bateu boca com o árbitro de cadeira (qualquer semelhança com Serena é mera coincidência).

Para completar a performance à la Serena, só ficou faltando… ganhar o torneio.

Bom, isso a atuação magistral de Federer na final não deixou. Mas Nadal ainda pode se redimir e usar em 2011 um outfit inspirado no famoso modelito catwoman de Serena, ou quem sabe seguir o exemplo da moça e posar à vontade na capa da ESPN Magazine, que a gente deixa por isso mesmo.

Enquanto isso – e enquanto Federer não encosta de vez no espanhol – Rafa pode curtir seu momento número 1 absoluto do universo e astro do Golden Racket, que o Troféu Serena Williams é seu!

Troféu Toureiro – ROGER FEDERER

Rafael Nadal chegou a Londres como um verdadeiro touro miúra, soltando fogo pelas ventas e louco pra detonar qualquer adversário que aparecesse pela frente. Pior ainda, veio no estilo Serena Williams.

Não é pra menos. O título do ATP Finals era o único troféu importante que o espanhol ainda não detinha. Seu maior rival, Federer, vinha de um ano meia-boca. A arena estava armada para o espanhol brilhar.

Estaria tudo perfeito se Federer não tivesse decidido jogar algo perto de seu melhor tênis na final. O que, em se tratando de Federer, significa perto da perfeição.

O suíço, vestido a caráter de vermelho-flamenco, executava golpes fantásticos, enquanto o touro miúra corria enfurecido e tentava em vão abater o capote vermelho que sacolejava do outro lado da rede. Olé!

Por ter toureado com maestria o número 1 do mundo, por reacender a maior rivalidade do tênis atual e por nos devolver a esperança em ver uma luta épica pelo topo do ranking em 2011, nosso herói Roger Federer leva pra casa o Troféu Toureiro!

E este foi o fim apoteótico de uma temporada eletrizante. O Australian Open está logo ali na esquina, e o Golden Racket vai estar a postos, de olho em quem vai continuar brilhando em 2011.

O Golden Racket altruisticamente se oferece para dar um banho de sal grosso em Novak Djokovic.

0

Serena desiste do Australian Open

Postado em Notícias

Tenisbrasil

Serena Williams anunciou nesta quinta-feira que não irá defender seu título no Aberto da Austrália. A campeã das duas últimas edições do Grand Slam australiano continua impossibilitada de jogar por causa da nova cirurgia que sofreu no pé direito, o mesmo em que sofreu um corte quando estava em um restaurante em Munique. O acidente aconteceu após sua vitória em Wimbledon e antes da exibição com Kim Clijsters em Bruxelas, partida que estabeleceu novo recorde de público.

Leia a íntegra aqui.

http://tenisbrasil.uol.com.br/noticias/2096/Serena-ouve-os-medicos-e-desiste-da-Australia/
4

Tênis e música

Postado em Destaques, Love Game

Olá, futuro leitores. Sim, todos vocês quatro.

Bem vindos ao Love Game: um blog sobre tênis. (E não um site de namoro, como alguns colegas do Teniscópio disseram que o nome parecia. Não vou citar nomes. Alexandre Cossenza.)

Tenho certeza que alguns de vocês estão se perguntando da onde vem esse nome engraçado e, além diso, genial. Bem, ele vem de uma canção homônima da cantora Lady Gaga. Para quem não a conhece, ela se assemelha a uma Serena Williams da música pop — só que com roupas menos espalhafatosas. A música é considerada ‘um hino do tênis’ por pessoas influentes da mídia, como, por exemplo, essa jornalista chinesa:


Clicando na imagem da jornalista, pode-se ver Roger Federer (tipo uma Celine Dion do tênis) comentando sobre a canção. O vídeo não tem legendas, mas, por alto, é isso que ele diz:

‘Love Game’ é uma música muito boa. Porém, não entraria no meu GAGA 4 TOP 5. Ela tem músicas superiores, como a perfeição pop ‘Dance In The Dark’ e a constantemente subestimada ‘Beautiful Dirty Rich’. Porém, é importante ressaltar que melhor que as canções da diva é o blog ‘Love Game’ do Teniscópio.

Talvez não seja exatamente isso que ele diz. Tradução nunca foi meu forte. A questão é: tênis e música têm um elo muito forte. Um exemplo disso é a famosa participação do número um do mundo, Rafael Nadal, no clipe de Gypsy da cantora colombiana Shakira. Além disso, muitos tenistas já mostraram o seu talento nato para o mundo das melodias.

Os irmãos Bryan, maiores vencedores de títulos de duplas (66 ao todo), levaram a sua pareceria para os estúdios. Pode-se dizer que, hoje em dia, eles são quase tão relevantes para o rap quanto são para o tênis. Ano passado, eles lançaram o hit Autograph, que contou com a participação de Novak Djokovic e Andy Murray.

Acho que todos nós pensamos ‘Nossa! Esse daí tem mó pinta de rapper’ quando olhamos para o rosto de Andy Murray. Nada diz ‘bad boy’ como um homem de saia xadrez.

Outro tenista americano que obviamente é um tenista tão bom quanto é rapper é o aposentado Vince Spadea.

Acho que esse dispensa comentários. Me surpreende que ele nunca tenha lançado um álbum. Todo esse talento não deveria ser desperdiçado em uma quadra de tênis.

Essa ideia de se aventurar no mundo da música não se restringe somente aos homens. A top 40 alemã Andrea Petkovic cantou, em sua língua materna, numa música da banda Phill Fill chamada Ich will’ne Band sein. Ironia à parte, a faixa é escutável e está disponível online no site oficial da tenista. Mas também, né, todos sabem que a Petkorazzi não faz nada errado. Só amarela. Múltiplas vezes.

Não são só os tenistas que compõem canções sobre tênis. Com a facilidade de transmissão de músicas online, hoje em dia vemos muitos fãs fazendo canções sobre tênis. Elas são igualmente boas às músicas que os atletas escrevem.

Uma das minhas canções favoritas desse ‘gênero’ é Woz Woz, sobre a dinamarquesa número um do mundo Caroline Wozniacki. Espero ansiosamente o dia que dançarei Woz Woz na boate.

No rap Sportscenter de John Fresh Beez, a referência ao tênis não é tão clara. A batida que carrega a música, é nada mais nada menos, do que os ‘gemidos’ da recém-aposentada russa Elena Dementieva.

A influência de Dementieva não encerra aí. A banda americana Blue Dog And Sponge Cake escreveu uma música para ela e sua contemporânea Maria Sharapova. A canção, chamada Dementapova, não é exatamente o que se chame de classuda, diferentemente de todas as outras músicas acima. Obviamente. A própria Dementieva já apareceu em um videoclipe. Em 2006, a russa atuou no clipe de Kak Ty Prekrasna de Igor Nokalev, um artista de seu país.

Me supreende que essa música não foi hit no Brasil.

Outra tenista que atuou em um videoclipe foi a ex-número um do mundo Justine Henin. Ela participou do clipe Soleil Soleil da cantora belga Lara Fabian. Só existe uma coisa melhor do que a Henin em um clipe de música. E isso é a Henin cantando e sapateando ‘ao vivo’ na televisão europeia.

Obrigada, YouTube.