Como o tempo ainda está corrido (sem tempo durante o dia e cansado à noite), mesmo muito atrasado, resolvi fazer uma sala de troféus um “cadim” diferente. A Verinha (aka Bepa) já está ali em cima, toda linda e sentadinha só observando quem levantou troféu essa semana. Vamos a elas:
Agnieszka Radwanska era a terceira favorita em Carslbad, mas depois de atuações controversas contra Hantuchova e Petkovic, a polonesa sobrou na final e levantou um troféu de campeã depois de três anos de jejum. Foi o quinto título de Radwanska na WTA. Ela disputou sete finais. A maioria contra russas. Sortuda a moça, não?!
Depois de conquistarem em Wimbledon o primeiro Grand Slam juntas e de suas carreiras, Kveta Peschke e Katarina Srebotnik continuaram na rotina de vencer jogos e levantar troféu. Em Carlsbad, elas atropelaram as americanas Abigail Spears e Rachel Kops-Jones, por 60 62 e conquistaram o 5º troféu na temporada.
Maria Fernanda Alves, outrora número 1 do tênis nacional, foi campeã do Future de São Paulo (ITF 10mil) jogado no clube Paineiras. Na final, a catarinense enfrentou a sensação do tênis brasileiro, a paulista Beatriz Haddad Maia (à direita), que recentemente completou 15 anos. Apesar de ter sido dominada por boa parte do jogo, Nanda conseguiu usar a seu favor a experiência de quem está há anos no circuito e levou a melhor sobre a talentosa canhotinha, 46 75 63. Se na chave de simples Bia ficou na quase, a jovem tenista pode comemorar o título na chave de duplas, conquistado ao lado da também paulista Carla Forte.
Fotos: Getty Images e Site do Circuito Paulista de Tênis
Por que a Bepa está na capa do post? 1º Porque ela não quis aparecer segurando um jarro troféu e preferiu aparecer sentada; 2º O Blog é meu e eu coloco na capa quem eu quero. Humpf!
Correria danada essa semana, então só poderei fazer a nossa salinha de troféus, que começou em Brisbane e Auckland no início do ano (vocês ainda se lembram das vencedoras?) e chegou na maior gira do circuito, a US Open Series. Semana passada começou a famosa série preparatória para o U.S Open com os torneios de Stanford e College Park-que-no-início-da-semana-era-Washington-mas-no-calendário-divulgado-no-ano-passado-era-Elkridge. Na verdade, desses torneios, somente Stanford faz parte do calendário da Série Americana. O torneio com crise de identidade é jogado nos EUA, é da WTA, mas não faz parte da US Opes Series. Vai entender.
Então vamos ao que interessa: as campeãs e seus respectivos jarros troféus. Em Stanford, Serena Williams, que nunca sequer figurou entre as três melhores do US Open Series, já que geralmente joga um ou dois torneios antes do US Open, dominou completamente suas adversárias e saiu com o título. A campanha da norte-americana, que entrou com o ranking pré-Wimbledon e começou a semana fora do top 100, foi incrível: uma bicicleta na estreia e dois massacres pra cima de Sharapova e Lisicki. Na final, Williams ainda conseguiu a revanche de Wimbledon contra a francesa Marion Bartoli. O único susto da campeã foi na segunda rodada, quando enfrentou Kirilenko, perdeu o segundo set e ainda foi quebrada no primeiro game do terceiro. Mas bastou a russa voltar a jogar como Maria Kirilenko que as coisas ficaram fáceis pela americana.
Nas duplas, vitória da parceria mais loira e louca da WTA, já que Zvonareva e Vesnina não formam mais um time de russas com problemas em finais. Eliminada precocemente na chave de simples – quando caiu, de virada, na estreia para a croata-neozelandesa Marina Erakovic – Victoria Azarenka se aproveitou da companhia da única-tenista-que-conseguiu-fazer-mais-de-seis-games-na-Serena-Williams e faturou mais um troféu na carreira de duplista. Foi o sexto troféu da bielorussa na chave de duplas e o terceiro com Kirilenko. Já a russa Maria Kirilenko, venceu o 10º troféu na carreira.
Em Elkridge/Washinton/College Park, a grande campeã foi a russa Nadia Petrova, que fez valer a condição de segunda favorita para chegar à final do evento. Havia quase três anos que Petrova não saia como campeã de um torneio na chave de simples, o último foi em 2008, em Cincinnati, curiosamente em um evento jogado antes do US Open, mas que não integrava a US. Open Series. A adversária da final foi a israelense Shahar Peer, que não fez bom uso da condição de principal cabeça de chave, mas fez do rótulo de freguesa da Petrova. Seis derrotas em seis confrontos. Embora tenha vencido Peer em dois sets na final, o torneio não foi nada fácil para a russa. Petrova que como toda boa russa é fã de um drama, levou dois grandes sustos no torneio. Nas quartas de final contra contra Jovanovski (76 75) e na semifinal contra Falconi, quando saiu com um set abaixo, mas conseguiu se impor e venceu (16 61 63). O título nos EUA, foi o 10º da carreira da russa, que acumulou boa parte de seus troféus no longínquo ano de 2006, quando venceu quase todo o circuito do saibro.
Nas duplas o troféu ficou com duas jogadoras que estão se destacando na categoria nesse ano, mas correm o circuito com outras parceiras. Yaroslava Shvedova e Sania Mirza, que formam vitoriosos times com Vania King e Elena Vesnina, respectivamente, venceram todos os sets que disputaram na capital norte-americana e saíram com os troféus de campeãs. Foi apenas o quarto troféu da russa naturalizada cazaque na chave de duplas. Ela tem também um individual em Bangalore, no ano de 2008. Já Mirza conquistou em Washington o 12º troféu como duplista. Ela também tem um conquistado sozinha em Hyderabad (2005).
Bate-pronto:
- No Challenger de Campos do Jordão, considerado o maior evento do tênis feminino brasileiro, a campeã não foi uma brasileira. Na verdade, não tivemos brasileira na final disputada entre Cepede Royg e Adriana Perez, vencida por aquela. Mas a paulista Vivian Segnini mostrou que é uma das melhores tenistas nacionais da atualidade e chegou às semifinais, quando foi derrotada pela venezuelana Perez. Antes disso, Vivian lutou muito para vencer, de virada, a número 1 do Brasil, a carioca Ana Clara Duarte. Com o resultado na Serra Paulista, Segnini alcançará na próxima semana o melhor ranking da carreira e estará no top 300 do tênis mundial. Nas duplas, numa final entre brasileiras, vitória de Teliana Pereira e Fernanda Hermenegildo. (foto)
- Resultados dos Challengers da semana:
$100 Astana, Cazaquistão
Simples: Vitalia Diatchenko (RUS) d. (6)Akgul Amanmuradova (UZB) 64 61
Duplas: (1)Diatchenko (RUS)/Voskoboeva (KAZ) d. (2)Amanmuradova (UZB)/Panova (RUS) 63 64
$50 Olomouc, República Tcheca
Simples: (Q)Nastassja Burnett (ITA) d. (3)Eva Birnerova (CZE) 61 63
Duplas: (1)Krajicek (NED)/Voracova (CZE) d. (2)Beygelzimer (UKR)/Bogdan (RUS) 75 64
Você que me conhece – ou que leu a minha descrição no blog – sabe que eu tenho uma certa queda pelas tenistas russas. Mas você que me conhece realmente – ou que leu atentamente os posts anteriores – percebeu que uma russa em especial me fascina um pouco mais que as demais. Essa tenista poderia ser tanto Sharapova quanto Chakvetadze, que por serem tão opostas igualmente me encantam. Mas não é. Ainda não sei porque, ou às vezes até sei, mas não consigo transformar em palavras, mas a minha queda é pela russa de olhos azuis, sorriso discreto, contida nas comemorações mas extremamente emotiva. É por você, Vera Zvonareva. Sua linda!
Há muito tempo eu queria fazer um post tentando entender – não tenho a pretensão de explicar nada – a tenista Vera Zvonareva. Entender o porquê de eu procurar assistir a cada jogo dela, seja num Grand Slam ou numa exibição na Ásia. A mulher, embora muitos não tenham conhecimento da história, é fácil admirar. Vera Igorevna Zvonareva (Вера Игоревна Звонарёва, daí o “Bepa”) é formada em Educação Física, Estuda Relações Econômicas Internacionais na Rússia, apóia várias causas sociais (especialmente a Síndrome de Rett), é embaixadora da UNESCU e sempre cordial com as adversárias no handshakes. Se é conhecida por mostrar suas frustrações durante as partidas chorando ou quebrando raquetes, por outro lado, nas vitórias e nas comemorações Zvonareva é contida. Apenas cerra o punho, mas não procura contato visual com a adversária, ao velho estilo Dementieva de comemorar. Essa é a mulher Zvonareva. Ou melhor, um pouco do que a filha da Dona Nataliya Bykova (essa Senhora ao lado e também a responsável pela introdução no tênis) nos deixa conhecer. Pois a discrição é a palavra quando se trata da vida pessoal da terceira colocada no ranking. Falemos então da tenista Vera Zvonareva. Essa sim, um livro aberto. Escrachado.
Profissional desde o ano de 2000, Vera Zvonareva fez sua estreia na WTA há 11 anos atrás, no WTA de Moscou, quando venceu Elena Bovina na primeira rodada e caiu diante da então nº 11 do mundo, Anna Kournikova, por duros 67(4) 46. Ainda nessa época, a jovem Zvonareva disputava o circuito juvenil e conquistou o bicampeonato do Orange Bowl (2000 e 2001). A estreia em Slams aconteceu em 2002, em Paris, quando furou o qualifying e assustou Serena Williams ao vencer o primeiro set, 64. Serena, que seis jogos depois se tornaria campeã do torneio, atropelou nos sets seguintes, 06 16. O primeiro título veio em 2003, em Bol, na Croácia. Zvonareva entrou na chave como terceira favorita (#28), venceu um jogo duro contra Groenefeld nas oitavas (7/6 no terceiro set), chegou à sua segunda final na WTA (a primeira havia sido em Palermo no ano anterior) e derrotou a espanhola Conchita Martinez Granado (não é aquela Conchita), por fáceis 61 63. De lá para cá, os resultados foram aparecendo. A pequena russa (1,70m), que compensava a falta de potência com muita consistência, foi melhorando seus desempenhos, subindo no ranking (chegou ao top 10 em Agosto), fazendo semifinais e finais de torneios importantes (como a memorável semifinal do WTA de San Diego de 2004, em que foi derrotada num tie-break que terminou 17-15 para a adversária, a compatriota Anastasia Myskina – vídeos abaixo). Mais tarde, as duas dariam a Rússia o primeiro título da Fed Cup, num duelo emocionante contra a França de Bartoli e Loit (vídeo abaixo).
Nos anos seguintes, Vera começou enfrentar problemas físicos com contusões que fizeram com que perdesse pontos importantes e caísse no ranking. No ano de 2008, depois de ter enfrentado mais um período difícil por contusões – sequer disputou a final do WTA de Hobart – Zvonareva renasceu das cinzas, conquistou a medalha de bronze em Pequim e foi vice-campeã no WTA Championships, em Doha. Se por um lado os resultados eram expressivos, por outro deixavam uma dúvida quanto à capacidade psicológica da russa que brilhava nas primeiras rodadas, mas desmoronava nas finais dos torneios e nos momentos decisivos de jogos importantes. O rótulo de vice-campeã foi acompanhando Vera Zvonareva até Indian Wells em 2009, quando venceu, em sequência, Na Li, Wozniacki, Azarenka e Ivanovic para conquistar o maior título da carreira.
Naquele instante parecia que a russa exorcizaria o fantasma do segundo lugar, mas depois disso Vera venceu apenas mais um grande torneio – o Premier de Doha esse ano – e fracassou em todas as outras grandes finais que disputou – Charleston, Wimbledon, Montreal, U.S. Open, Pequim… É bem verdade que Zvonareva está invicta em decisões nesse ano. Chegou a duas finais e levantou os troféus em Doha e Baku, ambas sem perder sets. O título na semana passada no Azerbaijão foi o décimo segundo da tenista de 26 anos, que chegou a outras 16 finais. O aproveitamento é de 42%. Pouco para quem está há tanto tempo no circuito e já chegou a duas finais de Grand Slams e à vice liderança do ranking da WTA. A tabela abaixo mostra todas as finais alcançadas por Vera Zvonareva na WTA.
OK. São muitos vices, muitas bandejas, mas no tênis tem sempre uma adversária do lado da rede querendo vencer. Em muitas dessas finais, a Vera não era a favorita. E pior, em muitas dessas finais, a adversária era uma grande tenista que chegou ao topo do ranking (Jankovic, Wozniacki) e/ou venceu um Slam (Serena, Sharapova, Davemport…). Não acho que o grande problema da Bepa sejam as finais, mas sim a cabeciinha de vento, que em jogos duros entra em colapso, ou então que trava na hora de fechar um jogo importante (estou falando daquele 5/2 no USO contra a Pennetta). Mas graças a Deus (ao Ioga, Power Balance, maturidade, ou sei lá o que) isso está melhorando. Hoje em dia, Zvonareva é uma tenista que perde mais pela superioridade da adversária do que por sua fragilidade emocional. Veja esse ano: foram duas finais e dois títulos. Sem perder um setzinho sequer nas finais. #win
Em 11 anos de carreira profissional, Vera Zvonareva mostrou uma grande evolução, nem tanto técnica, mas principalmente mental. Zvonareva é uma tenista “completa”. Ela pode não ter a potência de uma Sharapova ou a consistência defensiva da Wozniacki ou os saque das Williams, mas sabe construir bem o ponto (formiguinha), tem golpes pesados (principalmente no backhand), um ótimo saque fechado (pena que ele entra pouco, mas quando entra, rapaz…), boa desenvoltura na rede, ótimos dropshots, capacidade para mudar o jogo (leia-se mandar um monte de balão) e um ótimo deslocamento lateral (tadinha corre atrás da bolinha o tempo todo). Apesar disso tudo, a russa é uma das tenistas mais controversas do circuito: uns acham que ela só se defende, outros que é mais uma “marreteira” (WHAT?) e tem aqueles ainda que acham que ela só chora e quebra raquetes (Tá certo que ela faz isso também). Com todas essas críticas e limitações ela ainda conseguiu chegar a duas finais de Slam (o que muitos nunca imaginariam. Eu sim, viu Bepa?!) e à vice-liderança do ranking da WTA. Vale lembrar, que Zvonareva esteve perto do topo do ranking no ano passado, mas as amareladas o insucesso nas finais acabaram eliminando as chances da russa e a Carol aproveitou.
Ah, por que eu falei da Bepa? Uai, primeiro porque ela é legal e eu gosto muito dela. E também ninguém fala dela. E pô, ela é número três do mundo… Decidam: Zvonareva chegou mais longe do que podia ou ainda tem mais lenha pra queimar?
Bate-pronto:
- Muitos não sabem, mas a Verinha já venceu um Grand Slam. Um não, três. A russa é dona de três títulos nas duplas, sendo dois de duplas mistas (U.S. Open 2004 com Bob Bryan e Wimbledon 2006com o Israelense Andy Ram) e um U.S. Open com a francesa Nathalie Dechy, em 2006. Não acredita? Clica nos link e veja, hater!
- Aliás, a duplista francesa possui dois títulos de duplas no U.S. Open, os dois com russas: Zvonareva (2006) e Safina no ano seguinte. O que isso tem a ver? Nada. Mas eu achei curioso;
- A temporada preparatória para o US. Open começou. Essa semana dois torneios agitam o circuito feminino. Em Stanford estão Azarenka, Sharapova, Ivanovic e Serena Williams (que mandou uma bike pra cima da Rodionova). Já no estreante torneio que no início da semana era chamado de Washington e agora mudou para WTA de College Park, as principais favoritas são Peer e Petrova. Mas podemos ter surpresas como Paszek, Jovanovski ou Brianti levantando o troféu.
- O tênis nacional também está movimentado com a disputa da Master-Card Tennis Cup, em Campos do Jordão. O torneio que faz parte do calendário de eventos da ITF é disputado em quadras duras e conta com a elite do tênis nacional ou seria contava? Porque as gringas estão num killermode. Mais detalhes você pode ver nesse meu outro post. Na semana passada, a paulista Vivian Segnini chegou à final do ITF de Ribeirão Preto, que deu à vencedora, a chilena Andrea Koch-Benvenuto, 12 pontos no ranking da WTA.
- Resultados Challengers da Semana:
$100+H Bucareste, Romênia
Simples: (2)Irina-Camelia Begu (ROU) d. (5)Laura Pous-Tio (ESP) 63 75
Um dia desses, em um papo com a Bê (do Meninas Vodca), estávamos conversando sobre a campanha de cadastramento de doadores de medula óssea e também sobre o afastamento de Kleybanova das quadras para tratar um Linfoma. Foi quando ela teve a ideia de juntar os dois assuntos num post, que teria a função de informar sobre a doença da tenista e também a missão social de divulgar a campanha. Obrigado Bê, pela grande ajuda em divulgar essa caminha! Tomara que consigamos levar nem que seja dez pessoas a se cadastrarem no Hemocentro como doadores de medula óssea.
Na última sexta-feira, os fãs de tênis finalmente descobriram porque a tenista russa, Alisa Kleybanova, não disputou os últimos dois Grand Slams da temporada. Em mensagem no site da WTA, Kleybanova anunciou que está na Itália lutando contra um câncer. Na mensagem, que foi escrita no dia 22º do aniversário da tenista, Kleybanova mostra a confiança e serenidade que sã sua marca também dentro da quadra. (No vídeo abaixo, Kleybanova mostra suas habilidades como nadadora)
A doença da tenista é um Linfoma de Hodgkin, que é uma espécie de câncer no sistema linfático (responsável pela imunidade do organismo). A doença é mais frequente entre jovens (15-40 anos) e atualmente possui tratamento bastante eficaz, segundo informações do INCA. No caso de Kleybanova, a doença, segundo informações da própria tenista, encontra-se no estágio II, que é quando a doença atingiu dois ou mais linfonodos do mesmo lado do diafragma, ou de um linfonodo e de um tecido ou órgão contíguo a ele, mas fora do sistema linfático.
O Linfoma é só mais um dos tipos de câncer, assim como a Leucemia, que é o câncer nas células do sangue. No caso da Leucemia, muitas vezes é possível que o paciente encontre a cura com um transplante de medula óssea. Mas encontrar um doador compatível, até mesmo no grupo familiar, é difícil. Ainda mais no nosso país que foi formado pela miscigenação dos povos (indígena, europeus, africanos e orientais), aumentando a diversidade genética e diminuindo as chances de encontrar doadores compatíveis. Muitos não sabem, mas as pessoas podem se cadastrar voluntariamente se tornar um doador de medula óssea. Para isso, basta que você se dirija ao banco de sangue (Hemocentro) da sua cidade e se cadastre como doador de medula óssea. O procedimento é simples e consiste na retirada de 5ml de sangue para análise de compatibilidade. As informações coletadas são encaminhadas para um banco de dados mundial e havendo compatibilidade, o doador será comunicado para dizer se possui ou não o interesse de doar parte de sua medula óssea.
Em Minas Gerais, especificamente em Belo Horizonte, está sendo realizada uma campanha pela CAPEC – Casa de Apoio às Pessoas com Câncer – em parceria com o Hemominas para conscientizar a população e cadastrar o maior número de doadores possíveis. Para maiores informações, acesse o site http://www.5mlesperanca.capec.org.br/ e veja como se tornar um doador de medula óssea e ajudar a salvar vidas. Você que não é de Belo Horizonte, pode se cadastrar no Hemocentro de sua cidade. Maiores informações nesse site: http://www.prosangue.sp.gov.br/hemocentros-do-brasil/. A campanha 5ml de esperança teve como símbolo a luta do pequeno Arthur, que precisava de um doador compatível de medula óssea.
Bate-pronto:
- Na última semana de torneios no saibro (fora de temporada), o predomínio foi das espanholas. Em Bad Gastein, onde as cabeças de chave decepcionaram – Ksenia Pervak, a russa de 20 anos, seed 8, foi a única a avançar para a segunda rodada e chegou até às semifinais – o título ficou com Maria Jose Martinez Sanchez. A espanhola que por não defender o título de Roma conquistado no ano passado e por ter feito uma temporada irregular esse ano, caiu muito no ranking e chegou desacreditada na Áustria. Em sua campanha no torneio disputado nos Alpes Austríacos, Martinez Sanchez derrotou a jovem argentina Paula Ormaechea na primeira rodada, em dois duros tie-breaks. Depois, nas quartas de final, sofreu um pouco contra a convidada Yvonne Meusburger, mas passou em três sets. Na final, outra convidada, a Austríaca Patricia Mayr-Achleitner, que nas semifinais aplicou uma bicicleta na russa Pervak, mas não foi páreo para a espanhola, que venceu por 60 75. Foi o quarto troféu da carreira da talentosa espanhola, o quarto no saibro. Mas convenhamos, esse será mais difícil de guardar, não acham?
- Já em Palermo, a campeã não foi nenhuma novidade. Anabel Medina Garrigues derrotou Polona Hercog (que havia vencido o WTA de Bastad na semana passada) e conquistou seu quinto título em Palermo e o décimo vencido no saibro. O único vencido em quadra rápida, foi conquistado em Canberra, na Austrália, em 2006. Com o título na Itália, Medina Garrigues ultrapassa Venus Williams e se torna a maior vencedora (em número de títulos) no saibro, entre as jogadoras em atividade. Um grande feito para a tenista de 28 anos que nunca chegou às quartas de final em Roland Garros, onde tem dois títulos na chave de duplas, ao lado da lendária Virginia Ruano Pascual.
- As brasileiras não se deram bem nos Challengers essa semana. Vivian Segnini e Maria Fernanda Alves foram eliminadas na segunda rodada em Bogotá. Carla Forte, top 10 nacional, caiu na estreia. Nathalia Rossi e Ana Clara Duarte não passaram da primeira rodada em challengers no Canadá e Bélgica, respectivamente. Já a paulista Roxane Vaisemberg, que foi quem disputou o torneio com maior premiação (50K), foi eliminada na segunda rodada do Challenger de Contrexeville, na França. A algoz da brasileira foi a holandesa Arantxa Rus, principal favorita e responsável pela precoce eliminação da belga Kim Clijsters em Roland Garros. Nas duplas, Rossi (jogando com a bielorussa Viktoryia Kisialeva) e Vaisemberg (novamente com a japonesa Erika Sema) ficaram com o vice-campeonato em seus respectivos challengers.
Os dois primeiros torneios da mini temporada entre Wimbledon e o U.S Open Series se não foi empolgante, apresentou resultados interessantes. Número 1 do mundo desde o início do ano, a Dinamarquesa Caroline Wozniacki foi a principal cabeça de chave da fria Bastad, na Suécia. O torneio ainda contou com Lucie Safarova (eliminada na primeira rodada) e Flavia Pennetta. Caroline Wozniacki, que disputou Bastad para cumprir uma das regras da WTA (jogar um International por semestre, por ser top 10) e obrigações contratuais com a patrocinadora do evento, passou que quase como um relâmpago pela cidade sueca. Após uma primeira rodada S-O-F-R-Í-V-E-L contra a Francesa Alize Cornet, Wozniacki se apresentava muito bem contra a Sueca Sofia Arvidsson até sentir uma contusão no ombro direito, que a obrigou a se retirar da partida. (vídeo abaixo)
Enquanto Wozniacki era eliminada na segunda rodada, Polona Hercog e Johanna Larsson, as eventuais finalistas da competição passavam para as quarta de final em dois jogos complicadíssimos. Hercog derrubou no tie-break do terceiro set a Francesa Aravane Rezai, que defendia o título do ano anterior e está tentando voltar às vitórias. Já Larsson, a guerreira Sueca, sofreu bastante para eliminar a Espanhola Lourdes Dominguez-Lino, que chegou a sacar para a vitória em Bastad, mas sofreu a virada. Finalistas pela segunda vez na carreira, Hercog e Larsson fizeram um jogo bastante interessante. No final, sobressaiu a estratégia da Eslovena de castigar o backhand da adversária, que até vacilou quando sacou em 5/4 e foi quebrada, mas elevou o nível e venceu os dois games seguintes, para conquistar o primeiro título da carreira. Será interessante ver como Hercog vai lidar agora que conquistou o primeiro troféu na WTA. Sempre houve muita expectativa sobre a talentosa Eslovena que tem um jogo apurado junto à rede, executa dropshots com rara perfeição e gosta de dominar os pontos com a direita. Hercog estará nessa semana em Palermo, onde tentará aumentar a série de vitórias. Já Larsson, enfrentará já primeira rodada de Bad Gastein, na Áustria, a Australiana Jarmila Gajdosova, segunda cabeça de chave.
Em Budapeste, na Hungria, a campeã também precisou remar bastante para não ser eliminada nas primeiras rodadas. Depois de passar fácil por uma quali, Roberta Vinci quase foi derrotada pela principal esperança local, a jovem Timea Babos – já que os maiores nomes do tênis Húngaro Szavay, Arn e Czink, não estão 100% fisicamente. Babos venceu o primeiro set e tinha 4/2 de vantagem no segundo, mas não conseguiu fechar e acabou sofrendo a virada. Na rodada seguinte, novamente, a Italiana teve que se superar contra a Eslovaca Zuzana Kucova, que também vencia por um set e 5/2 no segundo, mas falhou na hora de vencer a partida. Se Vinci vinha de vitórias em jogos duros, a outra finalista, a Romena Irina-Camelia Begu estava invicta em sets até a grande decisão. Em sua segunda final de um torneio nível WTA, Begu até lutou, mas caiu diante da experiente Italiana, que conquistou, em Budapeste, o sexto troféu da carreira e o terceiro no ano (já havia vencido em Den Bosch e Barcelona).
Bate-pronto:
- Em uma final Espanhola, Maria Jose Martinez Sanchez e Lourdes Dominguez Lino derrotaram Nuria Llagostera Vives e Arantaxa Parra Santoja e ficaram com o título de Bastad, na chave de duplas. Foi o segundo troféu de Martinez Sanchez no ano, o segundo com uma parceira diferente. No início do ano, jogando ao lado da Americana Liezel Huber, ela conquistou em Dubai o 14º título da carreira. Já Dominguez Lino, venceu o quarto troféu na carreira, o primeiro com a nova parceira.
- Em Budapeste, outra espanhola levantou o troféu na chave de duplas. Jogando ao lado da Polonesa Alicja Rosolska, Anabel Medina Garrigues derrotou Grandin e Uhlirova e conquistou o 18º oitavo troféu na modalidade, sendo dois em Roland Garros. Já a Polonesa que corre o circuito ao lado da compatriota Klaudia Jans, conquistou o primeiro troféu na WTA, depois de três finais em que não teve sucesso.
- Depois de Teliana Pereira, chegou a vez de Ana Clara Duarte e Roxane Vaisemberg, líder e vice-líder do ranking nacional, respectivamente, excursionarem pela Europa. Essa semana elas disputaram os challengers de Aschaffengurg, na Alemanha, onde Clarinha caiu na primeira rodada e Biarritz, na França, que contou com a participação da número 2 do Brasil, eliminada na primeira fase diante da vice-campeã do evento. Vaisemberg foi vice campeã na chave de duplas.
Foi assim quePetra Kvitova explicou como se sentia após conseguir alcançar, até então, o maior feito da carreira, o título de Wimbledon. A tímida tcheca dona de um sorriso doce e golpes potentes disse quando chegou à final que não esperava, no início do torneio, sair como a vencedora do Grand Slam. Se não esperava, eu não sei. Mas o que Petra mostrou nessas duas semanas, nos sete jogos, é que ela queria muito. Tanto quis, que desbancou uma tenista que tem nas veias e nos feitos da carreira o espírito de luta como maior característica, Maria Sharapova.
A primeira vez que ouvi falar de Petra Kvitova foi no Aberto da França de 2008, quando, aos 18 anos, chegou às oitavas de final do Grand Slam Francês. Naquela época, eu não conhecia os streamings da internet, então não assisti a nenhum jogo. O que tinha me chamado a atenção na época foi que tínhamos duas tchecas com o mesmo nome na segunda semana do torneio. A outra era Petra Cetkovska, que seria eliminada pela sérvia Ana Ivanovic. Um ano mais tarde, em outro Grand Slam, eu finalmente assisti a uma partida da tal Kvitova. O jogo era de terceira rodada e eu só assisti a partida por causa da adversária, a russa e número 1 do mundo, Dinara Safina. O jogo, um verdadeiro drama, aconteceu na sessão noturna e terminou no tie-break do terceiro set. Se fosse nos outros Grand Slams poderia ter ido muito mais longe. Além dos golpes da tcheca (que hoje são mais contundentes e eficientes, mas já provocavam estragos), o que me chamou a atenção foi o comportamento aguerrido e concentrado da jovem tenista. Em partidas nervosas, em que as adversárias salvam e desperdiçam match points, a experiência geralmente pesa. Fosse outra adversária, Safina provavelmente teria vencido aquele jogo. Mas não. A russa encontrou uma tenista potente, focada, confiante e relaxada, que não se importou com as chances perdidas e nem com a pressão de jogar contra a número 1 do mundo na sessão noturna em uma Louis Armstrong lotada e participativa. No fim de um tie-break dramático, vitória da zebra Petra Kvitova. Uma vitória mental. (veja lances decisivos do drama jogo no vídeo abaixo)
Dois anos depois, mais confiante e experiente, a tcheca passou de zebra a uma grande promessa do tênis feminino. Dona de três títulos na temporada (todos nível Premier), Petra Kvitova conseguiu na grama de Wimbledon (onde disputou o ÚNICO Slam enquanto juvenil, em 2007) o maior feito da curta carreira. Depois de atropelar todas as adversárias (aplicou 60 62 na belga Wickmayer), Kvitova foi testada quando derrotou Pironkova e Azarenka, mas venceu com a tal força mental. Em ambos os jogos, depois de dominar completamente e vencer o primeiro set, a tcheca saiu derrotada no segundo. O que poderia levar muitas tenistas ladeira abaixo, em Kvitova surtiu o efeito contrário: Petra colocou a cabeça no lugar, elevou o nível e já quebrou as adversárias logo no primeiro game de saque delas. Na final contra a experiente Maria Sharapova (5 finais de Slam), Kvitova não precisou perder set para mostrar a sua força mental. Mas a russa a sentiu a cada vez que conseguia quebrar o saque da tcheca, mas tinha o saque quebrado logo em sequência. É de se admirar que em uma final de Grand Slam, a primeira da carreira, a tcheca nunca perdeu o controle da partida. Fato raro no tênis. Típico dos grandes campeões.
Se será uma das maiores da história de seu país (feito complicado quando se tem nomes como os de Navratilova e Novotna), só o tempo e a própria Petra nos dirá. A tcheca agora será mais estudada pelas adversárias e mais badalada (leia-se cobrada) pela imprensa. Chances para crescer ela tem. Petra já mostrou que pode jogar bem em qualquer superfície. Os 4 títulos conquistados no ano ilustram bem isso: Sydney (piso duro), Paris (indoor), Madrid (saibro) e Wimbledon (grama). Potencial para subir no ranking idem. Até o fim da temporada, Petra tem poucos pontos a defender, o que significa uma grande margem para somar, já que, com o novo ranking (7ª), será sempre uma das principais cabeças de chave. O grosso de 2010, que era a semifinal de Wimbledon, foi defendido. A tcheca, que já está quase com os dois pés no WTA Championships de Istambul, deve subir ainda mais no ranking e colecionar títulos.
Com mais uma nova campeã no Clube das vencedoras de Grand Slam, o último Major da temporada promete muitas emoções e equilíbrio. Com Kim Clijsters e as irmãs Williams em forma, Sharapova voltando às finais, Wozniacki e Azarenka crescendo e as duas novas campeãs de Slam, Kvitova e Na Li, a expectativa é de um GRANDIOSO U.S. Open.
As outras campeãs de Wimbledon
Se a o torneio de simples premiou uma das melhores tenistas da temporada, a chave de duplas teve como vencedora a melhor parceria do ano. Especialistas nas duplas, a eslovena Katarina Srebotnik e a tcheca (mais uma) Kveta Peschke derrotaram na grande decisão as “simplistas” Stosur e Lisicki e venceram o primeiro Major de suas carreiras e ainda se tornaram líderes do ranking de duplas. Melhor dupla da temporada com três títulos (Auckland, Doha e Eastbourne), o time esloveno-tcheco foi praticamente perfeito em Wimbledon. As campeãs perderam apenas dois sets em todo o torneio, mas nunca tiveram as vitórias ameaçadas. Na grande final, a dupla cabeça de chave número 2 (as principais favoritas foram King/Shvedova, campeãs em 2010), derrotou com facilidade – 63 61 – o mais badalado time do torneio. O título em Londres faz jus a duas grandes especialistas nas duplas e que já fizeram parcerias vitoriosas com outras tenistas, mas foram conhecer o sabor de um Grand Slam juntas.
Nas duplas mistas, a final reuniu duas tenistas que correm o circuito regular em simples, mas têm obtido os melhores resultados nas duplas. No duelo entre a ucraniana naturalizada russa Elena Vesnina e Iveta Benesova, a vitória ficou, logicamente, com a tcheca, que ao lado do austríaco Jurgen Melzer conseguiu o primeiro Slam da carreira. Na decisão contra Elena Vesnina e Mahesh Bhupathi, o time da tcheca não teve muito trabalho para vencer em dois sets. Destaque para a grande atuação de Melzer contrapondo com um dia não bom assim do indiano. Em Londres, além de não terem perdido nenhum set, Melzer e Benesova contaram com a sorte. E muito. A dupla enfrentaria, nas quartas de final, os americanos Bob Bryan e Liezel Huber que desistiram e deram de bandeja a classificação para os eventuais campeões. O destaque negativo do torneio de duplas mistas, além da derrota que levou Vesnina às lágrimas, foi a ausência da parceria sensação de Roland Garros, Thomaz Bellucci e Jarmila Gajdosova. Eliminado na primeira rodada na chave de simples, o brasileiro desistiu do torneio de duplas mistas, o que fez com que Jarka jogasse com o local Jamie Murray. Sem aquela química que teve com o brasileiro, a australiana foi eliminada na segunda rodada.
O futuro e o passado
No circuito juvenil, que nos anos anteriores teve como campeãs jogadoras que ainda não despontaram (Noppawan Lertcheewakarn e Kristyna Pliskova), a grande campeã foi a australiana Ashleigh Barty, de apenas 16 anos. Barty, que não era uma das grandes favoritas, derrotou na semifinal a holandesa Indy de Vroome, campeã na grama de Roehampton e uma das tenistas que utilizam a linha Sharapova Collection da Nike. Se na semifinal a adversária foi a “funcionária” da Sharapova, na final a oponente foi a pupila da belga Justine Henin, a russa Irina Khromacheva. Campeã nas duplas em Roland Garros, Khromacheva, que treina academia da estrela belga, oscilou muito mentalmente na decisão e foi derrotada em dois sets. Não era o torneio para russos venceram. Melhor brasileira no circuito juvenil, a pupila do Larri Passos, Beatriz Haddad Maia (a Bia), novamente furou o quali de um Grand Slam juvenil. Em Wimbledon, Bia anotou a primeira vitória em Grand Slams, mas foi derrotada na segunda rodada diante da norte-americana Victoria Duval.
A canadense Eugenie Bouchard (a loirinha) e a americanaGrace Min, cabeças de chave dois do torneio de duplas, foram as grandes campeãs na modalidade, ao derrotarem o time formado pela holandesa Demi Schuurs (campeã nas duplas em Melbourne) e a chinesa Hao-Chen Tang, de virada, 57 62 75. O time campeão, aliás, foi o responsável pela eliminação da brasileira Bia Haddad, que, ao lado da russa Mayya Katsitadze, chegou às semifinais da chave de duplas. Mais precisas, Bouchard e Min, venceram por 6/1 e 6/3 colocando fim na grande campanha da brasileira na Europa. Mais uma vez, Bia sai com o saldo positivo de ter furado o quali de dois Grand Slams e muita experiência na bagagem.
No circuito de lendas convidadas que conseguiu reunir na final 27 títulos de Grand Slam, o grande campeão foi o espectador que pode se deliciar com a genialidade de Martina Navratilova, Jana Novotna, Martina Hingis e Lindsay Davenport, além de se divertir com o bom humor das outras lendas. O jogo foi vencido pelas mais novas, Hingis e Davenport, 6/4 6/4. Aqui, o que menos importa é o resultado. O torneio presenteou o fã de tênis mais jovem que não pode assistir jogadoras como Navratilova, Novotna, Zvereva, Gigi Fernadez (H-I-L-Á-R-I-A), Martinez, entre tantas outras que ajudaram a engrandecer o tênis feminino e fazem sofrer os mais saudosistas. Aos amantes do tênis refinado, dos pontos disputados na rede com imensa habilidade e precisão, a dica é se ligar no “torneio das tias”, que acontece em todos os Grand Slams. É a prova viva de que o talento é inerente ao tenista e resiste até a idade.
Bate-pronto
- Campeã de Wimbledon, a tcheca Petra Kvitova assumiu a vice-liderança no ranking da corrida para o WTA Championships, que irá acontecer no fim do ano em Istambul. Kvitova tem 5037 pontos no ranking que contém apenas os pontos da temporada de 2011 e está atrás apenas de Wozniacki (5776). Completariam a lista das oito classificadas: Na Li (4947), Sharapova (4840), Azarenka (4502), Bartoli (3816), Zvonareva (3176) e Clijsters (3160). Correm por fora: Schiavone (3094) e Petkovic (2631).
- Mais uma grande semana para o tênis brasileiro com os títulos da pernambucana Teliana Pereira em Denain, na França. Na final do torneio de 25 mil disputado no saibro, Teliana bateu a ucraniana Valentyna Ivakhnenko, por 64 63 e ganhou 50 pontos no ranking. Nas duplas, Teliana jogou ao lado da paraguaia Veronica Cepede Royg e saiu com o título depois de vencer as francesas Ghesquiere e Lexemia, por fáceis 6-1 6-1. No future em São José dos Campos, a campeã foi a catarinense Maria Fernanda Alves, que vinha caindo no ranking da WTA. Na final, a experiente tenista derrotou a jovem Nathaly Kurata em dois sets.
- Resultados dos Challengers das duas últimas semanas:
$50 Boston, EUA
Simples: Petra Rampre (SLO) d. (2)Tetiana Luzhanska (UKR) 62 57 64
Duplas: (2)Luzhanska/Mueller (USA) d. (1)Fichman (CAN)/Pelletier (CAN) 76(3) 63
$25 Perigueux, França
Simples: (6)Severine Beltrame (FRA) d. (7)Audrey Bergot (FRA) 64 62
Voltemos ao ano de 2009. O torneio é o U.S. Open, em quadra Sabine Lisicki e Anastasia Rodionova. No último ponto daquele jogo (vídeo abaixo), a alemã sofreu uma grave torção em seu tornozelo, desabou na quadra, aos prantos, e deixou o estádio em uma cadeira de rodas. Apesar do susto, Lisicki voltou no mês seguinte, em Tóquio, onde caiu na segunda rodada. E mais tarde, chegou à final do WTA de Luxemburgo. Em 2010, a Lisicki sofreu nova lesão no tornozelo, enquanto jogava o WTA de Indian Wells. Novamente a alemã conseguiu voltar rapidamente às quadras. Mas, na semana seguinte, em Miami, Sabine voltou a sentir a lesão e abandonou logo na primeira rodada do torneio. Dessa vez, a ascendente alemã, è época no top 30, ficou 5 meses fora das quadras e não pode disputar Roland Garros e Wimbledon. Quando voltou em agosto, no torneio de Cincinnati, Lisicki já estava quase fora do top 100 (#91) e sem ritmo de jogo, o que ocasionou derrotas nas primeiras rodadas e mais uma queda no ranking. A alemã começou o ano de 2011 na 175ª posição da WTA, o que a obrigou a jogar vários qualis, inclusive no Australian Open, onde caiu na segunda rodada da fase de qualificação.
Os meses foram passando e Sabine Lisicki foi ganhando confiança e consistência em seu jogo. E o caminho não foi fácil. Como o número de convites é limitado, Sabine teve que se aventurar nos torneios challengers (Praga, Reggio Emilia, entre outros). Confiante e segura em seu jogo, Lisicki furou o quali de Roland Garros, venceu outra partida na chave principal e esteve muito perto de eliminar, na segunda rodada, a segunda favorita do torneio, a russa Vera Zvonareva. Apesar da derrota, Lisicki havia mostrado que estaria de volta e que o ranking, 121º, era o mais mentiroso do circuito.
E chegamos a Birmingham. De volta à grama, onde não jogava desde as quartas de final de Wimbledon, em 2009, Lisicki entrou na chave principal no último momento, se beneficiando das desistências de Bartoli e Sharapova. Sabine enfrentou na estreia a veterana japonesa Kimiko Date-Krumm, pela qual passou por dois sets. Em sets diretos a alemã também passou por Flipkens, Paszek e Rybarikova. Nas semifinais, Lisicki não deu chances à chinesa Shuai Peng, nova integrante do top 20 da WTA, e venceu por 63 61. A chuva inglesa, que, nessa época do ano, tarda mas não falha, adiou a final de domingo para a segunda-feira. Mas o adiamento parece ter feito muito bem à alemã, que bateu Hantuchova, por fáceis, 63 62, para conquistar o segundo título da carreira. Sabine terminou o torneio sem perder um set sequer. E ainda recebeu um grande presente, o convite para a chave principal de Wimbledon.
No outro torneio da semana, em Copenhagen, sem surpresas. Dona da casa e principal favorita ao título, Caroline Wozniacki não decepcionou a torcida local e venceu o 17º título na carreira, o segundo em casa. Assim como Lisicki, Wozniacki também não perdeu sets em sua jornada caseira. A final contra Lucie Safarova foi tão tranquila (61 64), que Carolzinha nem atrapalhou o penteado. Apesar de não ter convencido nas primeiras rodadas, Wozniacki elevou o nível nas fases finais e não deu a menor chance para a zebra pintar em sua casa. Já Safarova, vice-campeã, pode sair aliviada de Copenhagen, pois esteve perto de ser eliminada nas outras rodadas, mas conseguiu chegar à final.
Vejamos o que a number one vai aprontar na grama inglesa, já que preferiu não jogar os torneios de preparação para o Grand Slam britânico. Não vou mentir e dizer que torço para que Wozniacki vença Wimbledon e acabe de vez com “mancha” de ser uma número 1 sem Slam. Mas se as minhas preferidas não chegarem à final, e Wozniacki sim, minha torcida será dela.
Bate-pronto:
- Alla Kudryavtseva e Olga Govortsova foram as campeã da chave duplas do WTA de Birmingham. Na final, que foi disputada em uma quadra dura coberta, elas bateram as italianas Errani e Vinci, no match tie-break. Já na Dinamarca, não deu para nenhuma local vencer nas duplas. Mas o título ficou com uma nórdica, a sueca Johanna Larsson, que junto da alemã Jasmin Woehr, venceu o torneio sem grandes sustos;
- E elas estão de volta. Coincidentemente, as irmãs Williams escolheram o mesmo momento para voltar a aterrorizar no circuito, a temporada de grama. Em Eastbourne, Venus e Serena derrotaram Andrea Petkovic e Tsvetana Pironkova, respectivamente. Enquanto Venus enfrentará Ivanovic, Serena encontrará Vera Zvonareva, contra quem fez o último jogo antes das férias forçadas.
- Mais um Future no Brasil vencido por uma estrangeira, a argentina Andrea Benítez. Mas dessa vez a finalista foi uma brasileira, a paulistana Carla Forte, de 17 anos, em uma semana inspirada chegou à sua primeira final no circuito profissional. No caminho até à decisão, Carla deixou para trás a segunda favorita da chave, a compatriota Monique Albuquerque.
- Resultados dos challengers da semana passada:
$100+H Nottingham, Grã-Bretanha:
Simples: (5)Elena Baltacha (GBR) d. (6)Petra Cetkovska (CZE) 75 63
Duplas: Birnerova (CZE)/Cetkovska (CZE) d. Kulikova (RUS)/Rodina (RUS) 63 62
$100 Marseille, França:
Simples: (4)Pauline Parmentier (FRA) d. (3)Irina-Camelia Begu (ROU) 63 62
Duplas: (1)Begu (ROU)/Bratchikova (RUS) d. Andrei (ROU)/Gojnea (ROU) 62 62
$50+H Zlin, República Tcheca:
Simples: (2)Patricia Mayr-Achleitner d. (1)Ksenia Pervak 61 60
Duplas: Beygelzimer (UKR)/Chakhnashvili (GEO) d. Jani (HUN)/Marosi (HUN) 36 61 10-8
$25 Compobasso, Itália:
Simples: Karin Knapp (ITA) d. (8)Alize Lim (FRA) 62 64
WOW. Quanto tempo desde a última vez que escrevi aqui. Na verdade, quase duas semanas, mas parece uma eternidade, haja vista tudo que aconteceu no nosso esporte favorito. Quando nos falamos pela última vez, aqui nesse espaço, apenas metade das jogadoras já tinha dado adeus ao título de Roland Garros. É, bastante tempo…
Felizmente, Roland Garros não vai entrar para a história só pelo fato de, pela primeira vez em sei lá quanto tempo, que não tivemos uma das quatro principais cabeças de chave entre as semifinalistas. O Aberto da França 2011 será sempre lembrado por ter marcado um novo capítulo na história do esporte… na Ásia. Finalmente uma asiática venceu um Grand Slam, e foi logo onde elas costumavam a se dar mal, no saibro. A chinesinha Li Na (a moça é campeã de Grand Slam, me rendo à forma de chinesa de pronunciar o nome dela), aquela que chegou à final em Melbourne, onde arrancou risadas por falar dos roncos do marido e de suas extravagâncias com o cartão de crédito, superou as outras 127 tenistas e conquistou Roland Garros.
Simpática todo mundo já sabe que Li Na é. Mas em Paris ela mostrou uma evolução e determinação que poucos conheciam. O saibro nunca foi o piso da tenista, e ela mesma reconheceu isso por diversas vezes. Mas a chinesa adaptou muito bem seu jogo ao piso lento para fazer história em Paris. No outro post falei que a chinesa poderia ter problemas com seus erros, de fato ela teve. Além da estreia, Li Na se complicou um pouco contra a quali espanhola Soler Espinosa e no primeiro set da partida contra a Kvitova. Mas depois disso, a chinesa venceu todos os sets que disputou: mais dois contra Kvitova, Azarenka, Sharapova e Schiavone. A italiana, dona de um jogo diferenciado e uma garra admirável, tentou de tudo, mas nada pode fazer contra as profundas e anguladas bolas da chinesa. E a chinesa fez o que Wozniacki e Zvonareva não fizeram, copou um Grand Slam antes que a super-temida Serena Williams voltasse.
Li Na não se tornou somente a melhor tenista chinesa da história. Isso já era barbada. Mas a China pode se orgulhar de ter a melhor atleta na modalidade em seu continente. Sensação da temporada com duas finais de Grand Slam, Li Na pode alçar novos voos na grama londrina e em Nova York, pisos em que tem mais know-how do que tinha no saibro antes do torneio. Abaixo, seguem três entrevistas com a chinesinha campeã de Roland Garros. Conheça mais um pouco da nova integrante das campeãs de Slam. Ah, e aprenda um pouco de chinês. Ou tente…
As parcerias de sucesso
No fim das contas, a chinesa fez história em Paris. E o torneio de 2011 será sempre lembrado por ter sido palco do primeiro Slam asiático e por Nadal ter igualado o recorde de Borg, ambos com seis Coupe des Mousquetaires. Mas o torneio entrará também para a história de algumas tenistas, entre elas duas tchecas, Andrea Hlavackovae Lucie Hradecka. O dueto tcheco foi uma das grandes surpresas de Paris, por vencer o torneio derrotando quatro cabeças de chaves, entre elas Peschke/Srebotnik, que as bateram em Melbourne; King/Shevedova, campeãs de Wimbledon e do U.S. Open e Mirza/Vesnina, um dos melhores times da temporada. Sem se esquecer, é claro, da vitória na primeira rodada contra o time que mais levantou troféus na temporada, Benesova e Zhalavova Strycova. A campanha de Roland Garros foi ainda mais surpreendente, as tchecas não perderam um set sequer em todo o torneio e se fortalecem para disputar uma vaga no time que irá à Rússia no final do ano, disputar o confronto decisivo da Federation Cup. E tem mais, campeã do WTA de Bruxelas ao lado de Galina Voskoboeva, Andrea Hlavackova, acumula dez vitórias seguidas na chave de duplas.
Mais uma vez o Brasil voltou os olhos para a chave de duplas mistas. E mais uma vez em Roland Garros. Se ano passado todos ficaram torcendo por uma conquista do gigante Marcelo Melo com a baixinha Vania King, derrotados apenas na final, nesse ano todos ficaram empolgados com as aventuras do tímido Thomaz Bellucci e da sorridente, Jarmila Gajdosova, que por pouco – perderam um match point – não chegaram à final do torneio de duplas mistas. Se a dupla não levantou o troféu pelo menos nos brindou com momentos engraçadíssimos como dessa imagem ao lado. Beijinhos à parte, quem levou o título foi a parceria australiana formada por Casey Dellacqua e Scott Lipsky, os reis dos tie-breaks. Os campeões, ao longo do torneio, venceram todos os tie-breaks que disputaram.
As promessas
Já no Rolanguinha, o torneio juvenil, quem brilhou foi a vice campeã do ano passado, a tunisiana Ons Jabeur, de 16 anos, que na final desse ano derrotou a porto-riquenha Monica Puig. Para chegar à sua segunda final no Grand Slam francês, Jabeur derrotou duas tenistas que já estão dando os primeiros passos no circuito profissional, a russa Daria Gavrilova (quartas de final) e, nas semifinais, a francesa Caroline Garcia, que na chave principal do torneio, esteve a dois games de eliminar Maria Sharapova. Duas vezes vice-campeã em Grand Slams na temporada – também chegou à final no Australian Open – Monica Puig, que perdeu o primeiro set em um tie-break disputadíssimo, não conseguiu se recompor no segundo set, perdeu por 1/6 e saiu de quadra chorando. Enquanto a tunisiana era toda sorriso na premiação, a adversária ainda soluçava por ver mais uma chance de vencer um Grand Slam juvenil escapar.
Nas duplas da chave juvenil, o título ficou com a parceria formada pela russa Irina Khromacheva, de 16 anos, e a ucraniana Maryna Zanevska, um ano mais velha. Na partida decisiva, o “dueto soviético” derrotou a uzbeque naturalizada russa, Victoria Kan – sim, ainda existem tenistas que se naturalizam russa, ao invés do contrário – e a holandesa Demi Schuurs. O time campeão fez um torneio irrepreensível, vencendo todos os sets que disputou e aplicando alguns pneus pelo caminho. Vale ressaltar que a russa é uma das promessas do pais que não cansa de formar tenistas, e esteve no Brasil há poucos meses, onde venceu um ITF de 10 mil; já a ucraniana conquista o segundo Grand Slam juvenil nas duplas, o primeiro veio no U.S. Open em 2009. Já que a antiga parceira da russa Khromacheva, a também ucraniana Elina Svitolina vêm se dedicando mais ao tour profissional, é bem capaz que Khromacheva e Zanevska repitam a parceria em Wimbledon, onde a russinha foi vice-campeã no ano passado, mas deixou sua marca, “C’mon!”. Veja o vídeo.
As Tias
É quase uma ofensa incluir Martina Hingis (Hingisova, sim ela é uma “OVA”) numa chave com um monte de tia de 40 anos pra mais. A suíça, que largou o tênis, em definitivo, há dois anos, ainda tem 30 anos e poderia, caso estivesse treinando frequentemente, disputar o circuito tranquilamente. Saudosismo de lado, Martina Hingis voltou a Paris, onde foi achincalhada pela torcida francesa há alguns anos, para vencer o Grand Slam mais uma vez. Se na chave profissional Hingis nunca venceu em Paris, a tcheca naturalizada suíça não saiu de mãos abanando da França. Martina, que já havia conquistado o Grand Slam francês no circuito juvenil, e nas duplas, agora também é campeã do evento entre as Lendas do esporte.
A volta de Hingis às competições na chave de veteranas aconteceu ano passado em Wimbledon, onde jogou com a eterna companheira Anna Kournikova. Esse ano, para voltar à controversa Paris, Hingis escolheu a norte-americana Lindsay Davenport, contra quem travou inúmeras (minto, 25) batalhas no circuito profissional. Em Roland Garros, Davenport e Hingis bateram na decisão Navratilova e Novotna, por 61 62 para ficarem com o título na chave das tiazonas. Seria bacana se Hingis largasse um pouco o hipismo e voltasse a dar suas raquetadas nos Grand Slams. A técnica e a graça continuam lá. Palavras de alguém que assistiu a dois jogos da lenda nesse torneio de veteranas. No vídeo abaixo dá para ver alguns momentos da final da chave de lendas (a partir dos 00:40s)
Bate-pronto:
- Semifinalistas em Paris, Maria Sharapova e Marion Bartoli também foram os destaques da competição, já que não são muito lá fãs do saibro, mas superaram toda à destreza que possuem para movimentar no pó de tijolo (#CowOnIce) e chegaram perto de fazer a grande final. Outro destaque foi a russa Anastasia Pavlyuchenkova que eliminou Zvonareva nas oitavas e esteve muito perto de derrotar Schiavone nas quartas de final.
- Finalmente uma brasileira venceu um Challenger na temporada. Depois de boas campanhas nos Estados Unidos e Argentina, Roxane Vaisemberg e Vivian Segnini decidiram o ITF 25K de Itaparica. No jogo entre as amigas, quem se deu melhor foi Vaisemberg, que atropelou a parceira de duplas e conquistou o primeiro challenger da carreira.
- Ainda buscando a melhor forma técnica depois de uma grave contusão, a pernambucana arretada Teliana Pereira está em excursão pela Europa, onde vem furando com facilidade os qualis e fazendo jogos duros nas chaves principais. Com os resultados das últimas semanas, Teliana já está no top 400 da WTA.
- Se uma brasileira na chave principal de um Grand Slam ainda é um sonho, no torneio juvenil já é a realidade. E essa realidade é loira, canhota e atende pelo nome de Beatriz Haddad Maia, a Bia. Nossa promessa de 15 anos furou o quali do torneio juvenil, vencendo, em sets diretos, duas seeds, uma delas a top seed, e se classificou para a chave principal. O resultado pouco importa. O importante nesse momento é a experiência que essa menina está adquirindo, que será importante no futuro. “#VamoBia”
- Campeãs dos Challengers das últimas 3 semanas:
$25 Brescia, Itália:
Simples: Irina Buryachok (UKR)
Duplas: Castiblanco (COL)/Hermenegildo (BRA)
$25 Goyang, Coreia do Sul:
Simples: Chanel Simmonds (RSA)
Duplas: Kim (KOR)/Yoo (KOR)
$25 Izmir, Turquia:
Simples: Mihaela Buzarnescua (ROU)
Duplas: Broady (GBR)/Whybourn (GBR)
$25 Karuizawa, Japão:
Simples: Misa Eguchi (JPN)
Duplas: Aoyama (JPN)/Fujiwara (JPN)
$25 Moscou, Rússia:
Simples: Yulia Putintseva (RUS)
Duplas: Guskova (RUS)/Solovieva (RUS)
$25 Bangkok, Tailândia
Simples: Ayu-Fani Damayanti (INA)
Duplas: Li (CHN)/Wongteanchai (THA)
$25 Changwon, Coreia do Sul:
Simples: Chanel Simmonds (RSA)
Duplas: Chan (TPE)/Zheng (CHN)
$25 Grado, Itália:
Simples: Ajla Tomljanovic (CRO)
Duplas: Irigoyen (ARG)/Ivanova (RUS)
$25 Itaparica, Brasil:
Simples: Roxane Vaisemberg (BRA)
Duplas: Albuquerque (BRA)/Salut (ARG)
$25 Niigata, Japão:
Simples: Erika Sema (JPN)
Duplas: Hamamura (JPN)/Sema (JPN)
$50 Carson, EUA:
Simples: Camila Giorgi (ITA)
Duplas: Mueller (USA)/Muhammed (USA)
$25 Bangkok, Tailândia:
Simples: Marta Sirotkina (RUS)
Duplas: Li (CHN)/Wongteanchai (THA)
$25 Gimcheon, Coreia do Sul:
Simples: Mi Yoo (KOR)
Duplas: Chan (TPE)/Tezuka (JPN)
$25 Maribor, Eslovênia:
Simples: Nastja Kolar (SLO)
Duplas: Castiblanco (COL)/Perez (VEM)
$25 Prerov, República Tcheca:
Simples: Reka-Luka Jani (HUN)
Duplas: Kramperova (CZE)/Pliskova (CZE)
$50 Roma Tiro a Volo:
Simples: Christina McHale (USA)
Duplas: Ferguson (AUS)/Peers (AUS)
$75 Nottingham, Grã-Bretanha:
Simples: Eleni Daniilidou (GRE)
Duplas: Date-Krumm (JPN)/Zhang (CHN)
Fotos: Getty Images, Site Oficial de Roland Garros e Zimbio Images.
Calma, não estou dizendo que metade do torneio já se passou, afinal, estamos apenas prestes a começar o quarto de dia de competições em Paris. Mas somente metade das 128 jogadoras que começaram o torneio, apenas 64 continuam sonhando com o troféu, com os prêmios, com ranking, com recordes pessoais, ou históricos…
Ainda é muito cedo para fazer um prognóstico de quem serão as 8 ou 4 finalistas. Vimos muito pouco. Já sabemos, pelo menos, quem são as 64 que não levantarão a Coupe Suzanne Lenglen no sábado. Mas ainda estamos (beeeem) longe de descobrir a campeã de Roland Garros em 2011.
Vamos então ver o que aconteceu no Rolanga até agora?
As Ex-Campeãs Das 128 jogadoras que entraram na chave principal, apenas três delas já sentiram o (invejado) gostinho de levantar, beijar, abraçar a Coupe Suzanne Lenglen. E delas, somente uma já está fora da briga para levar mais uma réplica do troféu para casa. Campeã em Paris no ano de 2008, em sua segunda final seguida na Cidade Luz, a sérvia Ana Ivanovic precisa urgentemente de trabalhar seu psicológico. Não é possível, ou melhor, não é admissível que uma tenista com o talento que ela tem, com aquele forehand, consiga perder TODOS os tiebreaks disputados até agora no ano. A sérvia continua vibrando com o punho cerrado em seus pontos, mas sua confiança é coisa pra inglês ver. Aquela raça mostrada em 2007/2008 parece ter ficado no passado, a Aninha de hoje abaixa a cabeça diante da primeira dificuldade que aparece. A atual campeã Francesca Schiavone, como esperado, atropelou Oudin e Svetlana Kuznetsova (campeã em 2009), mostrou que não importam os decepcionantes resultados que obteve recentemente, Grand Slam é para os grandes e ela é uma grande. A russa não deu chances à eslovaca Magdalena Rybarikova e vai enfrentar a romena Irina-Camelia Begu, contra quem jogou e perdeu em Marbella.
As Cabeças de Chave
Não tivemos muitas surpresas entre as 32 cabeças de chave. As que decepcionaram, Flavia Pennetta (#18), Shahar Peer (#19), Ana Ivanovic (#20), Dominika Cibulkova (#22), Nadia Petrova (#26) e Klara Zakopalova (#31), esta um pouco menos, não vinham se apresentando bem e colecionando derrotas inesperadas (casos de Petrova e Peer) ou voltando de contusões (estou falando de Cibulkova e Pennetta). Talvez, a maior decepção entre as seeds tenha sido a queda da tcheca Klara Zakopalova diante da qualifier, Yung-Jan Chan. Esse sim, era um resultado que eu não esperava.
As outras 26 cabeças de chave continuam vivíssimas no torneio. As principais atropelaram e ficaram pouco tempo em quadra. Não consegui assistir a todos os jogos das principais favoritas, mas vi uma Caroline Wozniacki que não precisou se esforçar para dar um pneu na Kimiko; vi que mesmo errando bolas bobas, Kim Clijsters, como era esperado, não desaprendeu a jogar tênis e se impôs o tempo todo contra a bielorrussa; Vi que Vera Zvonareva teve um pouco de problemas contra a anã espanhola-baloeira, mas com muita paciência e inteligência conseguiu impor seu estilo de jogo e venceu sem maiores sustos; vi que Maria Sharapova continua soltando a mão com a mesma eficiência da campanha de Roma; e vi que Na Li pode ter muitos problemas se continuar errando demais, como no jogo de hoje contra Zhalavova Strycova. Ainda destaco as vitórias de Samantha Stosur, que está com o forehand afiadíssimo e Andrea Petkovic, que se continuar jogando com a mesma eficiência que jogou hoje, dançará moonwalk mais algumas vezes em Paris.
A cabeça de chave que teve mais dificuldade para avançar foi a francesa Marion Bartoli. Talvez, em virtude da lesão sentida na final de Estrasburgo, ou, talvez, pela pressão de jogar carregando a França nas costas. O fato é que a Batutinha precisou ir ao terceiro set contra Anna Tatishvili, derrotada recentemente pela brasileira Roxane Vaisemberg.
As Qualis
Dentre todas as tenistas que começaram a disputa no domingo, doze delas já estavam acostumadas com a quadra e a bola, mas também mais desgastadas pelos três dias seguidos de jogos no qualifying. Cansadas ou com ritmo de jogo? Parece que a maioria das qualificadas se aproveiou dessa vantagem de estar com ritmo de jogo e mais adaptada à bola e às quadras.
Apenas Stephens, Erakovic, Dentoni e Daniilidou perderam. As outras oito venceram e estão na segunda rodada. A taiwanesa Yung-Jan Chan conseguiu uma improvável vitória em dois sets contra Zakopalova, enquanto que as espanholas Nuria Llagostera Vives e Silvia Soler-Espinosa passaram pelas russas Anastasia Pivovarova (LL) e Elena Vesnina, respectivamente. Mona Barthel da Alemanha afundou ainda mais a austríaca Bammer, já a bielorussa Olga Govortsova virou o jogo contra Szavay e conseguiu uma importante vitória para tentar voltar ao top 100. A jovem britânica Heather Watson conseguiu uma grande virada no primeiro set da partida contra a francesa Foretz Gacon – salvando set points, inclusive – e depois se aproveitou da fragilidade da adversária para fincar a primeira vitória de uma britânica em Roland Garros em 14 anos. Voltando aos poucos aos circuito, duas ex-top 20 furaram o quali e venceram na primeira rodada, Aleksandra Wozniak e Sabine Lisicki. Wozniak, que está voltando depois de um longo tempo de inatividade e, visivelmente, debilitada passou como quis pela bye ambulante, em forma de tenista japonesa. Já a alemã confirmou o favoritismo contra a Amanmuradova, e se classificou para enfrentar Vera Zvonareva na segunda rodada.
As Convidadas
Normalmente as convidadas, as nacionais, é claro, jogam com apoio da torcida, sem muita responsabilidade e acabam aprontando. Em Roland Garros não foi diferente. Três das s eis francesas que receberam o wildcard estarão na segunda rodada e, novamente, contarão com o apoio da torcida local. Mladenovic, que sofreu a virada para a japonesa Morita, Sanchez foi massacrada por Hercog, e Foretz Gacon, que caiu diante da qualifier britânica Watson foram as que deram adeus logo na primeira rodada.
A jovem Caroline Garcia foi pra cima, fez alegria da torcida ao vencer em dois sets a tcheca Zuzana Ondraskova e se classificou para enfrentar Sharapova na segunda rodada. A ucraniana de nascimento que casou com o técnico e se naturalizou francesa, Iryna (ex-Kuryanovich) Bremond, não desperdiçou o convite e passou pela russa Evgeniya Rodina, em uma maratona que terminou com 8-6 no terceiro set. A última convidada local a se garantir na segunda rodada (para enfrentar Azarenka), foi a experiente Pauline Parmentier, que se aproveitou do frágil saque da jovem russa Ksenia Pervak.
As convidadas não-francesas não se saíram bem. Enquanto que a norte-americana irina Falconi não foi páreo para a argentina Gisela Dulko, a australiana Casey Dellacqua não repetiu os resultados da última semana e caiu diante de uma das seeds mais vencível no momento, a búlgara Tsvetana Pironkova.
As russas
Ah, as russas… As moças da terra da vodca já começaram a aprontar em Paris. Algumas venceram com extrema facilidade, casos de Maria Sharapova, Kuznetsova e Vera Zvonareva. Outras também avançaram em dois sets, mas em jogos mais disputados, tais como Pavlyuchenkova (derrotando Shvedova) e Kirilenko (que levou um sufoco de Vandeweghe no primeiro set); outras só avançaram no terceiro set, casos de Ekaterina Makarova, Vesna Dolonts (ex Manasieva) e Vera Dushevina. Essas estão na segunda rodada e podemos esperar por mais russices.
Já Pervak (ainda com o saque muito deficiente), Rodina, Vesnina (eliminada surpreendentemente pela quali espanhola Soler-Espinosa), Pivovarova (que entrou como Lucy-loser, mas foi massacrada por outra espanhola baloeira), Kudryavtseva e Petrova (que sofreu mais um revés em primeira rodada) se despediram do torneio e nos privaram de seus pacotes de russices.
O importante é que as melhores russas no circuito continuam firmes e com boas possibilidades de seguirem no torneio. Pavlyuchenkova (contra Barthel) e Sharapova (contra Garcia) pegam adversárias menos expressivas e são favoritas. Zvonareva deve tomar cuidado com os ataques da alemã Sabine Lisicki, e Makarova com a consistência da sueca Larsson. Vesna e Dushevina têm jogos complicados contra Schiavone e Jankovic, respectivamente. Kuznetsova tem a chance da revanche contra Begu, e Kirilenko contra a sulafricana Scheepers.
As Hot Shots Girls
Não sabe o que isso? Então veja
As meninas que rodam o mundo gravando vídeos para o realitty show da WTA começaram Roland Garros muito bem. Quase todas venceram, o que prova que a produção do Xperia Hot Shots soube escolher suas garotas.
Sorana Cirstea, quadrifinalista em 2009, venceu e aposentou Patty Schnyder. Alize Cornet não desapontou a torcida francesa e passou pela tcheca Voracova. A norte-americana Bethanie Mattek-Sands foi quem mais teve dificuldades para avançar, mas passou pela espanhola Parra-Santoja em três sets. Na próxima rodada, Beth terá a compatriota Lepchenko e se manter o embalo pode continuar avançando no torneio.
As outras nós já sabemos, Lisicki e Heather Watson venceram e Domi, logo a mais bem ranqueada das Xperia Girls, foi eliminada pela anã norte-americana-mas-com-cara-de-japonesa, Vania King. A norte-americana aproveitou-se muito bem dos erros da eslovaca, que, como de costume, atacou sempre que dava e não dava.
Bate-pronto:
- Caroline Wozniacki finalmente venceu um torneio disputado em quadras de saibro vermelho. Em Bruxelas, a bela precisou lutar muito, primeiro contra Schiavone nas semifinais, depois contra a chinesa Shuai Peng, que estava incomodando a líder do ranking com sua correria e artilharia pesada. Já na França, em Estrasburgo, a alemã Andrea Petkovic contou com o abandono da francesa Marion Bartoli e saiu levantou o primeiro troféu no ano.
- Nas duplas, vitória de Andrea Hlavackova e Galina Voskoboeva na Bélgica, e de Chia-Jung Chuang de Taiwan e da uzbeque Akgul Amanmuradova, na França. Foi o terceiro troféu da cazaque naturalizada, Voskoboeva, nas duplas esse ano, o terceiro com uma tenista diferente.
Fim da temporada preparatória para Roland Garros, o mais controverso dos Grand Slams, e como no ano passado chegaremos a Paris sem uma grande favorita a levantar a Coupe Suzanne Lenglen. Geralmente, o melhor parâmetro para apontar a favorita de um Grand Slam é analisar os resultados dos grandes torneios que antecederam o evento, no caso Madrid e Roma. Já sabemos que a tcheca de espírito guerreiro, Petra Kvitova, venceu Azarenka há duas semanas, sagrando-se campeã do fortíssimo WTA de Madrid. E em Roma, o que se aconteceu? Eu te conto já, já. Mas, antes de chegarmos à grande final do Foro Italico e, consequentemente, em sua campeã, falemos das coadjuvantes da semana. Estiveram em Roma as únicas três campeãs de Roland Garros ainda em atividade, Ana Ivanovic,Svetlana Kuznetsova e Francesca Schiavone. A russa Kuznetsova, a exemplo da semana anterior, caiu logo na primeira rodada do torneio, dessa vez diante da húngara Greta Arn, também conhecida como exterminadora-de-beldades-em-Auckland-2010, em um jogo que Kuznetsova até se esforçou, mas errou mais do que acertou e perdeu de virada. Campeã em Paris em 2009, a russa desistiu do WTA de Estrasburgo e vai para a capital francesa com a confiança em baixa, e já sabemos como isso pode terminar (clique aqui). A sérvia Ana Ivanovic começou muito bem o torneio, vencendo os 9 games disputados no jogo de estreia antes do abandono de Nadia Petrova. Mas, na segunda rodada, voltou a ser a tenista inconstante que tem sido, capaz de vencer um set com tamanha facilidade, mas de se complicar em meio de seus inúmeros erros e duplas faltas. A bela ainda tem no torneio de Estrasburgo a última chance de chegar a Paris com um nível de confiança um pouco maior. Ivanovic, alegando uma lesão no punho esquerdo, a musa sérvia desistiu do WTA francês. Atual campeã do Grand Slam francês e estrela local, Francesca Schiavone chegou às quartas de final em casa mais pela costumeira garra, do que pelo atual nível do seu jogo. Schiavone arrancou a vitória contra Hantuchova no coração, mas contra Stosur, adversária da final de Paris, os erros de backhand, voleio, forehand, falaram mais alto. Assim como Ivanovic, Schiavone também joga essa semana, mas diferente da sérvia, a atual campeã de Rolanga vai à Bélgica em busca de confiança para a defesa do título em Paris. Ah sim, você deve estar pensando “mas pera lá, a Serena Williams também não já foi campeã em Paris?” Sim, mas eu disse jogadoras em atividade…
Com Schiavone, Kuznetsova e Ivanovic fora do páreo a campeã deveria ser Wozniacki, Azarenka ou Stosur, certo? Errado. Vika Azarenka, (mais uma vez) contundida, foi eliminada nas quartas de final, quando perdia o segundo set (0-3), depois de ter vencido o primeiro, 6-4; a dinamarquesa, Carol Wozniacki, continuou sem sentir o gosto de vencer no saibro vermelho, e parou nas semifinais; e Sam Stosur (novamente) saiu com o vice-campeonato. A propósito, todas essas, além de Ekaterina Makarova e Shahar Peer, foram eliminadas pela campeã do torneio… a russa Maria Sharapova.
Uma vaca intrusa
Em 2007, após derrotar a americana Jill Craybas, por fáceis 62 61, a então vice-líder do ranking, Maria Sharapova, disse que se sentia como “a cow on ice” (vaca no gelo), justificando sua dificuldade de movimentação no saibro, em razão de não jogar com muita frequência no piso lento. Com seu bom humor, Sharapova simplesmente constatava aquilo que todos já viam, que seus golpes da linha de base eram menos eficientes na quadra lenta e, principalmente, que a russa era incapaz de se segurar em pontos longos, muito em função de sua alta estatura (1,88m).
E o que mudou, Sharapova deixou de ser uma “vaca no gelo”? Definitivamente não. E provavelmente nunca deixará. O deslocamento lateral melhorou consideravelmente, a paciência também, hoje a russa sabe a hora certa de ir para as linhas e, quando isso não é possível, a musa manda uma marretada no meio da quadra mesmo. Simples assim. Mas Sharapova continua patinando no saibro principalmente quando tem que correr na diagonal ou engatar um movimento brusco. Em Roma, a Dona Maria não só conquistou o torneio como mostrou que além de saber contra-atacar, está aprendendo se defender melhor. Por diversas vezes, em seus jogos – assisti a todos – Maria conseguia se defender colocando a bolinha para o outro lado no fundo da quadra, obrigando a adversária a começar o ponto novamente. A russa também, quando precisou, usou balões, bolas sem peso, sem esquecer-se de sua característica principal, o ataque pesado, principalmente, com o forehand cruzado, que, quando funciona, abre a quadra e possibilita que a russa mate o ponto com um winner. Ainda falta à sharapova uma maior habilidade na rede, em Roma, mais uma vez, a musa perdeu pontos ganhos com voleios mal executados. Mas ela já venceu três Slams sem saber voleiar, não será isso que irá determinar sua derrota. As vitórias da Maria na Itália a credenciam para uma boa campanha em Paris, não só pelo título, o maior conquistado nessa superfície, mas mais pelas adversárias derrotadas na campanha, Azarenka, Wozniacki e Stosur, todas candidatas a posar em algum ponto turístico da Cidade-Luz com o troféu de campeã no domingo, do dia 5 de junho.
Voltando à expressão “cow on ice”, Maria Sharapova levou um capote épico. Simplesmente, ELA CAIU COM A CARA NO CHÃO no segundo set da semifinal contra a Wozniacki. Sharapova perdeu o ponto e o game, mas com a frieza que lhe fez famosa, levantou-se, limpou-se, fingiu que nada havia acontecido, não se abateu, e depois da queda venceu 6 games, enquanto que sua adversária fez apenas mais um. O lance você pode conferir no vídeo abaixo, cortesia do amigo, George Galli, um dos maiores fãs da russa no Brasil.
Brincadeira à parte, o fato é que a exemplo do ano passado, quando venceu o modesto WTA de Strasbourg, sem ter enfrentado sequer uma top 40, Sharapova chegará a Paris após ter levantado um troféu, mas dessa vez com a confiança em alta e com chances de finalmente conquistar o tão falado Career Slam. As chances da russa são ainda maiores se analisarmos suas campanhas anteriores no saibro francês. Das algozes da russa nas edições anteriores em Paris, apenas duas estarão na disputa, a sérvia Ana Ivanovic (SF/2007) e Dominika Cibulkova (QF/2009), ambas em péssimo momento. Sharapova chega a Paris ainda em melhor forma física que Kim Clijsters, mais confiante que Vera Zvonareva e Francesca Schiavone, e sem a pressão que acompanham Caroline Wozniacki e Victoria Azarenka, as seis tenistas que hoje estão na sua frente no ranking da WTA. E o que Sharapova também tem que nenhuma outra tem, é a presença de seu noivo pé-quente-mediano-jogador-de-basquete-e-cheerleader-revelação, Sasha Vujavic. O moço tava numa empolgação nos jogos da Dona Maria, que sua presença em Roland Garros é obrigatória. E o casal já desembarcou em Paris, para a alegria dos fãs mais superticiosos.
Ainda em Roma, mas agora falando das duplas, a chinesa Peng Shuai conquistou seu segundo troféu em solo italiano, repetindo o sucesso de 2009, quando venceu a modalidade ao lado da taiwanesa Hsieh Su-Wei. Dessa vez a companheira foi a compatriota Zheng Jie, com que Peng está jogando esse ano, visando já os jogos olímpicos de Londres, em 2012. A dupla vice-campeã foi o dueto sensação do fim do ano passado, a cazaque (naturalizada) Yaroslava Shvedova e a americana Vania King. Com Shvedova plenamente recuperada da lesão no joelho, a dupla vai para Paris com boas chances de levantar a Coupe Simone Mathieu, e tentar repetir o sucesso alcançado em Wimbledon e no U.S. Open do ano passado. Para isso deverão medir forças com outras boas parcerias do circuito, tal como Peschke/Srebotnik, Dulko/Pennetta e Azarenka/Kirilenko, entre outras que podem surpreender no piso lento francês.
Bate-pronto:
- A uma semana do início do torneio de Roland Garros, algumas jogadoras tentarão fazer os últimos ajustes para o Grand Slam francês nos dois torneios da semana. Em Bruxelas, Wozniacki e Zvonareva lideram a chave que ainda conta com Schiavone e Jelena Jankovic, entre as favoritas. Já em Estrasburgo, Marion Bartoli é a principal cabeça de chave, mas no saibro as chances de título da francesa são pequenas. Assim, Ivanovic, Petkovic, Hantuchova e Kirilenko surgem como principais favoritas;
- A boa fase da russa Maria Sharapova, que já acumula 2.540 pontos no ano, com duas finais disputadas e um título conquistado, a credencia também para voltar ao WTA Championships, torneio que a musa não disputa desde o ano de 2007. No mais recente ranking divulgado, Sharapova aparece na quinta colocação na temporada. A líder é a dinamarquesa Caroline Wozniacki, com 4.586 pontos conquistados;
- Ana Clara Duarte, nossa número 1, foi eliminada na segunda rodada do quali do WTA de Estrasburgo, diante da americana Ahsha Rolle. A carioca agora espera por um milagre, em forma de 15 desistências, para entrar no quali de Roland Garros, que começa na próxima quarta-feira, também conhecido como amanhã;
- Vivian Segnini caiu na primeira rodada da chave principal do CH de Raleigh, nos EUA, diante da canadense Sharon Fichman. A paulista agora jogará dois torneios em Itaparica, na Bahia. A catarinense, Maria Fernanda Alves, também não passou da primeira rodada no torneio da Carolina do Norte. Nanda foi eliminada pela eventual finalista, Camila Giorgi, por duplo 6-2;
- Petra Kvitova (9ª), finalista do Challenger de Praga, Julia Goerges (18ª), Jarmila Gajdosova (25º), Greta Arn (40ª) e Anastasia Pivovarova (95ª), alcançaram nessa semana seus career-hight ranking.
- O qualifying de Roland Garros começa nessa quarta-feira e não só de jogadoras desconhecidas, que buscam seu lugar ao sol, viverá a fase prévia. O torneio qualificatório terá também jogadoras que já tiveram seus 15 minutos de fama, como Kateryna Bondarenko, Sabine Lisicki, Mandy Minella, Michelle Larcher de Brito, Aleksandra Wozniak, entre outras.
- Campeãs dos Challengers da semana:
$100K Praga, República Tcheca:
Simples: (4)Magdalena Rybarikova (SVK) d. (1)Petra Kvitova (CZE) 63 64
Duplas: (3)Cetkovska (CZE)/Krajicek (NED) d. (4)Lee-Waters (USA)/Moulton-Levy (USA) 62 61
$50K+H Saint-Gaudens, França:
Simples: (4)Anastasia Pivovarova (RUS) d. (3)Arantxa Rus (NED) 76(4) 67(3) 62
Duplas: Garcia (FRA)/Vedy (FRA) d. Pivovarova (RUS)/Savchuk (UKR) 63 63
$50K Kurume, Japão:
Simples: Rika Fujiwara (JPN) d. (SE)Monique Adamczak (AUS) 63 61
Duplas: Oka (JPN)/Yonemura (JPN) d. (1)Fujiwara (JPN)/Tanasugarn (THA)
$50K Raleigh, EUA:
Simples: Petra Rampre (SLO) d. (6)Camila Giorgi (ITA) 63 62
Duplas: (1)Fichman (CAN)/Pelletier (CAN) d. Capra (USA)/Muhammed (USA) 61 63
$50K Reggio Emilia, Itália:
Simples: (6)Sloane Stephens (USA) d. (1)Anastasia Yakimova (BLR) 63 61
Duplas: (4)Ferguson (AUS)/Peers (AUS) d. (3)Giovine (ITA)/Irigoyen (ARG) 64 61
$25K Zagreb, Croácia:
Simples: (8)Natalie Piquion (FRA) d. (Q)Doroteja Eric (SRB) 63 36 61
Conecte-se