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VárzeaCast 2×06: Extra-ordinário

Postado em VárzeaCast

VárzeaCast edição Previews Roland Garros 2012 no ar!

Neste cast nossos varzantes comentam as chaves da WTA e da ATP na forma mais profissional que sabemos. Ou seja, foi uma palhaçada.

Nossos apresentadores George Galli e Sheila Vieira conduzem essa várzea e fazem uma votação entre os participantes sobre quem vai ganhar o segundo Slam do ano.
CLARO que a votação foi forjada pelo titio Galli.

Esperamos que gostem desse cast e não esqueçam de comentar aqui ou no Twitter com a hashtag #varzeacast!

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Neste podcast:
00:16 – Apresentações
02:20 – Análise da chave da WTA
38:30 – Análise da chave da ATP
1:00:10 – Comentários finais
1:01:55 – Despedidas
1:04:37 – Bloopers

Participantes:
- George Galli
- Filipe Ribeiro
- Lays Guerrero
- Marden Diller
- Michel Figueiredo
- Sheila Vieira
- Victor Abadio

Trilha sonora (Esta semana por Filipe Ribeiro):
1. The Beatles – The word
2. Civil Twilight – Letters from the sky
3. Mickey Hart – Sweet sixteen
4. Avril Lavigne – Anything but ordinary
5. Michalis Hatzigiannis – S’agapo
6. Buranovskiye Babushki – Party for everybody (Eurovision 2012 – Russia)
7. Blondie – Maria
8. Daft Punk – Around the world
9. Martin Solveig e Dragonette – Hello
10. Tiësto – Lethal industry
11. Delerium ft. Sarah McLachlan – Silence (Tiësto’s in search of sunrise remix)
12. Tiësto – Adagio for strings
13. Eleftheria Eleftheriou – Aphrodisiac (Eurovision 2012 – Greece)
14. Stone Sour – Digital (Did you tell)
15. Mogwai – San Pedro

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Um torneio para entrar para a história

Postado em Divã do Daszma

WOW. Quanto tempo desde a última vez que escrevi aqui. Na verdade, quase duas semanas, mas parece uma eternidade, haja vista tudo que aconteceu no nosso esporte favorito. Quando nos falamos pela última vez, aqui nesse espaço, apenas metade das jogadoras já tinha dado adeus ao título de Roland Garros. É, bastante tempo…

Felizmente, Roland Garros não vai entrar para a história só pelo fato de, pela primeira vez em sei lá quanto tempo, que não tivemos uma das quatro principais cabeças de chave entre as semifinalistas. O Aberto da França 2011 será sempre lembrado por ter marcado um novo capítulo na história do esporte… na Ásia. Finalmente uma asiática venceu um Grand Slam, e foi logo onde elas costumavam a se dar mal, no saibro. A chinesinha Li Na (a moça é campeã de Grand Slam, me rendo à forma de chinesa de pronunciar o nome dela), aquela que chegou à final em Melbourne, onde arrancou risadas por falar dos roncos do marido e de suas extravagâncias com o cartão de crédito, superou as outras 127 tenistas e conquistou Roland Garros.

Simpática todo mundo já sabe que Li Na é. Mas em Paris ela mostrou uma evolução e determinação que poucos conheciam. O saibro nunca foi o piso da tenista, e ela mesma reconheceu isso por diversas vezes. Mas a chinesa adaptou muito bem seu jogo ao piso lento para fazer história em Paris. No outro post falei que a chinesa poderia ter problemas com seus erros, de fato ela teve. Além da estreia, Li Na se complicou um pouco contra a quali espanhola Soler Espinosa e no primeiro set da partida contra a Kvitova. Mas depois disso, a chinesa venceu todos os sets que disputou: mais dois contra Kvitova, Azarenka, Sharapova e Schiavone. A italiana, dona de um jogo diferenciado e uma garra admirável, tentou de tudo, mas nada pode fazer contra as profundas e anguladas bolas da chinesa. E a chinesa fez o que Wozniacki e Zvonareva não fizeram, copou um Grand Slam antes que a super-temida Serena Williams voltasse.

Li Na não se tornou somente a melhor tenista chinesa da história. Isso já era barbada. Mas a China pode se orgulhar de ter a melhor atleta na modalidade em seu continente. Sensação da temporada com duas finais de Grand Slam, Li Na pode alçar novos voos na grama londrina e em Nova York, pisos em que tem mais know-how do que tinha no saibro antes do torneio. Abaixo, seguem três entrevistas com a chinesinha campeã de Roland Garros. Conheça mais um pouco da nova integrante das campeãs de Slam. Ah, e aprenda um pouco de chinês. Ou tente…

As parcerias de sucesso

No fim das contas, a chinesa fez história em Paris. E o torneio de 2011 será sempre lembrado por ter sido palco do primeiro Slam asiático e por Nadal ter igualado o recorde de Borg, ambos com seis Coupe des Mousquetaires. Mas o torneio entrará também para a história de algumas tenistas, entre elas duas tchecas, Andrea Hlavackova e Lucie Hradecka. O dueto tcheco foi uma das grandes surpresas de Paris, por vencer o torneio derrotando quatro cabeças de chaves, entre elas Peschke/Srebotnik, que as bateram em Melbourne; King/Shevedova, campeãs de Wimbledon e do U.S. Open e Mirza/Vesnina, um dos melhores times da temporada. Sem se esquecer, é claro, da vitória na primeira rodada contra o time que mais levantou troféus na temporada, Benesova e Zhalavova Strycova. A campanha de Roland Garros foi ainda mais surpreendente, as tchecas não perderam um set sequer em todo o torneio e se fortalecem para disputar uma vaga no time que irá à Rússia no final do ano, disputar o confronto decisivo da Federation Cup. E tem mais, campeã do WTA de Bruxelas ao lado de Galina Voskoboeva, Andrea Hlavackova, acumula dez vitórias seguidas na chave de duplas.

Mais uma vez o Brasil voltou os olhos para a chave de duplas mistas. E mais uma vez em Roland Garros. Se ano passado todos ficaram torcendo por uma conquista do gigante Marcelo Melo com a baixinha Vania King, derrotados apenas na final, nesse ano todos ficaram empolgados com as aventuras do tímido Thomaz Bellucci e da sorridente, Jarmila Gajdosova, que por pouco – perderam um match point – não chegaram à final do torneio de duplas mistas. Se a dupla não levantou o troféu pelo menos nos brindou com momentos engraçadíssimos como dessa imagem ao lado. Beijinhos à parte, quem levou o título foi a parceria australiana formada por Casey Dellacqua e Scott Lipsky, os reis dos tie-breaks. Os campeões, ao longo do torneio, venceram todos os tie-breaks que disputaram.

As promessas

Já no Rolanguinha, o torneio juvenil, quem brilhou foi a vice campeã do ano passado, a tunisiana Ons Jabeur, de 16 anos, que na final desse ano derrotou a porto-riquenha Monica Puig. Para chegar à sua segunda final no Grand Slam francês, Jabeur derrotou duas tenistas que já estão dando os primeiros passos no circuito profissional, a russa Daria Gavrilova (quartas de final) e, nas semifinais, a francesa Caroline Garcia, que na chave principal do torneio, esteve a dois games de eliminar Maria Sharapova. Duas vezes vice-campeã em Grand Slams na temporada – também chegou à final no Australian Open – Monica Puig, que perdeu o primeiro set em um tie-break disputadíssimo, não conseguiu se recompor no segundo set, perdeu por 1/6 e saiu de quadra chorando. Enquanto a tunisiana era toda sorriso na premiação, a adversária ainda soluçava por ver mais uma chance de vencer um Grand Slam juvenil escapar.

Nas duplas da chave juvenil, o título ficou com a parceria formada pela russa Irina Khromacheva, de 16 anos, e a ucraniana Maryna Zanevska, um ano mais velha. Na partida decisiva, o “dueto soviético” derrotou a uzbeque naturalizada russa, Victoria Kan – sim, ainda existem tenistas que se naturalizam russa, ao invés do contrário – e a holandesa Demi Schuurs. O time campeão fez um torneio irrepreensível, vencendo todos os sets que disputou e aplicando alguns pneus pelo caminho. Vale ressaltar que a russa é uma das promessas do pais que não cansa de formar tenistas, e esteve no Brasil há poucos meses, onde venceu um ITF de 10 mil; já a ucraniana conquista o segundo Grand Slam juvenil nas duplas, o primeiro veio no U.S. Open em 2009. Já que a antiga parceira da russa Khromacheva, a também ucraniana Elina Svitolina vêm se dedicando mais ao tour profissional, é bem capaz que Khromacheva e Zanevska repitam a parceria em Wimbledon, onde a russinha foi vice-campeã no ano passado, mas deixou sua marca, “C’mon!”. Veja o vídeo.

As Tias

É quase uma ofensa incluir Martina Hingis (Hingisova, sim ela é uma “OVA”) numa chave com um monte de tia de 40 anos pra mais. A suíça, que largou o tênis, em definitivo, há dois anos, ainda tem 30 anos e poderia, caso estivesse treinando frequentemente, disputar o circuito tranquilamente. Saudosismo de lado, Martina Hingis voltou a Paris, onde foi achincalhada pela torcida francesa há alguns anos, para vencer o Grand Slam mais uma vez.  Se na chave profissional Hingis nunca venceu em Paris, a tcheca naturalizada suíça não saiu de mãos abanando da França. Martina, que já havia conquistado o Grand Slam francês no circuito juvenil, e nas duplas, agora também é campeã do evento entre as Lendas do esporte.

A volta de Hingis às competições na chave de veteranas aconteceu ano passado em Wimbledon, onde jogou com a eterna companheira Anna Kournikova. Esse ano, para voltar à controversa Paris, Hingis escolheu a norte-americana Lindsay Davenport, contra quem travou inúmeras (minto, 25) batalhas no circuito profissional. Em Roland Garros, Davenport e Hingis bateram na decisão Navratilova e Novotna, por 61 62 para ficarem com o título na chave das tiazonas. Seria bacana se Hingis largasse um pouco o hipismo e voltasse a dar suas raquetadas nos Grand Slams. A técnica e a graça continuam lá. Palavras de alguém que assistiu a dois jogos da lenda nesse torneio de veteranas. No vídeo abaixo dá para ver alguns momentos da final da chave de lendas (a partir dos 00:40s)

Bate-pronto:

- Semifinalistas em Paris, Maria Sharapova e Marion Bartoli também foram os destaques da competição, já que não são muito lá fãs do saibro, mas superaram toda à destreza que possuem para movimentar no pó de tijolo (#CowOnIce) e chegaram perto de fazer a grande final. Outro destaque foi a russa Anastasia Pavlyuchenkova que eliminou Zvonareva nas oitavas e esteve muito perto de derrotar Schiavone nas quartas de final.

- Finalmente uma brasileira venceu um Challenger na temporada. Depois de boas campanhas nos Estados Unidos e Argentina, Roxane Vaisemberg e Vivian Segnini decidiram o ITF 25K de Itaparica. No jogo entre as amigas, quem se deu melhor foi Vaisemberg, que atropelou a parceira de duplas e conquistou o primeiro challenger da carreira.

- Ainda buscando a melhor forma técnica depois de uma grave contusão, a pernambucana arretada Teliana Pereira está em excursão pela Europa, onde vem furando com facilidade os qualis e fazendo jogos duros nas chaves principais. Com os resultados das últimas semanas, Teliana já está no top 400 da WTA.

- Se uma brasileira na chave principal de um Grand Slam ainda é um sonho, no torneio juvenil já é a realidade. E essa realidade é loira, canhota e atende pelo nome de Beatriz Haddad Maia, a Bia. Nossa promessa de 15 anos furou o quali do torneio juvenil, vencendo, em sets diretos, duas seeds, uma delas a top seed, e se classificou para a chave principal. O resultado pouco importa. O importante nesse momento é a experiência que essa menina está adquirindo, que será importante no futuro. “#VamoBia”

- Campeãs dos Challengers das últimas 3 semanas:

$25 Brescia, Itália:

Simples: Irina Buryachok (UKR)

Duplas: Castiblanco (COL)/Hermenegildo (BRA)

$25 Goyang, Coreia do Sul:

Simples: Chanel Simmonds (RSA)

Duplas: Kim (KOR)/Yoo (KOR)

$25 Izmir, Turquia:

Simples: Mihaela Buzarnescua (ROU)

Duplas: Broady (GBR)/Whybourn (GBR)

$25 Karuizawa, Japão:

Simples: Misa Eguchi (JPN)

Duplas: Aoyama (JPN)/Fujiwara (JPN)

$25 Moscou, Rússia:

Simples: Yulia Putintseva (RUS)

Duplas: Guskova (RUS)/Solovieva (RUS)

$25 Bangkok, Tailândia

Simples: Ayu-Fani Damayanti (INA)

Duplas: Li (CHN)/Wongteanchai (THA)

$25 Changwon, Coreia do Sul:

Simples: Chanel Simmonds (RSA)

Duplas: Chan (TPE)/Zheng (CHN)

$25 Grado, Itália:

Simples: Ajla Tomljanovic (CRO)

Duplas: Irigoyen (ARG)/Ivanova (RUS)

$25 Itaparica, Brasil:

Simples: Roxane Vaisemberg (BRA)

Duplas: Albuquerque (BRA)/Salut (ARG)

$25 Niigata, Japão:

Simples: Erika Sema (JPN)

Duplas: Hamamura (JPN)/Sema (JPN)

$50 Carson, EUA:

Simples: Camila Giorgi (ITA)

Duplas: Mueller (USA)/Muhammed (USA)

$25 Bangkok, Tailândia:

Simples: Marta Sirotkina (RUS)

Duplas: Li (CHN)/Wongteanchai (THA)

$25 Gimcheon, Coreia do Sul:

Simples: Mi Yoo (KOR)

Duplas: Chan (TPE)/Tezuka (JPN)

$25 Maribor, Eslovênia:

Simples: Nastja Kolar (SLO)

Duplas: Castiblanco (COL)/Perez (VEM)

$25 Prerov, República Tcheca:

Simples: Reka-Luka Jani (HUN)

Duplas: Kramperova (CZE)/Pliskova (CZE)

$50 Roma Tiro a Volo:

Simples: Christina McHale (USA)

Duplas: Ferguson (AUS)/Peers (AUS)

$75 Nottingham, Grã-Bretanha:

Simples: Eleni Daniilidou (GRE)

Duplas: Date-Krumm (JPN)/Zhang (CHN)

Fotos: Getty Images, Site Oficial de Roland Garros e Zimbio Images.

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Metade já se foi

Postado em Divã do Daszma, Sem categoria

Calma, não estou dizendo que metade do torneio já se passou, afinal, estamos apenas prestes a começar o quarto de dia de competições em Paris. Mas somente metade das 128 jogadoras que começaram o torneio, apenas 64 continuam sonhando com o troféu, com os prêmios, com ranking, com recordes pessoais, ou históricos…
Ainda é muito cedo para fazer um prognóstico de quem serão as 8 ou 4 finalistas. Vimos muito pouco. Já sabemos, pelo menos, quem são as 64 que não levantarão a Coupe Suzanne Lenglen no sábado. Mas ainda estamos (beeeem) longe de descobrir a campeã de Roland Garros em 2011.
Vamos então ver o que aconteceu no Rolanga até agora?

As Ex-Campeãs
Das 128 jogadoras que entraram na chave principal, apenas três delas já sentiram o (invejado) gostinho de levantar, beijar, abraçar a Coupe Suzanne Lenglen. E delas, somente uma já está fora da briga para levar mais uma réplica do troféu para casa. Campeã em Paris no ano de 2008, em sua segunda final seguida na Cidade Luz, a sérvia Ana Ivanovic precisa urgentemente de trabalhar seu psicológico. Não é possível, ou melhor, não é admissível que uma tenista com o talento que ela tem, com aquele forehand, consiga perder TODOS os tiebreaks disputados até agora no ano. A sérvia continua vibrando com o punho cerrado em seus pontos, mas sua confiança é coisa pra inglês ver. Aquela raça mostrada em 2007/2008 parece ter ficado no passado, a Aninha de hoje abaixa a cabeça diante da primeira dificuldade que aparece. A atual campeã Francesca Schiavone, como esperado, atropelou Oudin e Svetlana Kuznetsova (campeã em 2009), mostrou que não importam os decepcionantes resultados que obteve recentemente, Grand Slam é para os grandes e ela é uma grande. A russa não deu chances à eslovaca Magdalena Rybarikova e vai enfrentar a romena Irina-Camelia Begu, contra quem jogou e perdeu em Marbella.

As Cabeças de Chave

Não tivemos muitas surpresas entre as 32 cabeças de chave. As que decepcionaram, Flavia Pennetta (#18), Shahar Peer (#19), Ana Ivanovic (#20), Dominika Cibulkova (#22), Nadia Petrova (#26) e Klara Zakopalova (#31), esta um pouco menos, não vinham se apresentando bem e colecionando derrotas inesperadas (casos de Petrova e Peer) ou voltando de contusões (estou falando de Cibulkova e Pennetta). Talvez, a maior decepção entre as seeds tenha sido a queda da tcheca Klara Zakopalova diante da qualifier, Yung-Jan Chan. Esse sim, era um resultado que eu não esperava.
As outras 26 cabeças de chave continuam vivíssimas no torneio. As principais atropelaram e ficaram pouco tempo em quadra. Não consegui assistir a todos os jogos das principais favoritas, mas vi uma Caroline Wozniacki que não precisou se esforçar para dar um pneu na Kimiko; vi que mesmo errando bolas bobas, Kim Clijsters, como era esperado, não desaprendeu a jogar tênis e se impôs o tempo todo contra a bielorrussa; Vi que Vera Zvonareva teve um pouco de problemas contra a anã espanhola-baloeira, mas com muita paciência e inteligência conseguiu impor seu estilo de jogo e venceu sem maiores sustos; vi que Maria Sharapova continua soltando a mão com a mesma eficiência da campanha de Roma; e vi que Na Li pode ter muitos problemas se continuar errando demais, como no jogo de hoje contra Zhalavova Strycova. Ainda destaco as vitórias de Samantha Stosur, que está com o forehand afiadíssimo e Andrea Petkovic, que se continuar jogando com a mesma eficiência que jogou hoje, dançará moonwalk mais algumas vezes em Paris.
A cabeça de chave que teve mais dificuldade para avançar foi a francesa Marion Bartoli. Talvez, em virtude da lesão sentida na final de Estrasburgo, ou, talvez, pela pressão de jogar carregando a França nas costas. O fato é que a Batutinha precisou ir ao terceiro set contra Anna Tatishvili, derrotada recentemente pela brasileira Roxane Vaisemberg.

As Qualis

Dentre todas as tenistas que começaram a disputa no domingo, doze delas já estavam acostumadas com a quadra e a bola, mas também mais desgastadas pelos três dias seguidos de jogos no qualifying. Cansadas ou com ritmo de jogo? Parece que a maioria das qualificadas se aproveiou dessa vantagem de estar com ritmo de jogo e mais adaptada à bola e às quadras.
Apenas Stephens, Erakovic, Dentoni e Daniilidou perderam. As outras oito venceram e estão na segunda rodada. A taiwanesa Yung-Jan Chan conseguiu uma improvável vitória em dois sets contra Zakopalova, enquanto que as espanholas Nuria Llagostera Vives e Silvia Soler-Espinosa passaram pelas russas Anastasia Pivovarova (LL) e Elena Vesnina, respectivamente. Mona Barthel da Alemanha afundou ainda mais a austríaca Bammer, já a bielorussa Olga Govortsova virou o jogo contra Szavay e conseguiu uma importante vitória para tentar voltar ao top 100. A jovem britânica Heather Watson conseguiu uma grande virada no primeiro set da partida contra a francesa Foretz Gacon – salvando set points, inclusive – e depois se aproveitou da fragilidade da adversária para fincar a primeira vitória de uma britânica em Roland Garros em 14 anos. Voltando aos poucos aos circuito, duas ex-top 20 furaram o quali e venceram na primeira rodada, Aleksandra Wozniak e Sabine Lisicki. Wozniak, que está voltando depois de um longo tempo de inatividade e, visivelmente, debilitada passou como quis pela bye ambulante, em forma de tenista japonesa. Já a alemã confirmou o favoritismo contra a Amanmuradova, e se classificou para enfrentar Vera Zvonareva na segunda rodada.

As Convidadas

Normalmente as convidadas, as nacionais, é claro, jogam com apoio da torcida, sem muita responsabilidade e acabam aprontando. Em Roland Garros não foi diferente. Três das s eis francesas que receberam o wildcard estarão na segunda rodada e, novamente, contarão com o apoio da torcida local. Mladenovic, que sofreu a virada para a japonesa Morita, Sanchez foi massacrada por Hercog, e Foretz Gacon, que caiu diante da qualifier britânica Watson foram as que deram adeus logo na primeira rodada.
A jovem Caroline Garcia foi pra cima, fez alegria da torcida ao vencer em dois sets a tcheca Zuzana Ondraskova e se classificou para enfrentar Sharapova na segunda rodada. A ucraniana de nascimento que casou com o técnico e se naturalizou francesa, Iryna (ex-Kuryanovich) Bremond, não desperdiçou o convite e passou pela russa Evgeniya Rodina, em uma maratona que terminou com 8-6 no terceiro set. A última convidada local a se garantir na segunda rodada (para enfrentar Azarenka), foi a experiente Pauline Parmentier, que se aproveitou do frágil saque da jovem russa Ksenia Pervak.
As convidadas não-francesas não se saíram bem. Enquanto que a norte-americana irina Falconi não foi páreo para a argentina Gisela Dulko, a australiana Casey Dellacqua não repetiu os resultados da última semana e caiu diante de uma das seeds mais vencível no momento, a búlgara Tsvetana Pironkova.

As russas

Ah, as russas… As moças da terra da vodca já começaram a aprontar em Paris. Algumas venceram com extrema facilidade, casos de Maria Sharapova, Kuznetsova e Vera Zvonareva. Outras também avançaram em dois sets, mas em jogos mais disputados, tais como Pavlyuchenkova (derrotando Shvedova) e Kirilenko (que levou um sufoco de Vandeweghe no primeiro set); outras só avançaram no terceiro set, casos de Ekaterina Makarova, Vesna Dolonts (ex Manasieva) e Vera Dushevina. Essas estão na segunda rodada e podemos esperar por mais russices.
Já Pervak (ainda com o saque muito deficiente), Rodina, Vesnina (eliminada surpreendentemente pela quali espanhola Soler-Espinosa), Pivovarova (que entrou como Lucy-loser, mas foi massacrada por outra espanhola baloeira), Kudryavtseva e Petrova (que sofreu mais um revés em primeira rodada) se despediram do torneio e nos privaram de seus pacotes de russices.
O importante é que as melhores russas no circuito continuam firmes e com boas possibilidades de seguirem no torneio. Pavlyuchenkova (contra Barthel) e Sharapova (contra Garcia) pegam adversárias menos expressivas e são favoritas. Zvonareva deve tomar cuidado com os ataques da alemã Sabine Lisicki, e Makarova com a consistência da sueca Larsson. Vesna e Dushevina têm jogos complicados contra Schiavone e Jankovic, respectivamente. Kuznetsova tem a chance da revanche contra Begu, e Kirilenko contra a sulafricana Scheepers.

As Hot Shots Girls

Não sabe o que isso? Então veja
As meninas que rodam o mundo gravando vídeos para o realitty show da WTA começaram Roland Garros muito bem. Quase todas venceram, o que prova que a produção do Xperia Hot Shots soube escolher suas garotas.

Sorana Cirstea, quadrifinalista em 2009, venceu e aposentou Patty Schnyder. Alize Cornet não desapontou a torcida francesa e passou pela tcheca Voracova. A norte-americana Bethanie Mattek-Sands foi quem mais teve dificuldades para avançar, mas passou pela espanhola Parra-Santoja em três sets.  Na próxima rodada, Beth terá a compatriota Lepchenko e se manter o embalo pode continuar avançando no torneio.

As outras nós já sabemos, Lisicki e Heather Watson venceram e Domi, logo a mais bem ranqueada das Xperia Girls, foi eliminada pela anã norte-americana-mas-com-cara-de-japonesa, Vania King. A norte-americana aproveitou-se muito bem dos erros da eslovaca, que, como de costume, atacou sempre que dava e não dava.

Bate-pronto:
- Caroline Wozniacki finalmente venceu um torneio disputado em quadras de saibro vermelho. Em Bruxelas, a bela precisou lutar muito, primeiro contra Schiavone nas semifinais, depois contra a chinesa Shuai Peng, que estava incomodando a líder do ranking com sua correria e artilharia pesada. Já na França, em Estrasburgo, a alemã Andrea Petkovic contou com o abandono da francesa Marion Bartoli e saiu levantou o primeiro troféu no ano.

- Nas duplas, vitória de Andrea Hlavackova e Galina Voskoboeva na Bélgica, e de Chia-Jung Chuang de Taiwan e da uzbeque Akgul Amanmuradova, na França. Foi o terceiro troféu da cazaque naturalizada, Voskoboeva, nas duplas esse ano, o terceiro com uma tenista diferente.