Mito em palavras.
Postado em Relógios Queijos e Grand Slams
Difícil tarefa, essa que resolvi assumir neste blog.
Roger Federer é uma pessoa que não necessita que nada mais seja dito a seu respeito. Estão aí, na história, fatos que falam por si só. 16 Grand Slams, 65 títulos, 736 partidas vencidas, um penteado irretocável, 3 litros de suor a menos que seus adversários em cada jogo e uma coleção de rótulos que o classificam como ‘Greatest Of All Times’. Daí vem o apelido GOAT. Entretanto, blogs que utilizam o termo GOAT existem por aí aos borbotões, coisa que não ocorre com os que utilizam o termo MDTOT *Melhor De Todos Os Tempos*, o que transforma esse nosso humilde espaço em um lugar aconchegante para se falar do meu, do seu, do nosso querido suíço. Bom, pelo menos é o que eu pretendo. Ok, tentarei ser mais humilde.
E como se faz um blog? Vamos ver… Como Roger é o que pode se chamar de *Conquistador* (acostume-se com o uso de termos, por vezes, infames), nenhum título é só mais um título. O último, o ATP da Basileia, na calmaria com que foi alcançado representou:
1) O tetracampeonato em casa.
2) Deixar Pete Sampras comendo poeira mais uma vez. Neste caso, na quantidade de torneios vencidos.
3) Vencer o Djokovic na final. Não, este blog não fomenta inimizades, mas vencer o Djokovic em finais é algo que, de uns tempos para cá, vem trazendo gostinho de bala à boca de alguns federistas.
O histórico dele nesse torneio é memorável e tem bons momentos registrados. Alguns deles:
Andre Agassi jogando contra um magrelo de 17 anos em seu primeiro ano como profissional, que mal cabia nas roupas. “Talvez tenha um bom futuro, esse menino”, deve ter pensado Agassi, mesmo ganhando por 6-3 6-2.
A final de 2001, perdida para Tin Henman, que viria a se tornar grande amigo e adversário fácil depois de algum tempo, por 6-3 6-4 6-2. Há aí: o primeiro Grand Willy registrado, e também o primeiro choro. Como todos os outros, é de cortar o coração.
Por fim, um dos momentos de maior genialidade técnica, contra um adversário que, como todos nós sabemos, é propício para esse tipo de coisa:
Essa sobrenaturalidade foi em 2002, em um jogo vencido por 7-6 6-1. E aí você pensa: puxa, como terminou esse game?
Bom, eu espero que alguém tenha oferecido uma cerveja ao Roddick depois do jogo…
Por essas e outras é que eu declaro aqui, de cara, meu amor por torneios no carpete indoor.
Essa tentativa de post trouxe boas recordações, não? Volto em breve.

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