Escolha o tema

Posts com a tag ‘Rafael Nadal’

1

VárzeaCast 2×04: Domingo da vitória

Postado em VárzeaCast

VárzeaCast da vitória no ar!
Antes tarde do que nunca, né?

Pecamos na data de publicação do cast, mas compensamos com a nossa melhor performance de humor até a presente data. Sério.
Falamos da vitória de Sharapova em Stuttgart, dos torneios ATPs das semanas passadas, de jogadora que nem jogou e, pasmem, de capivaras.

Nossos membros varzeantes estavam inspirados no domingo da gravação e capricharam nas sambadas na cara entre si e até mesmo no público. Óbvio que não poderiamos deixar de falar mal de quem fala coisa que não deve e mais óbvio ainda que isso não seria deixado de fora da edição final do programa.

Esperamos que gostem dessa delícia de cast e não esqueçam de comentar aqui ou no Twitter com a hashtag #varzeacast!

Assinem ao podcast no iTunes ou assine nosso Feed e seja o primeiro a saber dos novos casts!

Neste podcast:
00:44 – Apresentações
03:25 – WTA de Stuttgart
38:54 – Bloco ATP: Monte Carlo, Barcelona e Burareste
55:28 – Leitura de comentários
1:06:26 – Despedidas
1:08:51 – Bloopers

Participantes:
- George Galli
- Filipe Ribeiro
- Lays Guerrero
- Marden Diller
- Michel Figueiredo
- Sheila Vieira
- Victor Abadio

Trilha sonora (Esta semana por George Galli):
1. Funk da Sharapova
2. Caroline Wozniacki – Oxygen
3. Ke$ha – Your love is my drug
4. Madonna – Give me all your luvin’
5. Britney Spears – Toxic
6. Beyoncé – Sweet dreams
7. Cyndi Lauper – Girls just want to have fun
8. Sade – By your side (Neptunes remix)
9. Sade – No ordinary love
10. Avril Lavigne – Nobody’s home
11. Ke$ha – We R who we R
12. The Cure – A forest
13. The Smiths – Bigmouth strikes again
14. REM – Losing my religion
15. Duran Duran – Come undone
16. t.A.T.u – All the things she said
17. Crowded House – Don’t dream it’s over
18. The Smiths – This charming man
19. Michael Jackson – Billie Jean

0

Os melhores do ATP Finals

Postado em Golden Racket

Os 8 melhores tenistas do ano se encontraram semana passada em Londres para disputar o torneio de encerramento da temporada, o ATP Finals. Pode-se dizer que a nata da ATP esteve nas quadras londrinas durante os últimos sete dias.

Mas como para desfilar sobre o red carpet do Golden Racket não basta apenas ser a nata, nós selecionamos o melhor do melhor, o créme de la créme. Com vocês, os melhores do ATP Finals:

Troféu Charlie Brown – ANDY MURRAY

O britânico que não entende nada de futebol se sentiu em casa na Inglaterra, apesar de ser escocês, e aprontou. Tietou Maradona (que deu um drible no garoto e preferiu a companhia de outro craque – Roger Federer), estrelou uma das melhores partidas do ano contra Rafael Nadal, mas acabou se destacando mesmo pela roupinha de inspiração brit. Peraí, inspiração brit?

Não sobrou título pra Andy Murray, mas ele podia ter levado pelo menos um Snoopy de pelúcia pra casa. Porque com essa camisa, Murray arrebata o Troféu Charlie Brown. Dispensa maiores explicações, certo?


Troféu Noiva Cadáver – ROBIN SODERLING

Membro do G4 de fato mas não de direito quando chegou a Londres, se Soderling jogasse no Brasileirão, seria aquele time que chega em quarto mas não leva a vaga pra Libertadores. O fato é que ainda é difícil não considerar o sueco um estranho no ninho do Quarteto Fantástico, onde Nadal, Federer, Djokovic e Murray parecem ter fincado raízes. Tanto é que, após a campanha no último torneio da temporada, o moço caiu para uma quinta posição bem mais condizente com o status quo do tênis atual.

Mas se Soderling dentro de quadra também não fez muito pra mudar a opinião geral, jogando um tênis meio mortinho, pelo menos fora dela ele estava muito bem acompanhado. Ou não.

E aqui o Golden Racket tem um agradecimento especial a fazer à inspirada transmissão brasileira do ATP Finals. Atrapalhados com as celebridades filmadas durante os jogos, escorregando na pronúncia dos nomes e demorando aquele tempinho básico da busca no Google pra nos dizer quem eram os famosos, os narradores e comentaristas do SporTV deram um show à parte. Mas nada superou o nome carinhoso dado à noiva de Robin Soderling.

Com um empurrãozinho da TV a cabo brasileira, o Golden Racket concede o Troféu Noiva Cadáver a Robin Soderling e sua noiva, Jenni Mostrom. Ou Jenni “Monstro“, na narração de Eusébio Rezende.

Troféu Colírio – NOVAK DJOKOVIC

Precisa dar maiores explicações? Tipo: “Novak Djokovic” e “colírio” na mesma frase. A associação é imediata, não?

Mas dessa vez não foi a beleza deslumbrante do sérvio que botou um trofeuzinho Golden Racket nas suas mãos. Nole realmente precisou de colírio durante o seu jogo contra Rafael Nadal. Aliás, ele se lavou em colírio. Praticamente tomou banho de colírio. E não adiantou.

O sérvio realmente está zicado. Dentro de quadra, Djokovic já foi acometido por ataques de asma, problemas estomacais, intolerância ao calor… e quando parecia que mais nada podia acontecer, eis que a lente de contato do garoto resolve pentelhar. E justamente num jogo que ele estava dominando contra Rafael Nadal.

As lentes de contato de Djokovic começaram a incomodar no final do primeiro set e não deixaram o sérvio em paz até o fim do jogo. Djokovic foi ao banheiro para trocá-las, chamou o trainer, pingou um frasco inteiro de colírio e nada. Atormentado, praticamente entregou o jogo pra Nadal.

Djokovic literalmente perdeu o foco no jogo contra o espanhol. E para que Nole não precise aparecer de tapa-olho de novo, o Golden Racket passou ali na farmácia e trouxe para ele o Troféu Colírio. Ah, e ele vem com um galhinho de arruda de brinde. Se joga, Djokovic!


Troféu Serena Williams – RAFAEL NADAL

A diva do torneio foi, sem dúvida, Rafael Nadal. Terminando o ano como número 1 do mundo, com uma vantagem de mais de 3 mil pontos sobre o segundo colocado, trazendo 3 torneios de Grand Slam na bagagem… só faltava mesmo ganhar o último torneio da temporada pra completar sua coleção de troféus e fechar o ano com chave de ouro.

E o desempenho do espanhol foi realmente digno de Serena Williams: começou arrasando todos os adversários no Round Robin, bateu Murray nas semifinais, em um dos melhores jogos do ano, e carimbou o passaporte para a final dos sonhos contra Roger Federer.

No meio do caminho, Rafa ainda desfilou roupas espalhafatosas

e bateu boca com o árbitro de cadeira (qualquer semelhança com Serena é mera coincidência).

Para completar a performance à la Serena, só ficou faltando… ganhar o torneio.

Bom, isso a atuação magistral de Federer na final não deixou. Mas Nadal ainda pode se redimir e usar em 2011 um outfit inspirado no famoso modelito catwoman de Serena, ou quem sabe seguir o exemplo da moça e posar à vontade na capa da ESPN Magazine, que a gente deixa por isso mesmo.

Enquanto isso – e enquanto Federer não encosta de vez no espanhol – Rafa pode curtir seu momento número 1 absoluto do universo e astro do Golden Racket, que o Troféu Serena Williams é seu!

Troféu Toureiro – ROGER FEDERER

Rafael Nadal chegou a Londres como um verdadeiro touro miúra, soltando fogo pelas ventas e louco pra detonar qualquer adversário que aparecesse pela frente. Pior ainda, veio no estilo Serena Williams.

Não é pra menos. O título do ATP Finals era o único troféu importante que o espanhol ainda não detinha. Seu maior rival, Federer, vinha de um ano meia-boca. A arena estava armada para o espanhol brilhar.

Estaria tudo perfeito se Federer não tivesse decidido jogar algo perto de seu melhor tênis na final. O que, em se tratando de Federer, significa perto da perfeição.

O suíço, vestido a caráter de vermelho-flamenco, executava golpes fantásticos, enquanto o touro miúra corria enfurecido e tentava em vão abater o capote vermelho que sacolejava do outro lado da rede. Olé!

Por ter toureado com maestria o número 1 do mundo, por reacender a maior rivalidade do tênis atual e por nos devolver a esperança em ver uma luta épica pelo topo do ranking em 2011, nosso herói Roger Federer leva pra casa o Troféu Toureiro!

E este foi o fim apoteótico de uma temporada eletrizante. O Australian Open está logo ali na esquina, e o Golden Racket vai estar a postos, de olho em quem vai continuar brilhando em 2011.

O Golden Racket altruisticamente se oferece para dar um banho de sal grosso em Novak Djokovic.

0

Um fim animador

Postado em Saque e Voleio

Se você é fã de tênis, independentemente de quem vença, este domingo foi um dia feliz. A começar pela atuação espetacular de Roger Federer, diante logo de Rafael Nadal, número 1 do mundo e seu principal algoz. Mais importante que isso, pela perspectiva de um equilíbrio e de uma luta acirrada pela ponta do ranking - o que não aconteceu nem em 2009 nem este ano.

Escrevi algumas vezes aqui e estou cada vez mais convicto: Federer já começou uma (última, talvez) arrancada em busca do recorde de Pete Sampras, homem que ficou mais tempo no topo do ranking. E não se engane, leitor. Os 1.500 pontos conquistados em Londres vão fazer muita diferença em 2011, principalmente porque quem estava do outro lado da rede neste domingo era um certo espanhol.

Sobre o jogo, todos os elogios e Federer são redundantes. Taticamente perfeito, o suíço sacou consistentemente angulado no backhand do adversário e saiu em vantagem em todos os games. Obviamente, não foi só o lado do saque, mas a precisão com que as bolinhas iam ali, coladas na linha, no meio da área de saque, forçando Nadal a deixar a quadra inteira aberta.

Outra postura interessante foi plantar do lado do backhand, forçando o espanhol a fugir da tática básica de atacar a esquerda de Federer. Logo no começo, o suíço, plantado à espera de bolas daquele lado, disparou uns backhands angulados e deixou claro que Nadal precisaria fazer mais do que o normal. Nada de inovador ou genial na postura de Federer. Impressionante, mesmo, foi a consistência no backhand, que nunca fez tanto estrago assim contra o espanhol.

O número 1, então, tinha duas opções. Ou buscar mais o perigosíssimo forehand de Federer ou angular mais seus próprios forehands. Qualquer que fosse a tática, o espanhol precisaria de muita precisão. Nadal tentou um pouco de cada, mas nunca se sentiu confortável e não conseguiu a precisão necessária. Mesmo assim, perigoso como é, capitalizou no único game de saque ruim do adversário e venceu o segundo set. Mas, como acabo de escrever, o vacilo não aconteceria de novo. E o 6/1 no terceiro set foi menos reflexo da diferença de nível do que da aceitação de Nadal de que não havia nada a fazer com Federer jogando o que jogou.

Coisas que eu acho que acho:

- Atletas reclamam muito do curto período de descanso que têm entre o ATP Finals e os primeiros torneios do ano, em janeiro. Eles estão cobertos de razão. Porém, depois de um torneio assim, com Federer, Nadal e Murray jogando muito nos últimos dois dias, não há como não desejar que o tempo passe rápido até o Australian Open.

- Andy Murray fez uma excelente semifinal (o melhor jogo do ano, como escrevi no post anterior), mas saiu de quadra derrotado. Fosse qualquer outro tenista, estaríamos elogiando e apontando o cidadão como candidato em potencial e brigar por um Slam. Com Murray, entretanto, todos já vimos este filme. Potencial não lhe falta.

- Novak Djokovic deixa o torneio com gosto de deveria-ter-feito-muito-mais. Depois de um excelente primeiro jogo contra Tomas Berdych, o sérvio parecia sério candidato ao título. Diante de Nadal, porém, fez muito pouco. na semi, contra Federer, idem. E não deixa de ser impressionante o episódio do cisco no olho, na partida contra o número 1. Quantas vezes coisas pequenas assim acontecem com Djokovic e não com outros? Pena.

- Muitos dos comentários na caixinha anterior do blog foram críticas à decisão do SporTV de transmitir a final de Londres ao vivo apenas no SporTV HD. O SporTV 2, que exibiu todo o torneio ao vivo, mostrou a decisão em VT. Só posso falar pela caixinha anterior. Não aprovo textos que contenham críticas às grades de programação dos canais (seja SporTV, ESPN ou Band Sports). Como eu escrevo nas regras para postar no blog, o Saque e Voleio não tem relação direta com nenhum canal a cabo. Ademais, lotar a caixinha com críticas a um canal (com o qual o blog, repito, não tem relação direta) seria privar de discussões interessantes leitores que queriam trocar ideias sobre a final de Londres. E volto a pedir: sugestões, críticas e comentários sobre as programações dos canais devem ser endereçados diretamente a eles.

0

Enfim, o que todos queriam

Postado em Saque e Voleio

Poderia ter acontecido em Melbourne, mas Nadal ficou pelo caminho, derrubado pelo mesmo Murray que bateu neste sábado. Poderia ter acontecido em Roland Garros ou Wimbledon, mas Federer fez menos do que o esperado. Por um ponto, não aconteceu em Nova York, onde Djokovic salvou match points e foi à final. Enfim, acontece em Londres, justamente o palco do melhor jogo entre eles. Para muitos, o melhor da história.

As circunstâncias agora são bem diferentes. Piso, bola e os momentos de ambos são diferentes, mas tanto Nadal quanto Federer jogaram tênis de altíssimo nível esta semana, e ninguém espera que seja diferente na decisão. E o que esperar do último jogo do circuito em 2010? Equilíbrio. E só.

Qualquer palpite sobre o vencedor será apenas isso. Um mero exercício de “achismo”. Por um lado, é difícil imaginar Federer perdendo depois de vê-lo jogando como jogou em toda a semana. Pelo outro, ninguém deve esperar que o suíço jogue contra Nadal do jeito que jogou contra Djokovic. Os desafios são outros, o nível de exigência, mais alto.

E o que dizer de Nadal? Há quem vá dizer que o espanhol estará desgastado pelas mais de 3h do jogaço contra Murray. Mas ninguém duvida que o número 1 do mundo entre em quadra dando seus piques e pulando a cada ponto importante vencido.

Taticamente, não devemos ter muitas surpresas. Nadal deve buscar o backhand de Federer com bolas anguladas (por quê mudar algo que sempre funcionou tão bem?), enquanto o suíço vai tentar diminuir o espaço, jogar mais dentro da quadra e variar com muitas curtinhas (como fez em Madri, com bastante sucesso).

As chaves do jogo? Para mim, será essencial que Federer acerte muitos primeiros saques. Murray se manteve no jogo deste sábado com 20 aces, e o suíço terá que ser tão eficiente quanto. Nadal, por outro lado, precisará do backhand calibrado. Tanto para os longos e costumeiros duelos de paralela quanto para angular e tirar Federer de sua zona de conforto.

Quem ganha? Quem executar melhor. Simples, não?

Coisa que eu acho que acho:

- É bem verdade que Nadal e Federer duelaram em Madri este ano, mas o jogo deixou a desejar. A partida foi nervosa e, tecnicamente, ficou bem abaixo de confrontos anteriores entre os dois melhores tenistas da atualidade.

- O jogo de hoje é às 15h30min (de Brasília) e tem transmissão ao vivo do SporTV HD. E já aproveito para pedir que sugestões, elogios e críticas sobre a transmissão sejam enviados diretamente ao canal, ok? Agradeço.

0

O jogo do ano

Postado em Saque e Voleio

Faz meia hora que Rafael Nadal e Andy Murray saíram de quadra em Londres, e ainda não tenho os melhores adjetivos para descrever o jogo. Para mim, foi, com folgas, o melhor do ano. Teve jogadas improváveis, inacreditáveis, saques excelentes em momentos cruciais, voleios difíceis, ótimas curtinhas, contra-ataques sensacionais e contrapés de deixar adversário no chão.

Teve replay mudando pontos importantes,  teve match point salvo, teve virada no terceiro set, e teve ainda outra virada no tie-break decisivo. Teve dois atletas deixando tudo em quadra, teve lágrimas derramadas na derrota. Teve abraço sincero entre dois profissionais que se admiram e respeitam, e não deve ter desculpa por dor aqui, ali, ou pelo horário da partida.

E faz todo sentido do mundo que o melhor tenista da temporada tenha vencido o melhor jogo de 2010. Sem discussão. Se você viu o jogo, comente na caixinha. Se você não viu, dê um jeito de ver. Quando os melhores momentos aparecerem no YouTube, coloco aqui.

0

Una barbaridad!

Postado em Saque e Voleio

“Me estas diciendo una barbaridad, Carlos! Estas diciendo una locura!”, bradou Rafael Nadal no fim do primeiro set. A discussão entre o número 1 do mundo e o árbitro brasileiro Carlos Bernardes foi o momento mais quente da partida desta sexta-feira entre o espanhol e Tomas Berdych. E, se querem minha opinião, loucura foi a reclamação de Nadal.

O lance foi complicado para quem estava assistindo, mas o replay deixa bem claro que o número 1 estava completamente errado na questão. Notem, no vídeo abaixo, que Nadal devolve a bola de Berdych e nem tenta voltar para o ponto. Logo vira de costas e começa a levantar o braço para pedir o replay. Só neste momento é que vem a chamada de Bernardes, que aponta a bola fora.

Sim, Nadal devolveu a bola, mas sua atitude logo depois era de parar o ponto. E é importante notar que Berdych foi o primeiro a reclamar. O tcheco argumenta com o brasileiro, perguntando por que a chamada veio tão tarde. Só depois disso, Berdych pede o auxílio do Hawk-Eye. O replay, então, aponta a bola boa, e é aí que Nadal perde as estribeiras.

Na lógica do espanhol, o ponto deveria ser disputado novamente, já que ele rebateu e sua bola caiu dentro. Nadal teria razão se o ponto tivesse sido interrompido por Bernardes, o que não aconteceu. Quem parou foi ele mesmo, o número 1 – lembremos que a chamada do árbitro foi tardia, o que gerou a reclamação inicial de Berdych. E em casos assim, quem para o ponto deve arcar com as consequências. A bola foi boa, e o ponto, de Berdych.

Outra barbaridade, porém, foi o que Nadal jogou depois dessa confusão (ele até ameaçou deixar a quadra). Sacando em 15/30 e se achando injustiçado, o espanhol poderia ter perdido a cabeça e, com dois pontos mal jogados, o set. O que aconteceu foi o contrário. O número 1 manteve a concentração, virou o game e venceu o tie-break. Depois da confusão, Berdych venceu apenas um game. E Murray que não provoque o espanhol…

0

Avassalador

Postado em Saque e Voleio

Ninguém chega ao topo por acaso, diz o clichê. A não ser, é claro, que beba uma polyjuice potion (em português, “poção polissuco” – sim, vou continuar com as menções a Harry Potter nesta semana). Brincadeiras à parte, Rafael Nadal deu mais uma demonstração do que o separa de tenistas como Novak Djokovic. Tecnicamente, o espanhol não é tão superior assim ao sérvio. Explicando melhor, não é tão melhor a ponto de justificar o 16 x 7 em confrontos diretos.

Mentalmente, porém, Nadal está alguns níveis acima. Quando tem uma chance, raramente deixa passar. Hoje, mesmo passando um aperto nos primeiros games, se sustentou. Aos poucos, entrou no jogo, pegou o tempo da bola de Djokovic e passou a equilibrar as trocas de bola do fundo da quadra.

O sérvio se incomodou com algo que entrou em seu olho (o famoso cisco!) e cedeu uma quebra. Mesmo assim, teve três break points no 12º game – todos foram salvos com pontos impecáveis de Nadal. E o número 1 venceu o set. E foi só depois disso que Nadal mostrou sua maior qualidade.  Enquanto Djokovic seguia reclamando, o número 1 viu a janela para a vitória escancarada e entrou avassalador e criando pânico - como uma onda de arrastões numa cidade por aí.

Número 3 do mundo, Djokovic pouco pôde fazer. Quando saiu do estado de calamidade, perdia a segunda parcial por 4/0 e passou a distribuir pancadas. Salvou dois games de saque, mas nem assustou nos serviços do espanhol.

Coisas que eu acho que acho:

- Na outra partida do dia, a passividade de Andy Roddick espantou. Conformado em trocar bolas do fundo, o americano viu Tomas Berdych vencer o primeiro set depois de salvar dois set points e ganhar confiança. Agredindo – a acertando – mais, o tcheco não teve dificuldades na segunda parcial. Roddick agora respira por aparelhos.

- Na primeira frase, escrevo que ninguém chega ao topo por acaso. Só para esclarecer:  realmente acredito nisso. Até quando divago sobre a WTA.

- Toda vez que alguém cita a vantagem em confrontos diretos que Nadal leva sobre Djokovic (ou Federer), alguém rebate que a maioria dos jogos foi no saibro. No caso específico do sérvio, foram nove jogos no saibro. E em quadras duras, Nadal venceu os jogos que valiam mais. As semifinais das Olimpíadas de Pequim e a final do US Open. Assim, já passou da hora de encerrar esse assunto, não?

- Foi realmente lamentável o que aconteceu última caixinha de comentários. Teve mais gente escrevendo sobre as minhas menções a Harry Potter do que sobre tênis. Deixei rolar, mas já deu, né? É bastante desagradável dedicar um tempo a escrever sobre tênis (ou qualquer outro tema) e ler pessoas desvirtuando a intenção da caixinha.

0

Nadal levanta o troféu de campeão da temporada 2010

Postado em Notícias

Globoesporte.com

Rafael Nadal recebeu, nesta terça-feira, o troféu de campeão da temporada 2010 do tênis. O espanhol, campeão em Roland Garros, Wimbledon e no US Open este ano, garantiu com antecipação o posto de número 1 do mundo até o fim de 2010. Ele recebeu a taça em Londres, onde está sendo disputado o ATP Finals, evento que reúne os oito melhores do ano.

Leia a íntegra aqui.

0

Nadal ou Djokovic?

Postado em Saque e Voleio


Não há muito que dizer sobre a atuação de Roger Federer sobre Andy Murray. O suíço começou melhor, dominou seus games de saque (nenhum break point cedido) mesmo sem um grande aproveitamento no fundamento, e ainda abriu o segundo set com outra quebra. O escocês desanimou ainda no começo da parcial, deixou Federer abrir 4/0, e aí, amigo…

Aliás, o resultado foi ótimo para enterrar de vez a história de que a quadra está muito lenta. Se Federer conseguiu fazer o escocês, um mestre em contra-ataques, ficar com cara de Harry-Potter-em-uma-vassoura-desgovernada-durante-um-jogo-de-Quidditch, é sinal de que a superfície não está tão vagarosa a ponto de beneficiar demasiadamente quem gosta de longas trocas de bola. Essa impressão, que ficou depois que Roddick foi passado mais de 15 vezes por Nadal, já está apagada. E não vale comparar o suíço e o americano ali na rede.

Com a vitória de Soderling sobre Ferrer, a classificação de Federer foi adiada, mas é difícil imaginar que o suíço fique fora das semifinais. A combinação de resultados para que isto aconteça é um tanto improvável – Soderling tem que vencer Federer por 2 a 0, algo que nunca aconteceu, e Murray precisa bater Ferrer sem perder sets. E mesmo assim, o suíço teria de perder de ambos no saldo de games, o que deixa sua eliminação tão provável quanto fazer uma coruja levar correspondência da Tijuca até o Leblon.

A grande questão, pelo menos para mim, neste momento, é quem será o adversário de Federer nas semifinais. Nadal ou Djokovic? Sim, Roddick corre por fora, e Berdych ainda está vivo, mas nenhum dos dois empolgou na primeira rodada do Grupo A.

Então, deixo duas perguntas. A primeira, só para os fãs de Federer: “Quem você prefere que o suíço enfrente nas semifinais?”. A segunda, para todos: “Quem será o rival de Federer nas semifinais?”. Use a caixinha e responda.

0

Reparo

Postado em Saque e Voleio

Se havia algo de errado com Rafael Nadal no primeiro set do jogo contra Andy Roddick, o espanhol tratou de resolver nas parciais seguintes (daí o nome de outro encanto da série Harry Potter no título deste post). A partida, disparada a mais interessante desta primeira “rodada” em Londres, não teve alto nível técnico, mas foi um bom teste para o espanhol.

É bom lembrar que o número 1 vinha de mais de um mês de pausa, e um evento como o ATP Finals, que não dá muitas chances para que alguém adquira ritmo, não é exatamente o lugar ideal para um retorno assim. E diante de um sacador como Roddick, a tarefa parecia bastante complicada. Com as duplas faltas e a quebra cedida no começo do jogo, pior ainda.

Nadal demorou, mas encontrou uma maneira de sobreviver. Usou bem a quadra lenta e apostou nas bolas altas (algum leitor engraçadinho vai aplicar o wingardium leviosa aqui, eu sei). Roddick colaborou, agindo como se estivesse sob um petrificus totalus cada vez que ia à rede, levando uma passada atrás da outra. Mesmo assim, o americano teve uma quebra de vantagem no segundo set. Roddick deixou a chance passar, e Nadal não perdoou.

Fosse outro o adversário, talvez o espanhol não tivesse a mesma sorte. Mas o fato é que Nadal escapou de uma derrota e de mais um começo desanimador em um ATP Finals. A atuação não foi lá das mais brilhantes, mas foi o bastante para manter o número 1 vivo e com boas chances de avançar às semifinais – com mais ritmo de jogo.

No outro jogo do dia, Tomas Berdych não foi sombra do tenista que derrotou o mesmo Novak Djokovic em Wimbledon. E, sendo bem sincero, o tcheco não joga lá muito bem desde o Slam britânico.  O sérvio, por sua vez, se entendeu bem com a superfície de jogo. Errou pouco, fez o básico e avançou sem sustos.

Pelo que vi até agora, Murray e Djokovic me empolgam mais do que os outros. Federer fez uma bela partida contra Ferrer, mas ainda paira a dúvida de como o suíço lidará com Murray e, eventualmente, Nadal em uma quadra mais lenta do que a maioria. A partida desta terça contra o escocês será um lumos na questão.

Quanto ao espanhol, é preciso saber o quanto ele é capaz de evoluir nesta semana, jogando contra adversários que não lhe darão muitas chances. Se vencer Berdych, pelo menos, deve garantir uma vaga na semifinal. Quem sabe contra Federer? Faz tempo, não?

Coisa que eu acho que acho:

- Bárbara Galiza levantou uma boa questão no Twitter hoje. A quadra de Londres é tão lenta quanto parece? Ou será que vemos o piso lento porque nossa referência mais próxima é a superfície bem rápida usada em Paris? Acho que é um pouco de cada.