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“Um sentimento inacreditável”

Postado em Divã do Daszma

Foi assim que Petra Kvitova explicou como se sentia após conseguir alcançar, até então, o maior feito da carreira, o título de Wimbledon. A tímida tcheca dona de um sorriso doce e golpes potentes disse quando chegou à final que não esperava, no início do torneio, sair como a vencedora do Grand Slam. Se não esperava, eu não sei. Mas o que Petra mostrou nessas duas semanas, nos sete jogos, é que ela queria muito. Tanto quis, que desbancou uma tenista que tem nas veias e nos feitos da carreira o espírito de luta como maior característica, Maria Sharapova.

A primeira vez que ouvi falar de Petra Kvitova foi no Aberto da França de 2008, quando, aos 18 anos, chegou às oitavas de final do Grand Slam Francês. Naquela época, eu não conhecia os streamings da internet, então não assisti a nenhum jogo. O que tinha me chamado a atenção na época foi que tínhamos duas tchecas com o mesmo nome na segunda semana do torneio. A outra era Petra Cetkovska, que seria eliminada pela sérvia Ana Ivanovic. Um ano mais tarde, em outro Grand Slam, eu finalmente assisti a uma partida da tal Kvitova. O jogo era de terceira rodada e eu só assisti a partida por causa da adversária, a russa e número 1 do mundo, Dinara Safina. O jogo, um verdadeiro drama, aconteceu na sessão noturna e terminou no tie-break do terceiro set. Se fosse nos outros Grand Slams poderia ter ido muito mais longe. Além dos golpes da tcheca (que hoje são mais contundentes e eficientes, mas já provocavam estragos), o que me chamou a atenção foi o comportamento aguerrido e concentrado da jovem tenista. Em partidas nervosas, em que as adversárias salvam e desperdiçam match points, a experiência geralmente pesa. Fosse outra adversária, Safina provavelmente teria vencido aquele jogo. Mas não. A russa encontrou uma tenista potente, focada, confiante e relaxada, que não se importou com as chances perdidas e nem com a pressão de jogar contra a número 1 do mundo na sessão noturna em uma Louis Armstrong lotada e participativa. No fim de um tie-break dramático, vitória da zebra Petra Kvitova. Uma vitória mental. (veja lances decisivos do drama jogo no vídeo abaixo)

Dois anos depois, mais confiante e experiente, a tcheca passou de zebra a uma grande promessa do tênis feminino. Dona de três títulos na temporada (todos nível Premier), Petra Kvitova conseguiu na grama de Wimbledon (onde disputou o ÚNICO Slam enquanto juvenil, em 2007) o maior feito da curta carreira. Depois de atropelar todas as adversárias (aplicou 60 62 na belga Wickmayer), Kvitova foi testada quando derrotou Pironkova e Azarenka, mas venceu com a tal força mental. Em ambos os jogos, depois de dominar completamente e vencer o primeiro set, a tcheca saiu derrotada no segundo. O que poderia levar muitas tenistas ladeira abaixo, em Kvitova surtiu o efeito contrário: Petra colocou a cabeça no lugar, elevou o nível e já quebrou as adversárias logo no primeiro game de saque delas. Na final contra a experiente Maria Sharapova (5 finais de Slam), Kvitova não precisou perder set para mostrar a sua força mental. Mas a russa a sentiu a cada vez que conseguia quebrar o saque da tcheca, mas tinha o saque quebrado logo em sequência. É de se admirar que em uma final de Grand Slam, a primeira da carreira, a tcheca nunca perdeu o controle da partida. Fato raro no tênis. Típico dos grandes campeões.

Se será uma das maiores da história de seu país (feito complicado quando se tem nomes como os de Navratilova e Novotna), só o tempo e a própria Petra nos dirá. A tcheca agora será mais estudada pelas adversárias e mais badalada (leia-se cobrada) pela imprensa. Chances para crescer ela tem. Petra já mostrou que pode jogar bem em qualquer superfície. Os 4 títulos conquistados no ano ilustram bem isso: Sydney (piso duro), Paris (indoor), Madrid (saibro) e Wimbledon (grama). Potencial para subir no ranking idem. Até o fim da temporada, Petra tem poucos pontos a defender, o que significa uma grande margem para somar, já que, com o novo ranking (7ª), será sempre uma das principais cabeças de chave. O grosso de 2010, que era a semifinal de Wimbledon, foi defendido. A tcheca, que já está quase com os dois pés no WTA Championships de Istambul, deve subir ainda mais no ranking e colecionar títulos.

Com mais uma nova campeã no Clube das vencedoras de Grand Slam, o último Major da temporada promete muitas emoções e equilíbrio. Com Kim Clijsters e as irmãs Williams em forma, Sharapova voltando às finais, Wozniacki e Azarenka crescendo e as duas novas campeãs de Slam, Kvitova e Na Li, a expectativa é de um GRANDIOSO U.S. Open.

As outras campeãs de Wimbledon

Se a o torneio de simples premiou uma das melhores tenistas da temporada, a chave de duplas teve como vencedora a melhor parceria do ano. Especialistas nas duplas, a eslovena Katarina Srebotnik e a tcheca (mais uma) Kveta Peschke derrotaram na grande decisão as “simplistas” Stosur e Lisicki e venceram o primeiro Major de suas carreiras e ainda se tornaram líderes do ranking de duplas. Melhor dupla da temporada com três títulos (Auckland, Doha e Eastbourne), o time esloveno-tcheco foi praticamente perfeito em Wimbledon. As campeãs perderam apenas dois sets em todo o torneio, mas nunca tiveram as vitórias ameaçadas. Na grande final, a dupla cabeça de chave número 2 (as principais favoritas foram King/Shvedova, campeãs em 2010), derrotou com facilidade – 63 61 – o mais badalado time do torneio. O título em Londres faz jus a duas grandes especialistas nas duplas e que já fizeram parcerias vitoriosas com outras tenistas, mas foram conhecer o sabor de um Grand Slam juntas.

Nas duplas mistas, a final reuniu duas tenistas que correm o circuito regular em simples, mas têm obtido os melhores resultados nas duplas. No duelo entre a ucraniana naturalizada russa Elena Vesnina e Iveta Benesova, a vitória ficou, logicamente, com a tcheca, que ao lado do austríaco Jurgen Melzer conseguiu o primeiro Slam da carreira. Na decisão contra Elena Vesnina e Mahesh Bhupathi, o time da tcheca não teve muito trabalho para vencer em dois sets. Destaque para a grande atuação de Melzer contrapondo com um dia não bom assim do indiano. Em Londres, além de não terem perdido nenhum set, Melzer e Benesova contaram com a sorte. E muito. A dupla enfrentaria, nas quartas de final, os americanos Bob Bryan e Liezel Huber que desistiram e deram de bandeja a classificação para os eventuais campeões. O destaque negativo do torneio de duplas mistas, além da derrota que levou Vesnina às lágrimas, foi a ausência da parceria sensação de Roland Garros, Thomaz Bellucci e Jarmila Gajdosova. Eliminado na primeira rodada na chave de simples, o brasileiro desistiu do torneio de duplas mistas, o que fez com que Jarka jogasse com o local Jamie Murray. Sem aquela química que teve com o brasileiro, a australiana foi eliminada na segunda rodada.

O futuro e o passado

No circuito juvenil, que nos anos anteriores teve como campeãs jogadoras que ainda não despontaram (Noppawan Lertcheewakarn e Kristyna Pliskova), a grande campeã foi a australiana Ashleigh Barty, de apenas 16 anos. Barty, que não era uma das grandes favoritas, derrotou na semifinal a holandesa Indy de Vroome, campeã na grama de Roehampton e uma das tenistas que utilizam a linha Sharapova Collection da Nike. Se na semifinal a adversária foi a “funcionária” da Sharapova, na final a oponente foi a pupila da belga Justine Henin, a russa Irina Khromacheva. Campeã nas duplas em Roland Garros, Khromacheva, que treina academia da estrela belga, oscilou muito mentalmente na decisão e foi derrotada em dois sets. Não era o torneio para russos venceram. Melhor brasileira no circuito juvenil, a pupila do Larri Passos, Beatriz Haddad Maia (a Bia), novamente furou o quali de um Grand Slam juvenil. Em Wimbledon, Bia anotou a primeira vitória em Grand Slams, mas foi derrotada na segunda rodada diante da norte-americana Victoria Duval.

A canadense Eugenie Bouchard (a loirinha) e a americana Grace Min, cabeças de chave dois do torneio de duplas, foram as grandes campeãs na modalidade, ao derrotarem o time formado pela holandesa Demi Schuurs (campeã nas duplas em Melbourne) e a chinesa Hao-Chen Tang, de virada, 57 62 75. O time campeão, aliás, foi o responsável pela eliminação da brasileira Bia Haddad, que, ao lado da russa Mayya Katsitadze, chegou às semifinais da chave de duplas. Mais precisas, Bouchard e Min, venceram por 6/1 e 6/3 colocando fim na grande campanha da brasileira na Europa. Mais uma vez, Bia sai com o saldo positivo de ter furado o quali de dois Grand Slams e muita experiência na bagagem.

No circuito de lendas convidadas que conseguiu reunir na final 27 títulos de Grand Slam, o grande campeão foi o espectador que pode se deliciar com a genialidade de Martina Navratilova, Jana Novotna, Martina Hingis e Lindsay Davenport, além de se divertir com o bom humor das outras lendas. O jogo foi vencido pelas mais novas, Hingis e Davenport, 6/4 6/4. Aqui, o que menos importa é o resultado. O torneio presenteou o fã de tênis mais jovem que não pode assistir jogadoras como Navratilova, Novotna, Zvereva, Gigi Fernadez (H-I-L-Á-R-I-A), Martinez, entre tantas outras que ajudaram a engrandecer o tênis feminino e fazem sofrer os mais saudosistas. Aos amantes do tênis refinado, dos pontos disputados na rede com imensa habilidade e precisão, a dica é se ligar no “torneio das tias”, que acontece em todos os Grand Slams. É a prova viva de que o talento é inerente ao tenista e resiste até a idade.

Bate-pronto

- Campeã de Wimbledon, a tcheca Petra Kvitova assumiu a vice-liderança no ranking da corrida para o WTA Championships, que irá acontecer no fim do ano em Istambul. Kvitova tem 5037 pontos no ranking que contém apenas os pontos da temporada de 2011 e está atrás apenas de Wozniacki (5776). Completariam a lista das oito classificadas: Na Li (4947), Sharapova (4840), Azarenka (4502), Bartoli (3816), Zvonareva (3176) e Clijsters (3160). Correm por fora: Schiavone (3094) e Petkovic (2631).

- Mais uma grande semana para o tênis brasileiro com os títulos da pernambucana Teliana Pereira em Denain, na França. Na final do torneio de 25 mil disputado no saibro, Teliana bateu a ucraniana Valentyna Ivakhnenko, por 64 63 e ganhou 50 pontos no ranking. Nas duplas, Teliana jogou ao lado da paraguaia Veronica Cepede Royg e saiu com o título depois de vencer as francesas Ghesquiere e Lexemia, por fáceis 6-1 6-1. No future em São José dos Campos, a campeã foi a catarinense Maria Fernanda Alves, que vinha caindo no ranking da WTA. Na final, a experiente tenista derrotou a jovem Nathaly Kurata em dois sets.

- Resultados dos Challengers das duas últimas semanas:

$50 Boston, EUA

Simples: Petra Rampre (SLO) d. (2)Tetiana Luzhanska (UKR) 62 57 64

Duplas: (2)Luzhanska/Mueller (USA) d. (1)Fichman (CAN)/Pelletier (CAN) 76(3) 63

$25 Perigueux, França

Simples: (6)Severine Beltrame (FRA) d. (7)Audrey Bergot (FRA) 64 62

Duplas: (1)Molinero (ARG)/Sema (JPN) d. (2)Costas-Moreira (ESP)/Ferrer-Suarez (ESP) 62 36 10-7

$25 Rome-Tevere Remo, Itália

Simples: Karin Knapp (ITA) d. (2)Laura Thorpe (FRA) 63 60

Duplas: Cepede Royg (PAR)/Ormaechea (ARG) d. Shamayko (RUS)/Shapatava (GEO) 75 64

$25 Lenzerheide, Suíça

Simples: Ani Mijacika (CRO) d. Amra Sadikovic (SUI) 63 36 63

Duplas: Mijacika (CRO)/Sadikovic (SUI) d. Hofmanova (AUT)/Tabak (SVK) 46 62 10-4

$25 Kristinehamn, Suécia

Simples: Jana Cepelova (CZE) d. (2)Alexandra Cadantu (ROU) 64 36 64

Duplas: (1)Jugic-Salkic (BIH)/Laine (FIN) d. (2)Babos (HUN)/Lykina (RUS) 64 64

$100 Cuneo, Itália

Simples: Anna Tatishvili (GEO) d. Arantxa Rus (NED) 64 63

Duplas: Minella (LUX)/Voegele (SUI) d. Birnerova (CZE)/Dolonts (RUS) 63 62

$50 Torun, Polônia

Simples: (3)Edina Gallovits-Hall (ROU) d. (4)Stephanie Foretz Gacon (FRA) 64 63

Duplas: (2)Foretz-Gacon (FRA)/Malek (GER) d. (1)Klepac (SLO)/Gallovits-Hall (ROU) 62 75

$ 50 Pozoblanco, Espanha

Simples: (1)Eleni Daniilidou (GRE) d. (4)Elitsa Kostova (BUL) 63 62

Duplas: (1)Bratchikova (RUS)/Pavlovic (FRA) d. Melnikova (RUS)/Shapatava (GEO) 62 64

$25 Denain, França

Simples: Teliana Pereira (BRA) d. Valentyna Ivakhnenko (UKR) 64 63

Duplas: Cepede Royg (PAR)/Pereira (BRA) d. Ghesquiere (FRA)/Lechemia (FRA) 61 61

$25 Ystad, Suécia:

Simples: Dia Evtimova (BUL) d. Jana Cepelova (CZE) 63 64

Duplas: Cadantu (ROU)/Enache (ROU) d. (1)Jugic-Salkic (BIH)/Laine (FIN) 64 26 10-5

$25 Middelburg, Holanda

Simples: Bibiane Schoofs (NED) d. Lesley Kerkhove (NED) 76(4) 61

Duplas: (4)Lemoine (NED)/Zanevska (UKR) d. (1)Cohen (USA)/Molinero (ARG) 63 64

$25 Stuttgart-Vaihingen, Alemanha

Simples: (7)Timea Babos (HUN) d. Korina Perkovic (GER) 16 62 63

Duplas: (1)Jurak (CRO)/Laurendon (FRA) d. (3)Birnerova (CZE)/Vogt (LIE) 46 61 10-0

Fotos: Getty Images, Site Oficial de Wimbledon e Zimbio Images

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O que acontece em Madrid, fica em Madrid

Postado em Divã do Daszma

Você com certeza já ouviu a expressão “What happens in Vegas, stays in Vegas”, certo? É uma frase bem conhecida pelos americanos que faz uma referência à cidade de Las Vegas, conhecida como a cidade do pecado e pelas “loucuras” que seus visitantes fazem por lá.  Assim, o que acontece em Las Vegas, por lá fica e ninguém vai ficar sabendo. E o que diabos essa expressão tem a ver com o WTA de Madrid? Simples, os resultados de Madrid, desde que o torneio começou a ser disputado no saibro da Caja Magica não se repetiram em Roland Garros. Com as meninas a coisa funcionou desse jeito, Safina derrotou Wozniacki na final de 2009 e foi derrotada por Kuznetsova mais tarde em Paris; no ano passado a foi ainda pior. A francesa Aravane Rezai surpreendeu e venceu na capital espanhola, mas foi eliminada por Nadia Petrova ainda na terceira rodada, frustrando a torcida francesa.

Na ATP (como sempre) a história é diferente. Federer venceu Nadal na final em Madrid de 2009 e completou o Career Slam derrotando Soderling em Paris. No ano passado foi a vez de Nadal dar o troco em  Federer, devolver a derrota na capital espanhola e, mais tarde, derrotar Soderling para conquistar a Coupe des Mousquetaires. Esse ano o herói de Madrid foi o sérvio on fire, Novak Djokovic, que derrotou Nadal na final e aumentou sua incrível série de vitórias.  Por falar na final madrilenha, o espanhol não conquistou o título, mas fez uma jogada linda que é, até agora, o ponto do ano. Veja:

No feminino quem venceu e tentará brilhar no saibro parisiense foi a tcheca Petra Kvitova. O sucesso da tcheca já não é nehuma novidade, ainda mais nessa temporada, em que ela já conquistou três títulos em condições de quadras bem diferentes, Brisbane – quadra dura aberta; Paris – quadra dura coberta; e Madrid – saibro; e ainda alcançou as quartas de final do Australian Open. Todos esses resultados levaram a tcheca a duas marcas importantes: a primeira delas, a mais comentada por ai, é sua estreia no top 10 no ranking da WTA; a segunda, pouco lembrada, é que Kvitova está no 6º posto do ranking da corrida para o WTA Championships, em Istambul, que será disputado no fim do ano pelas oito melhores tenistas da temporada. A tcheca, que tem 2337 pontos conquistados em 8 torneios, está atrás de Wozniacki (4191), Clijsters (3030), Azarenka (2757), Zvonareva (2416) e Na Li (2392). Petra tem 711 pontos de frente sobre a nona colocada, a sérvia Jelena Jankovic, e pode sim sonhar com o Wta Championships.

Abaixo um vídeo produzido pela WTA com momentos de dentro e fora das quadras de Madrid. Vale a pena ver.

Esta semana enquanto as principais tenistas, e fisicamente em atividade, com exceção de Vera Zvonareva, jogarão o fortíssimo WTA de Roma, Kvitova jogará um challenger de categoria 100K, em Praga, para tentar ajudar a cidade e o país, o segundo em número de jogadoras ranqueadas no top 100, a voltar a sediar um evento de primeira linha. Até o ano passado, entre Wimbledon e o U.S. Open, era disputado, no saibro, um WTA International na capital tcheca, que esse ano foi substituído pelo estreante WTA de Baku, no Azerbaijão, país que não possui sequer uma tenista no top 1000!

Falemos da chave de duplas. Jogando juntas já há algum tempo, e grandes amigas fora das quadras, Maria Kirilenko e Victoria Azarenka conquistaram o segundo título como time, e o mais importante deles, em Madrid na última semana. A dupla que ocupa o segundo lugar na corrida para o WTA Championships, que classifica as quatro melhores parcerias da temporada, venceu na final o time número 1 no ranking da corrida, Katarina Srebotnik e Kveta Peschke. Vika e Maria possuem 994 pontos de vantagem sobre o quinto time no ranking da corrida, Huber/Petrova, que não estão mais jogando juntas, e 1160 pontos sobre Mirza/Vesnina, sexta parceria no ranking classificatório para Istambul. Ah, antes que me perguntem sobre o retrospecto Madrid/Roland Garros nos torneios de duplas, eu já respondo: A regra não se aplica. Em 2009, Black/Huber venceram na Espanha, mas foram superadas, nas semifinais de Roland Garros, por Medina Garrigues/Ruano Pascual, que acabaram ficando com o título. Mas, em 2010, as irmãs Williams conquistaram o Grand Slam francês e antes haviam vencido na capital espanhola. É esse modelo que a dupla das loirinhas quer seguir.

Bate-pronto:

- Ausente na Itália, a russa Vera Zvonareva, que foi eliminada nas oitavas de final em Madrid, pela eventual campeã, Petra Kvitova, estará no estreante WTA de Bruxelas. Ainda deverão estar na capital belga, na semana que antecede o Grand Slam francês, a onipresente Caroline Wozniacki, Francesca Schiavone, Petra Kvitova, entre outras;

- Na próxima semana também teremos o WTA de Strasbourg (Estrasburgo), na França com a presença da desesperada-por-uma-vitória Svetlana Kuznetsova, eliminada na estreia em Madrid (Cibulkova) e Roma (Arn), além da bela Ana Ivanovic, que (ainda) está viva no torneio italiano;

- A semana foi excelente para o tênis nacional masculino com a inesperada semifinal de Thomaz Bellucci em Madrid, mas não foi muito boa para as nossas meninas. Número 1 do Brasil, a carioca Ana Clara Duarte perdeu na última rodada do quali do Challenger de Praga (50K), conseguiu uma vaga de lucky-loser, mas perdeu na primeira rodada para a ex-top 50, Michaella Krajicek, da Holanda. Nos Estados Unidos, em Indian Harbour Beach, a paulista Vivian Segnini caiu na segunda rodada diante da americana, e principal cabeça de chave, Alison Riske. Antes Segnini havia derrotada a também americana Amanda Fink. As outras brasileiras não passaram pelo qualifying, Roxane Vaisemberg caiu na primeira rodada, e a catarinense Maria Fernanda Alves foi eliminada na segunda rodada da fase prévia.

- Resultados dos Challengers da semana:

$100K+H Cagnes-Sur-Mer, França

Simples: Sorana Cirstea (ROU) d. Pauline Parmentier (FRA) 67(5) 62 62

Duplas: (2)Groenefeld (GER)/Martic (CRO) d. (1)Jurak (CRO)/Voracova (CZE) 16 62 11-9

$50K Indian Harbour Beach, EUA

Simples: Melinda Czink (HUN) d. (1)Alison Riske (USA) 46 61 64

Duplas: Sotnikova (UKR)/Wienerova (SVK) d. Fusano (USA)/Glatch (USA) 64 63

$50K Praga, República Tcheca

Simples: (1)Lucie Hradecka (CZE) d. (Q)Paula Ormaechea (ARG) 46 63 62

Duplas: (4)Kustova (BLR)/Rodionova (RUS) d. (3)Savchuk (UKR)/Tsurenko (UKR) 26 61 10-7

$50K Fukuoka, Japão

Simples: (2)Tamarine Tanasugarn (THA) d. (3)Yung-Jan Chan (TPE) 64 57 75

Duplas: (1)Aoyama (JPN)/Fujiwara (JPN) d. Nakamura (JPN)/Namigata (JPN) 76(3) 60

$25K Bukhara, Uzbequistão

Simples: (5)Nikola Hofmanova (AUT) d. Marta Sirotkina (RUS) 64 75

Duplas: Han (KOR)/Liang (CHN) d. (1)Bratchikova (RUS)/Palkina (KGZ) 46 76(5) 10-5

Fotos: Site Oficial do Challenger de Praga, Zimbio Images, Divulgação do Challenger de Cagnes-Sur-Mer

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As heroínas do final de semana

Postado em Divã do Daszma

Confrontos da Fed Cup e Copa Davis são sempre assim: quem vence se torna herói, quem perde acaba carregando o fardo por um bom tempo. Nesse final de semana não foi diferente.
A minha profecia no post anterior se concretizou e Rússia e República Tcheca aproveitaram suas chances e farão o confronto final da Fed Cup, na Rússia, em novembro. A Rússia passeou contra a Itália em Moscou. Vera Zvonareva esteve impecável em seu retorno ao time, depois de uma ausência de três anos, e não deu chances às rivais Sara Errani e Roberta Vinci. A número três do mundo jogou agressivamente, buscando encurtar os pontos e venceu seus jogos sem maiores sustos, classificando a Rússia para uma final de Fed Cup depois de dois anos fora da decisão. Kuznetsova, Pavlyuchenkova, em simples e nas duplas com Makarova fecharam o final de semana perfeito da equipe russa.

Yanina Wickmayer e Petra Kvitova eram as líderes do time belga e tcheco, respectivamente, e duelariam pelo título de heroína no confronto da outra semifinal. Como tal, passaram fácil no sábado o que aumentou ainda mais a importância do terceiro jogo da série. Wickmayer parecia que seria a protagonista do confronto. Empurrada por sua barulhenta torcida abriu um set de vantagem, o que aumentou ainda mais o barulho no estádio. Mas se o objetivo era tirar Kvitova do jogo, o tiro saiu pela culatra, a tcheca passou a vibrar com mais intensidade, gritar (ou latir, como preferire m) e a acertar seus golpes, não necessariamente nessa ordem. Mais confiante, Kvitova venceu o segundo set e dominou completamente o terceiro e pôs as visitantes em vantagem. Naquele que podia ser o último jogo da série, Flipkens derrotou Zahlavova Strycova e levou a decisão para as duplas. Mas dessa vez Zahlavova Strycova levou a melhor, ao lado de Benesova, com quem joga regularmente no circuito e derrotou sua algoz de poucas horas antes, e Wickmayer.

Mas a grande heroína do final de semana saiu de um jogo dos playoffs. No sábado, o capitão da sérvia, Dejan Vranes, chocou ao preterir Jelena Jankovic, melhor sérvia ranqueada, e escalar Bojana Jovanovski para o duelo contra Cibulkova, que acabou derrotando de virada a adolescente sérvia. Ivanovic empatou o duelo com uma vitória sólida sobre Daniela Hantuchova, mas sentiu a velha contusão no abdômen e abandonou quando empatava o segundo set com Cibulkova, após ter perdido a primeira parcial. Com as donas da casa liderando a série por 2-1, Vranes promoveu a entrada de Jankovic para enfrentar Hantuchova, naquele que poderia ser o último ponto do confronto. Depois de começar arrasadora, Jankovic viu Hantuchova voltar para o jogo e ficar bem perto da vitória, mas a ex-número 1 do ranking se impôs no 5-5 do ter ceiro set, e venceu os dois games seguintes para empatar o duelo e levar a decisão para o jogo de duplas. Talvez motivado por uma espécie de superstição, o capitão eslovaco, Matej Liptak, repetindo o time do confronto de 2010, contra a mesma Sérvia, mandou para quadra Daniela Hantuchova e Magdalena Rybarikova, deixando de lado Dominika Cibulkova, a única, até então, que possuía duas vitórias no confronto. Empurradas pela torcida, as eslovacas abriram rapidamente 6-2 5-1 30-0 sobre Jankovic e Aleksandra Krunic, e caminhavam para uma tranquila vitória. Mas como no tênis o jogo só acaba no aperto de mãos, as sérvias continuaram lutando, venceram o game, depois o outro, e mais outro, até salvarem dois match points e virarem o set para 7-5. No terceiro set, quando se esperava uma Eslováquia abatida depois de ver ruir a vitória, o jogo foi ainda mais duro e decidido apenas num pequeno detalhe no décimo sexto game com um golpe de vista equivocado de Rybarikova, que deixou uma devolução de Krunic cair sobre a linha e selando a incrível vitória das visitantes – que retribuíram a derrota de 2010 em Belgrado. Assim, Jankovic e Vranes saíram como heróis, enquanto que Hantuchova (derrotada em todos os seus jogos na série), Rybarikova (responsável pelo vacilo no match point) e Liptak (que escalou Rybarikova ao invés da embalada Cibulkova) foram os grandes vilões do confronto.

E não deu outra. Sem as irmãs Williams, os Estados Unidos foram massacrados por Andrea Petkovic e cia. O único set vencido pelas atuais vice campeãs aconteceu apenas na partida de duplas. De forma deprimente, os EUA deixam o grupo principal da Fed Cup, pela primeira vez na história, e vão para o grupo de acesso.

Tradicionais na copa das Nações, França e Austrália também se juntarão aos Estados Unidos no Grupo Mundial 2, em 2012. Enquanto que as francesas foram dominadas pelas espanholas que jogavam em casa, as “australianas” foram surpreendidas em Melbourne pela Ucrânia, que venceu a série por 3-2. Sem Samantha Stosur, coube a Jarmila Groth liderar o time local, e a eslovaca, de nascimento, não fez feio, venceu seus dois jogos de simples, mas não contava com a pífia atuação da russa, naturalizada australiana, Anastasia Rodionova, que perdeu todos os seus jogos na série, provocando a maior zebra do fim de semana.

Bate-pronto:

- Com as eliminações de Austrália e Estados Unidos, oito países europeus formarão a chave principal da Fed Cup em 2012: Rússia, República Tcheca, Bélgica, Alemanha, Espanha, Sérvia e Ucrânia. Fato inédito.

- A Bielorússia de Victoria Azarenka atropelou a Estônia, e finalmente voltará ao Grupo Mundial, pela segunda vez em sua história. A Eslovênia permanece no Grupo Mundial que ganhou também a presença da Suíça, que rebaixou a Suécia para o zonal europeu. Já as canadenses, derrotadas pela Eslovênia, foram rebaixadas para o zonal americano, que ainda poderá ter a Argentina.

- Roxane Vaisemberg foi novamente o destaque do Brasil na semana. A paulista furou o qualifying do challenger de Osprey (25K), venceu um jogo na chave principal, e foi derrotada nas oitavas de final pela embalada Iryna Bremond. O resultado deve aproximar Vaisemberg do top 300 da WTA. A carioca Ana Clara Duarte caiu na segunda rodada do CH de Johanesburgo (100k+H) diante da holandesa Kiki Bertens. Nas duplas, Ana Clara dividiu a premiação e os pontos com as outras semifinalistas, já que o torneio não foi finalizado devido ao mau tempo.

- Resultados dos CH da semana:

$ 100+H – Johanesburgo, África do Sul
Simples: Valeria Savinykh (RUS) d. (2)Petra Cetkovska (CZE) 61 63
Duplas: (1)Birnerova (CZE)/Cetkovska (CZE), Duarte (BRA)/Mircic (SRB), (4)Bratchikova (RUS)/Savinykh (RUS), Beterns (NED)/Keothavong (GBR) dividiram os pontos e a premiação

$ 25 – Casablanca, Marrocos
Simples: (Q)Galina Voskoboeva (KAZ) d. (Q)Mervana Jugic-Salkic (BIH) 67(4) 62 63
Duplas: (3)Klemenschits (AUT)/Mladenovic (FRA) d. Linette (POL)/Piter (POL) 63 36 10-8

$ 25 – Incheon, Coreia do Sul
Simples: (2)So-Jung Kim (KOR) d. (1)Jin A-Lee (KOR) 26 63 61
Duplas: Han (CHN)/Hong (KOR) d. (2)Kao (TPE)/Wongteanchai (THA)

$ 25 – Osprey, Estados Unidos
Simples: Claire de Gubernatis (FRA) d. Caroline Garcia (FRA) 64 64
Duplas: (2)Foretz Gacon (FRA)/Glatch (USA) d. (1)Irigoyen (ARG)/Sema (JPN) 46 75 10-7

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Sala de Troféus – Parte 4

Postado em Divã do Daszma

Ainda estamos no meio do segundo mês do ano, mas já temos a nossa primeira figurinha repetida no álbum das vencedoras de 2011. Assim como fez em Brisbane, logo na primeira semana do ano, a tcheca Petra Kvitova voltou a vencer um torneio. Mas dessa vez a vitória ganhou contornos maiores: Kvitova derrotou a atual número 1 do mundo, a belga Kim Clijsters, e venceu seu primeiro evento da série Premier, em Paris. A vida da tcheca na França não foi nada fácil, nas primeiras rodadas, Kvitova jogou sem a presença do técnico, David Kotyza, e foi exigida em longas partidas de 3 sets. Mas com a chegada do técnico nas semifinais as coisas ficaram mais fáceis para a ascendente tcheca, que atropelou Mattek-Sands nas semifinais, 6-2 6-0, e dominou Clijsters na decisão, 6-4 6-3. O título foi o terceiro de Kvitova na carreira, e o segundo no ano.

Semifinalista em simples, a americana Bethanie Mattek-Sands não será lembrada apenas por ter usado roupas extravagantes durantes seus jogos, mas também por ter saído como campeã na chave de duplas. Ex top 15 do ranking da WTA, a americana Meghann Shaughnessy, que hoje se dedica exclusivamente às duplas, foi campeã ao lado de Mattek-Sands. Na final, as americanas levaram a melhor sobre o dueto russo, Ekaterina Makarova e Vera Dushevina.

Na sempre quente e úmida Pattaya, na Tailândia, a grande campeã foi a eslovaca Daniela Hantuchova, que na final não tomou conhecimento da italiana Sara Errani e venceu por 6-0, 6-2. Aliás, a experiente eslovaca não perdeu sets na trajetória de seu quarto título na carreira, vencendo jogadoras renomadas como Kimiko Date Krumm, nas oitavas de final, e, nas semifinais, a russa Vera Zvonareva. Hantuchova volta a figurar no rol das campeãs depois de quase quatro anos, quando venceu um torneio pela última vez em Indian Wells.

A italiana Sara Errani não saiu da Tailândia chupando dedo. Ao lado da compatriota, Roberta Vinci, sagrou-se campeã da chave de duplas, mostrando que a derrota na chave de simples, horas antes, não lhe afetou tanto. As adversárias das cabeças de chave número 1 na final, foram as chinesas Jie Zheng e Shengnan Sun. As italianas começaram atrás, mas conseguiram a virada por 3-6, 6-3, 10-5. Foi o quarto título do dueto italiano jogando junto no circuito, e o segundo no ano de 2011, já que venceram em Hobart, no mês de janeiro.

Bate-pronto:

- No Challenger de Midland, evento de $$ 100.000, nos Estados Unidos, a grande campeã foi a tcheca Lucie Hradecka, vice campeã em 2010. Em sua terceira final seguida no torneio de Michigan, a tcheca repetiu o sucesso de 2009,e ficou com o troféu ao bater a ascendente americana, Irina Falconi, por duplo 6-4. Falconi também ficou com o vice nas duplas, já que sua companheira, a também americana, Alison Riske, gripada, sequer entrou na quadra e o título ficou com a dupla formada por Jamie Hampton, dos EUA e Anna Tatishvili da Georgia;

- Outro evento de $$ 100.000 agitou a semana passada. Em Cali, na Colômbia, evento que serve como preparação para o WTA de Bogotá, também disputado no saibro, a grande campeã foi a qualifier romena, Irina Camelia Begu (foto), algoz da espanhola Laura Pous-Tio, sexta cabeça de chave. Begu ainda foi campeã na chave de duplas, ao lado da compatriota, Elena Bogdan, derrotando na decisão a russa Ekaterina Ivanova e a alemã Kathrin Woerle. O torneio contou com participações brasileira. A carioca Ana Clara Duarte chegou às oitavas de final, após derrotar a eslovena Masa Zec Peskiric, mas caiu em sets direitos, diante de Ekaterina Ivanova. Vivian Segnini também esteve na Colômbia, mas foi eliminada na segunda rodada do quali, diante da canadense Heidi El Tabakh. Na primeira rodada, a brasileira eliminou a eslovena Andreja Klepac;

- Em Estocolmo aconteceu um challenger de $$ 25.000, vencido pela jovem francesa Kristina Mladenovic. Mladenovic saiu da capital sueca com o segundo troféu seguido no ano, após bater a holandesa Arantxa Rus, segunda favorita, por 6/3 6/4. O torneio teve como principal cabeça de chave a sueca, Johanna Larsson, número 73 no ranking da WTA. Ao lado da bielorussa, Anastasiya Yakimova, Arantxa Rus sagrou-se campeã na chave de duplas;

- Nas quadras duras da California, em Rancho Mirage, a local Ashley Weinhold, de 21 anos, foi o grande nome do evento de simples, ao derrotar, em sequência, as irmãs Pliskovas e sair com o título do torneio de $$ 25.000. Kristyna bem que tentou vingar a eliminação da irmã Karolina, mas não foi páreo para a americana que venceu por 6-3 , 3-6, 7-5. Mesmo sem ser uma das favoritas na chave de duplas, a parceria formada pelas irmãs tchecas Karolina e Krystina Pliskova foi a campeã do torneio. Na decisão elas derrotaram as lucky losers, Nadeja Guskova, da Rússia e a polonesa Sandra Zaniewska.

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Sala de Troféus – As primeiras campeãs de 2011

Postado em Divã do Daszma

É chegada a hora de lançar a primeira coluna do blog, “A Sala de Troféus”. Essa é uma coluna que pretendo escrever toda semana. Mas não serão somente as principais jogadoras do mundo que pintarão por aqui, falarei também das campeãs dos Challengers da Federação Internacional de Tênis, e, eventualmente, dos Futures quando a campeã for brasileira.

A nossa “Bragging Room” estreia já com uma coleção de troféus. A primeira semana de competições do ano é sempre atípica, não só pela falta de ritmo das atletas, mas também porque também são jogados eventos amistosos, que atraem grande parte do público, da mídia e das atletas. A corrida pelos primeiros pontos da temporada começou na australiana Brisbane, e em Auckland, na Nova Zelândia. Mas muitas tenistas importantes no circuito preferiram fazer um aquecimento mais light, e acabaram optando pelas exibições em Hong Kong (Tennis Classic 2011) e Perth (Hopman Cup).

A zebra já pintou logo na primeira semana. Petra Kvitova da República Tcheca e a húngara Greta Arn, derrotaram as favoritas de seus eventos e sagraram-se campeãs do torneio de Brisbane e Auckland, respectivamente. Kvitova e Arn largam na frente na corrida por Istambul e Bali.

O primeiro troféu de simples de 2011 foi levantado em Auckland, quando Greta Arn derrotou a campeã de 2010, Yanina Wickmayer, e conquistou seu segundo troféu da carreira. Foi uma conquista com muitos méritos: A húngara esteve muito perto de ser eliminada logo em seu segundo jogo no torneio, contra a oitava favorita, a sueca Sofia Arvidson, quando teve que salvar cinco match points. Depois Arn derrotou na sequência, sempre em dois sets, mais três cabeças de chave: Maria Sharapova (#1), Julia Goerges (#4) e, por fim, Yanina Wickmayer (#2). Nas duplas, o título ficou com as principais cabeças de chave to torneio, a eslovena Katarina Srebotnik – que abandonou recentemente as competições de simples – e a tcheca Kveta Peschke.

Novamante Petra Kvitova mostrou que os ares australianos lhe fazem muito bem, a tcheca derrotou jogadoras de renome como Petrova, Cibulkova e Pavlyuchenkova para chegar à final do torneio contra a alemã Andrea Petkovic, que também estava jogando um tênis de altíssimo nível. Na grande final, a Kvitova manteve a postura agressiva, acuando a alemã no fundo de quadra, disparou winners de todos os cantos da quadra, venceu o jogo em dois sets, e conquistou o segundo troféu na carreira e o segundo na Austrália – o primeiro foi conquistado há quase dois anos na cidade de Hobart. O torneio de duplas foi decidido com um embate entre russas e polonesas, melhor para Anastasia Pavlyuchenkova e Alisa Kleybanova que levaram a melhor sobre Klaudia Jans e Alicja Rosolska. As Russas conquistaram o primeiro troféu profissional jogando juntas, mas no circuito juvenil elas já haviam conquistado o U.S Open, em 2006.

Bate-pronto:

- Bethanie Mattek-Sands e John Isner mantiveram a supremacia dos Estados Unidos na Hopman Cup ao derrotarem a equipe belga formada pela campeoníssima Justine Henin e pelo inexpressivo Ruben Bemelmans. Escalada para substituir Serena Williams, Beth Mattek-Sands não fez feio, a extravagante amaricana venceu todos os seus jogos de simples na primeira fase. Na grande final, Mattek-Sands vendeu caro a derrota para Henin, mas foi fundamental na decisão de duplas mistas, levando, por várias vezes, a melhor nas trocas de bola com Bemelmans;

- As maiores estrelas da WTA preferiram esquentar as turbinas na fria Hong Kong. Caroline Wozniacki, Vera Zvonareva, Venus Williams e Na Li, entre outras, disputaram por quatro dias o Tennis Classic 2011. A final foi decidida entre a equipe da Europa (Wozniacki, Aravane Rezai e Stefan Edberg) e a Rússia (Vera, Maria Kirilenko e Yevgeny Kafelnikov). A Rússia venceu 3 dos 4 confrontos, inclusive as partidas de simples no feminino – Kirilenko bateu Rezai em três sets, e Zvonareva atropelou Wozniacki em 56 minutos, 61 60 – e conquistou o bicampeonato do torneio chinês;

- O único evento da série Challenger da semana, disputado na cidade chinesa Quanzhou (50 mil), será decidido apenas nessa madrugada, entre a atleta local, Jing-Jing Lu e a francesa Stephanie Foretz Gacon. Nas duplas o título ficou com a parceria formada pelas chinesas Wang-Ting Liu e Sheng-Nan Sun;

Editado às 10:15 do dia 09/01/11: Jing-Jing Lu salvou 5 match points, e depois de sair de 3/6 1/5, derrotou a francesa Stephanie Foretz Gacon por 3/6 7/6(2) 6/3.

Imagens: Zimbio Images