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Posts com a tag ‘Novak Djokovic’

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VárzeaCast 2×14: ATP World Davis no Rio

Postado em VárzeaCast

Olá, ouvintes!

Mais um VárzeaCast na área, desta vez em clima de fim de temporada / despedida de ano / depressão pré-fim-do-mundo.

Neste cast falamos rapidamente sobre como foi o ATP Finals, da final da Copa Davis entre Espanha e República Tcheca e também sobre a exibição entre Djokovic e Guga, que contou com a presença ilustre dos nossos membros Marden Diller e Sheila Vieira.

Até a próxima!

Não esquecam de comentar aqui, no Twitter com a hashtag #varzeacast ou no 40-love!
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Neste podcast:
00:30 – Apresentações
01:29 – ATP World Tour Finals
18:19 – Copa Davis
26:17 – Djokovic no Rio
34:12 – Marden e Sheila: o encontro
36:14 – Despedidas
38:39 – Bloopers
(mais…)

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Gigante

Postado em Golden Racket

Tentar decifrar o caráter de um tenista a partir de suas atuações em quadra pode ser perigoso. Um gênio das raquetes pode se mostrar um milionário muquirana na vida real, como Pete Sampras (pelo menos, na versão de Andre Agassi). Mas, às vezes, um jogador simplesmente é o que é. E, à medida que nos é dado contemplar a sua evolução, acompanhar sua jornada e seu exemplo de vida, acabamos descobrindo que o tênis bonito era apenas o começo.

Eu tenho uma confissão a fazer: eu amo Novak Djokovic. Talvez seja porque ele passou a infância se refugiando de bombas em um país arrasado pela guerra. Ou porque ele é palhaço, bem-humorado e brincalhão. Ou porque ele obriga seu patrocinador a lhe fornecer roupas nas cores do seu país, as quais ele gloriosamente enverga durante todo o ano, e não apenas na Copa Davis. Ou porque ele aparece em cadeia nacional para meter o bedelho nos assuntos políticos do seu país. Ou porque ele consegue viver sem glúten. Ou porque ele não se importa de ser chamado de croata por um apresentador (obviamente) português. Ou porque, quando todo mundo discutia quem era o melhor entre Roger Federer e Rafael Nadal, ele foi lá e fez aquilo tudo que vocês já conhecem.

No seu próprio estilo de jogo, Nole personifica o exemplo de vida que parece cultivar desde pequeno: nunca desistir. Não existe bola perdida. Não existe jogo perdido. O que existe é perseguir o seu melhor a cada dia. Na busca dessa perfeição, Nole tem crescido em maturidade e perdido um pouco da irreverência. Tem sido mais operário e menos showman. Seu tênis tem sido mais consistente (OK, às vezes chato) e menos espetaculoso. Novak Djokovic é um cara que sabe o que realmente importa.

E ontem, em Monte Carlo, ao entrar em quadra horas depois de receber a notícia do falecimento de seu avô, Nole deu mais uma demonstração de que tipo de essência ele é feito. Nunca desistir. Perseguir seu melhor a cada dia. Ser motivo de orgulho para seu país, para sua família. Onde quer que eles estejam. Após fechar um jogo amarrado contra Dolgopolov, Nole ergueu os braços para os céus e chorou. Dedicou a vitória – muito mais grandiosa do que os 3 sets jogados em quadra – ao avô. Porque a vitória era o melhor que ele poderia oferecer a um ente querido que se foi. E porque é isso que Nole faz com os desafios que a vida lhe impõe: dobra-os, sublima-os, supera-os.

Os desafios, aliás, têm que ir enfrentar Nole preparados para uma batalha de cinco sets. Do outro lado da rede há um gigante. No tênis e na vida.

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O Melhor da História

Postado em Golden Racket

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Não fui eu quem disse. Novak Djokovic nem tinha conquistado seu segundo título de Grand Slam da carreira quando seu compatriota e entertainer de plantão Janko Tipsarevic disparou no Twitter:

@TipsarevicJanko Repeating..With all respect to all other great competitors that this country had,Novak Djokovic is the best sportsman in our history…

@TipsarevicJanko Repetindo… com todo respeito a todos os outros grandes competidores que este país teve, Novak Djokovic é o melhor atleta da nossa história.

Ah, o amor entre os sérvios.

O feito de Novak Djokovic, que se sagrou bicampeão do Aberto da Austrália neste domingo, coroa um tenista que é aclamado em todo o mundo e absolutamente idolatrado na Sérvia. E não é para menos.

Nole nasceu em um país castigado pela mais sangrenta guerra da história ocidental recente, que se arrastou desde o início dos anos 90 até poucos anos atrás, e resultou no esfacelamento da antiga Iugoslávia. As novas nações que emergiram desse conflito, entre elas a Sérvia, herdaram um verdadeiro caos social, político e econômico, além de uma longa estrada de reconstrução pela frente. Como se tudo isso não bastasse, os sérvios ainda são julgados historicamente culpados pelos horrores da guerra dos Bálcãs, e a comunidade internacional normalmente põe na conta do povo sérvio as barbáries perpretadas pelo ditador Slobodan Milosevic.

Herói nacional na Sérvia.

Foi a esse país ferido, carente de exemplos e de ídolos, que Novak Djokovic ofereceu glórias no esporte como nenhum sérvio havia feito antes dele. Os esportes mais populares na Sérvia sempre foram os coletivos, e suas maiores conquistas tinham ocorrido quando o país ainda competia sob a bandeira iugoslava. As seleções iugoslavas de basquete, polo aquático e vôlei masculino conseguiram o ouro olímpico.

Mas foi Djokovic quem conseguiu transformar o tênis num dos esportes mais populares do país. Ele foi o pioneiro, o primeiro a pavimentar o caminho que viria a ser seguido por tenistas como Ana Ivanovic, Jelena Jankovic, o próprio Janko Tipsarevic, Viktor Troicki, entre outros, transformando a Sérvia em uma das grandes potências do tênis mundial. Foi Djokovic que, em 2007, se meteu entre os 5 melhores do ranking da ATP, para nunca mais sair. É Djokovic quem tem ameaçado a hegemonia de Nadal e Federer nos últimos anos. Aliás, é Djokovic que está apenas 85 pontos atrás de Federer após vencer seu segundo título de Grand Slam, prestes a arrebatar a vice-liderança do ranking.

Sérvio dos pés à cabeça.

E como se não bastasse tudo isso, Novak Djokovic conduziu a equipe sérvia a um feito histórico: o título inédito da Copa Davis. Nole venceu suas duas partidas e ajudou a Sérvia a bater a França por 3 a 2 numa batalha épica na Arena Belgrado.

Carregado na festa da Davis em Belgrado.

Mas não para por aí. A influência de Djokovic sobre o tênis sérvio não se resume aos títulos. Após a vitória histórica da Sérvia na Copa Davis, Djokovic foi a público para pedir mudanças no comando da federação sérvia de tênis. Além disso, fora da quadra Nole atua no desenvolvimento do tênis sérvio e atualmente está engajado no projeto de um centro nacional de tênis para o país.

A relação de amor de Djokovic com a Sérvia é tão intensa que, em seu discurso hoje após receber o troféu do Aberto da Austrália, Nole dedicou o título ao seu país, sob os aplausos da também sérvia Ana Ivanovic.

Djokovic é isso: talentoso, irreverente, dono de resultados expressivos dentro de quadra, entusiasta do esporte, engajado, patriota, guerreiro e vitorioso. É por tudo isso que os sérvios amam Novak Djokovic. E nós também.

Quebra tudo, Djokovic! Bicampeão do Aberto da Austrália.

Djokovic não ganhou hoje apenas o título do Aberto da Austrália. Pelas mãos do twitteiro Tipsarevic, o Golden Racket entrega a Nole o Troféu de Melhor Atleta Sérvio da História. Longa vida ao nosso campeão!

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Sérvia vira contra a França e conquista titulo inédito na Copa Davis

Postado em Notícias

Globoesporte.com

Viktor Troicki iria assistir ao último dia da Copa Davis do banco de reservas. Mas, chamado para substituir Janko Tipsarevic, acabou sendo o personagem principal de uma conquista histórica para seu país. Depois de ver Novak Djokovic empatar o duelo com a França, ganhou neste domingo a missão de tentar parar um embalado Michael Llodra, substituto de Gilles Simon. Venceu por 6/2, 6/2 e 6/3 e deu à Sérvia o inédito caneco da competição, em Belgrado. Uma vitória de virada, por 3 a 2, na série melhor de cinco.

Leia a íntegra aqui.

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Os melhores do ATP Finals

Postado em Golden Racket

Os 8 melhores tenistas do ano se encontraram semana passada em Londres para disputar o torneio de encerramento da temporada, o ATP Finals. Pode-se dizer que a nata da ATP esteve nas quadras londrinas durante os últimos sete dias.

Mas como para desfilar sobre o red carpet do Golden Racket não basta apenas ser a nata, nós selecionamos o melhor do melhor, o créme de la créme. Com vocês, os melhores do ATP Finals:

Troféu Charlie Brown – ANDY MURRAY

O britânico que não entende nada de futebol se sentiu em casa na Inglaterra, apesar de ser escocês, e aprontou. Tietou Maradona (que deu um drible no garoto e preferiu a companhia de outro craque – Roger Federer), estrelou uma das melhores partidas do ano contra Rafael Nadal, mas acabou se destacando mesmo pela roupinha de inspiração brit. Peraí, inspiração brit?

Não sobrou título pra Andy Murray, mas ele podia ter levado pelo menos um Snoopy de pelúcia pra casa. Porque com essa camisa, Murray arrebata o Troféu Charlie Brown. Dispensa maiores explicações, certo?


Troféu Noiva Cadáver – ROBIN SODERLING

Membro do G4 de fato mas não de direito quando chegou a Londres, se Soderling jogasse no Brasileirão, seria aquele time que chega em quarto mas não leva a vaga pra Libertadores. O fato é que ainda é difícil não considerar o sueco um estranho no ninho do Quarteto Fantástico, onde Nadal, Federer, Djokovic e Murray parecem ter fincado raízes. Tanto é que, após a campanha no último torneio da temporada, o moço caiu para uma quinta posição bem mais condizente com o status quo do tênis atual.

Mas se Soderling dentro de quadra também não fez muito pra mudar a opinião geral, jogando um tênis meio mortinho, pelo menos fora dela ele estava muito bem acompanhado. Ou não.

E aqui o Golden Racket tem um agradecimento especial a fazer à inspirada transmissão brasileira do ATP Finals. Atrapalhados com as celebridades filmadas durante os jogos, escorregando na pronúncia dos nomes e demorando aquele tempinho básico da busca no Google pra nos dizer quem eram os famosos, os narradores e comentaristas do SporTV deram um show à parte. Mas nada superou o nome carinhoso dado à noiva de Robin Soderling.

Com um empurrãozinho da TV a cabo brasileira, o Golden Racket concede o Troféu Noiva Cadáver a Robin Soderling e sua noiva, Jenni Mostrom. Ou Jenni “Monstro“, na narração de Eusébio Rezende.

Troféu Colírio – NOVAK DJOKOVIC

Precisa dar maiores explicações? Tipo: “Novak Djokovic” e “colírio” na mesma frase. A associação é imediata, não?

Mas dessa vez não foi a beleza deslumbrante do sérvio que botou um trofeuzinho Golden Racket nas suas mãos. Nole realmente precisou de colírio durante o seu jogo contra Rafael Nadal. Aliás, ele se lavou em colírio. Praticamente tomou banho de colírio. E não adiantou.

O sérvio realmente está zicado. Dentro de quadra, Djokovic já foi acometido por ataques de asma, problemas estomacais, intolerância ao calor… e quando parecia que mais nada podia acontecer, eis que a lente de contato do garoto resolve pentelhar. E justamente num jogo que ele estava dominando contra Rafael Nadal.

As lentes de contato de Djokovic começaram a incomodar no final do primeiro set e não deixaram o sérvio em paz até o fim do jogo. Djokovic foi ao banheiro para trocá-las, chamou o trainer, pingou um frasco inteiro de colírio e nada. Atormentado, praticamente entregou o jogo pra Nadal.

Djokovic literalmente perdeu o foco no jogo contra o espanhol. E para que Nole não precise aparecer de tapa-olho de novo, o Golden Racket passou ali na farmácia e trouxe para ele o Troféu Colírio. Ah, e ele vem com um galhinho de arruda de brinde. Se joga, Djokovic!


Troféu Serena Williams – RAFAEL NADAL

A diva do torneio foi, sem dúvida, Rafael Nadal. Terminando o ano como número 1 do mundo, com uma vantagem de mais de 3 mil pontos sobre o segundo colocado, trazendo 3 torneios de Grand Slam na bagagem… só faltava mesmo ganhar o último torneio da temporada pra completar sua coleção de troféus e fechar o ano com chave de ouro.

E o desempenho do espanhol foi realmente digno de Serena Williams: começou arrasando todos os adversários no Round Robin, bateu Murray nas semifinais, em um dos melhores jogos do ano, e carimbou o passaporte para a final dos sonhos contra Roger Federer.

No meio do caminho, Rafa ainda desfilou roupas espalhafatosas

e bateu boca com o árbitro de cadeira (qualquer semelhança com Serena é mera coincidência).

Para completar a performance à la Serena, só ficou faltando… ganhar o torneio.

Bom, isso a atuação magistral de Federer na final não deixou. Mas Nadal ainda pode se redimir e usar em 2011 um outfit inspirado no famoso modelito catwoman de Serena, ou quem sabe seguir o exemplo da moça e posar à vontade na capa da ESPN Magazine, que a gente deixa por isso mesmo.

Enquanto isso – e enquanto Federer não encosta de vez no espanhol – Rafa pode curtir seu momento número 1 absoluto do universo e astro do Golden Racket, que o Troféu Serena Williams é seu!

Troféu Toureiro – ROGER FEDERER

Rafael Nadal chegou a Londres como um verdadeiro touro miúra, soltando fogo pelas ventas e louco pra detonar qualquer adversário que aparecesse pela frente. Pior ainda, veio no estilo Serena Williams.

Não é pra menos. O título do ATP Finals era o único troféu importante que o espanhol ainda não detinha. Seu maior rival, Federer, vinha de um ano meia-boca. A arena estava armada para o espanhol brilhar.

Estaria tudo perfeito se Federer não tivesse decidido jogar algo perto de seu melhor tênis na final. O que, em se tratando de Federer, significa perto da perfeição.

O suíço, vestido a caráter de vermelho-flamenco, executava golpes fantásticos, enquanto o touro miúra corria enfurecido e tentava em vão abater o capote vermelho que sacolejava do outro lado da rede. Olé!

Por ter toureado com maestria o número 1 do mundo, por reacender a maior rivalidade do tênis atual e por nos devolver a esperança em ver uma luta épica pelo topo do ranking em 2011, nosso herói Roger Federer leva pra casa o Troféu Toureiro!

E este foi o fim apoteótico de uma temporada eletrizante. O Australian Open está logo ali na esquina, e o Golden Racket vai estar a postos, de olho em quem vai continuar brilhando em 2011.

O Golden Racket altruisticamente se oferece para dar um banho de sal grosso em Novak Djokovic.

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Avassalador

Postado em Saque e Voleio

Ninguém chega ao topo por acaso, diz o clichê. A não ser, é claro, que beba uma polyjuice potion (em português, “poção polissuco” – sim, vou continuar com as menções a Harry Potter nesta semana). Brincadeiras à parte, Rafael Nadal deu mais uma demonstração do que o separa de tenistas como Novak Djokovic. Tecnicamente, o espanhol não é tão superior assim ao sérvio. Explicando melhor, não é tão melhor a ponto de justificar o 16 x 7 em confrontos diretos.

Mentalmente, porém, Nadal está alguns níveis acima. Quando tem uma chance, raramente deixa passar. Hoje, mesmo passando um aperto nos primeiros games, se sustentou. Aos poucos, entrou no jogo, pegou o tempo da bola de Djokovic e passou a equilibrar as trocas de bola do fundo da quadra.

O sérvio se incomodou com algo que entrou em seu olho (o famoso cisco!) e cedeu uma quebra. Mesmo assim, teve três break points no 12º game – todos foram salvos com pontos impecáveis de Nadal. E o número 1 venceu o set. E foi só depois disso que Nadal mostrou sua maior qualidade.  Enquanto Djokovic seguia reclamando, o número 1 viu a janela para a vitória escancarada e entrou avassalador e criando pânico - como uma onda de arrastões numa cidade por aí.

Número 3 do mundo, Djokovic pouco pôde fazer. Quando saiu do estado de calamidade, perdia a segunda parcial por 4/0 e passou a distribuir pancadas. Salvou dois games de saque, mas nem assustou nos serviços do espanhol.

Coisas que eu acho que acho:

- Na outra partida do dia, a passividade de Andy Roddick espantou. Conformado em trocar bolas do fundo, o americano viu Tomas Berdych vencer o primeiro set depois de salvar dois set points e ganhar confiança. Agredindo – a acertando – mais, o tcheco não teve dificuldades na segunda parcial. Roddick agora respira por aparelhos.

- Na primeira frase, escrevo que ninguém chega ao topo por acaso. Só para esclarecer:  realmente acredito nisso. Até quando divago sobre a WTA.

- Toda vez que alguém cita a vantagem em confrontos diretos que Nadal leva sobre Djokovic (ou Federer), alguém rebate que a maioria dos jogos foi no saibro. No caso específico do sérvio, foram nove jogos no saibro. E em quadras duras, Nadal venceu os jogos que valiam mais. As semifinais das Olimpíadas de Pequim e a final do US Open. Assim, já passou da hora de encerrar esse assunto, não?

- Foi realmente lamentável o que aconteceu última caixinha de comentários. Teve mais gente escrevendo sobre as minhas menções a Harry Potter do que sobre tênis. Deixei rolar, mas já deu, né? É bastante desagradável dedicar um tempo a escrever sobre tênis (ou qualquer outro tema) e ler pessoas desvirtuando a intenção da caixinha.

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Nadal ou Djokovic?

Postado em Saque e Voleio


Não há muito que dizer sobre a atuação de Roger Federer sobre Andy Murray. O suíço começou melhor, dominou seus games de saque (nenhum break point cedido) mesmo sem um grande aproveitamento no fundamento, e ainda abriu o segundo set com outra quebra. O escocês desanimou ainda no começo da parcial, deixou Federer abrir 4/0, e aí, amigo…

Aliás, o resultado foi ótimo para enterrar de vez a história de que a quadra está muito lenta. Se Federer conseguiu fazer o escocês, um mestre em contra-ataques, ficar com cara de Harry-Potter-em-uma-vassoura-desgovernada-durante-um-jogo-de-Quidditch, é sinal de que a superfície não está tão vagarosa a ponto de beneficiar demasiadamente quem gosta de longas trocas de bola. Essa impressão, que ficou depois que Roddick foi passado mais de 15 vezes por Nadal, já está apagada. E não vale comparar o suíço e o americano ali na rede.

Com a vitória de Soderling sobre Ferrer, a classificação de Federer foi adiada, mas é difícil imaginar que o suíço fique fora das semifinais. A combinação de resultados para que isto aconteça é um tanto improvável – Soderling tem que vencer Federer por 2 a 0, algo que nunca aconteceu, e Murray precisa bater Ferrer sem perder sets. E mesmo assim, o suíço teria de perder de ambos no saldo de games, o que deixa sua eliminação tão provável quanto fazer uma coruja levar correspondência da Tijuca até o Leblon.

A grande questão, pelo menos para mim, neste momento, é quem será o adversário de Federer nas semifinais. Nadal ou Djokovic? Sim, Roddick corre por fora, e Berdych ainda está vivo, mas nenhum dos dois empolgou na primeira rodada do Grupo A.

Então, deixo duas perguntas. A primeira, só para os fãs de Federer: “Quem você prefere que o suíço enfrente nas semifinais?”. A segunda, para todos: “Quem será o rival de Federer nas semifinais?”. Use a caixinha e responda.

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Reparo

Postado em Saque e Voleio

Se havia algo de errado com Rafael Nadal no primeiro set do jogo contra Andy Roddick, o espanhol tratou de resolver nas parciais seguintes (daí o nome de outro encanto da série Harry Potter no título deste post). A partida, disparada a mais interessante desta primeira “rodada” em Londres, não teve alto nível técnico, mas foi um bom teste para o espanhol.

É bom lembrar que o número 1 vinha de mais de um mês de pausa, e um evento como o ATP Finals, que não dá muitas chances para que alguém adquira ritmo, não é exatamente o lugar ideal para um retorno assim. E diante de um sacador como Roddick, a tarefa parecia bastante complicada. Com as duplas faltas e a quebra cedida no começo do jogo, pior ainda.

Nadal demorou, mas encontrou uma maneira de sobreviver. Usou bem a quadra lenta e apostou nas bolas altas (algum leitor engraçadinho vai aplicar o wingardium leviosa aqui, eu sei). Roddick colaborou, agindo como se estivesse sob um petrificus totalus cada vez que ia à rede, levando uma passada atrás da outra. Mesmo assim, o americano teve uma quebra de vantagem no segundo set. Roddick deixou a chance passar, e Nadal não perdoou.

Fosse outro o adversário, talvez o espanhol não tivesse a mesma sorte. Mas o fato é que Nadal escapou de uma derrota e de mais um começo desanimador em um ATP Finals. A atuação não foi lá das mais brilhantes, mas foi o bastante para manter o número 1 vivo e com boas chances de avançar às semifinais – com mais ritmo de jogo.

No outro jogo do dia, Tomas Berdych não foi sombra do tenista que derrotou o mesmo Novak Djokovic em Wimbledon. E, sendo bem sincero, o tcheco não joga lá muito bem desde o Slam britânico.  O sérvio, por sua vez, se entendeu bem com a superfície de jogo. Errou pouco, fez o básico e avançou sem sustos.

Pelo que vi até agora, Murray e Djokovic me empolgam mais do que os outros. Federer fez uma bela partida contra Ferrer, mas ainda paira a dúvida de como o suíço lidará com Murray e, eventualmente, Nadal em uma quadra mais lenta do que a maioria. A partida desta terça contra o escocês será um lumos na questão.

Quanto ao espanhol, é preciso saber o quanto ele é capaz de evoluir nesta semana, jogando contra adversários que não lhe darão muitas chances. Se vencer Berdych, pelo menos, deve garantir uma vaga na semifinal. Quem sabe contra Federer? Faz tempo, não?

Coisa que eu acho que acho:

- Bárbara Galiza levantou uma boa questão no Twitter hoje. A quadra de Londres é tão lenta quanto parece? Ou será que vemos o piso lento porque nossa referência mais próxima é a superfície bem rápida usada em Paris? Acho que é um pouco de cada.

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A prova dos oito

Postado em Divã do Daszma

Nadal

Com o fim do ano se aproximando é também a hora das provas finais. Foram muitas semanas de exercícios, simulados, provas importantes, outras nem tanto, tudo visando a grande prova final. É o momento de ver quem será o aluno que mais se destacará e quem terá que passar mais horas nas quadras durante as férias natalinas. Os oitos melhores se classificaram para o Exame final, mas apenas um conquistará o cobiçado prêmio, que pode chegar a pouco mais de US$ 1.500 e 1500 pontos no ranking. Nada mal, não?!

Também está em jogo uma generosa pitada de confiança para a pré-temporada e o sentimento de dever cumprido em 2010. Um mau resultado pode gerar incertezas no aluno e alterar o calendário das férias escolares. E, claro, horas no divã, ao invés de curtir uma boa praia com sol, sombra e água fresca.

Ao fim da exaustiva temporada, cada um dos alunos chega com um sentimento diferente ao exame final, cada um deles tem razões bem distintas para estar na disputa e para se esforçar ao máximo para levar todos os prêmios para casa.

O grupo dos nerds é liderado por Rafa Nadal que, como esperado, chega ao exame final com a média altíssima, venceu 3 dos 4 principais exames do ano e se poupou fisica e mentalmente. O grande teste para o espanhol, além de derrotar os outros concorrentes, é ver se a adaptação que o levou à histórica conquista em Nova Iorque será o suficiente para vencer também nas rápidas quadras cobertas londrinas. Roger Federer tentará provar que a derrota em Paris foi apenas mais uma demonstração de que há algo sobrenatural no Palácio de Bercy. O suíço carece de um resultado expressivo nas provas importantes, o último foi há quase um ano na Austrália. O sérvio Novak Djokovic chega ao exame final menos badalado do que de costume, muito em razão da surpreendente derrota para Michael Llodra em Paris. Uma má campanha em solo londrino poderá abalar a confiança de Nole e prejudicar a equipe da Sérvia, que disputa, já na semana seguinte ao ATP Finals, o título da Copa Davis com a França. Recém chegado ao grupo dos 4 melhores, o sueco Robin Soderling tentará provar que o título na semana passada, mesmo tendo derrotado apenas um top 10, não foi mero golpe de sorte.

Berdychfanfarrão

A turma do fundão que se classificou promete dar trabalho. Até pouco tempo atrás Andy Murray era o patinho feio dos nerds, por ser o único sem um troféu de Grand Slam. O ano do escocês não foi dos melhores, e, mais uma vez, ele terá a chance de se redimir em casa diante de sua torcida. Único estreante no exame final, o tcheco Tomas Berdych chega ao torneio final por ter feito ótimas campanhas em Roland Garros (semifinal) e Wimbledon (vice-campeão). Berdych parece ser o mais fanfarrão da turma do fundão, mas tentará provar que os ares londrinos lhe fazem muito bem. O espanhol David Ferrer chega ao ATP Finals devido à sua habitual regularidade no fundo de quadra. Ferrer quer provar que não será o bônus que todos apostam. O espanhol é guerreiro e promete vender caro cada derrota. Pela oitava vez seguida, o americano Andy Roddick disputará o torneio final. A-Rod tentará provar que seus potentes saques podem levá-lo à inédita conquista no exame final.

Quem levará nota 10 no exame final? E quem terá motivos para se preocupar durante as férias de fim de ano?

Bate-pronto:

- O sorteio dos grupos colocou de um lado Nadal, Djokovic, Berdych e Roddick; e de outro, Federer, Soderling, Murray e Ferrer. Teoricamente, o segundo grupo é mais equilibrado, mas Nadal tem em seu grupo três adversários com características que se adaptam melhor às quadras rápidas cobertas. Será um grande teste para o espanhol que se poupou bastante depois da conquista em NY.

- Começou ontem o challenger de Niterói disputado em quadras de saibro. A carioca Ana Clara Duarte, principal esperança brasileira, venceu em sets diretos a argentina Aranza Salut, 63 64. Clarinha aproveitou que a adversária estava afobada e, mais consistente, saiu com a vitória. Na próxima rodada a adversária será a austríaca Tina Schiechtl, que eliminou a brasileira Monique Albuquerque. Convidada pela organização, a pernambucana Teliana Pereira derrotou a lucky loser francesa Elixane Lechemia, por duplo 62. Teliana vem numa boa crescente e pode ir longe nesse torneio. Fica a torcida do blog para um título brasileiro em Niterói.

- Na semana passada, a Federação Russa de Tênis elegeu os melhores do esporte em 2010. Entre as mulheres os destaques foram Vera Zvonareva, melhor tenista profissional, e Daria Gavrilova, melhor juvenil. Títulos merecidos, já que Vera chegou a duas finais de Grand Slam e a vice-liderança do ranking feminino, e Gavrilova venceu as Olimpíadas juvenis e o U.S. Open da categoria. A federação elegeu Mikhail Youzhny como melhor entre os homens.

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Melhor que o original

Postado em Golden Racket

Imitação no tênis é com Novak Djokovic. Rafael Nadal, Pete Sampras, Andy Roddick e Maria Sharapova estão entre os nomes que o sérvio já personificou em quadra – diga-se de passagem, de maneira divertidíssima. Não é por acaso que o moço acabou ganhando o apelido de Djoker.

É verdade que outros já tentaram, mas até agora ninguém havia conseguido igualar as imitações de Djokovic. Foi preciso que um jogador aposentado aparecesse para dar um lob no sérvio com a imitação definitiva.

Clássico representante do estilo saque e voleio, o atual capitão da equipe australiana na Copa Davis Patrick Rafter subiu à rede e simplesmente arrasou:

15/0 – escolheu imitar o mito Roger Federer;

30/0 – reproduziu um dos comerciais esportivos mais comentados dos últimos tempos, onde Federer, à lá Guilherme Tell, usa sua raquete e uma bolinha para acertar uma latinha de refrigerante sobre a cabeça de uma vítima;

40/0 – fez tudo isso apenas de CUECA.

GAME, SET, MATCH Patrick Rafter.

Ah, alguém aí reclamou que a imitação do australiano deu um pouquinho errado. E por acaso alguém estava prestando atenção na bolinha? Bolinha? Que bolinha???

Pela imitação inesquecível de Roger Federer, o troféu Novak Djokovic de Melhor Imitação vai para… Patrick Rafter!

O Golden Racket é extremamente a favor de uma reforma previdenciária global que garanta a todos os aposentados do planeta o direito de ficarem iguaizinhos ao Patrick Rafter.