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Memórias do Deserto

Postado em Divã do Daszma


Indian Wells está longe de ser Tashkent, que é a sede de torneios da WTA mais afastada da costa marítima, pelo contrário, o complexo encontra-se a poucas dezenas de quilômetros da badalada L.A. e do Oceano Pacífico. Considerado o quinto Grand Slam do ano, ao lado do seu irmão gêmeo, o WTA de Miami, o torneio que possui o mesmo tamanho de chave de um Major, é disputado em meio ao deserto Californiano. Se muitas tenistas reclamam da influencia constante do vento nas partidas e do calor e ar seco, muitas adoram o fato de poderem se concentrar melhor para os jogos, já que não existe muitas distrações em torno do complexo. Deixando um pouco de lado a geografia da Costa Oeste dos EUA, vamos falar do que mais marcou o torneio de Indian Wells.

Número 1 do mundo, Caroline Wozniacki, aquela que estaria fadada a não conquistar os grandes torneios devido ao seu jogo “extremamente defensivo”, foi a rainha do torneio californiano. Primeiro, por brilhar, no sentido literal da palavra, na festa do evento. Ok, não foi um ponto alto da Carol, como destacou Bê Arruda, mas a dinamarquesa marcou presença. Depois, ai sim, um golaço da loirinha, Carol, juntamente com sua amiga e adversária da partida quartas de final, Victoria Azarenka, homenageou as vitimas dos terremotos e Tsunamis do Japão, emocionando a todos que assistiam à partida. Por fim, para fechar a participação com chave de ouro, Carol venceu o torneio ao derrotar Bartoli em três sets, conquistando o segundo troféu na temporada e o 14º na carreira.

Kim Clijsters, Victoria Azarenka e Anna Chakvetadze, não terão boas lembranças dessa edição do premier de Indian Wells. As duas primeiras porque tiveram que largar suas partidas em virtude de contusões. Kim sentiu o ombro direito no duelo de oitavas de final contra Bartoli e, mesmo vencendo a partida por um set a zero, não conseguiu concluir a vitória e abandonou quando a francesa liderava o segundo set com uma quebra de vantagem. Já a bielorussa, que sejamos honestos tem um vasto histórico de contusões e abandonos, jogou apenas três games antes de sentir uma lesão na perna no jogo contra a Best-friend-forever, Caroline Wozniacki. A russa Anna Chakvetadze, ex-top 5 da WTA, voltou a assustar seus fãs ao não se sentir bem durante a partida contra Kirilenko, o que culminou com mais um abandono. Chakvetadze que já desmaiara em Dubai quando sacava para empatar a partida contra Wozniacki, sofreu novo desmaio dessa vez poucos minutos depois do abando na Califórnia. Dias depois, a russa divulgou em seu facebook que sofre de uma síndrome que provoca desmaios e que iria se tratar, o que afastará das quadras até o WTA de Stuttgart, provavelmente.

Se a fase não é boa nas partidas de simples, Elena Vesnina ganhou um motivo para sorrir. A russa, que no ano passado conquistou o vice campeonato de Wimbledon na chave de duplas, ao lado de Zvonareva, se juntou à indiana Sania Mirza e venceu o torneio de duplas em Indian Wells. Na final elas derrotaram as favoritas Bethanie Mattek-Sands e Meghann Shaughnessy, que contavam com o apoio da torcida local. Antes mesmo da partida final, o dueto russo-indiano anunciou que a parceria se manterá, pelo menos, até o torneio de Wimbledon. Vida longa à dupla.

Antes da festa do evento, algumas tenistas disseram quais são as músicas que elas estão ouvindo ultimamente. Confira o que embala Wozniacki, Azarenka, Clijsters, Zvonareva, Cornet, Radwanska, entre outras estrelas do tênis feminino.

Bate-pronto:

- O caribe foi o destino daquelas que foram precocemente eliminadas em Indian Wells e preferiram continuar em atividade. No CH de Nassau, nas Bahamas, evento de maior grandeza da série Challengers, a grande campeã foi uma zebraça. A bielorussa Anastasiya Yakimova venceu o torneio que tinha nomes como Petra Kvitova, Tsvetana Pironkova, Timea Bacsinszky, entre outros. Detalhe, sem perder nenhum set nas partidas contra Flipkens, Rodionova, Rus, Rybarikova e Kerber. Sensação da temporada, a tcheca Petra Kvitova foi ao Caribe mesmo para relxar, tomar um banho de sol, de mar… só isso para explicar a derrota de primeira rodada contra Kristina Barrois, 61 57 36. Nas duplas, vitória das principais favoritas, a sul-africana, Natalie Grandin e a tcheca Vladimira Uhlirova.

- No outro evento CH da semana, em Sanya, na China, o título ficou com Zhang Ling, de Hong Kong. Oitava cabeça de chave da competição de 25 mil, que tinha como principal favorita a bela Mandy Minella de Luxemburgo, Ling não se intimidou diante da ucraniana/francesa Iryna (ex-Kuryanovich) Bremond, e venceu a final em três sets, 36 76(4) 64. Pelo menos nas duplas, Bremond teve sorte diferente, ao lado da croata Ana Mijacika, venceu quatro jogos e se sagrou campeã.

- Três brasileiras se destacaram na semana, duas delas levantaram troféus. A simpatíssima, Vivian Segnini, chegou às quartas de final do Future de Metepac, no México, disputado em quadras rápidas. A pernambucana Teliana Pereira, que perdeu grande parte da temporada passada recuperando-se de uma cirurgia, derrotou a americana Amanda Fink, sexta preclassificada, por duplo 6-4, e levantou o troféu de campeã. No Chile, a catarinense Maria Fernanda Alves, se recuperou da precoce eliminação na chave de simples – caiu nas quartas de final diante da argentina Catalina Pella – e venceu a chave de duplas, ao lado da também argentina, Paula Ormaechea.

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Número 1 de fato, e de direito

Postado em Divã do Daszma

Existem muitas dúvidas e controvérsias na WTA: nos perguntamos se as irmãs Williams terão saúde e determinação suficiente para liderar o circuito feminino; se Sharapova e Ivanovic conseguirão jogar aquele tênis competitivo que as levaram ao topo do ranking; se Wozniacki finalmente vencerá um torneio Grand Slam e dominará o tênis feminino; se Zvonareva conseguirá jogar à vontade uma final de Grand Slam; se Azarenka, Radwanska, Wickmayer, Pavlyuchenkova, Kvitova, e outras jovens tenistas, irão vingar no circuito…

São muitas dúvidas, mas uma coisa já era certa: desde que voltou, em 2009, da precoce aposentadoria, Kim Clijsters era a tenista que jogava o melhor tênis no circuito da WTA, a única que conseguia aliar, com competência, técnica, força mental, poder de decisão e vigor físico, enfim, a número 1 de fato. Enquanto que Clijsters jogava como número 1 do mundo, se impondo nos momentos importantes, e vencendo os grandes torneios, Caroline Wozniacki ostentava a posição, conquistada com a regularidade que já se  confunde com seu sobrenome, além de ótimas campanhas em torneios de médio e pequeno porte. Mas, para os críticos, faltava à dinamarquesa um estilo de jogo mais agressivo e um título de Grand Slam.

Hoje, em Paris, essa “injustiça” foi desfeita. Kim Clijsters apenas precisava derrotar Jelena Dokic para, depois de quase oito anos, retornar à liderança do ranking feminino. Clijsters fez mais. Assim como na primeira rodada do Australian Open, quando aplicou uma “bicicleta” em Dinara Safina, ex-número 1 do mundo, a belga atropelou Dokic vencendo 12 games seguidos, em 51 minutos. A bicicleta só não se consolidou porque a australiana havia vencido os três primeiros games da partida das quartas de final do WTA de Paris.

Mas o reinado não promete ser longo, pois a belga já havia avisado, ainda na Austrália, que essa seria sua última temporada completa, e a história já mostrou que jogar apenas os Grand Slams não faz uma número 1 da WTA. O mais provável é que a nova número 1 se retire definitivamente do circuito profissional após os Jogos Olímpico de Londres, no meio do ano que vem. A nova líder do ranking tem os atributos tão cobrados de sua antecessora: 41 títulos, sendo 4 Grand Slams, um jogo agressivo que busca a vitória, e não que evita a derrota. Vida longa à “Queen Clijsters”!

Bate-pronto:

- A posição conquistada por Clijsters hoje esteve ameaçada na segunda rodada, quando a belga quase foi surpreendida por Kristina Barrois. A alemã durante boa parte do duelo equilibrou as ações e incomodou bastante a nova líder do ranking;

- A vitória rendeu ainda a Clisjters a terceira semifinal em três torneios disputados no ano. Nos outros dois eventos que jogou, Kim chegou à final em Brisbane e saiu com o troféu no Australian Open;

- No outro WTA da semana, Vera Zvonareva, número 3 do mundo, continua firme na busca do terceiro título seguido em Pattaya. A russa já está nas semifinais e enfrentará a eslovaca Daniela Hantuchova. A outra vaga na decisão será decidida entre as italianas Sara Errani e Roberta Vinci, que hoje eliminou a sérvia Ana Ivanovic.

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Boas Festas!

Postado em Divã do Daszma

Ainda em Doha, durante a festa de abertura do torneio, as principais tenistas da temporada, com exceção das contundidas e de Vika Azarenka, que à época disputava a final do WTA de Moscou, gravaram suas mensages de fim de ano aos fãs de tênis.

Se você é um dos milhares viúvos da Dementieva, essa é a sua chance de matar saudades da moça, nem que por alguns segundos… Aliás, Elena estava linda e simpática como sempre. Já algumas de suas colegas… O que falar das performances de Jelena Jankovic e Francesca Schiavone? JJ deve ter tomado umas a mais, só pode! Ou então a caricata sérvia acreditava realmente que estava num concurso de miss. Fail! Já Schiavone resolveu encarnar o papel da gatinha da WTA? O que foi aquele beijo no final? Ok, a italiana é simpática, carismática e blá, blá… mas deixe que os beijinhos sejam mandados por Dementieva, Wozniacki ou Zvonareva…. Kim Clijsters novamente provou que não lembra uma princesa só pelo belo rostinho da Princesa Fiona, mas também pela postura elegante e doçura na voz. Uma Ladie!

Assim como as tenistas do vídeo, esse blog deseja a todos os fãs de tênis Feliz Natal e um ótimo 2011! Que você possa nesse ano continuar sonhando, pois são os sonhos que nos fazem acreditar, lutar e viver. Como disse a nova “musa da WTA”, Francesca Schiavone: “Enjoy your life”. Boas Festas!

Bate-pronto:

- A moça da foto, caso você não tenha reconhecido, é Urszula Radwanska, a parte bela da família Radwanska;

- Jelena Dokic continua o seu martírio rumo aos velhos tempos de glória. A australiana chegou à final do play-off pela disputa de um convite do Australian Open, mas foi derrotada por Olivia Rogowska depois de ter desperdiçado dois match points. A organização do Grand Slam, reconhecendo o talento e histórico da ex-top 5, lhe concedeu um convite para a chave principal do Major australiano;

- O sonho da carioca Ana Clara Duarte de disputar o qualificatório do Australian Open está cada vez mais longe de acontecer já em 2011.  Clarinha é, no momento, a 19ª reserva da lista do quali e tem remotas chances de disputá-lo. Pode começar a fazer suas orações e mandigas para ajudar a moça;

- Além de Serena Williams, contundida, e a recém aposentada, Elena Dementieva, Jie Zheng, Alona Bondarenko e Agnes Szavay também são ausências confirmadas para a parte australiana da temporada;

- Que em 2011 nossas queridas tenistas continuem a nos brindar com lances bizarros, grandes pontos, declarações polêmicas, fotos engraçadas, vídeos hilários… enfim, que tenhamos um ano típico da WTA.

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Touchdown!

Postado em Destaques, Golden Racket

Kim Clijsters está em grande fase. Venceu o US Open, o WTA Championship de Doha e ainda faturou o prêmio da WTA de Melhor Jogadora do Ano. Mas qual esporte mesmo ela pratica?

Vencedora do prêmio de Melhor Atleta do Ano na Bélgica, Kim simplesmente apareceu na cerimônia vestida de jogador de futebol americano! O que são essas ombreiras?

Tudo bem que a tricampeã do US Open deve ser apaixonada pelos Estados Unidos, palco das suas maiores conquistas. Mas o figurino “estou-indo-fazer-um-touchdown-e-já-volto” foi um pouquinho demais.

O que Kim anda bebendo antes de escolher a roupa para sair?

Kim, aproveita o momento-premiação e arruma um lugar na sacolinha para o nosso Golden Racket, que o Troféu Tom Brady de Melhor Quarterback da WTA é seu!

O Golden Racket já fez sua ligação anônima para denunciar Kim Clijsters à Patrulha da Moda.

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Kim Clijsters é eleita a melhor jogadora do ano pela WTA

Postado em Notícias

Tenisbrasil

Atual campeã do US Open, a belga Kim Clijsters foi eleita pela WTA como a jogadora do ano no circuito. Em 2010, ela faturou cinco títulos, incluindo o Masters de Doha, além de conquistar sua terceira taça em Flushing Meadows, onde não perde desde a final de 2003.

Leia a íntegra aqui.