Retrovisor
Postado em Destaques, Rain Delay
Você, sofisticado leitor do Teniscópio e do Rain Delay, provavelmente já entrou em um carro com um adesivinho colado em um dos retrovisores: “objetos neste espelho estão mais perto do que parecem”. Ou seja, o seu retrovisor, aquele em que você tanto confia na hora de mudar de faixa, cria uma grande e perigosa ilusão de ótica. Daí o nome desta coluna, que pretendo escrever semanalmente: retrovisor, um espaço para debater o que aconteceu na semana e apagar as ilusões de causadas por este ou aquele resultado.
Explicados os motivos para o nome “Retrovisor”, chega de enrolação e formalidades. A semana passada foi cheia de ilusões e teve cara de show de Issao Imamura, aquele japonês brasileiro que diz praticar mágica sustentável, o que quer que isso queira dizer. A diferença é que nenhum dos “magos” se sustentou em Paris.
A primeira ilusão veio com Rafa Nadal. O Touro disse que estava todo animado, me deixou toda animada e acabou dizendo que nem ia entrar em quadra. Depois foi o Chocolate Suíço, que começou dando show e terminou com cara de queijo suíço, perdendo cinco match points e com um jogo cheio de furos na semifinal.
E Llodra, o garotão do saque-e-voleio? Empolgou geral nas primeiras rodadas, tirou meu sérvio preferido do torneio e acabou perdendo para o Viking-Sem-Sal, o Voldemort do tênis. Soderling levou o título e levantou o único troféu que faz jus a seu carisma no circuito.
De Monfils, então, deu pena. Depois de derrotar o Bobo da Corte e o Suíço, não sobrou jogo para o achocolatado-com-menor-percentual-de-gordura-do-mercado. O francês ficou com o vice. O consolo? Ele levou para casa um troféu (uma bandeja, na verdade) mais bonito que o de Soderling.

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