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Uma semana, muitas histórias

Postado em Divã do Daszma

E lá se foi a primeira semana do Australian Open, e com ela 120 jogadoras. As oito sobreviventes representam diferentes nações: Dinamarca, Itália, Alemanha, China, Polônia, Bélgica, República Tcheca e Rússia. Das quadrifinalistas, apenas duas conhecem o gosto de vencer um torneio Grand Slam, Francesca Schiavone e Kim Clijsters, mas nenhuma delas sabe o que é vencer o Australian Open. As líderes do ranking continuam vivíssimas, Caroline Wozniacki, assim como Clijsters e Na Li, ainda não perdeu um set sequer e Vera Zvonareva tem evoluído a cada rodada. A chinesa Na Li ainda sonha em chegar à primeira final de um Major – Li esteve muito perto no ano passado. Andrea Petkovic eliminou duas grandes campeãs, Venus Williams e Maria Sharapova. Tá certo que a americana jogou apenas um game, mas o tênis que a alemã, nascida na Bósnia, vem jogando é de impor respeito. E se formos analisar pelo tênis jogado pela americana na Austrália, é bem possível que Petkorazzi saísse com vitória. Venus sai de Melbourne mais falada pelos vestidos de gosto duvidoso que usou nas três partidas, do que pelo tênis que mostrou. A grande surpresa entre as quadrifinalistas é a polonesa Agnieszka Radwanska, que fez em Melbourne seus quatro primeiros jogos da temporada, e mostrou que a contusão no pé é coisa do passado. Campeã em Brisbane, Petra Kvitova acumula nove vitórias seguidas no ano e parece querer ir mais longe do que fez em Londres no ano passado, quando foi eliminada por Serena Williams nas semifinais de Wimbledon.

Essas são 8 as postulantes ao título. Uma delas, no sábado, irá levantar o troféu e depois fará um desfile pela linda cidade australiana. Mas as histórias de um torneio não são escritas apenas pelas campeãs, ainda mais em um Grand Slam, torneio de duas semanas.

A precoce eliminação da sérvia Ana Ivanovic – finalista em 2008 – diante de uma inspirada Ekaterina Makarova e a brilhante apresentação de Svetlana Kuznetsova contra Justine Henin foram ofuscadas pela partida que entrará para a história do tênis. É praticamente impossível que vejamos nesse Australian Open um jogo que supere a partida entre Svetlana Kuznetsova e Francesca Schiavone – eu diria mais, para mim, esse ano, será difícil outro jogo superar o duelo da Hisense Arena. No papel, antes mesmo do cara e coroa, a partida prometia ser, no mínimo, interessante. Kuznetsova vinha de uma maravilhosa exibição contra Justine Henin, quando derrotou a belga em dois sets. Mais do que o resultado, o que animava os fãs da russa era o tênis que Sveta estava jogando, uma perfeita combinação de agressividade e precisão. Já Schiavone, de uns tempos para cá, tem se tornado uma tenista de Grand Slams. A italiana joga com o coração e contagia a torcida. Ataca com variação, defende com muita garra, se diverte em quadra e diverte quem assiste. O retrospecto mostrava uma ligeira vantagem para Kuznetsova (8×4), mas a russa havia vencido todos os seis encontros em quadras rápidas. Kuznetsova estava voando, Schiavone nem tanto – chegou a ser exigida ao máximo pela canadense Rebecca Marino, na segunda rodada.

Até o fim do segundo set o jogo parecia que seria apenas um bom jogo entre duas tenistas de enorme talento. Schiavone tinha se saído melhor no primeiro set (6-4), e Kuznetsova dominou a segunda parcial, 6-1. A decisão seria no terceiro set e em Melbourne o set final não termina em tie-break. No terceiro ambas estavam mostrando que queriam muito a vitória e foram se alternando no placar, até o momento que Kuznetsova teve 6 match points (8/7 e 9/8), mas não fechou. O jogo foi se alongando, 9-9, 10-10, 11-11, 12-12… As tenistas estavam visivelmente esgotadas e mesmo assim mostravam raça e enorme talento. Por diversas vezes os pontos eram longos e terminavam com um winner, seja com gritos de “Vamos” e “C’mon”, pelo lado russo, ou pelos gritos de “Forza” vindos do box da italiana. O jogo parecia que não teria mais fim, e esse era o desejo de quem assistia à dramática partida. Depois de um disputado ponto, Schiavone venceu Kuznetsova na troca de bolas na rede, e quebrou o saque da adversária. Não seria a primeira vez, desde o 6-6, que a italiana sacaria para a vitória, mas foi a última. Kuznetsova, corajosa como sempre, ainda salvou um par de match points, mas o dia era mesmo da italiana, que com um voleio vencedor deu números finais ao duelo, 6/4 1/6 16/14, o maior jogo de Grand Slam da história da Era Aberta, com mais de 4 horas e 40 minutos de duração. Um espetáculo!

São jogos como esses que nos fazem ver que ter passado a noite acordado valeu a pena. São partidas como essas que mostram porque os Grand Slams são torneios especiais. Que se danem as olheiras, a sonolência durante o dia, a aparência de zumbi. Nada disso importa. Bravo, Francesca! Bravo!

Bate-pronto/Sala de troféus:

- Três ITF $ 25.000 foram disputados essa semana e em três superfícies, grama, saibro verde e quadra rápida/indoor. Na grama indiana de Muzaffarnagar – sim, você leu “grama indiana”, o troféu ficou com a belíssima eslovena Tadeja Majeric, segunda cabeça de chave da competição. A eslovena derrotou na decisão a jovem chinesa, de 16 anos, Saisai Zheng, parciais de 6/2 5/7 6/2. A torcida indiana não ficou chupando dedo, nas duplas a vitória foi das tenistas locais Rushmi Chakravarthi e Poojashree Venkatesha;

- Nas quadras rápidas cobertas de Andrezieux-Boutheon, na França, a grande vencedora foi a ascendente alemã Mona Barthel, que venceu na final a Liechtensteiniana, Stephanie Vogt por 6/3 3/6 6/4. Darija Jurak, da Croácia, e a russa Valeria Savinykh conquistaram o troféu na chave de duplas;

- Já nas tradicionais quadras de saibro do EUA, Ana Clara Duarte, a Clarinha, disputou seu segundo torneio na temporada. Como o saibro, até mesmo o verde, não é mesmo a praia da carioca, Clarinha foi eliminada pela mesma tenista da semana passada, a búlgara Dia Evtimova, por 7/6(3) 1/6 6/4. Dessa vez a carioca vendeu mais caro a derrota, mas ainda não foi dessa vez que saiu a primeira vitória da temporada. Número 2 do Brasil, a catarinense Maria Fernanda Alves também disputou o evento da Flórida, mas foi eliminada na segunda rodada do quali diante de Yolande Leacock de Trindade e Tobago, 6/3 6/4. O título da chave de simples ficou com a alemã Laura Siegemund que precisou de três sets para derrotar a jovem qualifier americana Jessica Pegula, de apenas 16 anos, 6/7(4) 6/1 6/2. As brasileiras também jogaram o torneio de duplas, mas não juntas. Clarinha jogou com a austríaca Melanie Klaffner e parou nas quartas de final, mesma fase que chegaram Nanda e a eslovena Andreja Klepac. O título ficou, novamente, com as americanas Ahsha Rolle e Mashona Washington, campeãs em Plantation na semana anterior.

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Boas Festas!

Postado em Divã do Daszma

Ainda em Doha, durante a festa de abertura do torneio, as principais tenistas da temporada, com exceção das contundidas e de Vika Azarenka, que à época disputava a final do WTA de Moscou, gravaram suas mensages de fim de ano aos fãs de tênis.

Se você é um dos milhares viúvos da Dementieva, essa é a sua chance de matar saudades da moça, nem que por alguns segundos… Aliás, Elena estava linda e simpática como sempre. Já algumas de suas colegas… O que falar das performances de Jelena Jankovic e Francesca Schiavone? JJ deve ter tomado umas a mais, só pode! Ou então a caricata sérvia acreditava realmente que estava num concurso de miss. Fail! Já Schiavone resolveu encarnar o papel da gatinha da WTA? O que foi aquele beijo no final? Ok, a italiana é simpática, carismática e blá, blá… mas deixe que os beijinhos sejam mandados por Dementieva, Wozniacki ou Zvonareva…. Kim Clijsters novamente provou que não lembra uma princesa só pelo belo rostinho da Princesa Fiona, mas também pela postura elegante e doçura na voz. Uma Ladie!

Assim como as tenistas do vídeo, esse blog deseja a todos os fãs de tênis Feliz Natal e um ótimo 2011! Que você possa nesse ano continuar sonhando, pois são os sonhos que nos fazem acreditar, lutar e viver. Como disse a nova “musa da WTA”, Francesca Schiavone: “Enjoy your life”. Boas Festas!

Bate-pronto:

- A moça da foto, caso você não tenha reconhecido, é Urszula Radwanska, a parte bela da família Radwanska;

- Jelena Dokic continua o seu martírio rumo aos velhos tempos de glória. A australiana chegou à final do play-off pela disputa de um convite do Australian Open, mas foi derrotada por Olivia Rogowska depois de ter desperdiçado dois match points. A organização do Grand Slam, reconhecendo o talento e histórico da ex-top 5, lhe concedeu um convite para a chave principal do Major australiano;

- O sonho da carioca Ana Clara Duarte de disputar o qualificatório do Australian Open está cada vez mais longe de acontecer já em 2011.  Clarinha é, no momento, a 19ª reserva da lista do quali e tem remotas chances de disputá-lo. Pode começar a fazer suas orações e mandigas para ajudar a moça;

- Além de Serena Williams, contundida, e a recém aposentada, Elena Dementieva, Jie Zheng, Alona Bondarenko e Agnes Szavay também são ausências confirmadas para a parte australiana da temporada;

- Que em 2011 nossas queridas tenistas continuem a nos brindar com lances bizarros, grandes pontos, declarações polêmicas, fotos engraçadas, vídeos hilários… enfim, que tenhamos um ano típico da WTA.