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As heroínas do final de semana

Postado em Divã do Daszma

Confrontos da Fed Cup e Copa Davis são sempre assim: quem vence se torna herói, quem perde acaba carregando o fardo por um bom tempo. Nesse final de semana não foi diferente.
A minha profecia no post anterior se concretizou e Rússia e República Tcheca aproveitaram suas chances e farão o confronto final da Fed Cup, na Rússia, em novembro. A Rússia passeou contra a Itália em Moscou. Vera Zvonareva esteve impecável em seu retorno ao time, depois de uma ausência de três anos, e não deu chances às rivais Sara Errani e Roberta Vinci. A número três do mundo jogou agressivamente, buscando encurtar os pontos e venceu seus jogos sem maiores sustos, classificando a Rússia para uma final de Fed Cup depois de dois anos fora da decisão. Kuznetsova, Pavlyuchenkova, em simples e nas duplas com Makarova fecharam o final de semana perfeito da equipe russa.

Yanina Wickmayer e Petra Kvitova eram as líderes do time belga e tcheco, respectivamente, e duelariam pelo título de heroína no confronto da outra semifinal. Como tal, passaram fácil no sábado o que aumentou ainda mais a importância do terceiro jogo da série. Wickmayer parecia que seria a protagonista do confronto. Empurrada por sua barulhenta torcida abriu um set de vantagem, o que aumentou ainda mais o barulho no estádio. Mas se o objetivo era tirar Kvitova do jogo, o tiro saiu pela culatra, a tcheca passou a vibrar com mais intensidade, gritar (ou latir, como preferire m) e a acertar seus golpes, não necessariamente nessa ordem. Mais confiante, Kvitova venceu o segundo set e dominou completamente o terceiro e pôs as visitantes em vantagem. Naquele que podia ser o último jogo da série, Flipkens derrotou Zahlavova Strycova e levou a decisão para as duplas. Mas dessa vez Zahlavova Strycova levou a melhor, ao lado de Benesova, com quem joga regularmente no circuito e derrotou sua algoz de poucas horas antes, e Wickmayer.

Mas a grande heroína do final de semana saiu de um jogo dos playoffs. No sábado, o capitão da sérvia, Dejan Vranes, chocou ao preterir Jelena Jankovic, melhor sérvia ranqueada, e escalar Bojana Jovanovski para o duelo contra Cibulkova, que acabou derrotando de virada a adolescente sérvia. Ivanovic empatou o duelo com uma vitória sólida sobre Daniela Hantuchova, mas sentiu a velha contusão no abdômen e abandonou quando empatava o segundo set com Cibulkova, após ter perdido a primeira parcial. Com as donas da casa liderando a série por 2-1, Vranes promoveu a entrada de Jankovic para enfrentar Hantuchova, naquele que poderia ser o último ponto do confronto. Depois de começar arrasadora, Jankovic viu Hantuchova voltar para o jogo e ficar bem perto da vitória, mas a ex-número 1 do ranking se impôs no 5-5 do ter ceiro set, e venceu os dois games seguintes para empatar o duelo e levar a decisão para o jogo de duplas. Talvez motivado por uma espécie de superstição, o capitão eslovaco, Matej Liptak, repetindo o time do confronto de 2010, contra a mesma Sérvia, mandou para quadra Daniela Hantuchova e Magdalena Rybarikova, deixando de lado Dominika Cibulkova, a única, até então, que possuía duas vitórias no confronto. Empurradas pela torcida, as eslovacas abriram rapidamente 6-2 5-1 30-0 sobre Jankovic e Aleksandra Krunic, e caminhavam para uma tranquila vitória. Mas como no tênis o jogo só acaba no aperto de mãos, as sérvias continuaram lutando, venceram o game, depois o outro, e mais outro, até salvarem dois match points e virarem o set para 7-5. No terceiro set, quando se esperava uma Eslováquia abatida depois de ver ruir a vitória, o jogo foi ainda mais duro e decidido apenas num pequeno detalhe no décimo sexto game com um golpe de vista equivocado de Rybarikova, que deixou uma devolução de Krunic cair sobre a linha e selando a incrível vitória das visitantes – que retribuíram a derrota de 2010 em Belgrado. Assim, Jankovic e Vranes saíram como heróis, enquanto que Hantuchova (derrotada em todos os seus jogos na série), Rybarikova (responsável pelo vacilo no match point) e Liptak (que escalou Rybarikova ao invés da embalada Cibulkova) foram os grandes vilões do confronto.

E não deu outra. Sem as irmãs Williams, os Estados Unidos foram massacrados por Andrea Petkovic e cia. O único set vencido pelas atuais vice campeãs aconteceu apenas na partida de duplas. De forma deprimente, os EUA deixam o grupo principal da Fed Cup, pela primeira vez na história, e vão para o grupo de acesso.

Tradicionais na copa das Nações, França e Austrália também se juntarão aos Estados Unidos no Grupo Mundial 2, em 2012. Enquanto que as francesas foram dominadas pelas espanholas que jogavam em casa, as “australianas” foram surpreendidas em Melbourne pela Ucrânia, que venceu a série por 3-2. Sem Samantha Stosur, coube a Jarmila Groth liderar o time local, e a eslovaca, de nascimento, não fez feio, venceu seus dois jogos de simples, mas não contava com a pífia atuação da russa, naturalizada australiana, Anastasia Rodionova, que perdeu todos os seus jogos na série, provocando a maior zebra do fim de semana.

Bate-pronto:

- Com as eliminações de Austrália e Estados Unidos, oito países europeus formarão a chave principal da Fed Cup em 2012: Rússia, República Tcheca, Bélgica, Alemanha, Espanha, Sérvia e Ucrânia. Fato inédito.

- A Bielorússia de Victoria Azarenka atropelou a Estônia, e finalmente voltará ao Grupo Mundial, pela segunda vez em sua história. A Eslovênia permanece no Grupo Mundial que ganhou também a presença da Suíça, que rebaixou a Suécia para o zonal europeu. Já as canadenses, derrotadas pela Eslovênia, foram rebaixadas para o zonal americano, que ainda poderá ter a Argentina.

- Roxane Vaisemberg foi novamente o destaque do Brasil na semana. A paulista furou o qualifying do challenger de Osprey (25K), venceu um jogo na chave principal, e foi derrotada nas oitavas de final pela embalada Iryna Bremond. O resultado deve aproximar Vaisemberg do top 300 da WTA. A carioca Ana Clara Duarte caiu na segunda rodada do CH de Johanesburgo (100k+H) diante da holandesa Kiki Bertens. Nas duplas, Ana Clara dividiu a premiação e os pontos com as outras semifinalistas, já que o torneio não foi finalizado devido ao mau tempo.

- Resultados dos CH da semana:

$ 100+H – Johanesburgo, África do Sul
Simples: Valeria Savinykh (RUS) d. (2)Petra Cetkovska (CZE) 61 63
Duplas: (1)Birnerova (CZE)/Cetkovska (CZE), Duarte (BRA)/Mircic (SRB), (4)Bratchikova (RUS)/Savinykh (RUS), Beterns (NED)/Keothavong (GBR) dividiram os pontos e a premiação

$ 25 – Casablanca, Marrocos
Simples: (Q)Galina Voskoboeva (KAZ) d. (Q)Mervana Jugic-Salkic (BIH) 67(4) 62 63
Duplas: (3)Klemenschits (AUT)/Mladenovic (FRA) d. Linette (POL)/Piter (POL) 63 36 10-8

$ 25 – Incheon, Coreia do Sul
Simples: (2)So-Jung Kim (KOR) d. (1)Jin A-Lee (KOR) 26 63 61
Duplas: Han (CHN)/Hong (KOR) d. (2)Kao (TPE)/Wongteanchai (THA)

$ 25 – Osprey, Estados Unidos
Simples: Claire de Gubernatis (FRA) d. Caroline Garcia (FRA) 64 64
Duplas: (2)Foretz Gacon (FRA)/Glatch (USA) d. (1)Irigoyen (ARG)/Sema (JPN) 46 75 10-7

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Aproveitando as chances

Postado em Divã do Daszma

Aproveitar as chances é um dos maiores chavões do mundo esportivo, seja qual for a modalidade, deve-se aproveitar as chances que aparecem pelo caminho. E é exatamente isso que vem fazendo nossa número 1 do ranking, Caroline Wozniacki, dentro e fora das quadras. Enquanto o circuito sofre com a ausência temporária das irmãs Williams e com a inconstância da belga Kim Clijsters, que voltou a se contundir, Wozniacki vai vencendo seus jogos, colecionando títulos – venceu, na semana passada, em Charleston, o segundo em três torneios – e, o mais importante, adquirindo muita confiança. O sucesso nas quadras aliado ao invejável carisma da musa teen, vem rendendo à líder do ranking vários contratos de patrocínios e campanhas publicitárias: Adidas Stella McCartney, E-Books.dk, Yonex, Rolex, Turkish Airlines, Sony Ericsson, Oral B, Proactiv, Oriflame, Compeed… No ranking o reflexo é ainda maior, Wozniacki se distancia de Clijsters e Cia a cada semana, e ainda tem, no saibro, a chance de se consolidar definitivamente na liderança do ranking do feminino.

Veja o vídeo da campanha da Compeed, o último, pelo menos por enquanto, merchan assinado pela número 1 do ranking e da publicidade.

Uma das maiores amigas de Wozniacki no circuito, a bielorussa, Victoria Azarenka, está tentando seguir os passos da líder do ranking. Em Marbella, torneio espanhol com a chave relativamente fraca, Azarenka atropelou as adversárias e, ainda, deu sorte de não enfrentar Kuznetsova na final, que seria, em tese, a adversária mais forte da chave. Para levantar o troféu, Vika sequer enfrentou uma top 40 – a melhor ranqueada no caminho da bielorussa foi Sara Errani, à época no nº. 43 da WTA – e venceu sem perder sets. Pelo caminho Azarenka ainda encontrou a russa Dinara Safina, ex-número 1 da WTA e dona (por que não?) de três vices  de Grand Slam, que contundida nem completou o primeiro set do duelo. Antes de Marbella, Azarenka havia aproveitado suas chances em Miami, quando não tomou conhecimento de uma, aparentemente, contundida Kim Clijsters e, nas semifinais, de uma Vera Zvonareva que não estava nos seus melhores dias. Na final, o golpe certeiro: Vika aproveitou a eliminação precoce de Wozniacki e atropelou Sharapova, que vinha embalada, mas sem convencer. Aproveitar as chances é fundamental. Azarenka se doou em Miami, deu seu máximo, e o fruto já foi colhido, a bielorussa debutou no top 5 do ranking feminino e pode romper a barreira de passar por uma quartas de final em torneios do Grand Slam.

Derrotada por Caroline Wozniacki na final do torneio da Carolina do Sul, a russa, Elena Vesnina, também aproveitou bem suas chances. Primeiro ao eliminar, nas rodadas prévias, Rebecca Marino e Bethanie Mattek-Sands, tenistas que viviam melhor momento do que a russa na temporada; depois, por se impor diante de Samantha Stosur, que era a segunda cabeça-de-chave em Charleston, mas vive um mau momento no circuito. Com a chave aberta, Vesnina ainda passou por Goerges e Peng para atingir a terceira final da carreira e a primeira do ano. Se em simples Vesnina caiu na final, nas duplas a história foi diferente. Jogando pela terceira vez seguida com Sania Mirza, a russa repetiu a campanha o feito de Wozniacki, e também saiu com os troféus em Miami e Charleston. Falando em duplas, as espanholas Nuria Llagostera Vives e Arantxa Parra Santoja fizeram a festa da torcida em Marbella ao derrotar, numa disputada final, a principal dupla do torneio formada pelas italianas Errani e Vinci.

Ainda na onda de aproveitar as chances, Rússia e República Tcheca tentam essa semana voltar a uma final de Federation Cup. As russas pegarão a atual bicampeã do mundo, a Itália, que vai a Moscou sem suas duas maiores estrelas: Francesca Schiavone e Flavia Pennetta. Sara Errani, Roberta Vinci, Alberta Brianti e Maria Elena Camerin terão a ingrata missão de superar as donas da casa que contarão com Vera Zvonareva (número 3 da WTA e retornando ao time depois de dois anos), Svetlana Kuznetsova, além de Anastasia Pavlyuchenkova e Ekaterina Makarova. A missão das tchecas é um pouco mais difícil. Petra Kvitova, Iveta Benesova, Barbora Zahlavova Strycova e Lucie Hradecka terão que superar o time belga, que sediará o duelo em Charleroi, para levar a República Tcheca pela primeira vez, com esse nome, à uma final de Fed Cup – a última vez que as tchecas estiveram numa decisão foi em 1988, ainda com o nome de Tchecoslováquia. Para motivar ainda mais o time tcheco, a Bélgica não contará com Kim Clijsters, contundida, e será comandada por Yanina Wickmayer e Kirsten Flipkens. Olha a chance ai!

Nos playoffs do Grupo Mundial, a Alemanha recebe o time norte americano em Stuttgart; A França vai até Lleida enfrentar a Espanha no saibro; Jelena Jankovic e Ana Ivanovic tentarão no saibro de Bratislava manter a Sérvia na elite do tênis mundial contra a Eslováquia; e Austrália, sem Sam Stosur, e Ucrânia, sem as irmãs Bondarenko, se enfrentam no saibro de Melbourne. O duelo entre Japão e Argentina, que vale a permanência no grupo Mundial para um dos dois países foi adiado para o mês de Julho, em virtude do terremoto e Tsunami que atingiu o país asiático no último mês. Os demais duelos ocorrerão normalmente. Assim, a Bielorússia da embalada Victoria Azarenka recebe a Estônia (sem Kaia Kanepi) em Minsk, enquanto que Eslovênia e Canadá se enfrentam no saibro de Koper, no país europeu; e a Suécia vai até Lugano enfrentar o time suíço liderado por Patty Schnyder. É a grande chance de Victoria Azarenka inserir seu país no grupo Mundial da Federation Cup.

Depois da boa campanha de Vivian Segnini no saibro argentino, que rendeu à paulista a vice liderança do ranking nacional, na última semana foi a vez da paulistana Roxane Vaisemberg aproveitar suas chances e também chegar a uma semifinal de challenger e retomar ao número 2 do Brasil no ranking que será divulgado na próxima semana. Vaisemberg foi eliminada pela croata Ajla Tomljanovic, gerenciada pela IMG, nas semifinais. O torneio foi vencido pela neozelandesa Marina Erakovic, que havia vencido o torneio de Pelham na semana anterior. As canadenses, Sharon Fichman e Marie-Eve Pelletier ficaram com o troféu nas duplas. No outro torneio challenger da semana, as australianas Casey Dellacqua e Olivia Rogowska fizeram a final local, em Bundaberg, além de terem conquistado juntas a chave de duplas. Na final de simples, vitória de Dellacqua em dois sets, 62 63.

Bate-pronto:

- Depois de duas semanas treinando em Porto Alegre, Vivian Segnini vai para os Estados Unidos para jogar challengers de 50 mil. A paulista de São Carlos estreia sua saga no qualifying do Challenger de Dothan, no Alabama. A chance está ai…

- O tênis nacional vem colhendo bons resultados nessas últimas semanas. Depois das semifinais de Segnini e Vaisemberg, em Buenos Aires e Jackson, respectivamente, essa semana foi a vez da carioca Ana Clara Duarte conseguir, depois de um bom tempo, uma boa vitória. Clarinha venceu Mandy Minella na primeira rodada do Challenger de 100 mil (com hospedagem) em Johanesburgo. Minella foi um dos destaques do último U.S. Open ao furar o qualifying e chegar na terceira rodada.

Fotos: Getty Images, Andalucia Tennis Experience, Family Circle Cup

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Rumo a Londres

Postado em Divã do Daszma

Daqui a mais de um ano começarão os jogos Olimpícos de Londres, mas, para o tênis, a preparação para as Olimpíadas começa nessa semana, quando serão jogadas as primeiras fases da Federation Cup. Segundo o regulamento da ITF, para uma tenista se classificar para as Olimpíadas deve ter defendido seu país na Fed Cup. Para cumprir logo esse requisito, e encaminhar uma classificação para as Olimpíadas, muitas estrelas do tênis irão disputar, já nessa semana, a Fed Cup, seja nos Grupos Mundial I e II, seja nos zonais intercontinentais.

Como uma andorinha somente não faz verão, a nº. 1 do ranking da WTA, a dinamarquesa Caroline Wozniacki, ficará de fora dos holofotes dos principais confrontos da Fed Cup, mas já está em Israel, onde liderará seu país no zonal Europa/África. Carol não é a única top 10 que estará em Israel disputando uma vaga para a repescagem do Grupo Mundial II. A bieloussa, Victoria Azarenka, número 9 do mundo, também já está pensando em Londres e, de quebra, tentará promover seu país para o Grupo Mundial.

Entre as tops 10, apenas três tenistas não estarão em quadra essa semana: Vera Zvonareva (#3), Venus Williams (#6) e Jelena Jankovic (#8). Como o que não falta na Rússia são estrelas, o capitão do time russo, Shamil Tarpischev, preferiu guardar a vice campeã do U.S. Open, para as semifinais, caso a Rússia confirme o favoritismo contra a França. Venus Williams geralmente desfalca os Estados Unidos na primeira rodada da Fed Cup, assim como a irmã, ela prefere jogar as rodadas decisivas, quando geralmente os jogos são mais difíceis. Não parece ser o caso esse ano, Venus terá que torcer muito para que as compatriotas consigam surpreender o time belga, que jogará em seus domínios, se não quiser disputar a repescagem. Jelena Jankovic e Ana Ivanovic, em três anos, carregaram a Sérvia praticamente sozinhas do zonal europeu até a elite da Federation Cup. Mesmo quando era número 1 do mundo, Jankovic se rebaixou ao zonal europeu e defendeu brilhantemente as cores de seu país. Estranhamente nenhuma das duas estará na quadra de Novi Sad, na Sérvia, para enfrentar o Canadá.

A seguir eu darei meus pitacos nos confrontos do Grupo Mundial, Grupo Mundial II e do zonal que reúne a maior quantidade de estrelas, Europa/África I.

Grupo Mundial

[1] Austrália vs. Itália (Hobart, Austrália – outdoor/hard)
É sem dúvidas o confronto mais imprevisível do Grupo Mundial. As italianas são as atuais bicampeãs da Fed Cup e jogam com a força máxima, Francesca Schiavone e Flavia Pennetta deverão jogar as partidas de simples, enquanto que Errani/Vinci devem jogar a partida de duplas, se houver necessidade. Por outro lado, as australianas estão de volta ao Grupo Mundial – a última aparição foi em 2004 -, com muita vontade de permanecer na elite do tênis e, para o azar das italianas, com um time de impor respeito (Samantha Stosur, Jarmila Groth, Anastasia Rodionova e Rennae Stubbs). Entre a habitual raça italiana, sempre presente nos jogos da Fed Cup, e a força da torcida australiana, aliada ao bom momento de suas jogadoras no circuito, eu fico com a Austrália. Stosur é favorita nas partidas de simples, Jarmila vive melhor fase que Pennetta, e, para completar, Stosur e Stubbs já jogaram juntas por um bom tempo. Somente uma pane mental ou uma grande atuação das italianas, principalmente de Schiavone, poderá derrotar a Austrália dessa vez. Aposta: Austrália.

[3] Rússia vs. França (Moscou, Rússia – indoor/hard)
Mesmo sem a número 3 do mundo, Vera Zvonareva, a Rússia é a favorita. É bem verdade que as russas perderam muita força depois da aposentadoria de Elena Dementieva, mas mesmo assim continuam muito fortes. Tarpischev convocou Maria Sharapova e Svetlana Kuznetsova para liderar o time. Anastasia Pavlycuhenkova e Dinara Safina completam a esquadra russa que tentará confirmar o favoritismo e carimbar o passaporte para as semifinais. A França que, habitualmente, já joga sem Marion Bartoli, dessa vez perdeu também a número dois do país, Aravane Rezai, com problemas familiares. Alize Cornet (que dá mostras de que está voltando ao seu melhor tênis), Virginie Razzano, Pauline Parmentier e Julia Coin terão a ingrata missão de sair de Moscou com a vaga para as semifinais. Aposta: Rússia.

Eslováquia vs. [4] República Tcheca (Bratislava, Eslováquia – indoor/hard)
As eslovacas jogam em casa, é verdade, mas as tchecas vivem um momento mágico no circuito. O país tem 9 a tletas no top100. Seria a República Tcheca a nova Rússia? Campeã em Brisbane, e em ótima fase, Petra Kvitova lidera o time na Eslováquia, que tem também Lucie Safarova, Barbora Zahalavova Strycova e Kveta Peschke. Kvitova e Safarova devem ser as escolhas de Petr Pala para as primeiras partidas de simples, mas se a tática não funcionar, não tenho dúvidas que ele promoverá Zahlavova Strycova no segundo dia. O time eslovaco vai para o duelo com o que tem de melhor no momento, Dominika Cibulkova, Daniela Hantuchova e Magdalena Rybarikova. A jovem Jana Cepalova, de 17 anos completa o time mandante. Aposta: República Tcheca.

Bélgica vs. [2] Estados Unidos (Antuérpia, Bélgica – indoor/hard)
A Bélgica perdeu há poucos dias Justine Henin, mas a presença de Kim Clijsters ainda desequilibra o confronto a favor das mandantes, já que as adversárias jogam sem as irmãs Williams. Yanina Wickmayer será a outra opção para as partidas de simples e tem tudo para fazer uma ótima série e já começar a se preparar para liderar seu país nos próximos anos. Kirsten Flipkens e An-Sophie Mestach, campeã juvenil do Australian Open, completam o time belga. Sem as irmãs Williams, os Estados Unidos vão como zebras para Antuérpia. O time viajou com a heroína das semifinais contra a Rússia no ano passado, Bethanie Mattek-Sands, Melanie Oudin e as ótimas duplistas, Vania King e Liezel Huber. O confronto deve ser decidido nas três primeiras partidas de simples a favor das donas da casa. Aposta: Bélgica.

Grupo Mundial II

As vencedoras jogarão em Abril contra as perdedoras do Grupo Mundial I, em busca de uma vaga na elite do tênis. As derrotadas terão pela frente as classificadas dos zonais para tentar permanecer na segunda divisão do tênis mundial.

Estônia vs. Espanha (Tallinn, Estônia – indoor/hard)
Kaia Kanepi é o grande nome das donas da casa, mas, sozinha, não deve conseguir fazer frente à Espanha de Maria Jose Martinez Sanchez e Carla Suarez Navarro. Aposta: Espanha.

Eslovênia vs. Alemanha (Maribor, Eslovênia – indoor/saibro)
O saibro é a melhor superfície de Polona Hercog e Masa Zec Peskiric, mas também é propício para o jogo de Andrea Petkovic e Julia Goerges. Desde o início do ano, Katarina Srebotnik tem se dedicado exclusivamente às partidas de duplas, mas pode ser uma opção interessante para as partidas de simples ao lado de Hercog, caso haja necessidade. Aposta: Alemanha.

Sérvia vs. Canadá (Novi Sad, Sérvia – indoor/hard)
O jovem time sérvio, liderado por Bojana Jovanovski, mesmo desfalcado de suas principais estrelas, Jankovic e Ivanovic, pode ser considerado favorito contra o time canadense. O duelo marcará o retorno de Aleksandra Wozniak às quadras, mas a potente canadense ainda deve estar fora de ritmo e não oferecerá muita resistência. O duelo entre Jovanovski e Rebecca Marino pode ser o o jogo decisivo do confronto. Aposta: Sérvia.

Suécia vs. Ucrânia (Heisingborg, Suécia – hard/indoor)
As donas da casa são favoritas, já que Alona Bondarenko ainda se recupera da operação em um dos joelhos e sua irmã, Kateryna, ainda está fora de sua melhor forma. O piso é o favorito de Sofia Arvidsson, que tem tudo para vencer seus jogos. Se Kateryna vencer o duelo contra Arvidsson, a pressão ficará toda em Johanna Larsson, e o piso não a favorece. Aposta: Suécia.

Zonal Europa/África I (2-5 de fevereiro, em Eliat, Israel – outdoor/hard)

15 páises foram divididos em 4 grupos, as campeãs de cada grupo avançam para um playoff, que classificará duas nações para a repescagem contra as perdedoras do Grupo Mundial II em busca de uma vaga na segunda divisão do tênis. As séries são jogadas em melhor de três jogos, sendo dois de simples e um de duplas.

Grupo A: Suíça, Dinamarca e Grã-Bretanha
O grande x da questão é se a parceira de Wozniacki conseguirá ajudar a número 1 do mundo a vencer as partidas de duplas. Suíça , com Patty Schnyder, Timea Bacszinsky e Stefanie Voegele, e Grã-Bretanha (Elena Baltacha, Anne Keothavong e Heather Watson) parecem ter times mais equilibrados, que podem dar trabalho nas duplas. Aposta: Suíça.

Grupo B: Polônia, Israel, Bulgária e Luxemburgo
Shahar Peer e a ascendente Julia Glushko podem fazer a festa da fanática – por vezes até exagerada – torcida israelense, mas terão que bater o forte time polonês que vem com Agnieszka Radwanska e a dupla Jans/Rosolska. Aposta: Polônia.

Grupo C: Bielorússia, Áustria, Croácia e Grécia
As ex-soviéticas têm o melhor time com Victoria Azarenka e Olga Govortsova e devem ficar com a vaga para os playoffs decisivos. A Áustria da experiente Sybille Bammer deve ser a grande adversária de Azarenka e cia. Croácia e Grécia não devem oferecer grande resistência. Aposta: Bielorússia.

Grupo D: Holanda, Hungria, Romênia e Letônia
Sem Agnes Szavay, ainda se recuperando de contusão, Greta Arn, campeã do WTA de Auckland, terá a difícil missão de liderar a Hungria em busca da vaga. O grupo é, a princípio, bastante equilibrado, mas a Romênia tem jogadoras mais experientes (Alexandra Dulgheru, Sorana Cirstea e Monica Niculescu) que as adversárias e, é a favorita para ficar com a vaga. Aposta: Romênia.

Bielorússia e Polônia ficam com as vagas para a repescagem. É a minha aposta.

Bate-pronto:

- Ana Clara Duarte, Maria Fernanda Alves, Roxane Vaisemberg e Teliana Pereira foram as convocadas para defender o Brasil no zonal das Américas, na Argentina. Nossas meninas estão no grupo B com Chile, Colômbia e México. A grande ameaça na primeira fase deve ser o time colombiano, que tem suas principais tenistas jogando em seu melhor piso. Em uma eventual final, o Brasil certamente encontraria a forte equipe da Argentina, liderada por Gisela Dulko. Paraguai, Bolívia e Peru completam o grupo B;

- No zonal asiático, que será disputado na Tailândia, o grande destaque é a presença da chinesa Li Na, vice campeã do Australian Open na última semana. Se quiser reconduzir seu país ao grupo mundial, Li Na terá que suar bastante a camisa, porque a melhor de suas companheiras, Lu Jing-Jing, ocupa a modesta 191ª posição do ranking. A China está no grupo A ao lado do Uzbequistão, Índia e Tailândia; no grupo B, liderado pelo Japão – desfalcado de Kimiko Date Krumm – estão ainda Taiwan, Cazaquistão e Coreia do Sul.

Editado às 07:50 do dia 02/02: Li Na desistiu e a China será liderada pela jovem Lu Jing-Jing, campeã de dois challengers no início do ano. Em seu primeiro teste, Lu derrotou Mirza no duelo contra a Índia e colocou a China em ótimas condições de avançar.

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Flavia Pennetta dá o tricampeonato para a Itália na Fed Cup

Postado em Notícias

Tenisbrasil

Flavia Pennetta marcou sua segunda vitória seguida e garantiu o terceiro e decisivo ponto para a Itália na decisão da Fed Cup diante dos Estados Unidos, realizada em ginásio com piso rápido.

A experiente italiana arrasou a adolescente CoCo Vandeweghe, de apenas 18 anos, por fulminantes 6/1 e 6/2, garantindo assim o tricampeonato para seu país nos últimos cinco anos de competição. No ano passado, dentro de casa e no saibro, a Itália marcou 4 a 0 sobre as americanas.

Leia a íntegra aqui.