Ainda em Doha, durante a festa de abertura do torneio, as principais tenistas da temporada, com exceção das contundidas e de Vika Azarenka, que à época disputava a final do WTA de Moscou, gravaram suas mensages de fim de ano aos fãs de tênis.
Se você é um dos milhares viúvos da Dementieva, essa é a sua chance de matar saudades da moça, nem que por alguns segundos… Aliás, Elena estava linda e simpática como sempre. Já algumas de suas colegas… O que falar das performances de Jelena Jankovic e Francesca Schiavone? JJ deve ter tomado umas a mais, só pode! Ou então a caricata sérvia acreditava realmente que estava num concurso de miss. Fail! Já Schiavone resolveu encarnar o papel da gatinha da WTA? O que foi aquele beijo no final? Ok, a italiana é simpática, carismática e blá, blá… mas deixe que os beijinhos sejam mandados por Dementieva, Wozniacki ou Zvonareva…. Kim Clijsters novamente provou que não lembra uma princesa só pelo belo rostinho da Princesa Fiona, mas também pela postura elegante e doçura na voz. Uma Ladie!
Assim como as tenistas do vídeo, esse blog deseja a todos os fãs de tênis Feliz Natal e um ótimo 2011! Que você possa nesse ano continuar sonhando, pois são os sonhos que nos fazem acreditar, lutar e viver. Como disse a nova “musa da WTA”, Francesca Schiavone: “Enjoy your life”. Boas Festas!
Bate-pronto:
- A moça da foto, caso você não tenha reconhecido, é Urszula Radwanska, a parte bela da família Radwanska;
- Jelena Dokic continua o seu martírio rumo aos velhos tempos de glória. A australiana chegou à final do play-off pela disputa de um convite do Australian Open, mas foi derrotada por Olivia Rogowska depois de ter desperdiçado dois match points. A organização do Grand Slam, reconhecendo o talento e histórico da ex-top 5, lhe concedeu um convite para a chave principal do Major australiano;
- O sonho da carioca Ana Clara Duarte de disputar o qualificatório do Australian Open está cada vez mais longe de acontecer já em 2011. Clarinha é, no momento, a 19ª reserva da lista do quali e tem remotas chances de disputá-lo. Pode começar a fazer suas orações e mandigas para ajudar a moça;
- Além de Serena Williams, contundida, e a recém aposentada, Elena Dementieva, Jie Zheng, Alona Bondarenko e Agnes Szavay também são ausências confirmadas para a parte australiana da temporada;
- Que em 2011 nossas queridas tenistas continuem a nos brindar com lances bizarros, grandes pontos, declarações polêmicas, fotos engraçadas, vídeos hilários… enfim, que tenhamos um ano típico da WTA.
Muitos fãs já se declararam em blogs nacionais e internacionais, mas, para muitos, as declarações de fãs não podem ser levadas tão a sério. Por quê? Dizem que os fãs não reconhecem as imperfeições de seus ídolos, só enxergam as virtudes. Não concordo!
Em se tratando de Dementieva, definitivamente, não é o caso. Não acredito que os fãs da russa possam fazer vistas grossas às suas imperfeições nas quadras, pois a própria tenista nunca quis escondê-las. Pelo contrário, foi justamente nessas situações adversas, nas imperfeições e nas derrotas que Elena sobressaiu. Os tenismaníacos sabem, e a imprensa especializada sempre ressaltou o fair play de Dementieva nas vitórias e, sobretudo, nas derrotas. Ser fã de Dementieva é saber que a dupla falta é apenas questão de tempo, a derrota poderá ocorrer, mas ao final, seja qual for o resultado, no aperto de mãos, Elena olhará nos olhos de sua adversária e com um belo sorriso nos lábios a parabenizará pela vitória. Simples assim, sem quebra de raquete, sem entrevistas polêmicas, sem desculpas vazias.
Pois bem, se opinião de fã não vale muita coisa, dessa vez o reconhecimento veio daquelas que acompanharam a carreira de Dementieva bem de pertinho, suas colegas de profissão. Tenistas que não só enfrentaram Elena nas quadras, mas que puderam conviver com a ex-top 3 nos vestiários, nas atividades extra quadra, nos treinamentos… As mensagens vão desde de contemporâneas, como Srebotnik e Clijsters, que conheceram Dementieva ainda no circuito juvenil, a jovens tenistas que cresceram vendo Dementieva jogar, caso de Carol Wozniacki. Há ainda declarações da ex-parceira de duplas, Flavia Pennetta, com quem Dementieva jogou nos anos de 2005 a 2007 e conquistou o WTA de Los Angeles, além de ter atingido a final do U.S. Open de 2005.
Se o melhor reconhecimento profissional é aquele vem dos colegas de trabalho, Dementieva pode se dar por satisfeita. Para suas amigas e colegas, ela sempre será lembrada pelo espírito guerreiro, cordialidade, fair play, personalidade, generosidade, pelas entrevistas ponderadas e, sobretudo, pelo cárater. Atributos de uma verdadeira Deusa Olímpica.
O vídeo gravado durante o WTA Tour Championships em Doha, tem, em ordem, depoimentos de Francesca Schiavone, Jelena Jankovic, Kveta Peschke, Caroline Wozniacki, Kim Clijsters, Rennae Stubbs, Samantha Stosur, Katarina Srebotnik, Lisa Raymond, Vera Zvonareva, Victoria Azarenka, Gisela Dulko e Flavia Pennetta. Se ao final da partida contra Schiavone, Dementieva levou quase todas suas companheiras às lágrimas ao anunciar sua aposentadoria das quadras, dessa vez elas tentaram dar o troco. Veja, ouça e se emocione com essa justíssima homenagem.
Se você, leitor(a), já viu o vídeo acima, percebeu que Vera Zvonareva e Victoria Azarenka preferiram deixar suas mensagens em russo. Eu não sou muito familiarizado com o idioma, na verdade, entendo pouquíssimas palavras. Mas deu pra ouvir “Spasiba”, que significa “obrigado” em russo.
Como nem todo mundo foi a Doha, as homenagens não pararam por aqui. Vesnina, que a partir de agora é a Elena (com todas as letras) mais bem ranqueada, aproveitou a participação de Dementieva em um programa russo para também parabenizar agradecer a xará mais famosa.
Talvez você seja um recente fã de tênis e não entenda o porquê dessa choradeira toda com a aposentadoria da Dementieva. Dentre os highlights da atual campeã olímpica, está a cerimônia de premiação do U.S. Open. Mas pera aê, Dementieva não perdeu aquele jogo? Sim, Elena saiu derrotada da partida contra Kuznetsova, mas foi, ao final, a grande vencedora. Explico. Ainda no calor da derrota, Dementieva, em seu discurso, lembrou das vítimas dos ataques de 11 de Setembro de 2001 e do massacre que ocorreu em seu país, dias antes da final, em uma escola de Beslan. Emocionada, Dementieva pediu um momento de silêncio ao público que lotara a Arthur Ashe Stadium, e para que todos se unissem contra o terrorismo. O fato revelou não a tenista Elena Dementieva, de inegável sucesso, mas a grandeza do ser humano Elena Vyatcheslavovna Dementieva, vitoriosa em suas atitudes. Como (muito) bem disse o companheiro de Teniscópio, Gustavo Loio (@blogtopspin), pouco depois do anúncio da aposentadoria de Dementieva: “E Dementieva se despediu sem nenhum Grand Slam. Azar do Grand Slam.”
A qualidade do vídeo não é das melhores, mas vale a pena dar uma conferida, nem que seja para ver como eram Kuznetsova e Dementieva há seis anos atrás. Destaque para Mommy Dementieva, fiel companheira da filha tenista, que aparece algumas vezes no vídeo.
P.S.: Obrigado @laysguerrero pelo vídeo do USO\o/
Bate-pronto:
- Dementieva fará falta ao circuito não só pelos gritos agudos ao cometer um erro bobo, mas por ser um contraponto em um circuito dominado por provocações, seja nas quadras ou nas entrevistas. O tênis perde sua Lady;
- Com a aposentadoria da campeã olímpica, perdemos também uma das figuras mais emblemáticas do circuito feminino fora das quadras, Mommy Vera Dementieva. Depois que Sharapova aposentou o Papai Yuri, Vera Dementieva reinava absoluta no off -court da WTA, seja nos sorrisos das vitórias ou na angústia das derrotas;
- E o Divã do Daszma já sofre sua primeira grande baixa. Dementieva era, sem dúvidas, um nome com (muito) potencial para pintar por aqui diversas vezes. Ainda bem que o circuito está recheado de tenistas com head case;
- Com o fim da temporada da WTA quase todas as “top 50″ já estão curtindo férias, a exceção é a eslovaca/australiana Jarmila Gajdosova Groth, que semana passada disputou um torneio em Taipei e, nas próximas semanas, está escalada para jogar Challengers de 25 mil na Nova Zelândia e na Austrália. Para quem não sabe, essa é a menor categoria dos challengers e só perde para os Futures. Eu não consigo imaginar o que essa insana pretende com essa maratona, já que ela está bem longe da lista de cabeças de chave para o Aberto da Austrália;
- A número 1 do Brasil, a carioca Ana Clara Duarte, depois de uma vitoriosa turnê na Austrália, retorna ao Rio de Janeiro para jogar um Challenger de 25 mil, em Niterói na próxima semana. Clarinha precisa de bons resultados no Brasil para tentar disputar o qualifying do Australian Open.
Bem vindos ao Love Game: um blog sobre tênis. (E não um site de namoro, como alguns colegas do Teniscópio disseram que o nome parecia. Não vou citar nomes. Alexandre Cossenza.)
Tenho certeza que alguns de vocês estão se perguntando da onde vem esse nome engraçado e, além diso, genial. Bem, ele vem de uma canção homônima da cantora Lady Gaga. Para quem não a conhece, ela se assemelha a uma Serena Williams da música pop — só que com roupas menos espalhafatosas. A música é considerada ‘um hino do tênis’ por pessoas influentes da mídia, como, por exemplo, essa jornalista chinesa:
Clicando na imagem da jornalista, pode-se ver Roger Federer (tipo uma Celine Dion do tênis) comentando sobre a canção. O vídeo não tem legendas, mas, por alto, é isso que ele diz:
‘Love Game’ é uma música muito boa. Porém, não entraria no meu GAGA 4 TOP 5. Ela tem músicas superiores, como a perfeição pop ‘Dance In The Dark’ e a constantemente subestimada ‘Beautiful Dirty Rich’. Porém, é importante ressaltar que melhor que as canções da diva é o blog ‘Love Game’ do Teniscópio.
Os irmãos Bryan, maiores vencedores de títulos de duplas (66 ao todo), levaram a sua pareceria para os estúdios. Pode-se dizer que, hoje em dia, eles são quase tão relevantes para o rap quanto são para o tênis. Ano passado, eles lançaram o hit Autograph, que contou com a participação de Novak Djokovic e Andy Murray.
Acho que todos nós pensamos ‘Nossa! Esse daí tem mó pinta de rapper’ quando olhamos para o rosto de Andy Murray. Nada diz ‘bad boy’ como um homem de saia xadrez.
Outro tenista americano que obviamente é um tenista tão bom quanto é rapper é o aposentado Vince Spadea.
Acho que esse dispensa comentários. Me surpreende que ele nunca tenha lançado um álbum. Todo esse talento não deveria ser desperdiçado em uma quadra de tênis.
Essa ideia de se aventurar no mundo da música não se restringe somente aos homens. A top 40 alemã Andrea Petkovic cantou, em sua língua materna, numa música da banda Phill Fill chamada Ich will’ne Band sein. Ironia à parte, a faixa é escutável e está disponível online no site oficial da tenista. Mas também, né, todos sabem que a Petkorazzi não faz nada errado. Só amarela. Múltiplas vezes.
Não são só os tenistas que compõem canções sobre tênis. Com a facilidade de transmissão de músicas online, hoje em dia vemos muitos fãs fazendo canções sobre tênis. Elas são igualmente boas às músicas que os atletas escrevem.
Uma das minhas canções favoritas desse ‘gênero’ é Woz Woz, sobre a dinamarquesa número um do mundo Caroline Wozniacki. Espero ansiosamente o dia que dançarei Woz Woz na boate.
No rap Sportscenter de John Fresh Beez, a referência ao tênis não é tão clara. A batida que carrega a música, é nada mais nada menos, do que os ‘gemidos’ da recém-aposentada russa Elena Dementieva.
Me supreende que essa música não foi hit no Brasil.
Outra tenista que atuou em um videoclipe foi a ex-número um do mundo Justine Henin. Ela participou do clipe Soleil Soleil da cantora belga Lara Fabian. Só existe uma coisa melhor do que a Henin em um clipe de música. E isso é a Henin cantando e sapateando ‘ao vivo’ na televisão europeia.
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