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A volta por cima

Postado em Divã do Daszma

Voltemos ao ano de 2009. O torneio é o U.S. Open, em quadra Sabine Lisicki e Anastasia Rodionova. No último ponto daquele jogo (vídeo abaixo), a alemã sofreu uma grave torção em seu tornozelo, desabou na quadra, aos prantos, e deixou o estádio em uma cadeira de rodas. Apesar do susto, Lisicki voltou no mês seguinte, em Tóquio, onde caiu na segunda rodada. E mais tarde, chegou à final do WTA de Luxemburgo. Em 2010, a Lisicki sofreu nova lesão no tornozelo, enquanto jogava o WTA de Indian Wells. Novamente a alemã conseguiu voltar rapidamente às quadras. Mas, na semana seguinte, em Miami, Sabine voltou a sentir a lesão e abandonou logo na primeira rodada do torneio. Dessa vez, a ascendente alemã, è época no top 30, ficou 5 meses fora das quadras e não pode disputar Roland Garros e Wimbledon. Quando voltou em agosto, no torneio de Cincinnati, Lisicki já estava quase fora do top 100 (#91) e sem ritmo de jogo, o que ocasionou derrotas nas primeiras rodadas e mais uma queda no ranking. A alemã começou o ano de 2011 na 175ª posição da WTA, o que a obrigou a jogar vários qualis, inclusive no Australian Open, onde caiu na segunda rodada da fase de qualificação.

Os meses foram passando e Sabine Lisicki foi ganhando confiança e consistência em seu jogo. E o caminho não foi fácil. Como o número de convites é limitado, Sabine teve que se aventurar nos torneios challengers (Praga, Reggio Emilia, entre outros). Confiante e segura em seu jogo, Lisicki furou o quali de Roland Garros, venceu outra partida na chave principal e esteve muito perto de eliminar, na segunda rodada, a segunda favorita do torneio, a russa Vera Zvonareva. Apesar da derrota, Lisicki havia mostrado que estaria de volta e que o ranking, 121º, era o mais mentiroso do circuito.

E chegamos a Birmingham. De volta à grama, onde não jogava desde as quartas de final de Wimbledon, em 2009, Lisicki entrou na chave principal no último momento, se beneficiando das desistências de Bartoli e Sharapova. Sabine enfrentou na estreia a veterana japonesa Kimiko Date-Krumm, pela qual passou por dois sets. Em sets diretos a alemã também passou por Flipkens, Paszek e Rybarikova. Nas semifinais, Lisicki não deu chances à chinesa Shuai Peng, nova integrante do top 20 da WTA, e venceu por 63 61. A chuva inglesa, que, nessa época do ano, tarda mas não falha, adiou a final de domingo para a segunda-feira. Mas o adiamento parece ter feito muito bem à alemã, que bateu Hantuchova, por fáceis, 63 62, para conquistar o segundo título da carreira. Sabine terminou o torneio sem perder um set sequer. E ainda recebeu um grande presente, o convite para a chave principal de Wimbledon.

No outro torneio da semana, em Copenhagen, sem surpresas. Dona da casa e principal favorita ao título, Caroline Wozniacki não decepcionou a torcida local e venceu o 17º título na carreira, o segundo em casa. Assim como Lisicki, Wozniacki também não perdeu sets em sua jornada caseira. A final contra Lucie Safarova foi tão tranquila (61 64), que Carolzinha nem atrapalhou o penteado. Apesar de não ter convencido nas primeiras rodadas, Wozniacki elevou o nível nas fases finais e não deu a menor chance para a zebra pintar em sua casa. Já Safarova, vice-campeã, pode sair aliviada de Copenhagen, pois esteve perto de ser eliminada nas outras rodadas, mas conseguiu chegar à final.

Vejamos o que a number one vai aprontar na grama inglesa, já que preferiu não jogar os torneios de preparação para o Grand Slam britânico. Não vou mentir e dizer que torço para que Wozniacki vença Wimbledon e acabe de vez com “mancha” de ser uma número 1 sem Slam. Mas se as minhas preferidas não chegarem à final, e Wozniacki sim, minha torcida será dela.

Bate-pronto:

- Alla Kudryavtseva e Olga Govortsova foram as campeã da chave duplas do WTA de Birmingham. Na final, que foi disputada em uma quadra dura coberta, elas bateram as italianas Errani e Vinci, no match tie-break. Já na Dinamarca, não deu para nenhuma local vencer nas duplas. Mas o título ficou com uma nórdica, a sueca Johanna Larsson, que junto da alemã Jasmin Woehr, venceu o torneio sem grandes sustos;

- E elas estão de volta. Coincidentemente, as irmãs Williams escolheram o mesmo momento para voltar a aterrorizar no circuito, a temporada de grama. Em Eastbourne, Venus e Serena derrotaram Andrea Petkovic e Tsvetana Pironkova, respectivamente. Enquanto Venus enfrentará Ivanovic, Serena encontrará Vera Zvonareva, contra quem fez o último jogo antes das férias forçadas.

- Mais um Future no Brasil vencido por uma estrangeira, a argentina Andrea Benítez. Mas dessa vez a finalista foi uma brasileira, a paulistana Carla Forte, de 17 anos, em uma semana inspirada chegou à sua primeira final no circuito profissional. No caminho até à decisão, Carla deixou para trás a segunda favorita da chave, a compatriota Monique Albuquerque.

- Resultados dos challengers da semana passada:

$100+H Nottingham, Grã-Bretanha:

Simples: (5)Elena Baltacha (GBR) d. (6)Petra Cetkovska (CZE) 75 63

Duplas: Birnerova (CZE)/Cetkovska (CZE) d. Kulikova (RUS)/Rodina (RUS) 63 62

$100 Marseille, França:

Simples: (4)Pauline Parmentier (FRA) d. (3)Irina-Camelia Begu (ROU) 63 62

Duplas: (1)Begu (ROU)/Bratchikova (RUS) d. Andrei (ROU)/Gojnea (ROU) 62 62

$50+H Zlin, República Tcheca:

Simples: (2)Patricia Mayr-Achleitner d. (1)Ksenia Pervak 61 60

Duplas: Beygelzimer (UKR)/Chakhnashvili (GEO) d. Jani (HUN)/Marosi (HUN) 36 61 10-8

$25 Compobasso, Itália:

Simples: Karin Knapp (ITA) d. (8)Alize Lim (FRA) 62 64

Duplas: (1)Aurox (ARG)/Irigoyen (ARG) d. (2)MIjacika (CRO)/Pavlovic (FRA) 62 36 13-11

$25 El Paso, EUA:

Simples: Chichi Scholl (USA) d. (3)Petra Rampre (SLO) 75 75

Duplas: Scholl (USA)/Sotnikova (UKR) d. (2)Fink (USA)/Schanack (USA) 75 46 10-8

Fotos: Getty Images e Zimbio Images

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Aproveitando as chances

Postado em Divã do Daszma

Aproveitar as chances é um dos maiores chavões do mundo esportivo, seja qual for a modalidade, deve-se aproveitar as chances que aparecem pelo caminho. E é exatamente isso que vem fazendo nossa número 1 do ranking, Caroline Wozniacki, dentro e fora das quadras. Enquanto o circuito sofre com a ausência temporária das irmãs Williams e com a inconstância da belga Kim Clijsters, que voltou a se contundir, Wozniacki vai vencendo seus jogos, colecionando títulos – venceu, na semana passada, em Charleston, o segundo em três torneios – e, o mais importante, adquirindo muita confiança. O sucesso nas quadras aliado ao invejável carisma da musa teen, vem rendendo à líder do ranking vários contratos de patrocínios e campanhas publicitárias: Adidas Stella McCartney, E-Books.dk, Yonex, Rolex, Turkish Airlines, Sony Ericsson, Oral B, Proactiv, Oriflame, Compeed… No ranking o reflexo é ainda maior, Wozniacki se distancia de Clijsters e Cia a cada semana, e ainda tem, no saibro, a chance de se consolidar definitivamente na liderança do ranking do feminino.

Veja o vídeo da campanha da Compeed, o último, pelo menos por enquanto, merchan assinado pela número 1 do ranking e da publicidade.

Uma das maiores amigas de Wozniacki no circuito, a bielorussa, Victoria Azarenka, está tentando seguir os passos da líder do ranking. Em Marbella, torneio espanhol com a chave relativamente fraca, Azarenka atropelou as adversárias e, ainda, deu sorte de não enfrentar Kuznetsova na final, que seria, em tese, a adversária mais forte da chave. Para levantar o troféu, Vika sequer enfrentou uma top 40 – a melhor ranqueada no caminho da bielorussa foi Sara Errani, à época no nº. 43 da WTA – e venceu sem perder sets. Pelo caminho Azarenka ainda encontrou a russa Dinara Safina, ex-número 1 da WTA e dona (por que não?) de três vices  de Grand Slam, que contundida nem completou o primeiro set do duelo. Antes de Marbella, Azarenka havia aproveitado suas chances em Miami, quando não tomou conhecimento de uma, aparentemente, contundida Kim Clijsters e, nas semifinais, de uma Vera Zvonareva que não estava nos seus melhores dias. Na final, o golpe certeiro: Vika aproveitou a eliminação precoce de Wozniacki e atropelou Sharapova, que vinha embalada, mas sem convencer. Aproveitar as chances é fundamental. Azarenka se doou em Miami, deu seu máximo, e o fruto já foi colhido, a bielorussa debutou no top 5 do ranking feminino e pode romper a barreira de passar por uma quartas de final em torneios do Grand Slam.

Derrotada por Caroline Wozniacki na final do torneio da Carolina do Sul, a russa, Elena Vesnina, também aproveitou bem suas chances. Primeiro ao eliminar, nas rodadas prévias, Rebecca Marino e Bethanie Mattek-Sands, tenistas que viviam melhor momento do que a russa na temporada; depois, por se impor diante de Samantha Stosur, que era a segunda cabeça-de-chave em Charleston, mas vive um mau momento no circuito. Com a chave aberta, Vesnina ainda passou por Goerges e Peng para atingir a terceira final da carreira e a primeira do ano. Se em simples Vesnina caiu na final, nas duplas a história foi diferente. Jogando pela terceira vez seguida com Sania Mirza, a russa repetiu a campanha o feito de Wozniacki, e também saiu com os troféus em Miami e Charleston. Falando em duplas, as espanholas Nuria Llagostera Vives e Arantxa Parra Santoja fizeram a festa da torcida em Marbella ao derrotar, numa disputada final, a principal dupla do torneio formada pelas italianas Errani e Vinci.

Ainda na onda de aproveitar as chances, Rússia e República Tcheca tentam essa semana voltar a uma final de Federation Cup. As russas pegarão a atual bicampeã do mundo, a Itália, que vai a Moscou sem suas duas maiores estrelas: Francesca Schiavone e Flavia Pennetta. Sara Errani, Roberta Vinci, Alberta Brianti e Maria Elena Camerin terão a ingrata missão de superar as donas da casa que contarão com Vera Zvonareva (número 3 da WTA e retornando ao time depois de dois anos), Svetlana Kuznetsova, além de Anastasia Pavlyuchenkova e Ekaterina Makarova. A missão das tchecas é um pouco mais difícil. Petra Kvitova, Iveta Benesova, Barbora Zahlavova Strycova e Lucie Hradecka terão que superar o time belga, que sediará o duelo em Charleroi, para levar a República Tcheca pela primeira vez, com esse nome, à uma final de Fed Cup – a última vez que as tchecas estiveram numa decisão foi em 1988, ainda com o nome de Tchecoslováquia. Para motivar ainda mais o time tcheco, a Bélgica não contará com Kim Clijsters, contundida, e será comandada por Yanina Wickmayer e Kirsten Flipkens. Olha a chance ai!

Nos playoffs do Grupo Mundial, a Alemanha recebe o time norte americano em Stuttgart; A França vai até Lleida enfrentar a Espanha no saibro; Jelena Jankovic e Ana Ivanovic tentarão no saibro de Bratislava manter a Sérvia na elite do tênis mundial contra a Eslováquia; e Austrália, sem Sam Stosur, e Ucrânia, sem as irmãs Bondarenko, se enfrentam no saibro de Melbourne. O duelo entre Japão e Argentina, que vale a permanência no grupo Mundial para um dos dois países foi adiado para o mês de Julho, em virtude do terremoto e Tsunami que atingiu o país asiático no último mês. Os demais duelos ocorrerão normalmente. Assim, a Bielorússia da embalada Victoria Azarenka recebe a Estônia (sem Kaia Kanepi) em Minsk, enquanto que Eslovênia e Canadá se enfrentam no saibro de Koper, no país europeu; e a Suécia vai até Lugano enfrentar o time suíço liderado por Patty Schnyder. É a grande chance de Victoria Azarenka inserir seu país no grupo Mundial da Federation Cup.

Depois da boa campanha de Vivian Segnini no saibro argentino, que rendeu à paulista a vice liderança do ranking nacional, na última semana foi a vez da paulistana Roxane Vaisemberg aproveitar suas chances e também chegar a uma semifinal de challenger e retomar ao número 2 do Brasil no ranking que será divulgado na próxima semana. Vaisemberg foi eliminada pela croata Ajla Tomljanovic, gerenciada pela IMG, nas semifinais. O torneio foi vencido pela neozelandesa Marina Erakovic, que havia vencido o torneio de Pelham na semana anterior. As canadenses, Sharon Fichman e Marie-Eve Pelletier ficaram com o troféu nas duplas. No outro torneio challenger da semana, as australianas Casey Dellacqua e Olivia Rogowska fizeram a final local, em Bundaberg, além de terem conquistado juntas a chave de duplas. Na final de simples, vitória de Dellacqua em dois sets, 62 63.

Bate-pronto:

- Depois de duas semanas treinando em Porto Alegre, Vivian Segnini vai para os Estados Unidos para jogar challengers de 50 mil. A paulista de São Carlos estreia sua saga no qualifying do Challenger de Dothan, no Alabama. A chance está ai…

- O tênis nacional vem colhendo bons resultados nessas últimas semanas. Depois das semifinais de Segnini e Vaisemberg, em Buenos Aires e Jackson, respectivamente, essa semana foi a vez da carioca Ana Clara Duarte conseguir, depois de um bom tempo, uma boa vitória. Clarinha venceu Mandy Minella na primeira rodada do Challenger de 100 mil (com hospedagem) em Johanesburgo. Minella foi um dos destaques do último U.S. Open ao furar o qualifying e chegar na terceira rodada.

Fotos: Getty Images, Andalucia Tennis Experience, Family Circle Cup

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Memórias do Deserto

Postado em Divã do Daszma


Indian Wells está longe de ser Tashkent, que é a sede de torneios da WTA mais afastada da costa marítima, pelo contrário, o complexo encontra-se a poucas dezenas de quilômetros da badalada L.A. e do Oceano Pacífico. Considerado o quinto Grand Slam do ano, ao lado do seu irmão gêmeo, o WTA de Miami, o torneio que possui o mesmo tamanho de chave de um Major, é disputado em meio ao deserto Californiano. Se muitas tenistas reclamam da influencia constante do vento nas partidas e do calor e ar seco, muitas adoram o fato de poderem se concentrar melhor para os jogos, já que não existe muitas distrações em torno do complexo. Deixando um pouco de lado a geografia da Costa Oeste dos EUA, vamos falar do que mais marcou o torneio de Indian Wells.

Número 1 do mundo, Caroline Wozniacki, aquela que estaria fadada a não conquistar os grandes torneios devido ao seu jogo “extremamente defensivo”, foi a rainha do torneio californiano. Primeiro, por brilhar, no sentido literal da palavra, na festa do evento. Ok, não foi um ponto alto da Carol, como destacou Bê Arruda, mas a dinamarquesa marcou presença. Depois, ai sim, um golaço da loirinha, Carol, juntamente com sua amiga e adversária da partida quartas de final, Victoria Azarenka, homenageou as vitimas dos terremotos e Tsunamis do Japão, emocionando a todos que assistiam à partida. Por fim, para fechar a participação com chave de ouro, Carol venceu o torneio ao derrotar Bartoli em três sets, conquistando o segundo troféu na temporada e o 14º na carreira.

Kim Clijsters, Victoria Azarenka e Anna Chakvetadze, não terão boas lembranças dessa edição do premier de Indian Wells. As duas primeiras porque tiveram que largar suas partidas em virtude de contusões. Kim sentiu o ombro direito no duelo de oitavas de final contra Bartoli e, mesmo vencendo a partida por um set a zero, não conseguiu concluir a vitória e abandonou quando a francesa liderava o segundo set com uma quebra de vantagem. Já a bielorussa, que sejamos honestos tem um vasto histórico de contusões e abandonos, jogou apenas três games antes de sentir uma lesão na perna no jogo contra a Best-friend-forever, Caroline Wozniacki. A russa Anna Chakvetadze, ex-top 5 da WTA, voltou a assustar seus fãs ao não se sentir bem durante a partida contra Kirilenko, o que culminou com mais um abandono. Chakvetadze que já desmaiara em Dubai quando sacava para empatar a partida contra Wozniacki, sofreu novo desmaio dessa vez poucos minutos depois do abando na Califórnia. Dias depois, a russa divulgou em seu facebook que sofre de uma síndrome que provoca desmaios e que iria se tratar, o que afastará das quadras até o WTA de Stuttgart, provavelmente.

Se a fase não é boa nas partidas de simples, Elena Vesnina ganhou um motivo para sorrir. A russa, que no ano passado conquistou o vice campeonato de Wimbledon na chave de duplas, ao lado de Zvonareva, se juntou à indiana Sania Mirza e venceu o torneio de duplas em Indian Wells. Na final elas derrotaram as favoritas Bethanie Mattek-Sands e Meghann Shaughnessy, que contavam com o apoio da torcida local. Antes mesmo da partida final, o dueto russo-indiano anunciou que a parceria se manterá, pelo menos, até o torneio de Wimbledon. Vida longa à dupla.

Antes da festa do evento, algumas tenistas disseram quais são as músicas que elas estão ouvindo ultimamente. Confira o que embala Wozniacki, Azarenka, Clijsters, Zvonareva, Cornet, Radwanska, entre outras estrelas do tênis feminino.

Bate-pronto:

- O caribe foi o destino daquelas que foram precocemente eliminadas em Indian Wells e preferiram continuar em atividade. No CH de Nassau, nas Bahamas, evento de maior grandeza da série Challengers, a grande campeã foi uma zebraça. A bielorussa Anastasiya Yakimova venceu o torneio que tinha nomes como Petra Kvitova, Tsvetana Pironkova, Timea Bacsinszky, entre outros. Detalhe, sem perder nenhum set nas partidas contra Flipkens, Rodionova, Rus, Rybarikova e Kerber. Sensação da temporada, a tcheca Petra Kvitova foi ao Caribe mesmo para relxar, tomar um banho de sol, de mar… só isso para explicar a derrota de primeira rodada contra Kristina Barrois, 61 57 36. Nas duplas, vitória das principais favoritas, a sul-africana, Natalie Grandin e a tcheca Vladimira Uhlirova.

- No outro evento CH da semana, em Sanya, na China, o título ficou com Zhang Ling, de Hong Kong. Oitava cabeça de chave da competição de 25 mil, que tinha como principal favorita a bela Mandy Minella de Luxemburgo, Ling não se intimidou diante da ucraniana/francesa Iryna (ex-Kuryanovich) Bremond, e venceu a final em três sets, 36 76(4) 64. Pelo menos nas duplas, Bremond teve sorte diferente, ao lado da croata Ana Mijacika, venceu quatro jogos e se sagrou campeã.

- Três brasileiras se destacaram na semana, duas delas levantaram troféus. A simpatíssima, Vivian Segnini, chegou às quartas de final do Future de Metepac, no México, disputado em quadras rápidas. A pernambucana Teliana Pereira, que perdeu grande parte da temporada passada recuperando-se de uma cirurgia, derrotou a americana Amanda Fink, sexta preclassificada, por duplo 6-4, e levantou o troféu de campeã. No Chile, a catarinense Maria Fernanda Alves, se recuperou da precoce eliminação na chave de simples – caiu nas quartas de final diante da argentina Catalina Pella – e venceu a chave de duplas, ao lado da também argentina, Paula Ormaechea.

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O Bonde da Caro

Postado em Golden Racket

Depois de Vincent Spadea fazer rap e Justine Henin pagar mico cantando música brega em cadeia nacional (pérolas que você pode conferir no Love Game), é hora de o mundo tenístico-musical tremer. Porque agora nós temos uma funkeira!

A verdade é que Caroline Wozniacki já vinha mostrando pendores pra coisa desde o ano passado, quando abalou desfilando um vestido no melhor estilo popozão-de-fora durante o US Open. Look funkeira total, como bem antecipou o Meninas Vodca.

Com a indumentária pronta, Caro se jogou no baile funk. E o próximo pancadão?

Bom, o próximo pancadão veio da britânica Heather Watson, durante o jogo de duplas entre Grã-Bretanha e Dinamarca pela Fed Cup deste ano. Wozniacki ficou – literalmente – boladona.

Tão boladona que foi descontar no Twitter: reclamou que, apesar de ela ter vencido seus dois jogos de simples, a Dinamarca não deu nem pro cheiro na Fed. Créu nas companheiras de equipe!

Bom, na Fed Cup não deu pra Caro. Nem no Aberto da Austrália. Por enquanto ela está se segurando no topo do ranking, mas Kim Clijsters já está bufando no seu cangote. Será que vem por aí um momento “Elas estão descontroladas”?

Indian Wells vem aí e a gente espera pelo próximo batidão da mãe loira da WTA. Será que ela continua glamourosa e poderosa ou será que o tênis da Caro vai descer até o chão?

Por tudo isso e muito mais, Caroline Wozniacki recebe do Golden Racket o Troféu Tati Quebra-Barraco de Melhor Funkeira da WTA. Vai, popozuda!

O Golden Racket agradece ao companheiro de Teniscópio George pelos comentários impagáveis no Twitter que inspiraram este post, e pelas contribuições tenísticas-musicais da Menina Vodca Bê e da Bárbara Galiza.

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Sala de Troféus – Parte 5

Postado em Divã do Daszma


O troféu mais importante da semana não é de nenhum torneio específico; não foi a primeira vez que a contemplada o recebeu; e tão pouco é inédito nessa temporada. A dança das cadeiras continua, ou seria melhor a dança do troféu de flores? No fim do ano passado, na China, Caroline Wozniacki se tornou a primeira dinamarquesa a liderar o ranking da WTA, ao derrotar Petra Kvitova e atingir as quartas de final do WTA de Pequim. O reinado não durou muito, há duas semanas atrás, a belga Kim Clijsters, campeã dos dois últimos Grand Slams disputados, atropelou Jelena Dokic e recuperou o posto de número 1 do tênis feminino. Uma semana depois, Wozniacki derrota Shahar Peer, atinge as semifinais do WTA de Dubai e recupera o topo do ranking e o troféu de flores que formam um gigante número 1. E assim, de “semana em semana”, até a temporada de saibro, o troféu de flores deve revezar entre as mãos de Carol e Kim. Daqui a duas semanas, Wozniacki terá que defender o vice campeonato na seca Indian Wells. Nas semanas seguintes, será a vez da belga defender o campeonato em Miami… a expectativa é de que revezem as flores nesse período.

Falando agora dos torneios, Carol coroou a retomada ao topo com o título do Premier de Dubai, o 13º da carreira. Para sair de Dubai com o exótico troféu, a dinamarquesa derrotou Svetlana Kuznetsova, por fáceis 6-1, 6-3. A campanha de Wozniacki nos Emirados Árabes foi perfeita, Carol venceu todos os jogos em dois sets, conseguindo reverter “sets perdidos”, como o primeiro da semifinal contra Jankovic.

Mesmo jogando sem as habituais parceiras, a americana Liezel Huber e a espanhola Maria Jose Martinez Sanchez foram as campeãs da chave de duplas do Premier de Dubai. Nem mesmo o entrosamento da parceria Peschke/Srebotnik, adversárias na final, foi suficiente para atrapalhar os planos das campeãs. Apesar do sucesso jogando juntas, a dupla já foi desfeita para o WTA de Doha que acontece nessa semana. Petrova volta a fazer par com Liezel Huber, enquanto que Martinez Sanchez terá ao seu lado a romena Monica Niculescu, enquanto dá um tempo na vitoriosa parceria com a compatriota Nuria Llagostera Vives.

Em Mephis, naquele que foi até agora o WTA mais fraco do ano, o título ficou com a eslovaca Magdalena Rybarikova, que conquistou nos Estados Unidos o segundo título da inconstante carreira. A eslovaca que chegou a figurar no top 50, no ano de 2009, sofreu seguidas contusões e foi parar fora do top 100, tendo inclusive jogado eventos menores para tentar recuperar a confiança e o ritmo. A adversária de Rybarikova na final foi uma estreante, a canadense Rebecca Marino, que sofrendo com uma lesão no abdômen, não pode concluir o jogo da final e abandonou após a eslovaca ter vencido o primeiro set, 6-2.

Eliminadas precocemente na chave de simples, a bielorussa Olga Govortsova e Alla Kudryvatseva da Rússia foram as campeãs no torneio de duplas. Na decisão elas venceram o jogo duro contra as tchecas Hlavackova/Hradecka, 6-3, 4-6, 10-8, que eram as cabeças de chave número 4 em Memphis. Principais favoritas, as também tchecas, Voracova e Zahlavova Strycova, foram eliminadas ainda nas quartas de finais pelo dueto formado por Pervak (RUS)/Senoglu (TUR).

No primeiro torneio no saibro da temporada o domínio foi das conterrâneas de Rafael Nadal. Em simples a vitória foi de Lourdes Dominguez Lino, que levantou o troféu, repetindo 2006 e ainda voltou ao top 50 do ranking da WTA. Na final, a espanhola teve a companhia da surpreendente Mathilde Johansson, sueca naturalizada francesa, que derrotou Carla Suarez Navarro nas semifinais. A francesa começou embalada, mas acabou sofrendo a virada e perdeu a chance de conquistar o primeiro título da carreira, ao perder por 2-6, 6-3, 6-2. O torneio contou com a participação das duas principais brasileiras n circuito, que disputaram o qualificatório, mas foram eliminadas logo na primeira rodada. Ana Clara Duarte caiu diante da romena Elena Bogdan, 6-4, 6-3; enquanto que Maria Fernanda Alves, que entrou como alternate, foi eliminada pela canadense Sharon Fichman, 6-1, 6-1.

A espanhola Anabel Medina Garrigues e a romena, Edina Gallovits-Hall, se recuperam do fracasso na chave de simples, vencendo Laura Pous Tio e Sharon Fichman para ficar com o troféu na chave de duplas, por 2-6, 7-6(6), 11-9. Foi o 17º título da espanhola nas duplas, e o terceiro da recém casada Gallovits-Hall, que venceu em 2010 ao lado da número 1 da modalidade, a argentina Gisela Dulko. As brasileiras não conseguiram entrar na chave de duplas.

Bate-pronto:

- No Challenger de Surprise, evento da série $$ 25.000, disputado em Arizona, nos Estados Unidos, a jovem porto-riquenha Monica Puig foi o grande destaque, ao vencer o torneio após ter entrado como juvenil na chave principal. Na final do torneio disputado em quadras duras, Puig derrotou Lenka Wienerova da Eslováquia, 6-4, 6-0. Esse foi o segundo título profissional da porto-riquenha, que é a atual vice-campeã da chave juvenil do Australian Open. Nas duplas, vitória das japonesas Shuko Ayoma e Remi Tezuka sobre Mervana Jugic-Salkic da Bósnia-Herzegovina e a ucraniana Tetiana Luzhanska, 6-3 6-1.

- No saibro espanhol de Mallorca, a bielorussa Iryna Kuryanovich, terceira favorita na chave principal, derrotou a ucraniana Sofiya Kovalets, convidada da organização, e conquistou o segundo challenger da carreira. Kuryanovich ainda foi campeã da chave de duplas ao lado da ucraniana Irina Buryachok, derrotando na decisão as tchecas Iveta Gerlova e Lucie Kriegsmannova, em sets diretos, 7-5, 6-2.

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É a vez delas?

Postado em Divã do Daszma

Henin
A dinamarquesa Caroline Wozniacki venceu seis torneios em 2010, chegou às semifinais do U.S. Open e à decisão do “Torneio das Campeãs”em Doha, e terminou o ano no topo do ranking da WTA. Wozniacki já chegou à final de um Grand Slam, o U.S. Open, em 2009, mas foi derrotada em sets diretos por Kim Clijsters.

Vera Zvonareva é atualmente a melhor tenista russa em ranking, performance e resultados. Zvonareva apresentou grande evolução técnica e psicológica e foi vice-campeã dos dois últimos Majors, quando foi derrotada por Serena Williams em Wimbledon, e Clijsters em Nova York. Em 2009, Verinha chegou às semifinais em Melbourne, o que foi, até então, seu melhor resultado em torneios do Grand Slam.

Assim como Zvonareva, Samantha Stosur também bateu na trave no ano passado ao ficar com o vice-campeonato do Aberto Francês. Dona de um estilo de tênis diferenciado e agressivo, Sam terá todo o apoio da torcida australiana para sair de Melbourne com o troféu nas mãos.

A sérvia Jelena Jankovic chegou à final de um torneio Major uma única vez, em 2008 nos Estados Unidos. De lá pra cá, a sempre regular Jankovic perdeu a consistência, pouco evoluiu tecnicamente e sofreu derrotas inesperadas diante de adversárias inexpressivas. Não parece ser esse o momento da sérvia.

Victoria Azarenka e Li Na ainda sequer sentiram a adrenalina de disputar uma final de Grand Slam – a bielorussa, inclusive, tem como melhor resultado apenas a fase de quartas de final, – mas mostraram grande evolução nos últimos anos e conquistaram vitórias importantes. Na última edição do Australian Open, ambas foram eliminadas pela eventual campeã, Serena Williams.

Sem Serena Williams, atual bicampeã em Melbourne e dona dos últimos quatro títulos do Australian Open disputados em anos ímpares, Wozniacki, Zvonareva, Stosur, Jankovic, Azarenka e Li terão a grande chance da carreira de entrar para o seleto grupo das “Campeãs de Grand Slams”. Entretanto, se Serena Williams não está em Melbourne, outras tenistas que já venceram, pelo menos, um Grand Slam na carreira, prometem adiar os sonhos do sexteto acima.

Venus Williams, Justine Henin, Maria Sharapova, Kim Clijsters, Svetlana Kuznetsova, Ana Ivanovic e Francesca Schiavone, juntas, somam 24 troféus de Majors nos torneios de simpes, e conhecem bem os atalhos para vencer um Slam. Com Venus Williams longe de sua melhor forma física e Sharapova afastada das grandes vitórias já há algum tempo, as belgas parecem ser as mais perigosas, pois estão em melhor forma técnica e física, e devem ser as grandes ameaças da turma que busca o primeiro título de um Grand Slam. Azar de Wozniacki e Jankovic que podem ter, nas quartas de final, Henin e Clijsters, respectivamente, para chegar a tão sonhada final do dia 29 de janeiro.

Bate-pronto:

- Depois de enfrentar Wickmayer e Bartoli em Auckland e Hobart, respectivamente, Dinara Safina mais uma vez não levou sorte no sorteio da chave, e terá, logo na primeira rodada, a super favorita Kim Clijsters;

- O sorteio da chave principal feminina preparou possíveis encontros, que se confirmarem serão emocionantes: Venus vs. Sharapova (Oitavas de final); e Wozniacki vs. Henin (Quartas de final);

- Já na primeira rodada teremos alguns jogos interessantes: Wozniacki x Dulko; Wickmayer x Groth; Vesnina x Razzano; K. Bondarenko x Peng; Date Krumm x Radwanska e Makarova x Ivanovic. Desses, o meu favorito é Wicky contra Groth, que vem jogando muito bem e jogará com o apoio da torcida.

- Das minhas tenistas preferidas, quem tem a melhor estreia é Pavlyuchenkova contra a belga Kirsten Flipkens, que não joga desde a temporada passada; Vera Zvonareva joga contra Sybille Bammer e Maria Sharapova encara Tanasugarn, não creio que elas enfrentarão muitas dificuldades contra as experientes tenistas; Chakvetadze tem um jogo complicado com Olga Govortsova; Pervak e Petrova se matarão na primeira rodada; Safina, como disse anteriormente, precisa se benzer urgentemente.

Imagens: Zimbio Images

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Boas Festas!

Postado em Divã do Daszma

Ainda em Doha, durante a festa de abertura do torneio, as principais tenistas da temporada, com exceção das contundidas e de Vika Azarenka, que à época disputava a final do WTA de Moscou, gravaram suas mensages de fim de ano aos fãs de tênis.

Se você é um dos milhares viúvos da Dementieva, essa é a sua chance de matar saudades da moça, nem que por alguns segundos… Aliás, Elena estava linda e simpática como sempre. Já algumas de suas colegas… O que falar das performances de Jelena Jankovic e Francesca Schiavone? JJ deve ter tomado umas a mais, só pode! Ou então a caricata sérvia acreditava realmente que estava num concurso de miss. Fail! Já Schiavone resolveu encarnar o papel da gatinha da WTA? O que foi aquele beijo no final? Ok, a italiana é simpática, carismática e blá, blá… mas deixe que os beijinhos sejam mandados por Dementieva, Wozniacki ou Zvonareva…. Kim Clijsters novamente provou que não lembra uma princesa só pelo belo rostinho da Princesa Fiona, mas também pela postura elegante e doçura na voz. Uma Ladie!

Assim como as tenistas do vídeo, esse blog deseja a todos os fãs de tênis Feliz Natal e um ótimo 2011! Que você possa nesse ano continuar sonhando, pois são os sonhos que nos fazem acreditar, lutar e viver. Como disse a nova “musa da WTA”, Francesca Schiavone: “Enjoy your life”. Boas Festas!

Bate-pronto:

- A moça da foto, caso você não tenha reconhecido, é Urszula Radwanska, a parte bela da família Radwanska;

- Jelena Dokic continua o seu martírio rumo aos velhos tempos de glória. A australiana chegou à final do play-off pela disputa de um convite do Australian Open, mas foi derrotada por Olivia Rogowska depois de ter desperdiçado dois match points. A organização do Grand Slam, reconhecendo o talento e histórico da ex-top 5, lhe concedeu um convite para a chave principal do Major australiano;

- O sonho da carioca Ana Clara Duarte de disputar o qualificatório do Australian Open está cada vez mais longe de acontecer já em 2011.  Clarinha é, no momento, a 19ª reserva da lista do quali e tem remotas chances de disputá-lo. Pode começar a fazer suas orações e mandigas para ajudar a moça;

- Além de Serena Williams, contundida, e a recém aposentada, Elena Dementieva, Jie Zheng, Alona Bondarenko e Agnes Szavay também são ausências confirmadas para a parte australiana da temporada;

- Que em 2011 nossas queridas tenistas continuem a nos brindar com lances bizarros, grandes pontos, declarações polêmicas, fotos engraçadas, vídeos hilários… enfim, que tenhamos um ano típico da WTA.

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Tênis e música

Postado em Destaques, Love Game

Olá, futuro leitores. Sim, todos vocês quatro.

Bem vindos ao Love Game: um blog sobre tênis. (E não um site de namoro, como alguns colegas do Teniscópio disseram que o nome parecia. Não vou citar nomes. Alexandre Cossenza.)

Tenho certeza que alguns de vocês estão se perguntando da onde vem esse nome engraçado e, além diso, genial. Bem, ele vem de uma canção homônima da cantora Lady Gaga. Para quem não a conhece, ela se assemelha a uma Serena Williams da música pop — só que com roupas menos espalhafatosas. A música é considerada ‘um hino do tênis’ por pessoas influentes da mídia, como, por exemplo, essa jornalista chinesa:


Clicando na imagem da jornalista, pode-se ver Roger Federer (tipo uma Celine Dion do tênis) comentando sobre a canção. O vídeo não tem legendas, mas, por alto, é isso que ele diz:

‘Love Game’ é uma música muito boa. Porém, não entraria no meu GAGA 4 TOP 5. Ela tem músicas superiores, como a perfeição pop ‘Dance In The Dark’ e a constantemente subestimada ‘Beautiful Dirty Rich’. Porém, é importante ressaltar que melhor que as canções da diva é o blog ‘Love Game’ do Teniscópio.

Talvez não seja exatamente isso que ele diz. Tradução nunca foi meu forte. A questão é: tênis e música têm um elo muito forte. Um exemplo disso é a famosa participação do número um do mundo, Rafael Nadal, no clipe de Gypsy da cantora colombiana Shakira. Além disso, muitos tenistas já mostraram o seu talento nato para o mundo das melodias.

Os irmãos Bryan, maiores vencedores de títulos de duplas (66 ao todo), levaram a sua pareceria para os estúdios. Pode-se dizer que, hoje em dia, eles são quase tão relevantes para o rap quanto são para o tênis. Ano passado, eles lançaram o hit Autograph, que contou com a participação de Novak Djokovic e Andy Murray.

Acho que todos nós pensamos ‘Nossa! Esse daí tem mó pinta de rapper’ quando olhamos para o rosto de Andy Murray. Nada diz ‘bad boy’ como um homem de saia xadrez.

Outro tenista americano que obviamente é um tenista tão bom quanto é rapper é o aposentado Vince Spadea.

Acho que esse dispensa comentários. Me surpreende que ele nunca tenha lançado um álbum. Todo esse talento não deveria ser desperdiçado em uma quadra de tênis.

Essa ideia de se aventurar no mundo da música não se restringe somente aos homens. A top 40 alemã Andrea Petkovic cantou, em sua língua materna, numa música da banda Phill Fill chamada Ich will’ne Band sein. Ironia à parte, a faixa é escutável e está disponível online no site oficial da tenista. Mas também, né, todos sabem que a Petkorazzi não faz nada errado. Só amarela. Múltiplas vezes.

Não são só os tenistas que compõem canções sobre tênis. Com a facilidade de transmissão de músicas online, hoje em dia vemos muitos fãs fazendo canções sobre tênis. Elas são igualmente boas às músicas que os atletas escrevem.

Uma das minhas canções favoritas desse ‘gênero’ é Woz Woz, sobre a dinamarquesa número um do mundo Caroline Wozniacki. Espero ansiosamente o dia que dançarei Woz Woz na boate.

No rap Sportscenter de John Fresh Beez, a referência ao tênis não é tão clara. A batida que carrega a música, é nada mais nada menos, do que os ‘gemidos’ da recém-aposentada russa Elena Dementieva.

A influência de Dementieva não encerra aí. A banda americana Blue Dog And Sponge Cake escreveu uma música para ela e sua contemporânea Maria Sharapova. A canção, chamada Dementapova, não é exatamente o que se chame de classuda, diferentemente de todas as outras músicas acima. Obviamente. A própria Dementieva já apareceu em um videoclipe. Em 2006, a russa atuou no clipe de Kak Ty Prekrasna de Igor Nokalev, um artista de seu país.

Me supreende que essa música não foi hit no Brasil.

Outra tenista que atuou em um videoclipe foi a ex-número um do mundo Justine Henin. Ela participou do clipe Soleil Soleil da cantora belga Lara Fabian. Só existe uma coisa melhor do que a Henin em um clipe de música. E isso é a Henin cantando e sapateando ‘ao vivo’ na televisão europeia.

Obrigada, YouTube.