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Happy Valentine’s Day

Postado em Golden Racket

Eu podia estar roubando, eu podia estar matando, eu podia estar me descabelando e me revoltando contra o Valentine’s Day, essa data romântica e fofucha em que se celebra o amor…

Mas como aqui no Brasil essa vibe só nos arrebata mesmo em junho, dá para deixar o ressentimento de lado e fazer uma pequena homenagem tenística. Eu fiquei pensando em vários casais famosos do tênis que poderiam ilustrar toda a beleza do amor nessa data tão meiga, como, por exemplo, Caroline Wozniacki e Rory McIlroy. Mas o golfista não passou no controle de qualidade. Talvez Petra Kvitova e Adam Pavlasek, mas o pivete foi barrado pelo Juizado de Menores. Ou então Ana Ivanovic e o golfista (e bofe escândalo de plantão) Adam Scott. Mas era beleza, charme e glamour demais pra um casal só. Quem sabe os gigantes Maria Sharapova e Sasha Vujacic? Infelizmente, o rapaz que tem nome de filha da Xuxa não passou no teste de masculinidade. Também pensei em Rafael Nadal e Xisca Perelló, mas ninguém até hoje conseguiu arrancar da moça uma declaração sobre o namoro. O incensado número 1 Novak Djokovic e sua Jelena Ristic eram candidatos, até eu descobrir que ele havia se separado da sérvia e começado a namorar a Chiquinha do Chaves. E infelizmente Roger e Mirka Federer estavam ocupados demais cuidando das gêmeas.

Falando sério, na verdade eu sabia desde o início que apenas um casal seria capaz de entregar a mensagem que eu queria aqui nesse Valentine’s Day. Quando li a autobiografia do Andre Agassi, no início do ano, me chamou a atenção a parte em que ele diz que todo homem deveria ter a honra de fazer um discurso de apresentação da mulher que ama durante a sua cerimônia de ingresso no Hall da Fama. Por razões óbvias, muito poucas mulheres no mundo são convidadas a ingressar no Hall da Fama do que quer que seja. E menos mulheres ainda têm o privilégio de dividir sua vida com um cara que tenha a capacidade de dizer o que Andre disse a Steffi Graf nesse dia. Que não é contado no livro, mas que coincidentemente acabou atravessando meu caminho, quando esbarrei no vídeo abaixo há uns dias atrás. São algumas das palavras de amor mais doces e cheias de significado que eu já ouvi na vida. Agassi e Graf são o maior símbolo vivo de parceria verdadeira no tênis. A representação perfeita desse esporte que começa com “love”.

“Eu me dei conta de que ainda têm que ser inventadas palavras

grandes o bastante

coloridas o bastante

ou verdadeiras o bastante

para expressar o coração e a alma

dessa mulher que eu amo:

Stefanie.

Eu imagino o que eu poderia dizer

para fazer justiça ao modo como você tem vivido sua vida

e às vidas que você mudou.

Eu comecei há vários anos atrás

em um pequeno quadro-negro,

sentado na nossa cozinha

(uma tradição que eu mantive por todas as noites),

e ao final de cada dia eu pegava um giz

e tentava expressar

as várias coisas que você significa pra mim.

Às vezes, apenas uma breve linha,

às vezes, uma pequena história,

mas sempre

apenas o transbordamento

de um coração agradecido.

E após todos esses meses e anos

escrevendo pra você todas as noites

nunca me faltaram maneiras

de refletir a luz que você trouxe para a minha vida.

E agora – que ironia!

nestes breves momentos eu preciso colocar em palavras

essas coisas que eu adoro tanto em você.

Talvez eu possa lhe dizer isso de uma forma simples:

há pouco tempo atrás, nós estávamos na estrada

e eu olhei pela janela do nosso quarto de hotel

em um andar bem alto.

Eu podia ver o topo de uma linda e antiga catedral

que era estonteante, com mármore e pedra esculpidos,

tudo tão perfeito.

Eu não podia acreditar na obra de arte que eu estava vendo

e eu imaginei quantos anos eles teriam levado para criar aquilo

e o que os teria estimulado a se comprometer tanto.

Então eu comecei a apreciar algo maior.

Eu percebi que, à época de sua construção,

aquele era de longe o prédio mais alto

e em uma era bem anterior aos aviões e arranha-céus

esses artistas acreditavam todos os dias, quando se engajavam em seu trabalho,

que nenhum ser humano, nenhum par de olhos

jamais veriam a sua criação.

Como eles poderiam não cortar caminho?

Como poderiam não considerar sua tarefa rotineira?

Eu só posso imaginar que isso veio de um lugar lá dentro.

A necessidade de serem verdadeiros consigo mesmos

era a sua razão

e a sua recompensa.

Tudo isso me ajudou a entender você um pouquinho melhor,

nunca precisando de aplausos

para fazer o seu melhor,

apenas precisando dar o melhor que a sua alma poderia dar

para se sentir completa.

Desde o barulho da multidão

dentro das linhas de uma quadra central

até o silêncio de um quarto de criança

essa alma generosa,

essa força inquebrantável,

essa integridade suave

nunca foram abaladas.

A arena do tênis apenas lhe deu o cenário e a oportunidade

para aprimorar essas qualidades ainda mais.

Você sempre foi uma pessoa de ações,

não de palavras.

Você nunca se definiu por aquilo que conquistou.

Ao invés disso, você conquistou pela forma como se definiu.

E mesmo agora, me tirou o fôlego

ver como você silenciosamente abandonou sua raquete

para perseguir o amor e a maternidade

com o mesmo zelo e altos padrões

que você sempre exigiu de si mesma.

Ninguém nunca viu você se deslumbrar com as próprias conquistas.

Na verdade, como eu sempre digo,

todas as pessoas que falarem com você

provavelmente esquecerão em 30 segundos todas as grandes coisas que você fez,

mas vão sentir que você se importa,

que tem empatia com os sentimentos delas,

e que você nunca vai largar seus corações

até saberem que foram completamente compreendidos.

Os livros de história vão guardar para a posteridade

a sua habilidade de aceitar e superar as adversidades

de superar as lesões

e vencer

de novo

e de novo

e de novo.

Em um futuro distante

as pessoas analisarão e discutirão seu lugar

como a maior da sua era,

e à medida que as futuras gerações ouvirem

sobre a sua força e a sua hegemonia,

elas podem ser tentadas a achar que a conhecem

ou que conhecem o coração de gigante que bate em você.

Mas para aqueles dentre nós

que são abençoados por ver em pessoa

a sua humildade silenciosa,

por ver você representar o seu esporte

com inequívoca dignidade,

e quanto àqueles dentre nós que são ainda mais abençoados

por sermos elevados de nós mesmos pelo seu riso,

por sermos destinatários

do seu coração sempre generoso,

nós teremos gravado em nós para sempre

algo que nenhuma estatística pode conter.

Nós fomos tocados profundamente pela sua vida.

Você nos fez melhores

e nós jamais seremos os mesmos.

Stefanie, você passou muitos anos da sua vida competindo,

mas aqui onde nos encontramos,

aos olhos dos seus filhos

e dentro do meu coração

você não tem rivais.

Senhoras e senhores,

eu lhes apresento a melhor pessoa que eu já conheci,

Stefanie Graf.”

(Andre Agassi)

Happy Valentine’s Day!

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VárzeaCast Games #1: Leslie de Pinda vs. Pink Marden

Postado em VárzeaCast

Chegou no seu player o primeiro gameshow tenístico do Brasil deste universo!

Inspirados pelo podcast mais PNC da blogosfera, o Seriadores Anônimos, nós fizemos o gameshow do Têniscast (já popularmente conhecido como VárzeaCast).

Nossos dois primeiros participantes são a Gloriosa-de-Pinda Lays Guerrero e o carioca ‘forgado’ Marden Diller. Pedimos às duas vítimas que escolhessem 3 temas cada: 1 tenista, 1 torneio e 1 assunto random. A partir daí eu, minha co-apresentadora desta edição Sheila Vieira e Filipe “Produção” Ribeiro formularmos as perguntas, que tanto os participantes reclamaram do nível de dificuldade e trollagem. Mas quem aqui quer ver alguém aqui ganhando alguma coisa né? Exato.

Aliás, os temas escolhidos foram: Elena “Ponte-pretana” Vesnina, WTA de Charleston e a série Parks and Recreation (pela Lays); Andre Agassi, ATP de Monte Carlo e Pink Floyd (pelo Marden).

No segundo bloco brincamos de Grunts e números, onde os Brazil’s Next Top Gameshow Contestant hopefuls deveriam escutar grunts famosos – e alguns não tão famosos – e responder uma pergunta sobre o dono ou dona de tal som. Aliás, não percam uma performance de grunts famosos digna de Grammy no começo desse bloco.

Aproveitem, e não esqueçam de comentar!

Neste podcast:
00:37 – Apresentações
02:50 – Explicação do jogo
09:02 – Bloco 1 – Quiz
43:44 – Bloco 2 – Grunts e números
56:38 – Despedidas
1:02:07 – Bloopers

Participantes:
- Lays Guerrero
- Marden Diller
- Sheila Vieira
- Victor Abadio
- George Galli
- Michel Figueirero
- Filipe Ribeiro

Trilha sonora:
1. The Name – Let the things go
2. Animal Collective – Guys eyes
3. Blood red shoes – It’s getting boring by the sea
4. LCD Soundsystem – Beat connection
5. Goldfrapp – Ride a white horse (FK-EK Vocal Version)
6. Tiga – Good as gold/Flexible skulls
7. Prodigy – The narcotic suite: 3 Kilos
8. Peaches – Fuck or kill
9. Peaches – You love it
10. The Gossip – Heavy cross (Burns Remix)
11. LCD Soundsystem – Us v Them
12. Tomandandy – Twins (Resident evil: Afterlife OST)