Cinco coisas que um fã de tênis pode fazer durante a off season

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Manhãs sem “OOPs” (Order of Play) para checar? Tardes sem livescores para acompanhar? Noites sem contas de fuso-horário para fazer? O seu dia-a-dia já está mais vazio durante a off season? Já começou a contagem regressiva para o Australian Open? Pare de cortar os pulsos com o lacre do Gatorade e cheque a lista do Love Game de cinco coisas que um fã de tênis pode fazer durante a época mais difícil do ano: as férias dos jogadores.

Aprender a jogar tênis. Se você começou a acompanhar o esporte recentemente ou sempre assistiu mas nunca pegou numa raquete de jeito, esse é o momento. As escolas já estão entrando de férias e o Natal está chegando. Nada melhor que aproveitar o verão e o período sem trabalho para aprender a jogar tênis. Claro, o calor de 35ºc pode atrapalhar, mas o que é o amor sem um pouco de dor?

Fazer um blog. Sabe-se lá qual a obsessão de fãs de tênis com blogs, mas parece que ser blogger é o novo ser Moderador Da Comunidade Oficial Do Orkut. Ter um blog tem várias vantagens. Você pode fazer novos amigos e conhecer pessoas que também acham que a Victoria Azarenka é feita de filhotes, arco-íris e abraços por dentro. Você pode melhorar a sua escrita. E se seu blog ficar famoso, você pode se encontrar já já com um crachá de imprensa cobrindo eventos. Blog is the new black.

Organizar idas a torneios. É difícil ser um fã de tênis no Brasil. A não ser que você esteja disposto a gastar muito dinheiro para ir ao Sauípe ver o Igor Andreev jogar, você não vai em nenhum torneio da WTA ou da ATP. Nessa época do ano você pode organizar suas viagens a competições. Nada como aproveitar férias em família pra ver um pouco de tênis. Em fevereiro, tem o ATP de Buenos Aires. Em março, o torneio preferido dos brasileiros: o Masters 1000 de Miami. Com apenas 47 reais, você pode passar um dia em Roland Garros vendo todos os jogos e treinos nas quadras externas. Se você não quer ser roubado com “pacotes tenísticos”, essa é a hora de organizar.

Ler livros e ouvir música. De vez em quando é legal fazer coisas de gente normal. Nessa época do ano, sempre tem muitos lançamentos. O meu plano para as férias de verão é terminar os livros que eu comprei para as férias de inverno. Ao meu lado tenho “Desejo e Reparacão”, de Ian McEwan, e o clássico “O Sol é Para Todos”, de Harper Lee. Também planejo reler “Febre de Jogo”, de Nick Hornby. Esse último é uma autobiografia sobre um homem obcecado com o time de futebol inglês Arsenal. Obcecado por esporte… onde eu já ouvi isso antes?

Para acompanhar a literatura, eu aproveito a única época do ano em que eu posso escutar canções de Natal sem me sentir uma idiota. O álbum “Santastic V: Snow, Man!” só de mashups (músicas formadas por outras músicas juntas) é muito divertido. Além dele, o EP “Christmas” lançado pela dupla inglesa Pet Shop Boys ano passado e o disco bônus do álbum “Chemistry” da girlband Girls Aloud serão populares aqui em casa.

Acompanhar outros esportes. Sim, essa pode ser uma realidade difícil de enfrentar, mas é importante sempre manter a mente aberta. Futebol é uma constante. O ano todo. Mesmo com o fim do Brasileirão não existe um segundo na TV brasileira em que algum canal não esteja passando futebol. E se você não gosta de futebol, sempre se tem outros esportes a disposição. Patinação artística, quem sabe? Basquete? Handball? Hipismo? Vôlei? Judô? Atletismo? Esgrima? Curling, talvez? Falta muito para janeiro?