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Bárbara G.

Bárbara Galiza estuda Jornalismo, curte caminhadas na praia, músicas do Rod Stewart, homens sensíveis e escreve o Fierce Tennis quando tem paciência.

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Cinco coisas que um fã de tênis pode fazer durante a off season

Postado em Love Game

Manhãs sem “OOPs” (Order of Play) para checar? Tardes sem livescores para acompanhar? Noites sem contas de fuso-horário para fazer? O seu dia-a-dia já está mais vazio durante a off season? Já começou a contagem regressiva para o Australian Open? Pare de cortar os pulsos com o lacre do Gatorade e cheque a lista do Love Game de cinco coisas que um fã de tênis pode fazer durante a época mais difícil do ano: as férias dos jogadores.

Aprender a jogar tênis. Se você começou a acompanhar o esporte recentemente ou sempre assistiu mas nunca pegou numa raquete de jeito, esse é o momento. As escolas já estão entrando de férias e o Natal está chegando. Nada melhor que aproveitar o verão e o período sem trabalho para aprender a jogar tênis. Claro, o calor de 35ºc pode atrapalhar, mas o que é o amor sem um pouco de dor?

Fazer um blog. Sabe-se lá qual a obsessão de fãs de tênis com blogs, mas parece que ser blogger é o novo ser Moderador Da Comunidade Oficial Do Orkut. Ter um blog tem várias vantagens. Você pode fazer novos amigos e conhecer pessoas que também acham que a Victoria Azarenka é feita de filhotes, arco-íris e abraços por dentro. Você pode melhorar a sua escrita. E se seu blog ficar famoso, você pode se encontrar já já com um crachá de imprensa cobrindo eventos. Blog is the new black.

Organizar idas a torneios. É difícil ser um fã de tênis no Brasil. A não ser que você esteja disposto a gastar muito dinheiro para ir ao Sauípe ver o Igor Andreev jogar, você não vai em nenhum torneio da WTA ou da ATP. Nessa época do ano você pode organizar suas viagens a competições. Nada como aproveitar férias em família pra ver um pouco de tênis. Em fevereiro, tem o ATP de Buenos Aires. Em março, o torneio preferido dos brasileiros: o Masters 1000 de Miami. Com apenas 47 reais, você pode passar um dia em Roland Garros vendo todos os jogos e treinos nas quadras externas. Se você não quer ser roubado com “pacotes tenísticos”, essa é a hora de organizar.

Ler livros e ouvir música. De vez em quando é legal fazer coisas de gente normal. Nessa época do ano, sempre tem muitos lançamentos. O meu plano para as férias de verão é terminar os livros que eu comprei para as férias de inverno. Ao meu lado tenho “Desejo e Reparacão”, de Ian McEwan, e o clássico “O Sol é Para Todos”, de Harper Lee. Também planejo reler “Febre de Jogo”, de Nick Hornby. Esse último é uma autobiografia sobre um homem obcecado com o time de futebol inglês Arsenal. Obcecado por esporte… onde eu já ouvi isso antes?

Para acompanhar a literatura, eu aproveito a única época do ano em que eu posso escutar canções de Natal sem me sentir uma idiota. O álbum “Santastic V: Snow, Man!” só de mashups (músicas formadas por outras músicas juntas) é muito divertido. Além dele, o EP “Christmas” lançado pela dupla inglesa Pet Shop Boys ano passado e o disco bônus do álbum “Chemistry” da girlband Girls Aloud serão populares aqui em casa.

Acompanhar outros esportes. Sim, essa pode ser uma realidade difícil de enfrentar, mas é importante sempre manter a mente aberta. Futebol é uma constante. O ano todo. Mesmo com o fim do Brasileirão não existe um segundo na TV brasileira em que algum canal não esteja passando futebol. E se você não gosta de futebol, sempre se tem outros esportes a disposição. Patinação artística, quem sabe? Basquete? Handball? Hipismo? Vôlei? Judô? Atletismo? Esgrima? Curling, talvez? Falta muito para janeiro?

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Tênis e música

Postado em Destaques, Love Game

Olá, futuro leitores. Sim, todos vocês quatro.

Bem vindos ao Love Game: um blog sobre tênis. (E não um site de namoro, como alguns colegas do Teniscópio disseram que o nome parecia. Não vou citar nomes. Alexandre Cossenza.)

Tenho certeza que alguns de vocês estão se perguntando da onde vem esse nome engraçado e, além diso, genial. Bem, ele vem de uma canção homônima da cantora Lady Gaga. Para quem não a conhece, ela se assemelha a uma Serena Williams da música pop — só que com roupas menos espalhafatosas. A música é considerada ‘um hino do tênis’ por pessoas influentes da mídia, como, por exemplo, essa jornalista chinesa:


Clicando na imagem da jornalista, pode-se ver Roger Federer (tipo uma Celine Dion do tênis) comentando sobre a canção. O vídeo não tem legendas, mas, por alto, é isso que ele diz:

‘Love Game’ é uma música muito boa. Porém, não entraria no meu GAGA 4 TOP 5. Ela tem músicas superiores, como a perfeição pop ‘Dance In The Dark’ e a constantemente subestimada ‘Beautiful Dirty Rich’. Porém, é importante ressaltar que melhor que as canções da diva é o blog ‘Love Game’ do Teniscópio.

Talvez não seja exatamente isso que ele diz. Tradução nunca foi meu forte. A questão é: tênis e música têm um elo muito forte. Um exemplo disso é a famosa participação do número um do mundo, Rafael Nadal, no clipe de Gypsy da cantora colombiana Shakira. Além disso, muitos tenistas já mostraram o seu talento nato para o mundo das melodias.

Os irmãos Bryan, maiores vencedores de títulos de duplas (66 ao todo), levaram a sua pareceria para os estúdios. Pode-se dizer que, hoje em dia, eles são quase tão relevantes para o rap quanto são para o tênis. Ano passado, eles lançaram o hit Autograph, que contou com a participação de Novak Djokovic e Andy Murray.

Acho que todos nós pensamos ‘Nossa! Esse daí tem mó pinta de rapper’ quando olhamos para o rosto de Andy Murray. Nada diz ‘bad boy’ como um homem de saia xadrez.

Outro tenista americano que obviamente é um tenista tão bom quanto é rapper é o aposentado Vince Spadea.

Acho que esse dispensa comentários. Me surpreende que ele nunca tenha lançado um álbum. Todo esse talento não deveria ser desperdiçado em uma quadra de tênis.

Essa ideia de se aventurar no mundo da música não se restringe somente aos homens. A top 40 alemã Andrea Petkovic cantou, em sua língua materna, numa música da banda Phill Fill chamada Ich will’ne Band sein. Ironia à parte, a faixa é escutável e está disponível online no site oficial da tenista. Mas também, né, todos sabem que a Petkorazzi não faz nada errado. Só amarela. Múltiplas vezes.

Não são só os tenistas que compõem canções sobre tênis. Com a facilidade de transmissão de músicas online, hoje em dia vemos muitos fãs fazendo canções sobre tênis. Elas são igualmente boas às músicas que os atletas escrevem.

Uma das minhas canções favoritas desse ‘gênero’ é Woz Woz, sobre a dinamarquesa número um do mundo Caroline Wozniacki. Espero ansiosamente o dia que dançarei Woz Woz na boate.

No rap Sportscenter de John Fresh Beez, a referência ao tênis não é tão clara. A batida que carrega a música, é nada mais nada menos, do que os ‘gemidos’ da recém-aposentada russa Elena Dementieva.

A influência de Dementieva não encerra aí. A banda americana Blue Dog And Sponge Cake escreveu uma música para ela e sua contemporânea Maria Sharapova. A canção, chamada Dementapova, não é exatamente o que se chame de classuda, diferentemente de todas as outras músicas acima. Obviamente. A própria Dementieva já apareceu em um videoclipe. Em 2006, a russa atuou no clipe de Kak Ty Prekrasna de Igor Nokalev, um artista de seu país.

Me supreende que essa música não foi hit no Brasil.

Outra tenista que atuou em um videoclipe foi a ex-número um do mundo Justine Henin. Ela participou do clipe Soleil Soleil da cantora belga Lara Fabian. Só existe uma coisa melhor do que a Henin em um clipe de música. E isso é a Henin cantando e sapateando ‘ao vivo’ na televisão europeia.

Obrigada, YouTube.