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Michel Figueiredo

Michel Figueiredo, ou, simplesmente, Daszmarelli, é mineiro de Belo Horizonte, tem 25 anos e é advogado. Cruzeirense apaixonado, descobriu o tênis no Boom Gustavo Kuerten. No esporte, é fã das tenistas russas, e de Rafael Nadal.

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Ela ama as Russas

Postado em Divã do Daszma

É, meus queridos. Pelo jeito, não sou o único a amar as tenistas russas não. Tem uma moça (e não é a @laysguerrero) que também deve adorar as russas. O motivo? Simples. Graças a essas desparafusadas tenistas, Agnieszka Radwanska – ou, simplesmente, Aga(tinha) – já possui seis troféus na sua prateleira em algum lugar na Cracóvia. OK. Eu imagino que você deve estar pensando que esse post é uma pequena revolta pelas últimas três derrotas da Bepa (aquela linda) diante da ninja polonesa. Mas não é. Antes fosse. O fato é que a carreira da mais famosa das irmãs Radwanska, até o presente momento, foi patrocinada pelas russas. Acompanhe comigo.

O início do Patrocínio:

O ano era 2007 e a jovem – ainda com aparelhos nos dentes – Agnieszka Radwanska se classificara para a primeira final de sua precoce carreira. O torneio era o WTA de Estocolmo, disputado no saibro sueco. À época número 34 do ranking feminino, a polonesa de 18 anos, massacrou a russa Vera Dushevina em rápidos 61 61. O jogo durou apenas 53 minutos e a polonesa, que nas quartas de final havia batido uma desconhecida dinamarquesa, quebrou o saque da adversária pela quinta vez (acertou se você pensou em duplas faltas) e levou para casa o troféu do WTA de Estocolmo.

No início de 2008, Aga venceria o segundo torneio da carreira, dessa vez na quente e úmida Pattaya City, na Tailândia. A adversária dessa vez foi a norte-americana Jill Craybas. Mas engana-se quem achou que não rolou o patrocínio russo no segundo troféu da polaca. Uma rodada antes da final, Radwanska derrotou, de virada, Ekaterina Bychkova (WHO?). Você pode não saber quem é a tal da Bychkova, mas esse nome e sobrenome te dão a noção exata de quem é e de onde veio Ekaterina Bychkova. Ainda em 2008, no saibro de Istambul, na Turquia, novamente como segunda cabeça-de-chave, Aga Radwanska protagonizou uma das maiores zebras daquele ano. Em sua terceira final na carreira, a talentosa polonesa – já número 16 do mundo – enfrentaria a russa Elena Dementieva (número 7 da WTA). A russa, que ainda não havia perdido um set sequer no torneio foi facilmente batida pela ascendente polaca, por 63 62. A vitória sobre a linda russa, foi o desempate do H2H (1-1), que ao final da carreira da campeã Olímpica fecharia em 4-2 para o lado polonês.

Continuemos em 2008, mas dessa vez trocamos o saibro pela rapidez da grama. Sai a graciosidade da Dementieva, entra a potência de Nadia Petrova. Número 14 do mundo e 4ª seed em Eastbourne, Radwanska, depois de vencer 3 torneios (1 na quadra dura e dois no saibro), chegaria a sua primeira decisão na grama. A adversária, adivinhem! A russa Nadia Petrova, oitava cabeça-de-chave na Inglaterra. A russa que não vinha tendo muitas dificuldades até a final, apostaria em seus potentes saques para derrotar (a até então invicta em finais) Agnieszka Radwanska. Ledo engano. Mostrando toda a sua habilidade contra as moças da terra da vodca, Radwanska, dessa vez em 3 sets, passou pela tarimbada russa 64 67(11) 64, e levou mais um troféu pra casa.

A exceção

Dizem que toda regra tem uma exceção. E aqui não é diferente. A exceção do patrocínio russo tem nome, sobrenome, é adepta do estilo roleta russa de jogar e possui dois Grand Slams: Svetlana Kuznetsova. Por duas vezes Agnieszka Radwanska enfrentou Kuznetsova em uma final de torneio e por duas vezes ela saiu com o vice-campeonato. O primeiro deles veio em Pequim, no ano de 2009. Kuznetsova que à época usou um laço preto em sinal de luto, dominou completamente a partida e venceu Radwanska por 62 64. Seria a única vitória da russa contra Aga nos 4 jogos entre as duas naquele ano.

Um ano mais tarde, dessa vez em San Diego, naquele que foi o 10º confronto Kuznetsova-Radwanska da WTA (6-3 para a russa), Sveta repetiu a dose e mostrou para a polonesa que o contrato de patrocínio assinado com a Federação de seu país estava estremecido. O jogo foi bem duro, é verdade. Mas ao final, a polonesa conheceu a segunda derrota em finais – ambas para a mesma adversária – e Kuznetsova saiu com a vitória, 64 67(7) 63.

O Patrocínio Bepa (Sua Linda) Zvonareva

A essa altura, Radwanska, que, antes de encontrar Kuznetsova nas finais, só conhecia vitórias, estava começando a perder a confiança. Para que isso não acontecesse, ela precisaria encontrar uma forma de reverter esse quadro negativo. E a solução foi Vera Zvonareva, a russa com mais vice-campeonatos da recente história da WTA. A estratégia era arriscada, já que Radwanska nunca havia vencido um set de Zvonareva nos dois confrontos que havia disputado contra a russa. Mas Aga conhecia a fama de colecionadora de bandejas/pratos/miniaturas e afins da russa. No primeiro encontro entre as duas, em San Diego (Carlsbad), a polonesa vinha aos trancos e barrancos, mas com muita paciência e consistência tática derrotou a principal cabeça-de-chave do torneio, 63 64 e levou o quinto troféu para casa.

Essa semana, em Tóquio, as duas voltaram a se encontrar. Dessa vez, mais do que nunca, o favoritismo era de Vera Zvonareva, que não havia perdido um set sequer em sua campanha no Japão e jogaria com o apoio da torcida. Mas o que Vera não se recordava é que do outro lado da rede estaria uma legítima ninja japonesa. Em uma das atuações mais sólidas que eu já vi na vida – cometeu apenas 3 erros não forçados no primeiro set –Radwanska não deu chances para a ansiosa-nervosa-afobada-errática-descalibrada-insegura russa e venceu a partida, por incríveis 63 62, deixando a adversária com aquela habitual (e linda) cara de choro.

Eu não disse que não se tratava de um chororô? Ou vai me dizer que é apenas uma (insistente) coincidência? Se é eu não sei, o que eu sei que se chegar na final em Pequim, Aga Radwanska só poderá contar Maria Kirilenko ou Anastasia Pavlyuchenkova – únicas russas vivas do outro lado da chave – para manter a escrita e o patrocínio russo.

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Elas só querem um título

Postado em Divã do Daszma

Enquanto Wozniacki e Sharapova, líderes do ranking feminino, somam juntas 42 títulos na carreira, várias jogadoras buscam ainda o primeiro título. Engana-se quem pensa que essas “tenistas-sem-título “são tenistas desconhecidas e fora do top 50. Naturalmente, grande parte das tenistas que estão ranqueadas entre as posições 50-100 da WTA não tem um troféu na carreira. Mas algumas atletas bem conhecidas e que já estiveram próximas do top 10 ainda buscam o primeiro troféu a nível de WTA.

Por muito tempo a eslovaca Dominika Cibulkova, hoje na 22ª posição do ranking, foi a tenista mais bem ranqueada sem ter no currículo um  único título na WTA. A baixinha, que já chegou a ocupar a 12ª posição da WTA, até chegou a 2 finais de eventos da WTA, mas não levantou o troféu de campeã. Hoje, a melhor tenista no ranking sem um título de WTA é a chinesa Shuai Peng (#15), que aos 25 anos já chegou a 4 finais de torneios da WTA, mas não venceu.

Recém chegadas ao top 40, a tcheca a Petra Cetkovska e a alemã Angelique Kerber ainda não sentiram o gostinho de vencer um torneio da WTA. No caso delas, que por enquanto tiveram que mesclar eventos da ITF e da WTA, é até compreensível. Ainda no top 40 temos mais três tenistas sem título. Uma delas é a romena Irina-Camelia Begu, que chegou a duas finais de torneios esse ano.

As outras duas são bem conhecidas. Elena Vesnina e Bethanie Mattek-Sands, com 5 e 3 finais, respectivamente. O caso da russa é ainda mais complicado. Vesnina teve a chance de sair da fila há um ano quando chegou à final do WTA de Tashkent, mas perdeu para a compatriota Alla Kudryavtseva. Antes, em Istambul, Vesnina, no dia de seu aniversário, vencia a também russa Anastasia Pavlyuchenkova, mas permitiu a virada e caiu em prantos. Completam o “top 50 sem título” as romena Simona Halep (duas vezes finalista em Fés) e Monica Niculescu, a americana Christina McHale, Ayumi Morita do Japão, a canadense Rebecca Marino e a búlgara Tsvetana Pironkova.

Essa semana mais duas tenistas ultrapassaram essas outras, saíram da fila e levantaram seus primeiros troféus de campeã. Em sua segunda final na carreira (as duas esse ano), a russa Ksenia Pervark, de 20 anos, venceu o WTA de Tashkent e conquistou o primeiro troféu da carreira. Exemplo seguido pela tcheca Barbora Zahlavova Strycova, que também precisou de duas finais para sair com o primeiro troféu de campeã, em Quebec, nesse domingo.

Se essas top 50 não sabem o que é sair sozinha nas fotos das premiações, várias tenistas fora do grupo das 50 melhores já possuem pelo menos um trofeuzinho. É o caso de Benesova (2), Brianti (1), Date-Krumm (8), Parmentier (2), Dushevina (1), Arn (2), Dominguez Lino (2), Daniilidou (5), entre outras. E os exemplos não param no top 100. Fora do grupo das 100 melhores a gente encontra várias tenistas que já venceram na WTA e não estou falando de Venus Williams (43), Dinara Safina (12) ou Chakvetadze (8), mas sim de Lucic (2), Craybas (1), Wozniak (1), Bacsinszky (1), Krajicek (3), Duque Marino (1), e até Yaroslava Shvedova, que é a 218ª do ranking e a pior ranqueada a ter um título na WTA.

Um bom exemplo para Peng e cia é australiana Samantha Stosur, que até o ano de 2009, quando venceu o WTA de Osaka, acumulava 5 vices em 5 finais. Hoje, 7ª do ranking, Sam possui três títulos, o último deles o Aberto dos Estados Unidos. Um bom exemplo, não?

Palpite para quem será a primeira a largar a fila das “tenistas-sem-título”?

Bate-pronto:

- Desde a minha última postagem por aqui que uma galera levantou troféus na WTA. Wozniacki venceu novamente o torneio de New Haven. Foi o quarto título seguido de Carol em Yale. Na mesma semana, em Dallas, Sabine Lisicki venceu a francesa Aravane Rezai e conquistou o segundo título na temporada. Na semana seguinte, a australiana Samantha Stosur fez história ao derrotar a multicampeã Serena Williams que jogava diante de sua torcida e conquistou o primeiro troféu de Grand Slam da carreira. Ao final, Sam ainda se vestiu de Ronald McDonald e foi passear por Nova York.

- Falando ainda do US Open, mais campeãs. Nas duplas só as americanas venceram. Liezel Huber e Lisa Raymond venceram King e Shvedova e Melanie Oudin, jogando ao lado de Jack Sock, conquistou o troféu na chave das duplas mistas. No torneio juvenil, a americana Grace Min, de 17 anos, derrotou a franesa Caroline Garcia e faturou o título em casa. Na chave de duplas, vitória da parceria formada pela holandesa Demi Schuurs (campeã na Austrália) e da russa Irina Khromacheva (campeã em Roland Garros)

- Vivian Segnini, Ana Clara Duarte e Maria Fernanda Alves estão em turnê pelos challengers ao redor do mundo. As duas primeiras estão rodando pelo saibro europeu, já a catarinense está seguindo o caminho trilhado por Clarinha no ano passado e excursionando pela Austrália. Nas próximas semanas, Roxane Vaisemberg começará a disputar challengers pelos Estados Unidos.

Fotos: Getty Images, Zimbio. Participação especial da Bepa, aquela linda!

Elas só querem um título

Enquanto que Wozniacki e Sharapova, líderes do ranking feminino, somam juntas 42 títulos na carreira, várias jogadoras buscam ainda o primeiro título. Engana-se quem pensa que essas sem-título são tenistas desconhecidas e fora do top 50. Naturalmente, grande parte das tenistas que estão ranqueadas entre as posições 50-100 da WTA não tem um troféu na carreira. Mas algumas atletas bem conhecidas e que já estiveram próximas do top 10 ainda buscam o primeiro troféu a nível de WTA.

Por muito tempo a eslovaca Dominika Cibulkova, hoje na 22ª posição do ranking, foi a tenista mais bem ranqueada sem ter no currículo um título na WTA. A baixinha eslovaca, que já chegou a ocupar a 12ª posição da WTA, já chegou a 2 finais de eventos da WTA, mas não levantou o troféu de campeã. Hoje a melhor tenista no ranking sem um título de WTA é a chinesa Shuai Peng (#15), que aos 25 anos já chegou a 4 finais de torneios da WTA, mas não venceu.

Recém chegas ao top 40, a tcheca a Petra Cetkovska e a alemã Angelique Kerber ainda não sentiram o gostinho de vencer um torneio da WTA. No caso delas, que por enquanto tiveram que mesclar eventos da ITF e da WTA é até compreensível. Ainda no top 40 temos mais três tenistas sem título. Uma delas é a romena Irina-Camelia Begu, que chegou a duas finais de torneios esse ano. As outras duas são bem conhecidas. Elena Vesnina e Bethanie Mattek-Sands, com 5 e 3 finais, respectivamente. O caso da russa é ainda mais complicado. Vesnina teve a chance de sair da fila há um ano quando chegou à final do WTA de Tashkent, mas perdeu para a compatriota Alla Kudryavtseva. Antes, em Istambul, Vesnina, no dia de seu aniversário, vencia a também russa Anastasia Pavlyuchenkova, mas permitiu a virada e caiu em prantos. Completam o “top 50 sem título” as romena Simona Halep (duas vezes finalista em Fés) e Monica Niculescu, a americana Christina McHale, Ayumi Morita do Japão, a canadense Rebecca Marino e a búlgara Tsvetana Pironkova.

Essa semana duas tenistas já saíram da fila e levantaram seus primeiros troféus de campeã. Em sua segunda final na carreira (as duas esse ano), a russa Ksenia Pervark, de 20 anos, venceu o WTA de Tashkent e conquistou o primeiro troféu da carreira. Exemplo seguido pela neozelandesa Marina Erakovic, que já na sua primeira final saiu como campeã ao vencer o WTA de Quebec (tcheca Barbora Zahlavova Strycova, que também precisou de duas finais para sair com o primeiro troféu de campeã).

Enquanto essas top 50 não sabem o que é vencer um torneio da WTA várias tenistas fora do grupo das 50 melhores já possuem pelo menos um troféu. É o caso de Benesova (2), Brianti (1), Date-Krumm (8), Parmentier (2), Dushevina (1), Arn (2), Dominguez Lino (2), Daniilidou (5), entre outras. E os exemplos não param no top 100. Fora do grupo das 100 melhores a gente encontra várias tenistas que já venceram na WTA e não estou falando de Venus Williams (43), Dinara Safina (12) ou Chakvetadze (8), mas sim de Lucic (2), Craybas (1), Wozniak (1), Bacsinszky (1), Krajicek (3), Duque Marino (1), e até Shvedova, que é a 218ª do ranking e a pior ranqueada a ter um título na WTA.

Um bom exemplo para Peng e cia é australiana Samantha Stosur, que até o ano de 2009, quando venceu o WTA de Osaka, acumulava 5 vices. Hoje, 7ª do ranking, Sam possui três títulos, o último deles o Aberto dos Estados Unidos. Um bom exemplo, não?

Bate-pronto:

- Desde a minha última postagem uma galera levantou troféus na WTA. Wozniacki venceu novamente o torneio de New Haven. Foi o quarto título seguido de Carol em Yale. Na mesma semana, em Dallas, Sabine Lisicki venceu a francesa Aravane Rezai e conquistou o segundo título na temporada. Na semana seguinte, a australiana Samantha Stosur fez história ao derrotar a multicampeã Serena Williams que jogava diante de sua torcida e conquistou o primeiro troféu de Grand Slam da carreira.

- Falando ainda do US Open, mais campeãs. Nas duplas só as americanas venceram. Liezel Huber e Lisa Raymond venceram King e Shvedova e Melanie Oudin, jogando ao lado de Jack Sock, conquistou o troféu na chave das duplas mistas. No torneio juvenil, a americana Grace Min, de 17 anos, derrotou a franesa Caroline Garcia e faturou o título em casa. Na chave de duplas, vitória da parceria formada pela holandesa Demi Schuurs (campeã na Austrália) e da russa Irina Khromacheva (campeã em Roland Garros).

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Que venha o US Open

Postado em Divã do Daszma

Daqui a uma semana será iniciada a disputa por um dos troféus mais cobiçados do mundo do tênis, o U.S Open. Último Grand Slam do ano, o Aberto dos Estados Unidos, jogado no complexo de Flushing Meadows, é a última chance de quem quer terminar a temporada com um título de Grand Slam. Como a atual bi (ou seria tri) campeã, Kim Clijsters não irá defender o título, Nova York verá uma tenista diferente da belga levantar o troféu depois de 2 anos. Depois de dois Grand Slams seguidos com campeãs inéditas, Roland Garros (Na Li) e Wimbledon (Petra Kvitova), o U.S. Open deve ser o palco de mais um triunfo de Serena Williams, três vezes campeã nos Estados Unidos.

Desde que voltou à atividade após quase um ano afastada por problemas físicos e de saúde, Serena Williams tem mostrado às badaladas estrelas da WTA quem manda no pedaço. Ainda fora de ritmo em Wimbledon, a norte americana chegou à quarta rodada no Grand Slam inglês, quando foi superada pela francesa Marion Bartoli. Mas bastou chegar a temporada de quadras duras americanas para o talento e raça de Serena falarem mais alto. Williams venceu os Premiers de Stanford e Toronto e voltou ao top 30 do ranking da WTA. Já pensando no último Major do ano, Serena desistiu na segunda rodada de Cincinnati e permitiu que outra antiga campeã do US. Open brilhasse.

Projetada para enfrentar Serena Williams na terceira rodada, a russa Maria Sharapova se deu bem com a desistência da estrela americana e passou com facilidade por Samantha Stosur e Svetlana Kuznetsova, antes de derrotar a russa Vera Zvonareva (aquela linda) em um nervoso jogo de três sets, classificando-se para a segunda final seguida em Ohio. Na decisão, Sharapova teve que superar sua adversária, a sérvia Jelena Jankovic, e uma atuação bastante errática. Vale dizer também que, assim como em 2010, a chuva voltou a atrapalhar a concentração da russa, que dominava a partida antes de ser interrompida, mas se desconcentrou, levou a virada no set e quase viu Jankovic levantar o troféu.

Finalizado o “grosso” da preparação do US Open, Serena Williams e Maria Sharapova surgem como principais candidatas a brilhar, mais uma vez, no Arthur Ashe Stadium daqui a três sábados. Atual vice (novidade) do ranking feminino, a russa Vera Zvonareva corre por fora ao lado da bielorussa Victoria Azarenka e da australiana Samantha Stosur, que também fizeram boas campanhas na US Open Series. Líder do ranking, Caroline Wozniacki deve ser respeitada, mas não surge como uma das principais postulantes ao título do U.S Open.

Bate-pronto

- E o tênis nacional festeja a classificação da carioca Ana Clara Duarte para a chave qualificatória do Aberto dos Estados Unidos. A chave da fase prévia deve ser divulgada até a próxima terça-feira e não terá nomes muito conhecidos. Número dois do Brasil, a paulista Roxane Vaisemberg também pode pintar na chave do quali, para que isso aconteça algumas tenistas deverão desistir de ir a Nova York;

- Caroline Wozniacki tentará em New Haven acabar com a série de três derrotas seguidas (Bastad, Toronto e Cincinatti). Caro, que sai de bye por ser a primeira cabeça de chave, estreia contra a vencedora de Nadia Petrova e Polona Hercog. A chinesa Na Li é a segunda cabeça de chave do torneio de New Haven , que tem também a presença de Schiavone e Kuznetsova;

- No estreante torneio de Dallas, a grande favorita é a chinesa Shuai Peng. Dominika Cibulkova é a segunda favorita. Ambas não possuem troféus em eventos de simples da WTA. Sabine Lisicki e Julia Goerges também estão no evento texano.

Fotos: Getty Images.

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As campeãs da semana

Postado em Divã do Daszma

Como o tempo ainda está corrido (sem tempo durante o dia e cansado à noite), mesmo muito atrasado, resolvi fazer uma sala de troféus um “cadim” diferente. A Verinha (aka Bepa) já está ali em cima, toda linda e sentadinha só observando quem levantou troféu essa semana. Vamos a elas:

Agnieszka Radwanska era a terceira favorita em Carslbad, mas depois de atuações controversas contra Hantuchova e Petkovic, a polonesa sobrou na final e levantou um troféu de campeã depois de três anos de jejum. Foi o quinto título de Radwanska na WTA. Ela disputou sete finais. A maioria contra russas. Sortuda a moça, não?!

Depois de conquistarem em Wimbledon o primeiro Grand Slam juntas e de suas carreiras, Kveta Peschke e Katarina Srebotnik continuaram na rotina de vencer jogos e levantar troféu. Em Carlsbad, elas atropelaram as americanas Abigail Spears e Rachel Kops-Jones, por 60 62 e conquistaram o 5º troféu na temporada.

Maria Fernanda Alves, outrora número 1 do tênis nacional, foi campeã do Future de São Paulo (ITF 10mil) jogado no clube Paineiras. Na final, a catarinense enfrentou a sensação do tênis brasileiro, a paulista Beatriz Haddad Maia (à direita), que recentemente completou 15 anos. Apesar de ter sido dominada por boa parte do jogo, Nanda conseguiu usar a seu favor a experiência de quem está há anos no circuito e levou a melhor sobre a talentosa canhotinha, 46 75 63. Se na chave de simples Bia ficou na quase, a jovem tenista pode comemorar o título na chave de duplas, conquistado ao lado da também paulista Carla Forte.

Bate-pronto:

Outras campeãs da semana:

- $100 Vancouver, Canadá

Simples: Aleksandra Wozniak (CAN)

Duplas: Karolina Pliskova (CZE) & Kristyna Pliskova (CZE)

- $75+H Pequim, China

Simples: Su-Wei Hsieh (TPE)

Duplas: Hao-Ching Chan (TPE) & Yung-Jan Chan (TPE)

- $50 Trnava, Eslováquia

Simples: Yvonne Meusburger (AUT)

Duplas: Janete Husarova (SVK)& Renata Voracova (CZE)

- $25 Monteroni, Itália

Simples: Nastassja Burnett (ITA)

Duplas: Kiki Bertens (NED) & Nicole Rottmann (AUT)

- $25 Hechingen, Alemanha

Simples: Tatjana Malek (GER)

Duplas: Sandra Klemenschits (AUT) & Tatiana Malek (GER)

Fotos: Getty Images e Site do Circuito Paulista de Tênis

Por que a Bepa está na capa do post? 1º Porque ela não quis aparecer segurando um jarro troféu e preferiu aparecer sentada; 2º O Blog é meu e eu coloco na capa quem eu quero. Humpf!

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Sala de Troféus: US Open Series

Postado em Divã do Daszma

Correria danada essa semana, então só poderei fazer a nossa salinha de troféus, que começou em Brisbane e Auckland no início do ano (vocês ainda se lembram das vencedoras?) e chegou na maior gira do circuito, a US Open Series. Semana passada começou a famosa série preparatória para o U.S Open com os torneios de Stanford e College Park-que-no-início-da-semana-era-Washington-mas-no-calendário-divulgado-no-ano-passado-era-Elkridge. Na verdade, desses torneios, somente Stanford faz parte do calendário da Série Americana. O torneio com crise de identidade é jogado nos EUA, é da WTA, mas não faz parte da US Opes Series. Vai entender.

Então vamos ao que interessa: as campeãs e seus respectivos jarros troféus. Em Stanford, Serena Williams, que nunca sequer figurou entre as três melhores do US Open Series, já que geralmente joga um ou dois torneios antes do US Open, dominou completamente suas adversárias e saiu com o título. A campanha da norte-americana, que entrou com o ranking pré-Wimbledon e começou a semana fora do top 100, foi incrível: uma bicicleta na estreia e dois massacres pra cima de Sharapova e Lisicki. Na final, Williams ainda conseguiu a revanche de Wimbledon contra a francesa Marion Bartoli. O único susto da campeã foi na segunda rodada, quando enfrentou Kirilenko, perdeu o segundo set e ainda foi quebrada no primeiro game do terceiro. Mas bastou a russa voltar a jogar como Maria Kirilenko que as coisas ficaram fáceis pela americana.

Nas duplas, vitória da parceria mais loira e louca da WTA, já que Zvonareva e Vesnina não formam mais um time de russas com problemas em finais. Eliminada precocemente na chave de simples – quando caiu, de virada, na estreia para a croata-neozelandesa Marina Erakovic – Victoria Azarenka se aproveitou da companhia da única-tenista-que-conseguiu-fazer-mais-de-seis-games-na-Serena-Williams e faturou mais um troféu na carreira de duplista. Foi o sexto troféu da bielorussa na chave de duplas e o terceiro com Kirilenko. Já a russa Maria Kirilenko, venceu o 10º troféu na carreira.

Em Elkridge/Washinton/College Park, a grande campeã foi a russa Nadia Petrova, que fez valer a condição de segunda favorita para chegar à final do evento. Havia quase três anos que Petrova não saia como campeã de um torneio na chave de simples, o último foi em 2008, em Cincinnati, curiosamente em um evento jogado antes do US Open, mas que não integrava a US. Open Series. A adversária da final foi a israelense Shahar Peer, que não fez bom uso da condição de principal cabeça de chave, mas fez do rótulo de freguesa da Petrova. Seis derrotas em seis confrontos. Embora tenha vencido Peer em dois sets na final, o torneio não foi nada fácil para a russa. Petrova que como toda boa russa é fã de um drama, levou dois grandes sustos no torneio. Nas quartas de final contra contra Jovanovski (76 75) e na semifinal contra Falconi, quando saiu com um set abaixo, mas conseguiu se impor e venceu (16 61 63). O título nos EUA, foi o 10º da carreira da russa, que acumulou boa parte de seus troféus no longínquo ano de 2006, quando venceu quase todo o circuito do saibro.

Nas duplas o troféu ficou com duas jogadoras que estão se destacando na categoria nesse ano, mas correm o circuito com outras parceiras. Yaroslava Shvedova e Sania Mirza, que formam vitoriosos times com Vania King e Elena Vesnina, respectivamente, venceram todos os sets que disputaram na capital norte-americana e saíram com os troféus de campeãs. Foi apenas o quarto troféu da russa naturalizada cazaque na chave de duplas. Ela tem também um individual em Bangalore, no ano de 2008. Já Mirza conquistou em Washington o 12º troféu como duplista. Ela também tem um conquistado sozinha em Hyderabad (2005).

Bate-pronto:

- No Challenger de Campos do Jordão, considerado o maior evento do tênis feminino brasileiro, a campeã não foi uma brasileira. Na verdade, não tivemos brasileira na final disputada entre Cepede Royg e Adriana Perez, vencida por aquela. Mas a paulista Vivian Segnini mostrou que é uma das melhores tenistas nacionais da atualidade e chegou às semifinais, quando foi derrotada pela venezuelana Perez. Antes disso, Vivian lutou muito para vencer, de virada, a número 1 do Brasil, a carioca Ana Clara Duarte. Com o resultado na Serra Paulista, Segnini alcançará na próxima semana o melhor ranking da carreira e estará no top 300 do tênis mundial. Nas duplas, numa final entre brasileiras, vitória de Teliana Pereira e Fernanda Hermenegildo. (foto)

- Resultados dos Challengers da semana:

$100 Astana, Cazaquistão

Simples: Vitalia Diatchenko (RUS) d. (6)Akgul Amanmuradova (UZB) 64 61

Duplas: (1)Diatchenko (RUS)/Voskoboeva (KAZ) d. (2)Amanmuradova (UZB)/Panova (RUS) 63 64

$50 Olomouc, República Tcheca

Simples: (Q)Nastassja Burnett (ITA) d. (3)Eva Birnerova (CZE) 61 63

Duplas: (1)Krajicek (NED)/Voracova (CZE) d. (2)Beygelzimer (UKR)/Bogdan (RUS) 75 64

$25 Vigo, Espanha

Simples: (1)Iryna Bremond (FRA) d. Julie Coin (FRA) 76(3) 16 76(3)

Duplas: (3)Giovine (ITA)/Ozga (GER) d. Furlanetto (ARG)/Salut (ARG) 61 63

$25 Bad Saulgau, Alemanha

Simples: (6)Ioana-Raluca Olaru (ROU) d. (2)Tatjana Malek (GER) 36 63 75

Duplas: (3)Abramovic (CRO)/Clerico (ITA) d. Castano (COL)/Duque Marino (COL) 63 57 10-7

$25 Campos do Jordão:

Simples: (3)Veronica Cepede Royg (PAR) d. Adriana Perez (VEN) 76(4) 75

Duplas: Hermenegildo (BRA)/Pereira (BRA) d. (1)Alves (BRA)/Vaisemberg (BRA) 36 76(5) 11-9

$25 Fergana, Uzbequistão:

Simples: (5)Ayu-Fani Damayanti (INA) d. (6)Su-Wei Hsieh (TPE) 63 64

Duplas: (2)Abduraimova (UZB)/Khabibulina (UZB) d. Nemchinov (USA)/Prenko (TKM) 63 63

Fotos: Getty Images e WTA

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Super ou Subestimada?

Postado em Divã do Daszma

Você que me conhece – ou que leu a minha descrição no blog – sabe que eu tenho uma certa queda pelas tenistas russas. Mas você que me conhece realmente – ou que leu atentamente os posts anteriores – percebeu que uma russa em especial me fascina um pouco mais que as demais. Essa tenista poderia ser tanto Sharapova quanto Chakvetadze, que por serem tão opostas igualmente me encantam. Mas não é. Ainda não sei porque, ou às vezes até sei, mas não consigo transformar em palavras, mas a minha queda é pela russa de olhos azuis, sorriso discreto, contida nas comemorações mas extremamente emotiva. É por você, Vera Zvonareva. Sua linda!

Há muito tempo eu queria fazer um post tentando entender – não tenho a pretensão de explicar nada – a tenista Vera Zvonareva. Entender o porquê de eu procurar assistir a cada jogo dela, seja num Grand Slam ou numa exibição na Ásia. A mulher, embora muitos não tenham conhecimento da história, é fácil admirar. Vera Igorevna Zvonareva (Вера Игоревна Звонарёва, daí o “Bepa”) é formada em Educação Física, Estuda Relações Econômicas Internacionais na Rússia, apóia várias causas sociais (especialmente a Síndrome de Rett), é embaixadora da UNESCU e sempre cordial com as adversárias no handshakes. Se é conhecida por mostrar suas frustrações durante as partidas chorando ou quebrando raquetes, por outro lado, nas vitórias e nas comemorações Zvonareva é contida. Apenas cerra o punho, mas não procura contato visual com a adversária, ao velho estilo Dementieva de comemorar. Essa é a mulher Zvonareva. Ou melhor, um pouco do que a filha da Dona Nataliya Bykova (essa Senhora ao lado e também a responsável pela introdução no tênis) nos deixa conhecer. Pois a discrição é a palavra quando se trata da vida pessoal da terceira colocada no ranking. Falemos então da tenista Vera Zvonareva. Essa sim, um livro aberto. Escrachado.

Profissional desde o ano de 2000, Vera Zvonareva fez sua estreia na WTA há 11 anos atrás, no WTA de Moscou, quando venceu Elena Bovina na primeira rodada e caiu diante da então nº 11 do mundo, Anna Kournikova, por duros 67(4) 46. Ainda nessa época, a jovem Zvonareva disputava o circuito juvenil e conquistou o bicampeonato do Orange Bowl (2000 e 2001). A estreia em Slams aconteceu em 2002, em Paris, quando furou o qualifying e assustou Serena Williams ao vencer o primeiro set, 64. Serena, que seis jogos depois se tornaria campeã do torneio, atropelou nos sets seguintes, 06 16. O primeiro título veio em 2003, em Bol, na Croácia. Zvonareva entrou na chave como terceira favorita (#28), venceu um jogo duro contra Groenefeld nas oitavas (7/6 no terceiro set), chegou à sua segunda final na WTA (a primeira havia sido em Palermo no ano anterior) e derrotou a espanhola Conchita Martinez Granado (não é aquela Conchita), por fáceis 61 63. De lá para cá, os resultados foram aparecendo. A pequena russa (1,70m), que compensava a falta de potência com muita consistência, foi melhorando seus desempenhos, subindo no ranking (chegou ao top 10 em Agosto), fazendo semifinais e finais de torneios importantes (como a memorável semifinal do WTA de San Diego de 2004, em que foi derrotada num tie-break que terminou 17-15 para a adversária, a compatriota Anastasia Myskina – vídeos abaixo). Mais tarde, as duas dariam a Rússia o primeiro título da Fed Cup, num duelo emocionante contra a França de Bartoli e Loit (vídeo abaixo).

Nos anos seguintes, Vera começou enfrentar problemas físicos com contusões que fizeram com que perdesse pontos importantes e caísse no ranking. No ano de 2008, depois de ter enfrentado mais um período difícil por contusões – sequer disputou a final do WTA de Hobart – Zvonareva renasceu das cinzas, conquistou a medalha de bronze em Pequim e foi vice-campeã no WTA Championships, em Doha. Se por um lado os resultados eram expressivos, por outro deixavam uma dúvida quanto à capacidade psicológica da russa que brilhava nas primeiras rodadas, mas desmoronava nas finais dos torneios e nos momentos decisivos de jogos importantes. O rótulo de vice-campeã foi acompanhando Vera Zvonareva até Indian Wells em 2009, quando venceu, em sequência, Na Li, Wozniacki, Azarenka e Ivanovic para conquistar o maior título da carreira.

Naquele instante parecia que a russa exorcizaria o fantasma do segundo lugar, mas depois disso Vera venceu apenas mais um grande torneio – o Premier de Doha esse ano – e fracassou em todas as outras grandes finais que disputou – Charleston, Wimbledon, Montreal,  U.S. Open, Pequim… É bem verdade que Zvonareva está invicta em decisões nesse ano. Chegou a duas finais e levantou os troféus em Doha e Baku, ambas sem perder sets. O título na semana passada no Azerbaijão foi o décimo segundo da tenista de 26 anos, que chegou a outras 16 finais. O aproveitamento é de 42%. Pouco para quem está há tanto tempo no circuito e já chegou a duas finais de Grand Slams e à vice liderança do ranking da WTA. A tabela abaixo mostra todas as finais alcançadas por Vera Zvonareva na WTA.

OK. São muitos vices, muitas bandejas, mas no tênis tem sempre uma adversária do lado da rede querendo vencer. Em muitas dessas finais, a Vera não era a favorita. E pior, em muitas dessas finais, a adversária era uma grande tenista que chegou ao topo do ranking (Jankovic, Wozniacki) e/ou venceu um Slam (Serena, Sharapova, Davemport…). Não acho que o grande problema da Bepa sejam as finais, mas sim a cabeciinha de vento, que em jogos duros entra em colapso, ou então que trava na hora de fechar um jogo importante (estou falando daquele 5/2 no USO contra a Pennetta). Mas graças a Deus (ao Ioga, Power Balance, maturidade, ou sei lá o que) isso está melhorando. Hoje em dia, Zvonareva é uma tenista que perde mais pela superioridade da adversária do que por sua fragilidade emocional. Veja esse ano: foram duas finais e dois títulos. Sem perder um setzinho sequer nas finais. #win

Em 11 anos de carreira profissional, Vera Zvonareva mostrou uma grande evolução, nem tanto técnica, mas principalmente mental. Zvonareva é uma tenista “completa”. Ela pode não ter a potência de uma Sharapova ou a consistência defensiva da Wozniacki ou os saque das Williams, mas sabe construir bem o ponto (formiguinha), tem golpes pesados (principalmente no backhand), um ótimo saque fechado (pena que ele entra pouco, mas quando entra, rapaz…), boa desenvoltura na rede, ótimos dropshots, capacidade para mudar o jogo (leia-se mandar um monte de balão) e um ótimo deslocamento lateral (tadinha corre atrás da bolinha o tempo todo). Apesar disso tudo, a russa é uma das tenistas mais controversas do circuito: uns acham que ela só se defende, outros que é mais uma “marreteira” (WHAT?) e tem aqueles ainda que acham que ela só chora e quebra raquetes (Tá certo que ela faz isso também). Com todas essas críticas e limitações ela ainda conseguiu chegar a duas finais de Slam (o que muitos nunca imaginariam. Eu sim, viu Bepa?!) e à vice-liderança do ranking da WTA. Vale lembrar, que Zvonareva esteve perto do topo do ranking no ano passado, mas as amareladas o insucesso nas finais acabaram eliminando as chances da russa e a Carol aproveitou.

Ah, por que eu falei da Bepa? Uai, primeiro porque ela é legal e eu gosto muito dela. E também ninguém fala dela. E pô, ela é número três do mundo… Decidam: Zvonareva chegou mais longe do que podia ou ainda tem mais lenha pra queimar?

Bate-pronto:

- Muitos não sabem, mas a Verinha já venceu um Grand Slam. Um não, três. A russa é dona de três títulos nas duplas, sendo dois de duplas mistas (U.S. Open 2004 com Bob Bryan e Wimbledon 2006 com o Israelense Andy Ram) e um U.S. Open com a francesa Nathalie Dechy, em 2006. Não acredita? Clica nos link e veja, hater!

- Aliás, a duplista francesa possui dois títulos de duplas no U.S. Open, os dois com russas: Zvonareva (2006) e Safina no ano seguinte. O que isso tem a ver? Nada. Mas eu achei curioso;

- A temporada preparatória para o US. Open começou. Essa semana dois torneios agitam o circuito feminino. Em Stanford estão Azarenka, Sharapova, Ivanovic e Serena Williams (que mandou uma bike pra cima da Rodionova). Já no estreante torneio que no início da semana era chamado de Washington e agora mudou para WTA de College Park, as principais favoritas são Peer e Petrova. Mas podemos ter surpresas como Paszek, Jovanovski ou Brianti levantando o troféu.

- O tênis nacional também está movimentado com a disputa da Master-Card Tennis Cup, em Campos do Jordão. O torneio que faz parte do calendário de eventos da ITF é disputado em quadras duras e conta com a elite do tênis nacional ou seria contava? Porque as gringas estão num killermode. Mais detalhes você pode ver nesse meu outro post.  Na semana passada, a paulista Vivian Segnini chegou à final do ITF de Ribeirão Preto, que deu à vencedora, a chilena Andrea Koch-Benvenuto, 12 pontos no ranking da WTA.

- Resultados Challengers da Semana:

$100+H Bucareste, Romênia

Simples: (2)Irina-Camelia Begu (ROU) d. (5)Laura Pous-Tio (ESP) 63 75

Duplas: (3)Begu (ROU)/Bogdan (ROU) d. (4)Camerin (ITA)/Senoglu (TUR) 67(1) 76(4) 16-14

$100 Petange, Luxemburgo

Simples: (4)Mathilde Johansson (FRA) d. (3)Petra Cetkovska (CZE) 75 63

Duplas: (2)Larsson (SWE)/Woehr (GER) d. (1)Barrois (GER)/Groenefeld (GER) 76(2) 64

$50 Lexington, EUA

Simples: Chichi Scholl (USA) d. (Q)Amanda Fink (USA) 61 61

Duplas: Hendler (BEL)/Scholl (USA) d. (1)Lee-Waters (USA)/Moulton-Levy (USA) 76(9) 36 10-7

$25 Les Contamines-Montjoie, França

Simples: (4)Claire Feuerstein (FRA) d. (3)Anais Laurendon (FRA) 76(4) 26 76(2)

Duplas: (1)Coin (FRA)/Hrdinova (CZE) d. (2)Abramovic (CRO)/Clerico (ITA) 63 62

$25 Samsun, Turquia

Simples: Yulia Putintseva (RUS) d. (2)Marta Domachowska (POL) 76(6) 62

Duplas: (2)Buzarnescu (ROU)/Majeric (SLO) d. (1)Buyukakcay (TUR)/Ozgen (TUR) 61 64

$25 Wrexham, Grã-Bretanha

Simples: (6)Sarah Gronert (GER) d. (2)Lenka Wienerova (SVK) 64 64

Duplas: Fitzpatrick (GBR)/Windley (GBR) d. (1)South (GBR)/Wienerova (SVK) 62 46 10-3

$25 La Coruna, Espanha

Simples: (6)Gail Broadsky (USA) d. (1)Alexandra Panova (RUS) 63 64

Duplas: (2)Babos (HUN)/Larriere (FRA) d. (1)Costas-Moreira (ESP)/Ferrer-Suarez (ESP) 75 63

Fotos: Getty Images, Site Oficial de Vera Zvonareva

P.S.: Desculpem pela montagem, mas é o máximo que a minha falta de habilidade nos editores de fotos me permite.

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Davai, Alisa!

Postado em Divã do Daszma

Um dia desses, em um papo com a Bê (do Meninas Vodca), estávamos conversando sobre a campanha de cadastramento de doadores de medula óssea e também sobre o afastamento de Kleybanova das quadras para tratar um Linfoma. Foi quando ela teve a ideia de juntar os dois assuntos num post, que teria a função de informar sobre a doença da tenista e também a missão social de divulgar a campanha. Obrigado Bê, pela grande ajuda em divulgar essa caminha! Tomara que consigamos levar nem que seja dez pessoas a se cadastrarem no Hemocentro como doadores de medula óssea.

Na última sexta-feira, os fãs de tênis finalmente descobriram porque a tenista russa, Alisa Kleybanova, não disputou os últimos dois Grand Slams da temporada. Em mensagem no site da WTA, Kleybanova anunciou que está na Itália lutando contra um câncer. Na mensagem, que foi escrita no dia 22º do aniversário da tenista, Kleybanova mostra a confiança e serenidade que sã sua marca também dentro da quadra. (No vídeo abaixo, Kleybanova mostra suas habilidades como nadadora)

A doença da tenista é um Linfoma de Hodgkin, que é uma espécie de câncer no sistema linfático (responsável pela imunidade do organismo). A doença é mais frequente entre jovens (15-40 anos) e atualmente possui tratamento bastante eficaz, segundo informações do INCA. No caso de Kleybanova, a doença, segundo informações da própria tenista, encontra-se no estágio II, que é quando a doença atingiu dois ou mais linfonodos do mesmo lado do diafragma, ou de um linfonodo e de um tecido ou órgão contíguo a ele, mas fora do sistema linfático.

O Linfoma é só mais um dos tipos de câncer, assim como a Leucemia, que é o câncer nas células do sangue. No caso da Leucemia, muitas vezes é possível que o paciente encontre a cura com um transplante de medula óssea. Mas encontrar um doador compatível, até mesmo no grupo familiar, é difícil. Ainda mais no nosso país que foi formado pela miscigenação dos povos (indígena, europeus, africanos e orientais), aumentando a diversidade genética e diminuindo as chances de encontrar doadores compatíveis. Muitos não sabem, mas as pessoas podem se cadastrar voluntariamente se tornar um doador de medula óssea. Para isso, basta que você se dirija ao banco de sangue (Hemocentro) da sua cidade e se cadastre como doador de medula óssea. O procedimento é simples e consiste na retirada de 5ml de sangue para análise de compatibilidade. As informações coletadas são encaminhadas para um banco de dados mundial e havendo compatibilidade, o doador será comunicado para dizer se possui ou não o interesse de doar parte de sua medula óssea.

Em Minas Gerais, especificamente em Belo Horizonte, está sendo realizada uma campanha pela CAPEC – Casa de Apoio às Pessoas com Câncer – em parceria com o Hemominas para conscientizar a população e cadastrar o maior número de doadores possíveis. Para maiores informações, acesse o site http://www.5mlesperanca.capec.org.br/ e veja como se tornar um doador de medula óssea e ajudar a salvar vidas. Você que não é de Belo Horizonte, pode se cadastrar no Hemocentro de sua cidade. Maiores informações nesse site: http://www.prosangue.sp.gov.br/hemocentros-do-brasil/. A campanha 5ml de esperança teve como símbolo a luta do pequeno Arthur, que precisava de um doador compatível de medula óssea.

Bate-pronto:

- Na última semana de torneios no saibro (fora de temporada), o predomínio foi das espanholas. Em Bad Gastein, onde as cabeças de chave decepcionaram – Ksenia Pervak, a russa de 20 anos, seed 8, foi a única a avançar para a segunda rodada e chegou até às semifinais – o título ficou com Maria Jose Martinez Sanchez. A espanhola que por não defender o título de Roma conquistado no ano passado e por ter feito uma temporada irregular esse ano, caiu muito no ranking e chegou desacreditada na Áustria. Em sua campanha no torneio disputado nos Alpes Austríacos, Martinez Sanchez derrotou a jovem argentina Paula Ormaechea na primeira rodada, em dois duros tie-breaks. Depois, nas quartas de final, sofreu um pouco contra a convidada Yvonne Meusburger, mas passou em três sets. Na final, outra convidada, a Austríaca Patricia Mayr-Achleitner, que nas semifinais aplicou uma bicicleta na russa Pervak, mas não foi páreo para a espanhola, que venceu por 60 75. Foi o quarto troféu da carreira da talentosa espanhola, o quarto no saibro. Mas convenhamos, esse será mais difícil de guardar, não acham?

- Já em Palermo, a campeã não foi nenhuma novidade. Anabel Medina Garrigues derrotou Polona Hercog (que havia vencido o WTA de Bastad na semana passada) e conquistou seu quinto título em Palermo e o décimo vencido no saibro. O único vencido em quadra rápida, foi conquistado em Canberra, na Austrália, em 2006. Com o título na Itália, Medina Garrigues ultrapassa Venus Williams e se torna a maior vencedora (em número de títulos) no saibro, entre as jogadoras em atividade. Um grande feito para a tenista de 28 anos que nunca chegou às quartas de final em Roland Garros, onde tem dois títulos na chave de duplas, ao lado da lendária Virginia Ruano Pascual.

- As brasileiras não se deram bem nos Challengers essa semana. Vivian Segnini e Maria Fernanda Alves foram eliminadas na segunda rodada em Bogotá. Carla Forte, top 10 nacional, caiu na estreia. Nathalia Rossi e Ana Clara Duarte não passaram da primeira rodada em challengers no Canadá e Bélgica, respectivamente. Já a paulista Roxane Vaisemberg, que foi quem disputou o torneio com maior premiação (50K), foi eliminada na segunda rodada do Challenger de Contrexeville, na França. A algoz da brasileira foi a holandesa Arantxa Rus, principal favorita e responsável pela precoce eliminação da belga Kim Clijsters em Roland Garros. Nas duplas, Rossi (jogando com a bielorussa Viktoryia Kisialeva) e Vaisemberg (novamente com a japonesa Erika Sema) ficaram com o vice-campeonato em seus respectivos challengers.

Resultados dos Challengers da semana:

$50 Contrexeville, França

Simples: (5)Iryna Bremond (FRA) d. (3)Stephanie Foretz Gacon (FRA) 64 67(1) 62

Duplas: Ivakhnenko (UKR)/Kozlova (UKR) d. (4)Sema (JPN)/Vaisemberg (BRA) 26 75 12-10

$25 Imola, Itália

Simples: (3)Giulia Gatto-Monticone (ITA) d. Federica Quercia (ITA) 61 63

Duplas: (4)Gatto-Monticone (ITA)/Quercia (ITA) d. Lizarazo (COL)/Werner (GER) Wo.

$25 Darmstadt, Alemanha

Simples: (1)Mandy Minella (LUX) d. (2)Karolina Pliskova (CZE) 76(5) 62

Duplas: (3)Dzalamidze (RUS)/Zaja (GER) d. (2)Birnerova (CZE)/Pliskova (CZE) 75 26 10-6

$25 Woking-Foxhills, Grã-Bretanha

Simples: Johanna Konta (AUS) d. (2/WC)Laura Robson (GBR) 64 11 Ret.

Duplas: (2)Coin (FRA)/Hrdinova (CZE) d. (1)Laine (FIN)/South (GBR) 61 36 10-8

$25 Zwevegem, Bélgica

Simples: Mihaela Buzarnescu (ROU) d. Bibiane Shoofs (NED) 36 62 64

Duplas: (3)Wienerova (SVK)/Zanevska (UKR) d. Kilsdonk (NED)/Van Uitert (NED) 64 36 10-7

$25 Caceres, Espanha

Simples: Garbine Muguruza Blanco (ESP) d. (2)Cagla Buyukakcay (TUR) 64 63

Duplas: (3)Hogenkamp (NED)/Koehler (POR) d. (1)Larriere (FRA)/Pavlovic (FRA) 64 64

$25 Granby, Canadá

Simples: (1)Stephanie Dubois (CAN) d. (4)Ling Zhang (HKG) 62 26 61

Duplas: (1)Fichman (CAN)/Sun (CHN) d. Kisialeva (BLR)/Rossi (BRA) 64 62

$25 Bogotá, Colômbia

Simples: (5)Mariana Duque-Marino (COL) d. (2)Maria-Fernanda Alvarez-Teran (BOL) 76(6) 46 63

Duplas: (4)Gamiz (VEN)/Perez (VEN) d. (3)Cohen (USA)/Koch-Benvenuto (CHI) 63 64

Fotos: Getty Images, Site Oficial de Alisa Kleybanova, Site Oficial da WTA e CAPEC.

O título do post é uma expressão encorajadora, e quer dizer “Vamos, Alisa!”

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Sala de Troféus: Bastad e Budapeste

Postado em Divã do Daszma

Os dois primeiros torneios da mini temporada entre Wimbledon e o U.S Open Series se não foi empolgante, apresentou resultados interessantes. Número 1 do mundo desde o início do ano, a Dinamarquesa Caroline Wozniacki foi a principal cabeça de chave da fria Bastad, na Suécia. O torneio ainda contou com Lucie Safarova (eliminada na primeira rodada) e Flavia Pennetta. Caroline Wozniacki, que disputou Bastad para cumprir uma das regras da WTA (jogar um International por semestre, por ser top 10) e obrigações contratuais com a patrocinadora do evento, passou que quase como um relâmpago pela cidade sueca. Após uma primeira rodada S-O-F-R-Í-V-E-L contra a Francesa Alize Cornet, Wozniacki se apresentava muito bem contra a Sueca Sofia Arvidsson até sentir uma contusão no ombro direito, que a obrigou a se retirar da partida. (vídeo abaixo)

Enquanto Wozniacki era eliminada na segunda rodada, Polona Hercog e Johanna Larsson, as eventuais finalistas da competição passavam para as quarta de final em dois jogos complicadíssimos.  Hercog derrubou no tie-break do terceiro set a Francesa Aravane Rezai, que defendia o título do ano anterior e está tentando voltar às vitórias. Já Larsson, a guerreira Sueca, sofreu bastante para eliminar a Espanhola Lourdes Dominguez-Lino, que chegou a sacar para a vitória em Bastad, mas sofreu a virada. Finalistas pela segunda vez na carreira, Hercog e Larsson fizeram um jogo bastante interessante. No final, sobressaiu a estratégia da Eslovena de castigar o backhand da adversária, que até vacilou quando sacou em 5/4 e foi quebrada, mas elevou o nível e venceu os dois games seguintes, para conquistar o primeiro título da carreira. Será interessante ver como Hercog vai lidar agora que conquistou o primeiro troféu na WTA. Sempre houve muita expectativa sobre a talentosa Eslovena que tem um jogo apurado junto à rede, executa dropshots com rara perfeição e gosta de dominar os pontos com a direita. Hercog estará nessa semana em Palermo, onde tentará aumentar a série de vitórias. Já Larsson, enfrentará já primeira rodada de Bad Gastein, na Áustria, a Australiana Jarmila Gajdosova, segunda cabeça de chave.

Em Budapeste, na Hungria, a campeã também precisou remar bastante para não ser eliminada nas primeiras rodadas. Depois de passar fácil por uma quali, Roberta Vinci quase foi derrotada pela principal esperança local, a jovem Timea Babos – já que os maiores nomes do tênis Húngaro Szavay, Arn e Czink, não estão 100% fisicamente. Babos venceu o primeiro set e tinha 4/2 de vantagem no segundo, mas não conseguiu fechar e acabou sofrendo a virada. Na rodada seguinte, novamente, a Italiana teve que se superar contra a Eslovaca Zuzana Kucova, que também vencia por um set e 5/2 no segundo, mas falhou na hora de vencer a partida. Se Vinci vinha de vitórias em jogos duros, a outra finalista, a Romena Irina-Camelia Begu estava invicta em sets até a grande decisão. Em sua segunda final de um torneio nível WTA, Begu até lutou, mas caiu diante da experiente Italiana, que conquistou, em Budapeste, o sexto troféu da carreira e o terceiro no ano (já havia vencido em Den Bosch e Barcelona).

Bate-pronto:

- Em uma final Espanhola, Maria Jose Martinez Sanchez e Lourdes Dominguez Lino derrotaram Nuria Llagostera Vives e Arantaxa Parra Santoja e ficaram com o título de Bastad, na chave de duplas. Foi o segundo troféu de Martinez Sanchez no ano, o segundo com uma parceira diferente. No início do ano, jogando ao lado da Americana Liezel Huber, ela conquistou em Dubai o 14º título da carreira. Já Dominguez Lino, venceu o quarto troféu na carreira, o primeiro com a nova parceira.

- Em Budapeste, outra espanhola levantou o troféu na chave de duplas. Jogando ao lado da Polonesa Alicja Rosolska, Anabel Medina Garrigues derrotou Grandin e Uhlirova e conquistou o 18º oitavo troféu na modalidade, sendo dois em Roland Garros. Já a Polonesa que corre o circuito ao lado da compatriota Klaudia Jans, conquistou o primeiro troféu na WTA, depois de três finais em que não teve sucesso.

- Depois de Teliana Pereira, chegou a vez de Ana Clara Duarte e Roxane Vaisemberg, líder e vice-líder do ranking nacional, respectivamente, excursionarem pela Europa. Essa semana elas disputaram os challengers de Aschaffengurg, na Alemanha, onde Clarinha caiu na primeira rodada e Biarritz, na França, que contou com a participação da número 2 do Brasil, eliminada na primeira fase diante da vice-campeã do evento. Vaisemberg foi vice campeã na chave de duplas.

- Resultados dos Challengers:

$100 Biarritz, França

Simples: (1)Pauline Parmentier (FRA) d. (3)Patricia Mayr-Achleitner (AUT) 16 64 64

Duplas: Panova (RUS)/U. Radwanska (POL) d. Sema (JPN)/Vaisemberg (BRA) 62 61

$50 Waterloo, Canadá

Simples: (5)Sharon Fichman (CAN) d. Julia Boserup (USA) 63 46 64

Duplas: (2)Mueller (USA)/Muhammed (USA) d. Bouchard (CAN)/Moulton-Levy (USA) 63 36 10-7

$25 Pattaya, Tailândia

Simples: Akiko Omae (JPN) d. (3)Sachie Ishizu (JPN) 75 62

Duplas: Liang (CHN)/Zhao (CHN) d. Koshino (JPN)/Wongteanchai (THA) 76(3) 46 11-9

$25 Craiova, Romênia

Simples: (2)Mihaela Buzarnescu (ROU) d. (4)Annalisa Bona (ITA) 62 36 64

Duplas: (3)Enache (ROU)/Harmsen (NED) d. (1)Bogdan (ROU)/Buzarnescu (ROU) 46 76(5) 10-6

$25 Aschaffenburg, Alemanha

Simples: (3)Florencia Molinero (ARG) d. (8)Stephanie Vogt (LIE) 76(6) 61

Duplas: (2)Ozgen (TUR)/Sema (JPN) d. Birnerova (CZE)/Vogt (LIE) 64 76(4)

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“Um sentimento inacreditável”

Postado em Divã do Daszma

Foi assim que Petra Kvitova explicou como se sentia após conseguir alcançar, até então, o maior feito da carreira, o título de Wimbledon. A tímida tcheca dona de um sorriso doce e golpes potentes disse quando chegou à final que não esperava, no início do torneio, sair como a vencedora do Grand Slam. Se não esperava, eu não sei. Mas o que Petra mostrou nessas duas semanas, nos sete jogos, é que ela queria muito. Tanto quis, que desbancou uma tenista que tem nas veias e nos feitos da carreira o espírito de luta como maior característica, Maria Sharapova.

A primeira vez que ouvi falar de Petra Kvitova foi no Aberto da França de 2008, quando, aos 18 anos, chegou às oitavas de final do Grand Slam Francês. Naquela época, eu não conhecia os streamings da internet, então não assisti a nenhum jogo. O que tinha me chamado a atenção na época foi que tínhamos duas tchecas com o mesmo nome na segunda semana do torneio. A outra era Petra Cetkovska, que seria eliminada pela sérvia Ana Ivanovic. Um ano mais tarde, em outro Grand Slam, eu finalmente assisti a uma partida da tal Kvitova. O jogo era de terceira rodada e eu só assisti a partida por causa da adversária, a russa e número 1 do mundo, Dinara Safina. O jogo, um verdadeiro drama, aconteceu na sessão noturna e terminou no tie-break do terceiro set. Se fosse nos outros Grand Slams poderia ter ido muito mais longe. Além dos golpes da tcheca (que hoje são mais contundentes e eficientes, mas já provocavam estragos), o que me chamou a atenção foi o comportamento aguerrido e concentrado da jovem tenista. Em partidas nervosas, em que as adversárias salvam e desperdiçam match points, a experiência geralmente pesa. Fosse outra adversária, Safina provavelmente teria vencido aquele jogo. Mas não. A russa encontrou uma tenista potente, focada, confiante e relaxada, que não se importou com as chances perdidas e nem com a pressão de jogar contra a número 1 do mundo na sessão noturna em uma Louis Armstrong lotada e participativa. No fim de um tie-break dramático, vitória da zebra Petra Kvitova. Uma vitória mental. (veja lances decisivos do drama jogo no vídeo abaixo)

Dois anos depois, mais confiante e experiente, a tcheca passou de zebra a uma grande promessa do tênis feminino. Dona de três títulos na temporada (todos nível Premier), Petra Kvitova conseguiu na grama de Wimbledon (onde disputou o ÚNICO Slam enquanto juvenil, em 2007) o maior feito da curta carreira. Depois de atropelar todas as adversárias (aplicou 60 62 na belga Wickmayer), Kvitova foi testada quando derrotou Pironkova e Azarenka, mas venceu com a tal força mental. Em ambos os jogos, depois de dominar completamente e vencer o primeiro set, a tcheca saiu derrotada no segundo. O que poderia levar muitas tenistas ladeira abaixo, em Kvitova surtiu o efeito contrário: Petra colocou a cabeça no lugar, elevou o nível e já quebrou as adversárias logo no primeiro game de saque delas. Na final contra a experiente Maria Sharapova (5 finais de Slam), Kvitova não precisou perder set para mostrar a sua força mental. Mas a russa a sentiu a cada vez que conseguia quebrar o saque da tcheca, mas tinha o saque quebrado logo em sequência. É de se admirar que em uma final de Grand Slam, a primeira da carreira, a tcheca nunca perdeu o controle da partida. Fato raro no tênis. Típico dos grandes campeões.

Se será uma das maiores da história de seu país (feito complicado quando se tem nomes como os de Navratilova e Novotna), só o tempo e a própria Petra nos dirá. A tcheca agora será mais estudada pelas adversárias e mais badalada (leia-se cobrada) pela imprensa. Chances para crescer ela tem. Petra já mostrou que pode jogar bem em qualquer superfície. Os 4 títulos conquistados no ano ilustram bem isso: Sydney (piso duro), Paris (indoor), Madrid (saibro) e Wimbledon (grama). Potencial para subir no ranking idem. Até o fim da temporada, Petra tem poucos pontos a defender, o que significa uma grande margem para somar, já que, com o novo ranking (7ª), será sempre uma das principais cabeças de chave. O grosso de 2010, que era a semifinal de Wimbledon, foi defendido. A tcheca, que já está quase com os dois pés no WTA Championships de Istambul, deve subir ainda mais no ranking e colecionar títulos.

Com mais uma nova campeã no Clube das vencedoras de Grand Slam, o último Major da temporada promete muitas emoções e equilíbrio. Com Kim Clijsters e as irmãs Williams em forma, Sharapova voltando às finais, Wozniacki e Azarenka crescendo e as duas novas campeãs de Slam, Kvitova e Na Li, a expectativa é de um GRANDIOSO U.S. Open.

As outras campeãs de Wimbledon

Se a o torneio de simples premiou uma das melhores tenistas da temporada, a chave de duplas teve como vencedora a melhor parceria do ano. Especialistas nas duplas, a eslovena Katarina Srebotnik e a tcheca (mais uma) Kveta Peschke derrotaram na grande decisão as “simplistas” Stosur e Lisicki e venceram o primeiro Major de suas carreiras e ainda se tornaram líderes do ranking de duplas. Melhor dupla da temporada com três títulos (Auckland, Doha e Eastbourne), o time esloveno-tcheco foi praticamente perfeito em Wimbledon. As campeãs perderam apenas dois sets em todo o torneio, mas nunca tiveram as vitórias ameaçadas. Na grande final, a dupla cabeça de chave número 2 (as principais favoritas foram King/Shvedova, campeãs em 2010), derrotou com facilidade – 63 61 – o mais badalado time do torneio. O título em Londres faz jus a duas grandes especialistas nas duplas e que já fizeram parcerias vitoriosas com outras tenistas, mas foram conhecer o sabor de um Grand Slam juntas.

Nas duplas mistas, a final reuniu duas tenistas que correm o circuito regular em simples, mas têm obtido os melhores resultados nas duplas. No duelo entre a ucraniana naturalizada russa Elena Vesnina e Iveta Benesova, a vitória ficou, logicamente, com a tcheca, que ao lado do austríaco Jurgen Melzer conseguiu o primeiro Slam da carreira. Na decisão contra Elena Vesnina e Mahesh Bhupathi, o time da tcheca não teve muito trabalho para vencer em dois sets. Destaque para a grande atuação de Melzer contrapondo com um dia não bom assim do indiano. Em Londres, além de não terem perdido nenhum set, Melzer e Benesova contaram com a sorte. E muito. A dupla enfrentaria, nas quartas de final, os americanos Bob Bryan e Liezel Huber que desistiram e deram de bandeja a classificação para os eventuais campeões. O destaque negativo do torneio de duplas mistas, além da derrota que levou Vesnina às lágrimas, foi a ausência da parceria sensação de Roland Garros, Thomaz Bellucci e Jarmila Gajdosova. Eliminado na primeira rodada na chave de simples, o brasileiro desistiu do torneio de duplas mistas, o que fez com que Jarka jogasse com o local Jamie Murray. Sem aquela química que teve com o brasileiro, a australiana foi eliminada na segunda rodada.

O futuro e o passado

No circuito juvenil, que nos anos anteriores teve como campeãs jogadoras que ainda não despontaram (Noppawan Lertcheewakarn e Kristyna Pliskova), a grande campeã foi a australiana Ashleigh Barty, de apenas 16 anos. Barty, que não era uma das grandes favoritas, derrotou na semifinal a holandesa Indy de Vroome, campeã na grama de Roehampton e uma das tenistas que utilizam a linha Sharapova Collection da Nike. Se na semifinal a adversária foi a “funcionária” da Sharapova, na final a oponente foi a pupila da belga Justine Henin, a russa Irina Khromacheva. Campeã nas duplas em Roland Garros, Khromacheva, que treina academia da estrela belga, oscilou muito mentalmente na decisão e foi derrotada em dois sets. Não era o torneio para russos venceram. Melhor brasileira no circuito juvenil, a pupila do Larri Passos, Beatriz Haddad Maia (a Bia), novamente furou o quali de um Grand Slam juvenil. Em Wimbledon, Bia anotou a primeira vitória em Grand Slams, mas foi derrotada na segunda rodada diante da norte-americana Victoria Duval.

A canadense Eugenie Bouchard (a loirinha) e a americana Grace Min, cabeças de chave dois do torneio de duplas, foram as grandes campeãs na modalidade, ao derrotarem o time formado pela holandesa Demi Schuurs (campeã nas duplas em Melbourne) e a chinesa Hao-Chen Tang, de virada, 57 62 75. O time campeão, aliás, foi o responsável pela eliminação da brasileira Bia Haddad, que, ao lado da russa Mayya Katsitadze, chegou às semifinais da chave de duplas. Mais precisas, Bouchard e Min, venceram por 6/1 e 6/3 colocando fim na grande campanha da brasileira na Europa. Mais uma vez, Bia sai com o saldo positivo de ter furado o quali de dois Grand Slams e muita experiência na bagagem.

No circuito de lendas convidadas que conseguiu reunir na final 27 títulos de Grand Slam, o grande campeão foi o espectador que pode se deliciar com a genialidade de Martina Navratilova, Jana Novotna, Martina Hingis e Lindsay Davenport, além de se divertir com o bom humor das outras lendas. O jogo foi vencido pelas mais novas, Hingis e Davenport, 6/4 6/4. Aqui, o que menos importa é o resultado. O torneio presenteou o fã de tênis mais jovem que não pode assistir jogadoras como Navratilova, Novotna, Zvereva, Gigi Fernadez (H-I-L-Á-R-I-A), Martinez, entre tantas outras que ajudaram a engrandecer o tênis feminino e fazem sofrer os mais saudosistas. Aos amantes do tênis refinado, dos pontos disputados na rede com imensa habilidade e precisão, a dica é se ligar no “torneio das tias”, que acontece em todos os Grand Slams. É a prova viva de que o talento é inerente ao tenista e resiste até a idade.

Bate-pronto

- Campeã de Wimbledon, a tcheca Petra Kvitova assumiu a vice-liderança no ranking da corrida para o WTA Championships, que irá acontecer no fim do ano em Istambul. Kvitova tem 5037 pontos no ranking que contém apenas os pontos da temporada de 2011 e está atrás apenas de Wozniacki (5776). Completariam a lista das oito classificadas: Na Li (4947), Sharapova (4840), Azarenka (4502), Bartoli (3816), Zvonareva (3176) e Clijsters (3160). Correm por fora: Schiavone (3094) e Petkovic (2631).

- Mais uma grande semana para o tênis brasileiro com os títulos da pernambucana Teliana Pereira em Denain, na França. Na final do torneio de 25 mil disputado no saibro, Teliana bateu a ucraniana Valentyna Ivakhnenko, por 64 63 e ganhou 50 pontos no ranking. Nas duplas, Teliana jogou ao lado da paraguaia Veronica Cepede Royg e saiu com o título depois de vencer as francesas Ghesquiere e Lexemia, por fáceis 6-1 6-1. No future em São José dos Campos, a campeã foi a catarinense Maria Fernanda Alves, que vinha caindo no ranking da WTA. Na final, a experiente tenista derrotou a jovem Nathaly Kurata em dois sets.

- Resultados dos Challengers das duas últimas semanas:

$50 Boston, EUA

Simples: Petra Rampre (SLO) d. (2)Tetiana Luzhanska (UKR) 62 57 64

Duplas: (2)Luzhanska/Mueller (USA) d. (1)Fichman (CAN)/Pelletier (CAN) 76(3) 63

$25 Perigueux, França

Simples: (6)Severine Beltrame (FRA) d. (7)Audrey Bergot (FRA) 64 62

Duplas: (1)Molinero (ARG)/Sema (JPN) d. (2)Costas-Moreira (ESP)/Ferrer-Suarez (ESP) 62 36 10-7

$25 Rome-Tevere Remo, Itália

Simples: Karin Knapp (ITA) d. (2)Laura Thorpe (FRA) 63 60

Duplas: Cepede Royg (PAR)/Ormaechea (ARG) d. Shamayko (RUS)/Shapatava (GEO) 75 64

$25 Lenzerheide, Suíça

Simples: Ani Mijacika (CRO) d. Amra Sadikovic (SUI) 63 36 63

Duplas: Mijacika (CRO)/Sadikovic (SUI) d. Hofmanova (AUT)/Tabak (SVK) 46 62 10-4

$25 Kristinehamn, Suécia

Simples: Jana Cepelova (CZE) d. (2)Alexandra Cadantu (ROU) 64 36 64

Duplas: (1)Jugic-Salkic (BIH)/Laine (FIN) d. (2)Babos (HUN)/Lykina (RUS) 64 64

$100 Cuneo, Itália

Simples: Anna Tatishvili (GEO) d. Arantxa Rus (NED) 64 63

Duplas: Minella (LUX)/Voegele (SUI) d. Birnerova (CZE)/Dolonts (RUS) 63 62

$50 Torun, Polônia

Simples: (3)Edina Gallovits-Hall (ROU) d. (4)Stephanie Foretz Gacon (FRA) 64 63

Duplas: (2)Foretz-Gacon (FRA)/Malek (GER) d. (1)Klepac (SLO)/Gallovits-Hall (ROU) 62 75

$ 50 Pozoblanco, Espanha

Simples: (1)Eleni Daniilidou (GRE) d. (4)Elitsa Kostova (BUL) 63 62

Duplas: (1)Bratchikova (RUS)/Pavlovic (FRA) d. Melnikova (RUS)/Shapatava (GEO) 62 64

$25 Denain, França

Simples: Teliana Pereira (BRA) d. Valentyna Ivakhnenko (UKR) 64 63

Duplas: Cepede Royg (PAR)/Pereira (BRA) d. Ghesquiere (FRA)/Lechemia (FRA) 61 61

$25 Ystad, Suécia:

Simples: Dia Evtimova (BUL) d. Jana Cepelova (CZE) 63 64

Duplas: Cadantu (ROU)/Enache (ROU) d. (1)Jugic-Salkic (BIH)/Laine (FIN) 64 26 10-5

$25 Middelburg, Holanda

Simples: Bibiane Schoofs (NED) d. Lesley Kerkhove (NED) 76(4) 61

Duplas: (4)Lemoine (NED)/Zanevska (UKR) d. (1)Cohen (USA)/Molinero (ARG) 63 64

$25 Stuttgart-Vaihingen, Alemanha

Simples: (7)Timea Babos (HUN) d. Korina Perkovic (GER) 16 62 63

Duplas: (1)Jurak (CRO)/Laurendon (FRA) d. (3)Birnerova (CZE)/Vogt (LIE) 46 61 10-0

Fotos: Getty Images, Site Oficial de Wimbledon e Zimbio Images

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Simplesmente Serena Williams

Postado em Divã do Daszma

A idéia era escrever esse post antes de Wimbledon, mas não deu. Durante o jogo de primeira rodada de Serena Williams em Londres, principalmente quando Aravane Rezai venceu o segundo set, muito se falou no twitter da projeção do ranking a americana em caso de derrota na estreia, uma vertiginosa queda para fora do top 500 do ranking feminino. Superada a primeira rodada, Serena está na segunda rodada para enfrentar a romena Simona Halep, tenista que bate reto, mas não tem resultados expressivos na grama. O risco de uma queda drástica no ranking continua. Na verdade, somente se chegar às semifinais a tetracampeã de Wimbledon estará garantida no top 100 da WTA. Veja o quadro abaixo.

Fase Pontos Ranking*
1ª Rodada 65 506
2ª Rodada 160 309
3ª Rodada 220 239
Oitavas 340 173
Quartas 560 116
Semis 960 59
Final 1460 31
Campeã 2060 22

* Projeção desprezando os resultados das demais tenistas em Wimbledon.

Deixando de lado o ranking, Serena só tem o que comemorar nessas duas semanas. Vamos ao histórico de notícias: 3 de julho de 2010, noticiou o Estadão: “Serena vence Zvonareva e conquista Wimbledon pela quarta vez.”. No dia seguinte, a americana foi à festa dos campeões do Grand Slam inglês. O mesmo site, já no dia 17 de julho, anunciava o acidente sofrido com cacos de vidros em um restaurante e a cirurgia a que a tenista se submeteria: “Cirurgia no pé afasta Serena dos próximos três torneios.”. A previsão inicial se mostou otimista demais e Williams, que inicialmente ficaria de fora apenas dos torneios de Istambul, Cincinnati e Montreal, se viu obrigada a desistir também do U.S. Open, como noticiou o Globo Esporte, em 20/08/2010, entristecendo os milhares de fãs da americana no mundo todo.

Em 08 de outubro, o site USA Today anunciou o retorno de Serena Williams no WTA de Linz. Parecia que as notícias boas voltariam ao noticiário, mas a estrela do tênis mundial sequer viajou à Áustria e acabou adiando seu esperado retorno às competições. No dia 11 de outubro, o site oficial da Associação feminina de tênis, anunciou a desistência de Serena Williams, nas próprias palavras da tenista: “After practicing yesterday morning I felt discomfort in my foot and tests by my doctor revealed that I had unfortunately re-strained it, as a result of overtraining. I am likely out for the year now.” Fora do restante da temporada, a expectativa do retorno ficou para o Australian Open, mas ainda no ano de 2010, Serena anunciou que também não teria condições de jogar em Melbourne, em razão da cirurgia no pé. De lá pra cá, a americana passou a ser vista em vários eventos de moda, música e esporte usando uma bota ortopédica.

Em março desse ano, já quase recuperada da cirurgia no pé, a tenista norte-americana passou por mais um susto. Serena Williams foi internada no Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles, por conta de uma embolia pulmonar, como noticiou o portal do Globo Esporte. A doença assustou os fãs da tenista que temiam uma aposentadoria precoce. Recuperada do problema pulmonar, Serena voltou aos treinos, mas teve que desistir do Aberto da França, terceiro Grand Slam seguido perdido pela tenista. Em 07 de junho, o mesmo portal anunciou o retorno de Serena Williams às competições. Depois de quase sem um ano sem jogar, a norte-americana entrou na chave do torneio Premier como convidada, venceu, de virada, uma das semifinalistas da última edição de Wimbledon e foi eliminada por Vera Zvonareva, número 3 do mundo, com 7/5 no terceiro set. Estava sacramentada a volta de Serena Williams à sua casa, o tênis.

Chegamos à primeira rodada de Wimbledon. Atual bicampeã do Grand Slam londrino e sétima cabeça de chave, Serena estreou na quadra central contra a francesa Aravane Rezai, que começou melhor o primeiro set e abriu 2/0 no primeiro set. Mas Serena, rapidamente, virou a parcial e fechou em 6/3. No segundo set, Rezai novamente começou melhor e dessa vez não permitiu a volta da americana e empatou o jogo fazendo os mesmos 6/3. No terceiro set, mais agressiva e precisa, Serena dominou completamente as ações e venceu por 6/1. Emocionada com a vitória, Serena chorou em quadra e saiu do estádio ovacionada pelo público. Fora da quadra, ainda emocionada, a tenista concedeu uma rápida entrevista em que mostrou a dimensão do que significou aquela vitória na primeira rodada do torneio.

Bate-pronto:

- Na última semana de torneios preparatórios para Wimbledon (foram apenas duas), brilharam as estrelas de Marion Bartoli e Roberta Vinci. A italiana Vinci foi campeã do WTA de Den Bosch ao derrotar a australiana Jelena Dokic por 3 sets. Vale lembrar que estavam na chave nomes como Kim Clijsters (eliminada na segunda rodada por Romina Oprandi – WHO?) e Kuznetsova (novamente derrotada por Cibulkova – já está virando freguesa). Já a francesa Marion Bartoli precisou vencer dois jogos no sábado para ser conquistar o primeiro troféu no ano. Primeiro, Bartoli derrotou, em dois sets, a australiana Samantha Stosur. Mais tarde, na final do torneio, passou pela tcheca Petra KIvitova em uma emocionante final.

- A zebra já passeou por Wimbledon. A primeira vítima foi a sérvia Jelena Jankovic que não passou da estreia ao ser derrotada, de virada, pela espanhola Maria Jose Martinez Sanchez e seus infinitos e eficientes slices combinados com também infinitas subidas à rede. Quem também não passou da primeira rodada foi a australiana Samantha Stosur, que foi eliminada pela húngara Melinda Czink (tenista que entrou na chave principal com ranking protegido), em dois sets. ZEBRAÇA.

- O cavalo listrado quase que passou também pela quadra central hoje, no terceiro dia de competições, mas a pentacampeã Venus Williams conseguiu afastá-la e derrotou a japonesa Kimiko Date-Krumm no melhor jogo da chave feminina até o momento, 6/7 6/3 8/6. A japonesa, que variou bastante seus golpes durante todo o jogo, saiu da quadra central ovacionada pelo público.

Fotos: Getty Images e Zimbio Images.