Escolha o tema

→ Destaques

0

Nossa vida de mortos-vivos

Postado em Destaques, Relógios Queijos e Grand Slams

Após madrugadas em claro e certa manhã em pânico, o federista respira aliviado, e o fã de tênis está agraciado. Ainda em sua metade, com 7 dias concluídos, o Australian Open felizmente já teve o poder de surpreender, que é algo muito necessário a um Grand Slam. Escrevo aqui após uma partida de 4 horas e 44 minutos (leiam com ênfase) entre duas mulheres, um ‘ponto morto’ na quadra, a desistência de vários atletas por problemas físicos, além da queda precoce de muitos dos ‘grandes’ e, vejam vocês, o sufoco pelo qual passou Roger Federer em seu jogo de segunda rodada. Para melhor comentar o que foram nossos 4 embates até aqui, dou a ele a palavra e depois me pronuncio. Vamos lá:

Primeira rodada – Lukas Lacko – 6-1 6-1 6-3

P. Esse foi um dos melhores começos que você teve em um Grand Slam?

ROGER: Não sei. Não lembro de todos os meus primeiros jogos, para ser bem sincero.

Mas penso que joguei muito bem. Tentei ser agressivo desde o início e ver no que dava. Não funcionou. E então eu recuei e joguei de forma mais arriscada e daí por diante.

Mas eu fui capaz de continuar pressionando, colocá-lo com o pé atrás. Não fiquei surpreso quando ele começou a querer entrar no jogo, em certo momento do terceiro set. Penso que foi uma boa partida e não acho que ele tenha jogado mal. Eu pude ver talento nele, também, e é por isso que me alegro por ter escolhido aquelas táticas cedo, para pressioná-lo.

É ótimo que tenha funcionado. Por fim, obviamente estou feliz.

Sim, foi excelente. Infinitamente melhor do que o último AO, já que dessa vez não houve Andreev para ganhar o primeiro set do primeiro jogo. Isso porque nem precisamos comentar as outras primeiras rodadas de GS de 2010, como o pesadelo em 5 sets imposto por Alejandro Falla em Wimbledon, ou o Grand Willy amigo levado por Brian Dabul no US Open, onde o placar do jogo foi apenas um pouco mais piedoso do que com Lacko.

Em momento algum Roger saiu da zona de conforto. Abusando da precisão em trocas de bola e deixadinhas, supriu as expectativas de quem esperava uma estreia maestra. Quando Lacko finalmente decidiu que iria parar de rir um pouco de sua situação, arrancou 3 games no terceiro set, de 5 no total. Até aí, tudo como sempre gostamos de ver.

Segunda rodada – Gilles Simon – 6-2 6-3 4-6 4-6 6-3

P. Você nos alertou há 2 dias atrás que seria uma partida apertada e dura. Você de fato esperava que fosse ser tão difícil?

ROGER: Bom, 4 ou 5 sets, qual é a diferença? Mas, sim, ao final do dia estou feliz por ter passado, e é a isso que se resume. Não importa se você vence em em sets seguidos ou em 5 sets. Apenas continue indo adiante na chave e se dê a oportunidade para a próxima partida, talvez um oponente com o qual você se habitue melhor ou condições que permitam ser mais rápido do que essa noite, suponhamos. Jogue na sessão norturna, mantenha-se vivo e sinta-se bem.

Isso é tudo que importa. Eu penso que a partida foi ótima, jogamos em alto nível por um bom tempo. Obviamente é difícil ver que, assim como Hewitt e Nalbandian na partida de ontem à noite, alguém tem que perder, quando uma partida tão genial está acontecendo.

Mas penso que joguei muito bem e estou muito feliz.

Bate na madeira 3 vezes. Simon decidiu que iria acordar novamente top 10, e nada melhor do que contra alguém que já venceu em duas ocasiões anteriores, não é? Não, não para você que, assim como eu, tomaria com prazer um Lexotan ao fim do jogo.

É bem verdade que Simon virou a Fênix depois dos dois primeiros sets, mas é inegável também que Roger deu aquela ajudada. Com os bilhetes para Júpiter carimbados, lá se foram a precisão e a agressividade, além da incapacidade de perceber que Simon só alimenta suas crianças com UMA jogada, que basicamente consiste em atacar de forehand na paralela sem chance de defesa, e isso ter custado a palpitação coletiva até a retomada do controle no quinto set, com uma quebra no sexto game.

Inegável que domar os nervos, quando eles estão rebeldes, é atitude de campeão, mas não dá para compartilhar dessa opinião de que a partida, para ele, foi excelente. Concordamos em uma coisa: Passar é realmente o que importa. Nisto, sempre confiaremos.

Terceira rodada – Xavier Malisse – 6-3 6-3 6-1
P. Um bom jogo após os cinco sets da outra noite. Feliz?

ROGER: Sim, a partida com o Simon foi boa, também. Não faça parecer ruim só porque foram cinco sets. Normalmente elas são disputadas em alto nível por um longe período de tempo.

Penso que hoje também foi intenso. Os dois primeiros sets quase não refletiram o quão dura a partida poderia ser, ou o quão dura foi. Digo porque quebrei um pouco da vontade dele, quando ele estava levando o segundo set por 3-1. Então, fui capaz de voltar para o jogo e vencer 11 games seguidos, o que foi obviamente satisfatório. Fui capaz de tentar coisas diferentes.

Bom, se eu sobrevivi a  cinco sets contra alguém com retrospecto positivo de vitórias, não seria Malisse a me fazer arrancar os cabelos enrolados. E não foi, é claro. Ambos se conhecem desde que eu nasci, e perder para o Malisse talvez tenha sido uma opção apenas no jardim de infância. Isso ajuda a entrar confiante no jogo e deixá-lo sem opções, apesar das boas bolas que o belga é capaz de apresentar. Mas, claro, também ajuda a dar a nossa querida, e dessa vez breve, desligada. No fim das contas, o teste maior foi o calor, que parecia realmente presente e me fez pensar em como ele está economizando energia para os jogos diurnos. Não que seja um problema, mas poupar o físico é sempre uma boa.

Oitavas-de-final – Tommy Robredo – 6-3 3-6 6-3 6-2

P. Mais uma doce vitória hoje. Mais um pequeno passo até a coroa.

ROGER: Ah, sim, é um passo na direção certa. Estou feliz por ainda estar firme e forte no torneio. Foi uma partida dura. Eu sabia que Robredo viria para cima, com um monte de golpes insanos, e me faria merecer a vitória. Ele não iria simplesmente me entregar a partida.

Penso que ele realmente foi capaz de jogar firme lá para o meio do segundo set. Eu realmente não tive muitas chances no saque dele, assim como ele também não teve no meu, no primeiro set. Porém, eu encontrei um caminho. Fui capaz de jogar um pouco mais agressivo e meio que não cometer mais os erros estúpidos do final do segundo set, o que de fato me custou o set, acredito.

Fui capaz de superar.

Robredo é um erro. Como jogador, como pessoa, como qualquer coisa. O pouco de respeito que eu tinha por ele se foi após duas tentativas canhestras de acertar a bola em cima do Roger, de forma clara e objetiva. A abaixadinha e, em seguida, a virada de costas ao escapar de uma delas mostra, parafraseando a @sheilokavieira, porque o Federer é o Federer e o Robredo é só o Robredo. Pior ainda foi o segundo set, cedido e perdido basicamente por culpa de um swing volley miserável de tão ruim e um péssimo voleio, que correu para fora. Quebrando no 4-3, Robredo se sentiu confortável para acreditar com unhas e dentes que poderia ir longe. Mau Robredo. O set foi perdido, mas o desprezo pelo ensandecido espanhol não,  o que possibilitou a vitória em 4 sets sem maiores problemas.

So far, so good.

O que esperar do Wawrinka? Não sei exatamente. Tanto respeito quanto MUITA disposição para o jogo. Adoro o Wawrinka, mesmo sendo um zé mané. Uma pessoa que larga a família para se dedicar exclusivamente ao tênis merece, no mínimo, que eu espere para vê-lo em quadra, jogando tudo o que sabe e pode contra aquele que considera, assim como nós, o maior de todos. Sei é que o Roddick não foi páreo. O Roddick foi chacota mesmo, coitado. Quem mandou não levar os EUA para as quartas-de-final em um Grand Slam de quadra dura? Era a última esperança… Sobrou para ele. Pena. Queria vê-lo no próximo jogo. Porém, que venha Stanislas.

Até.

* Traduzi diretamente as perguntas para evitar a fadiga, mas as entrevistas originais e completas estão disponíveis no site do Australian Open.

** A foto foi postada por ele, em sua ótima e já mencionada página do Facebook. Lindo, não? Heh.

0

Sala de Troféus – Parte 2

Postado em Destaques, Divã do Daszma

Com as eliminações precoces das duas principais favoritas ao título, Caroline Wozniacki (diante de Cibulkova) e Vera Zvonareva (contra Flavia Pennetta), o primeiro torneio Premier do ano foi decidido por Kim Clijsters, terceira favorita, e Na Li, oitava pré-classificada. A belga Clijsters não sairá de Sydney, torneio que já havia vencido por duas vezes, com uma boa recordação. É verdade que a belga atropelou as primeiras adversárias, jogou muito contra Azarenka e se impôs nos momentos importantes na semifinal contra Kleybanova, mas na final… Clijsters estava voando no torneio e assim começou contra Na Li. Jogando um tênis agressivo, eficiente e errando menos que a hesitante chinesa, Kim rapidamente abriu 5/0. Quando tudo parecia encaminhado, eis que entra o já conhecido apagão que por anos assombrou Kim Clijsters. A belga começou a errar em momentos decisivos, perdeu a confiança, cometeu duplas faltas, e, game após game, viu a vantagem construída ser arruinada. Li devolveu as quebras, igualou a parcial em 5/5 e o set foi decidido no tie-break a favor da chinesa, que passou a errar menos. No segundo set, uma apática Kim Clijsters até quebrou o saque de sua rival, mas cedeu duas quebras, perdeu o jogo, a chance de voltar à vice-liderança do ranking da WTA e a primeira final desde o retorno às quadras em 2009. Clijsters parecia muito incomodada com o tênis que jogou a partir do 5/0 no primeiro set, o esforço no match point da chinesa mostra que ela realmente se importava com o jogo. Na Li que nada tem a ver com o apagão da belga, aproveitou a chance e se tornou a primeira chinesa a vencer um Torneio Premier e, o mais importante, saiu de Sydney mais motivada para defender as semifinais de 2010 em Melbourne e, quem sabe, conquistar uma vaga na final.

A americana Bethanie Mattek-Sands começou o ano com tudo, venceu três dos quatro jogos de simples na Hopman Cup; chegou atropelando no WTA de Hobart, quando eliminou na estreia a segunda favorita a conquistar troféu na Tasmania, Anastasia Pavlyuchenkova; chegou à final do torneio, e tinha a chance de, enfim, conquistar o primeiro título no circuito da WTA. Mas não foi dessa vez. A americana amargou mais um vice – o terceiro em três finais. A adversária dessa vez foi a australiana Jarmila Groth, que jogou o tempo todo com o apoio da torcida e, ainda, foi a única tenista a não ser prejudicada pela chuva que impediu a realização de jogos durante quase dois dias, fazendo com que muitas tenistas jogassem as partidas de oitavas e quartas de final no mesmo dia. A eslovaca de nascimento e australiana de adoção, que nada tem a ver com as oscilações climáticas, venceu todos os jogos de simples, conquistou o segundo troféu na carreira, e sai de Hobart sem ter perdido um set sequer. Tomara que a bela Groth tenha adquirido mais confiança, pois ela terá um teste duríssimo já na segunda-feira, quando enfrenta a belga Yanina Wickmayer na Rod Laver Arena.

Campeãs em Auckland na semana passada, Katarina Srebotnik e Kveta Peschke, estiveram muito perto de conquistar o segundo troféu da temporada. A dupla venceu bem seus jogos nas primeiras rodadas e lideraram boa parte da final, mas foram derrotadas pelas tchecas Iveta Benesova e Barbora Zahlavova Strycova, que nas semifinais haviam derrotado Petrova/Huber, parceria número dois do torneio. Srebotnik e Peschke se consolidam como uma das grandes favoritas a vencer em Melbourne.

Se em Sydney foi o torneio de uma dupla tcheca, em Hobart a comemoração será regada à muita massa e vinho. Sara Errani e Roberta Vinci, que jogam juntas já há um bom tempo, derrotaram a ucraniana Kateryna Bondarenko e Liga Dekmeijere da Letônia, e conquistaram o terceiro WTA jogando juntas, o primeiro em quadras rápidas.

Bate-pronto:

- Na Flórida (EUA), a brasileira Ana Clara Duarte foi derrotada na primeira rodada do CH de Plantation disputado em quadras de saibro verde. A algoz da Clarinha foi a búlgara Dia Evtimova. O torneio foi vencido pela canadense Sharon Fichman que derrotou a romena Alexandra Cadantu para levantar a primeira taça na temporada. Ana Clara também disputou o torneio de duplas e chegou às semifinais ao lado da austríaca Melanie Klaffner. O título da chave de duplas ficou com as americanas Ahsha Rolle e Mashona Washington;

- Campeã do Challenger de Quanzhou na última semana, a chinesa Jing-Jing Lu repetiu a dose essa semana em outro evento chinês de 25 mil, dessa vez em Pingguo. Lu derrotou a ucraniana Tetiana Luzhanska por 64 75 e faturou o segundo troféu de Challengers da temporada em quadras duras. As japonesas Shuko Aoyama e Rika Fujiwara, principais cabeças de chave no torneio de duplas, ficaram com o troféu depois de bater uma dupla local na final;

- Número 2 do Brasil, a catarinense Maria Fernanda Alves desistiu no segundo set do seu primeiro jogo na temporada no Future de Gosier, em Guadalupe. Nas duplas, Nanda, que jogou a lado da norte americana Litvak, chegou nas semifinais.

0

Isner comanda sexto título dos EUA na Hopman

Postado em Destaques, Notícias

Tenisbrasil

Com vitórias em simples a nas duplas mistas, John Isner foi o herói da sexta conquista norte-americana na Copa Hopman. Contudo, o dia não começou bem para a equipe dos Estados Unidos, que saiu atrás com a derrota de Bethanie Mattek-Sands frente à belga Justine Henin por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (8-6) e 6/3, após 1h45 de jogo.

Pressionado, Isner precisava vencer de qualquer maneira sua partida de simples para manter vivas as esperanças de título. Em exata uma hora de partida, o número 19 do mundo despachou o belga Ruben Bemelmans também em sets diretos, com parciais de 6/4 e 6/3, forçando a terceira e decisiva partida, nas duplas mistas.

Leia a íntegra aqui.

0

Mahut entra em quadra de vestido e meião

Postado em Destaques, Notícias

Globoesporte.com

Nicolas Mahut ganhou fama mundial no ano passado, quando protagonizou a partida mais longa da história do tênis – um jogo de 11h, vencido pelo americano John Isner em Wimbledon. Nesta sexta-feira, na Copa Hopman, o francês decidiu roubar os holofotes de outra maneira. Colocou um vestido igual ao da parceira de duplas mistas, a compatriota Kristina Mladenovic, e completou o visual com meiões como os da americana Bethanie Mattek-Sands (fotos: Getty Images).

5

A primeira grande zebra da temporada

Postado em Destaques, Divã do Daszma


http://www.youtube.com/watch?v=B9ctkdSDRTg&feature=player_embedded

O ano mal começou e já vimos muitas coisas: Maria Sharapova soltou gargalhadas em uma divertida entrevista em Auckland; Federer já deu mostras que sua porção de genialidade é infinita; Rafa Nadal aplicou pneu no primeiro jogo, mas também levou o troco no jogo seguinte, contra o eslovaco Lucas Lacko; e, para colocar cereja no nosso bolo de boas vindas a 2011, eis que surge a primeira grande zebra na WTA. Assistiu ao do vídeo acima? Grave bem as gragalhadas da moça em sua cabeça, pois estes foram os últimos momentos de alegria da musa russa na Nova Zelândia…

Em seu terceiro jogo em Auckland, Sharapova foi eliminada pela húngara Greta Arn, que ocupa a modesta 88ª colocação no ranking da WTA, e teve que salvar 5 (!!!) match points em seu jogo de segunda rodada, contra Sofia Arvidsson.

A grande verdade é que o resultado das quartas de final do WTA só pode ser considerado surpreendente no “papel” e quando comparamos os currículos das duas tenistas, porque na quadra, o que se viu, foi a superioridade da tenista. Sharapova nunca se sentiu à vontade, nem mesmo quando liderou o segundo set com uma quebra de vantagem. A russa errou demais e pouco incomodou a húngara no primeiro set.

Resultados surpreendentes são comuns no tênis feminino, ainda mais no início da temporada, mas a derrota deve servir de alerta para Maria Sharapova. Já no jogo de ontem, a musa russa sofreu muito para vencer a desconhecida Renata Voracova. A tenista tcheca tem seus melhores resultados nos torneios de duplas.

No outro torneio da semana, o WTA de Brisbane, a zebra também deu uma passeada, mas o estrago foi menor. As derrotas de Samantha Stosur e Shahar Peer, as duas principais cabeças-de-chave, diante de Jarmila Groth e Lucie Safarova, respectivamente, são bem menos impactantes do que o revés de Sharapova na Nova Zelândia. Tanto Groth quanto Safarova possuem mais recursos do que Arn e Voracova.

Por falar em Brisbane, vem da Austrália o melhor vídeo de highlights até o momento. No jogo entre as duas melhores australianas do ranking sobraram winners, belas jogadas e pontos disputados. No final, a agressividade da de Jarmila Groth falou mais alto, e ela saiu com a vitória, eliminado a principal favorita ao título. Veja abaixo os melhores momentos da vitória da simpática Groth.

Bate-pronto:
- Mais russas começaram o ano decepcionando: Nadia Petrova, terceira favorita, foi eliminada na primeira rodada de Brisbane diante da ascendente tcheca, Petra Kvitova. Svetlana Kuznetsova até venceu bem na primeira rodada na Nova Zelândia, mas caiu, de virada, para a atual campeã dos Jogos Asiáticos, a chinesa Shuai Peng;

- Já a ex-número 1 do mundo, Dinara Safina lutou, como é de costume, mas foi eliminada por Yanina Wickmayer, em seu primeiro jogo no WTA de Auckland. Além dos vários erros não forçados, o que os fãs também perceberam é que Safina não é patrocinada mais pela Adidas. Ainda não se sabe quem irá substituir a marca alemã que acompanhou Safina desde o início da carreira;

- Visando uma melhor preparação para o Australian Open, Maria Sharapova pode pedir um convite à organização do WTA de Sydney, evento que acontece na próxima semana. Por enquanto dois dos quatro convites já foram concedidos às australianas Jelena Dokic e Anastasia Rodionova.

0

Se fue

Postado em Destaques, Golden Racket

O ano está acabando. 2010 vai se despedindo para dar lugar a um ano novinho em folha. Um 2011 que vem com as promessas de um duelo de titãs pelo topo do ranking da ATP; muito sangue, suor, lágrimas, gritos e ranger de dentes do lado da WTA; amareladas clássicas de Andy Murray; férias intermináveis de Serena Williams; mão na cueca de Rafael Nadal; casamento de Maria Sharapova e muitas outras emoções.

Na despedida de 2010, o Golden Racket resolveu homenagear o tenista que protagonizou a despedida mais marcante do ano. Foi uma disputa acirrada entre Carlos Moyá e Elena Dementieva, dois colossos do tênis mundial que penduraram as raquetes este ano, deixando para trás uma legião de fãs inconsoláveis.

Mas o nosso troféu vai para Palma de Mallorca porque, entre tantas outras coisas, Carlos Moyá:

Foi número 1 do mundo;

Foi o primeiro espanhol a chegar ao posto de número 1 do mundo;

Foi campeão de um Grand Slam (Roland Garros);

Foi ídolo e inspiração de seu conterrâneo Rafael Nadal, atual número 1 do mundo;

Foi o precursor das camisetas sem manga;

Foi o causador do maior mico midiático pelo qual esta que vos escreve já passou, quando Renato Maurício Prado resolveu publicar o e-mail abaixo em sua coluna no Jornal O Globo:

Foi um dos tenistas mais ousados de sua geração, ao posar como veio ao mundo em anúncios publicitários;

Foi protagonista de um dos momentos mais hilários da história de Roland Garros, ao “meter o nariz onde não foi chamado” após bater o amigo Alex Corretja na final.

Por tudo isso, Carlos Moyá vai deixar saudades. E o Golden Racket se despede de 2010 com essa singela homenagem à mais emocionante despedida do ano.

Pelo conjunto da obra, Carlos Moyá leva o Troféu Golden Racket de Melhor Aposentado do Ano. Adiós, Charly!

0

Touchdown!

Postado em Destaques, Golden Racket

Kim Clijsters está em grande fase. Venceu o US Open, o WTA Championship de Doha e ainda faturou o prêmio da WTA de Melhor Jogadora do Ano. Mas qual esporte mesmo ela pratica?

Vencedora do prêmio de Melhor Atleta do Ano na Bélgica, Kim simplesmente apareceu na cerimônia vestida de jogador de futebol americano! O que são essas ombreiras?

Tudo bem que a tricampeã do US Open deve ser apaixonada pelos Estados Unidos, palco das suas maiores conquistas. Mas o figurino “estou-indo-fazer-um-touchdown-e-já-volto” foi um pouquinho demais.

O que Kim anda bebendo antes de escolher a roupa para sair?

Kim, aproveita o momento-premiação e arruma um lugar na sacolinha para o nosso Golden Racket, que o Troféu Tom Brady de Melhor Quarterback da WTA é seu!

O Golden Racket já fez sua ligação anônima para denunciar Kim Clijsters à Patrulha da Moda.

4

As alegrias que só ele me dá

Postado em Destaques, Relógios Queijos e Grand Slams


Enfim, cá estou. Deveria ter escrito isso há quase 2 semanas atrás, mas eu queria (precisava) que as pessoas entendessem que eu tenho necessidade de viver de tênis. Que é o que me faz feliz. Que todas as minhas provas e trabalhos acadêmicos poderiam ser sobre tênis. Que meu trabalho fosse: “Vá lá, leia e escreva mais sobre tênis. Ainda não o fez o suficiente”. Mas, né, daí eu caio da cama e a vida nesses dias é tudo para mim, menos tênis.

Além do tênis, há vezes em que eu queria viver de Roger. Sabem, o meu time foi campeão brasileiro dia desses e, no auge da felicidade suprema que acomete um cidadão em uma situação dessas, eu realizei que ele me proporciona o mesmo tipo de sensação, assim, pelo menos umas 2 ou 3 vezes por ano, no mínimo. Logo, posso dizer que Roger me faz feliz. Que todas as minhas provas e trabalhos acadêmicos poderiam ser sobre Roger. Que meu trabalho fosse: “Vá lá, leia e escreva mais sobre Roger. Ainda não o fez o suficiente”. Bom, já chorei demais no ombro de vocês.

Chorei demais aqui o que não precisei chorar no domingo retrasado. Esperavam algo tão fácil assim? Ok, ok, o Senhor Touro “estava cansado, jogou 3 horas no dia anterior” e todo aquele bla bla bla… Mas querem saber? A mim não interessa por que perdeu. A mim só interessa por que Roger ganhou, e ele ganhou porque sua atuação no torneio estava algo que apenas uma palavra, em inglês, passa pela minha cabeça ao definir: Flawless. Já perdi o receio de Londres, de sua quadra lenta, de seu frio arrasador nesta época do ano. Gostava de Xangai, gosto mais ainda de Londres. Acima de tudo, gosto do ATP Finals.

Em meio a sanduíches, pipocas, empadinhas (Uma certa pessoa, que inclusive tem um blog aqui, me acolheu em sua casa para poder ver o jogo ao vivo e me acha magra demais) e muita conversa fiada, aquele foi o único jogo do torneio que consegui assistir pacífica e apropriadamente. Passei a semana trabalhando e estudando e na semifinal minha pequena cã decidiu que iria quebrar a pata, bem no horário do jogo. Dessas sortes que eu tenho com o tênis, algo que vocês perceberão. Talvez por isso estivesse tão desencanada quanto ao resultado ou quanto aos métodos que ele utilizaria para ganhar. Fiz bem, porque se tivesse ficado nervosa ou ansiosa demais, como geralmente acontece antes de um confronto entre os dois, teria sentido um vazio, daqueles de ter tanto sofrimento por nada.

De qualquer maneira, as coisas ocorreram mais ou menos como eu previ no último post, em especial sobre a atuação do Murray. O jogador de loteria, que é o que ele é, faz um jogo bastante vagabundo contra um, daí em seguida põe o outro para correr durante 3 horas  e tem reais chances de vitória. É de loteria também o adversário que ele escolhe para complicar a vida, então os Espíritos Anciãos da Floresta quiseram que, dessa vez, Roger escapasse dessa. “Chupa essa manga, Nadal!”. Algum federista não pensou dessa forma? Aliás, que jogo foi aquele, não?

6-3 no primeiro set e “Meu Deus, Federer começou como um monstro. Nadal está visivelmente morto. Federer está com o backhand no lugar. Acho que isso vai acabar em 2 sets”. 3-6 no segundo set e “Olha lá, Rafa está reagindo. Ele não vai entregar assim tão fácil. Para variar, Federer está dando aquela viajada. Rafa vai levar esse, mas no próximo não aguenta. Eu não duvido do Nadal, não. Será? Roger está quase perfeito”. Por fim, 6-1 e “É, acabou mesmo para o Nadal. Federer flutua, Nadal se arrasta. Mas apenas um game mixuruca, Nadal? É, agora acho que ele quer que acabe logo…”

Game, set and match, Roger Federer. E a minha conclusão final sobre o jogo é: Me deixou mais nervosa e apreensiva esta queda BIZARRÍSSIMA dele, ao tentar dar uma arrancada, do que a coisa toda que foi o duelo. Sensação de paz que eu não sentia faz tempo. Acho ele previu que eu precisava economizar coração para o próximo domingo, afinal, um time esperava para ser campeão e não seria tão fácil assim. Valeu, Roger. Tem certas alegrias que só você me dá. Entende por que é fácil te amar?

E fim de papo. Volto em breve (breve MESMO) com algum balanço da temporada.

0

2011 promete muitas emoções

Postado em Destaques, Top Spin

No início deste ano, muitos achavam improvável que o suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal manteriam acesa a chama de uma das maiores rivalidades (dentro da quadra, diga-se de passagem) da história do tênis.

Mas, terminado o ATP Finals de Londres, com a incontestável vitória do suíço, a melhor notícia, para os fãs desse esporte, é que 2011 promete. E como.

Em 2010, Federer e Nadal pareciam estar numa gangorra: enquanto um estava por cima, o outro não acompanhava o ritmo. Em janeiro, era o suíço o destaque, graças ao título do Aberto da Austrália, torneio em que seu maior rival parou nas quartas de final. Dois meses depois, o espanhol despencava para o quarto lugar no ranking. E muitos acreditavam que começaria ali a decaída de Nadal. Puro engano.

A partir de abril, quem ficou no alto da gangorra foi justamente o espanhol, que ganhou todos os Masters 1000 no saibro (incluindo a final contra Federer em Madri) e, de quebra, Roland Garros. No mês seguinte, o bi em Wimbledon. Em setembro, o inédito título do US Open.

Pois, no apagar das luzes de 2010, eis que reaparece Federer, com cinco jogos impecáveis. E o merecidíssimo título em Londres.

Diante de uma temporada incrível como essa, fica difícil prever quem estará na frente daqui a um ano. Mas uma coisa é certa: o tênis só tem a ganhar com dois jogadores do nível de Federer e Nadal.

Que venha 2011!

3

Bola fora

Postado em Destaques, Golden Racket

A Inglaterra inventou o futebol. Apesar de só terem sido campeões mundias uma única vez, e em casa (bom, pelo menos no futebol eles conseguem ganhar em casa…), e o mundo inteiro achar que futebol é coisa de brasileiro, sim, os britânicos inventaram o futebol. Provavelmente isso tenha alguma coisa a ver com o fato de a Inglaterra ser praticamente o único lugar no mundo onde se joga tênis sobre a grama.

Graças aos britânicos também, a gente pode chamar futebol de football em inglês, ao invés do ridículo “soccer” dos americanos (que preferem chamar de football aquele esporte estranho jogado com as mãos, onde se dá um chute uma vez a cada duas décadas).

Seria de se esperar que os britânicos – especialmente os ligados ao esporte – entendessem um pouquinho de futebol. Ou de grama – embora, pelo menos no tênis, nesse quesito eles ainda estejam deixando a desejar.

Eis que, durante a visita do (suposto) segundo melhor jogador de futebol da história e fanfarrão de plantão, Diego Maradona, à O2 Arena em Londres, onde ocorre esta semana a ATP Finals, o britânico Andy Murray solta esta pérola no Twitter:

@andy_murray  Just met maradona, legend, is he best player ever?

(Acabei de conhecer o Maradona, uma lenda, ele é o melhor jogador de todos os tempos?)

MELHOR JOGADOR DE TODOS OS TEMPOS?

Ah, tá. E o David Nalbandián é o melhor tenista do universo.

(Ooops, vou retirar isso daqui antes que o Alexandre Cossenza resolva apoiar a ideia)

Fala sério, né, Murray? Nem nas transmissões do Brasileirão por aqui a gente ouve uma besteira desse tamanho.

Por favor, alguém mostra pra esse menino um pouco de história do futebol, e explica pra ele que o maior jogador de futebol de todos os tempos foi Pelé! O rapaz, como bom britânico, bem que podia tratar um pouco melhor a tradição do esporte criado por seus ancestrais.

Ou então talvez a grande mídia do Reino Unido tenha mesmo razão, e a completa ignorância de Andy Murray com relação ao futebol se explique: ele não é britânico, é escocês. Pelo menos quando perde. Como aconteceu hoje, contra Roger Federer. Este sim, uma autoridade no quesito “melhores da história”.

Ih, Murray, a "lenda" não estava nem aí pra você

Por ter perdido, além da partida de hoje contra Federer, uma excelente oportunidade de ficar calado, Andy Murray é o premiado de hoje do Golden Racket, e leva pra casa o Troféu Cleber Machado de Pior Comentário Futebolístico.

Realmente, como comentarista de futebol, Andy Murray é um excelente… err… o quê mesmo? Bom, eu vou pesquisar mais um pouco e depois volto com alguma coisa.

O Golden Racket apoia a campanha “Cala a Boca, Andy Murray!”